30 janeiro 2006

Fomos à Batalha!

... e foi mesmo uma “batalha” para conseguir ir a este passeio! Combinar com os amigos foi difícil, desmarcar e adiar outros assuntos e por fim, na 6.ª à noite lá ficou pronta a moto! À noite mesmo, porque quando cheguei à Motodinâmica para a ir buscar, a Scarlet olhou para mim e recusou-se a trabalhar... e só a paciência do Sr. Vítor para desmontar tudo e obriga-la a pegar... quase hora e meia depois... Lá fui para casa com a carteira mais leve; é que as quedas pagam-se bem e em todos os sentidos...

Sábado de manhã estava um dia esplêndido (frio mas esplêndido). Sem grandes atrasos, encontrei-me com os restantes companheiros de viagem em Valadares. Como o lugar não era propriamente fotogénico (bomba de gasolina), a primeira fotografia só surgiu à entrada da A1 em Estarreja.
Seguimos viagem e logo fui surpreendido pelo ritmo imposto por alguns dos motards presentes. Não sei se inspirados por uma 5.ª fundo que “estiquei” na A29, só porque queria limpar o óleo ainda acumulado nas câmaras de combustão devido ao tombo da semana anterior... porque eu nem gosto de andar depressa... se pelo ritmo sempre motivado da Texe, ou pelo “cantar” delicioso da fantástica Trident (naked da Triumph anterior à Speed Triple, de 92) em verde inglês, do Leonardo. A propósito do Leonardo, este nosso amigo desenvolveu uma técnica de condução bastante invulgar... pés fora dos patins e pernas esticadas ao vento! Complementarmente, levanta a roda da frente em qualquer aceleração de 1.ª e 2.ª! O tri-cilíndrico Triumph é assim!
Paramos na área de serviço de Pombal para abastecer as máquinas mais gulosas. Eu não precisava de abastecer, mas estava disposto a implorar por uma casa de banho... parece que bebi água a mais de manhã! Ainda telefonamos ao Ruben (Nietzsche), para dizer que estávamos atrasados, mas já estávamos perto.
Seguimos viagem e depois de desviarmos para a A8 a “Crazy Naked Band” voltou a atacar... enquanto eu o Filipe (Tasnafila), com a Célia como companhia, circulávamos calmamente, os nossos amigos (Texe, Tiago, Nelson e Leonardo) quase que se acotovelavam lá à frente.


Já em Alcobaça, o Ruben recebeu-nos numa esplanada solarenga e ali permanecemos até à hora de almoço. Oportunidade para conhecermos algumas pessoas do fórum, das quais só vemos o nick e o avatar usualmente. Tempo ainda para histórias e conversas, sempre com o seu quê de cómico. Entretanto, tínhamos a Texe feliz da vida, porque tinha atingido a sua maior velocidade de sempre: mais de 220 kms/h, na sua corneta! Isto é, Hornet!

O almoço foi excelente, num restaurante típico, com muita gente numa excelente organização do Ruben. Tive oportunidade de conhecer mais participantes do fórum (alguns internacionais – Argentina e Espanha sejam bem vindas), e ainda, o Admin e o Conselho de Moderadores. No breve contacto que tive com estes últimos, sinceramente fiquei com boa impressão de todos... o que prova que não devemos interpretar literalmente o que por vezes está escrito... aproveito para saudar esta equipa e a forma como têm conduzido o fórum (mesmo que por vezes eu tenha apresentado críticas, que espero terem sido recebidas como construtivas).
Depois do almoço, seguimos bem confortáveis para a Expobatalha e nem as poucas gotas de chuva nos incomodaram.

Entre as duas Ducati, quase não me apercebia da cinzenta, tal é o poder de atracção do vermelho...

A verdadeira exposição começa cá fora... muitas, muitas motos!

Já na exposição, encontramos imediatamente uma figura conhecida... mesmo muito conhecida! E que como é hábito do Nuno, recebeu-nos da forma calorosa que tanto o caracteriza (Grande Satan)! Gostei também de ver o Vítor Sousa com quem me cruzei por breves momentos, mas os suficientes para nos rir-mos uma vez mais com o episódio do meu lenço a caminho da Santa Luzia!

O SataN também cá estava... mas em trabalho!

Na exposição encontrei ainda o Pedro e o Aníbal, com quem tinha combinado também este passeio. Como não puderam vir de manhã, juntaram-se a nós para o regresso.

Uma exposição cheia de "bombas" (ainda que azuis neste caso)... sempre gostei de motos vermelhas com plásticos!

Este ano a Expobatalha estava mais pequena; em falta os stands da Kawasaki, H.D. e Buell, Aprilia e Moto Guzzi, Cagiva... assim que me lembre rapidamente... mas na generalidade, todos os stands eram mais acanhados (especialmente o da Yamaha!), face ao ano anterior. Na FIL tudo será diferente, mas é lamentável que tudo caia no centralismo da capital (se tal acontecesse no Porto, a minha observação seria a mesma).

Honda Monkey, a 1.ª moto que guiei (com 6 anos)... aqui com depósito cromado e pneu vazio. Ainda hei-de ter uma destas!

Uma Solex... não é bem uma moto... uma bicicleta com um motor em cima da roda dianteira, a roda da tracção. Foi a 2.ª moto que guiei (com 8 anos).

Duas magnificas Vespas. Tive uma (mais recente que estas) entre os16 e os 21 anos e não foi uma experiência que deixasse saudades... mas bem gostava de ter uma destas (como decoração lá em casa!).

Esta BMW recorda os primordios da marca no motociclismo; este exemplar é anterior à RC30, a primeira BMW que utilizou o inédito motor boxer e veio de transmissão.


Limitei a escolha das fotografias aos modelos que ainda não tinha visto ao vivo, excepção feita às motos retro da Triumph (das quais só não conhecia a Scramble) que são as minhas favoritas de momento, e aos modelos clássicos que estavam expostos. A título excepcional também, a fotografia no Tiago com uma Hayabusa, a minha favorita das Sport Touring (embora esta classificação não seja consensual).

A Scramble, uma séria candidata à minha próxima moto. Emblemática!

A Truxton, puro heritage!

A Bonneville, uma moto surpreendentemente agrádável de guiar e com um estilo marcante.

A nova Daytona 675. Deve ser fantástica de conduzir, mas dispensavam-se tantas semelhanças à CBR 600 RR. Que tal Tiago?!

A Paul Smart, a minha Ducati favorita de momento. Mística não lhe falta...

Mas dava-me por feliz com esta Sport... viva o revivalismo!

O Tiago a sonhar em cima da Hayabusa. O volume frontal esconde uma agilidade notável. Este "falcão" é inesgotável na capacidade de nos surpreender e esboçar sorrisos!

Tempo ainda para passarmos pelo "campo dos sonhos"... a MV Agusta é um objecto de culto, especialmente o modelo F4-Senna.

Hora de regressar a casa; há que vestir todo o equipamento impermeável, porque lá fora chovia a sério e até ao Porto não era de esperar outra companhia. Bem fizeram o Tiago e o Leonardo em comprar impermeáveis, caso contrário tinham absorvido uns bons kg de água!

O Leonardo e a sua Trident ao lado da Scarlet.

O Nelson na sua "bandida".

Paragens nas áreas de serviço de Pombal (para reabastecer) e Antuã (para a despedida). O pessoal mantinha-se muito animado apesar da chuva. A viagem foi feita a velocidade moderada, mas chegados à A29, a Crazy Naked Band voltou a atacar forte! Com menos chuva, os velocímetros rondaram os 180 kms/h. Fui acompanhando aquele ritmo frenético, arriscando menos nas curvas e compensando nas rectas (a minha relação com a Scarlet ainda não está totalmente estabilizada e aquele Bridgestone 020 não vai com a minha cara definitivamente... até porque está a ficar muito deformado). Mantive-me sempre a 100 metros do último, até que já na zona de Arcozelo vejo ao longe um motard parado na berma. Resolvi abrandar para ver se este precisava de ajuda. No momento em que tiro acelerador (ainda na faixa esquerda), um verdadeiro (e passo a citar tudo o que me ocorreu no momento) filho da #$%&, cabrão, azeiteiro, molusco paneleirote, broc#$%&@ de cavalos, de um imbecil enlatado, ultrapassa-me pela esquerda, passado à tangente entre mim e os rails... fiquei verde de raiva, mas não fui atrás dele. Abrandei, e quando estava a aproximar-me, o motard fez-me sinal para eu seguir, agradecendo e dizendo que estava tudo bem. Retomei a aceleração, mas nunca mais avistei a Crazy Naked Band...

Cheguei a casa encharcado, gelado mas sem me ter apercebido disso, tal era a satisfação pelo dia passado. Só não gostei do resultado do Benfica... que grande lição levou do Sporting (parabéns aos Leões).
Tomei um banho bem quente, saí para jantar e quando regressei, fiquei a ver “Os 25 anos da Febre de Sábado de Manhã” na televisão, acompanhado de umas castanhas assadas e de um bom vinho tinto. Por momentos relembrei todas aquelas músicas, a rebeldia do desabrochar do Rock Português e o aparecimento do Rock Futurista no panorama internacional. Estávamos nos anos 80 e já lá vão 25 anos... mais do que envelhecer, assim vale a pena VIVER!

E foi assim que escrevi este longo texto...

Sérgio

P.S.: peço desculpa aos meus companheiros de viagem Texe, Célia, Filipe, Pedro e Anibal por não ter aqui colocado as fotografias que vos tirei. Utilizei uma máquina "nova" e perdi algumas fotografias (nabices!). Compenso-vos da próxima!

12 comentários:

Anónimo disse...

Pois é por aqui come-se muito bem...sou uma sortuda por morar na zona:P
curti conhecer mais uns tripeiros...são sempre simpáticos...um bocado timidos..mas pronto!!!Ainda bem q tudo correu ás mil maravilhas e q chegaram bem tb...
apareçam amis vezes...
Miss xx

Tiago Monteiro disse...

Gostei muito do passeio! e das pessoas que não conheçia! o teu caso, do nelson e do tás na fila! abraço a todos e desculpem qualquer coisa! e fiquem avisados.... a "crazy naked band" vai atacar novamente.....

Nelson disse...

Passeio 5 estrelas, em optima companhia.
Ó sergio na proxima tiras as carenagens á scarlet pra te juntares á "crazy naked band" lol, gostei do nome.
abraço

Texe disse...

Hummm.. tanta difamação junta!!! nem sei se comece pela parte da banda dos nus loucos, se pela parte da minha velocidade máxima!.. FOI 230km!!!!! :)
Grande crónica, sr. curvas loucas! Aparentemente de loucos todos temos um pouco! Só que uns ficam-se pelo nome!!! eheheh Brincadeirinha só para me meter contigo!.. Concordo que as velocidades atingidas nem sempre foram razoaveis, tendo em conta as condições atmosféricas, mas... a pressa e o bichinho juntos fazem destas coisas! Inexplicável e indesculpável.. :) Apesar dos abusos correu tudo bem e isso é que importa! Mais um passeio que ficou para a historia, pela adrenalina e pela excelente companhia! Banda: quando lan

Texe disse...

çamos um album? loool

Tiago Monteiro disse...

A conselho do leonardo o nome ficaria melhor como "crazy naked gang" porque quem se meter acaba pulverizado!!!!

CARMO disse...

crazy naked gang... isso faz lembrar o Palma's Gang! Grande som! "Ai Portugal, Portugal! De que é que estás à espera?...". Eheh!

tasnafila disse...

E eu é que sou maluco. Vamos ver como estamos de "tempo" para ir á FIL. Como é? Alinham?

nelson disse...

pá, eu tou no ir... é em março né? é k março tá complicado... depende do dia...
O album é so afinar as vozes, que som já temos, pomos lá as triumph's (choc choc PUUUM) lol, na brinca

Anónimo disse...

Boa crónica Sérgio. Já vi que a vossa viagem foi bem "animada", eheh.

Quanto ao BT 020 não gostar de ti, eu acho que é mais o Michelin.

As vossas crónicas / posts conseguiram convencer-me a não ir à Batalha este ano. Mas a FIL não perco.

Abraço,
Francisco(VFR)

Anónimo disse...

Ola a todos.

Gostei muito do passeio, apesar de não ter dado para falar muito achei toda a gente simpatica.

Quanto ao pulverizar, vamos ver no próxima vez quem fica pulverizado :)

Espero que nos encontremos mais vezes.

abraço e bjs a quem de direito,
Pedro ( AKA Blackbird163 )

CARMO disse...

Boa Pedro! É assim que eu gosto de te ouvir. Vê se da próxima vês trazes a Filipa contigo.
Foi excelente o Anibal ter vindo; temos de trazer o João Pedro também na próxima.
Quanto a ir à FIL, está difícil... mas digam quando é que tencionam ir, porque gostava mesmo de "repetir" um dia tão bem passado convosco.
Obrigado a todos!
Sérgio