21 junho 2007

KEANE

Ora aí está uma banda que de inicio eu não apreciei... O sucesso era generalizado e criou logo fans... mas eu... arrgh... nunca gostei daquele som.

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Estranhei até pessoas como o meu Pai gostarem daquilo... Logo o meu Pai, que desde sempre, foi uma referência para mim em bom gosto musical. Em miúdo ponha-me a ouvir Andrew Lloyd Weber, Moody Blues, Cat Stevens, Clifford T. Ward, Barbra Streisand, Triumvirat, Solution, etc.; autores que ainda hoje aprecio muito e ouço regularmente. Mais tarde, já comigo na adolescência, foi ele que trouxe para casa o 1.º album dos U2, e do Lloyd Cole! Quando ninguém nunca tinha ouvido falar deles...

Lembro-me até de ouvir a Ana Teresa a cantar efusivamente os refrões mais badalados do som pop dos Keane... mas aquilo não me entrava... e até comentava com ela (com o meu habitual mau feitio): "...não sei como consegues gostar disso...".

A minha repugnância geral manteve-se até ouvir "Bedshapped" e "We might be strangers"; são dois temas que me agradam de sobreforma! Em relação aos outros temas, a repugnância auditiva mantem-se actual.

Eis que entretanto sai o segundo trabalho da banda, e não é que me surpreendeu totalmente?! Gosto mesmo muito da generalidade do álbum, especialmente de "Put It Behind You" e "The Frog Prince".

Portanto meus amigos, a 3 de Agosto no Porto, em pleno e maravilhoso Parque da Cidade, lá estaremos!

Sérgio

P.S.: vou levar uns tampões para algumas partes do concerto!

12 junho 2007

Notas soltas...

Standing firm on this stony ground
The wind blows hardPulls these clothes around
I harbour all the same worries as most
The temptations to leave or to give up the ghost
I wrestle with an outlook on life
That shifts between darkness and shadowy light
I struggle with words for fear that they'll hear
But Orpheus sleeps on his back still dead to the world

Sunlight falls, my wings open wide
There's a beauty here I cannot deny
And bottles that tumble and crash on the stairs
Are just so many people I knew never cared
Down below on the wreck of the ship
Are a stronghold of pleatures I couldn't regret
But the baggage is swallowed up by the tide
As Orpheus keeps to his promise and stays by my side

Tell me, I've still a lot to learn
Understand, these fires never stop
Believe me, when this joke is tired of laughing
I will hear the promise of my Orpheus sing

Sleepers sleep as we row the boat
Just you, the weather, and I gave up hope
But all of the hurdles that fell in our laps
Were fuel for the fire and straw for our backs
Still the voices have stories to tell
Of the power struggles in heaven and hell
But we feel secure against such mighty dreams
As Orpheus sings of the promise tomorrow may bring

Tell me, I've still a lot to learn
Understand, these fires never stop
Please believe, when this joke is tired of laughing
I will hear the promise of my Orpheus sing

David Sylvian – Orpheus (Secrets of the Beehive)


Nestes últimos dias, para variar, tenho continuado a viajar pelo país fora e a desenvolver o meu trabalho de consultor. Mais do que o conteúdo técnico deste trabalho, o cerne da questão está no entusiasmo com que se transmite a mensagem; na motivação que se imprime a cada um que nos levanta uma dificuldade sobre como implementar técnicas que não domina, e como tal, naturalmente duvida que funcionem. Neste contexto, como devem imaginar, quando termino o meu dia, estou exausto… até porque muitas vezes, além de ter de fazer este trabalho com os comerciais, tenho de o fazer também com os supostos responsáveis pela coordenação destes mesmos comerciais… e que por vezes são os mais incrédulos, cépticos e desmotivados de todos…
Isto marca-nos… e passamos a reparar e observar coisas em que nunca tínhamos reparado. Estive em Tomar no mês passado e fiquei fascinado com a luz desta cidade do “interior”; era incrível a luminosidade da cidade às 9 da noite no fim de Maio…

A paz e serenidade que esta luminosidade me passou, pôs-me a pensar se, de facto, lido bem com as pessoas que me rodeiam, ou se serei mais feliz estando sozinho… visto que não preciso de dar atenção a ninguém, posso estar tranquilo nos meus pensamentos, e acima de tudo, não tenho de me preocupar com as expectativas que posso gorar nas pessoas de quem "gosto". Não há nada que mais mal me faça sentir, do que fazer "sofrer" as pessoas que "gosto". É difícil lidar com isto…

"Interrompo a emissão para dizer que acabo de ver um anúncio da Multi-Ópticas com a Diana Chaves, que me fez babar o computador!"

Voltando à realidade… prefiro sofrer eu, a fazer sofrer as pessoas quem gosto. Por muito que a minha maneira de agir não tenha qualquer intenção de criar algum mau estar a alguém, inevitavelmente, entre amigos, entre colegas, nos meu relacionamentos, isto acaba por acontecer… e nessa altura não sei gerir a situação, entre fazer o que me faria mais feliz, ou o que não magoa os outros... porque se os magoar, ainda que inadvertidamente, o peso de consciência entristece-me seriamente… ou seja, triste por ter cão e por não ter!

Literalmente neste caso… há um mês atrás nasceram 3 cãezinhos lindos num campo ao lado da casa de praia dos meus pais… a ideia de estarem desprotegidos, à chuva, sujeitos a pulgas e carraças, mas acima de tudo, sem o carinho de um dono que os proteja e trate deles, mata-me… ainda que a mãe anda lá por perto… não consigo deixar de pensar naqueles cãezinhos, a quem me afeiçoei só por lhes dar água e comida, várias vezes ao dia, sem me virem as lágrimas aos olhos. Houve uma noite em que não consegui parar de pensar neles… mas acobardei-me a fazer 30 kms para os visitar (e outros 30 de regresso)… porque ia desatar a chorar outra vez… porque no dia seguinte tinha de me levantar às 6 da manhã… Ainda por cima, passei por lá depois disto e já não estavam lá... espero que estejam bem...

Para terminar, uma ligação ao post interior… por incrível que pareça, das músicas que eu mais aprecio do George Michael, nenhuma é um original dele!

I Can't Make You Love Me
(written by Mike Reid and Allen Shamblin)


Turn down the lights
Turn down the bed
Turn down these voices
inside my head

Lay down with me
Tell me no lies
Just hold me close,
don't patronize
Don't patronize me

Cause I can't make you love me
if you don't
You can't make your heart feel
something it won't
Here in the darkin these final hours
I will lay down my heart
And I'll feel the powerbut you won't
No, you won't
Cause I can't make you love me
if you don't

I'll close my eyes
then I won't see
the love you don't feel
when you're holding me

Morning will come
and I'll do what's right
just give me till then
to give up this fight
and I will give up this fight

Cause I can't make you love me
if you don't
You can't make your heart feel
something it won't
Here in the darkin these final hours
I will lay down my heart
And I'll feel the power
but you won't
No, you won't
Cause I can't make you love me
if you don't

Sérgio

01 junho 2007

George Michael em Coimbra!

Neste blog tem-se falado de música nos últimos posts; de boa música aliás como é habitual por aqui… hoje nem por isso!

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Pois é; no dia 12 do mês passado fui ver o Sr. George Michael, que ao fim de muitos anos de carreira (mais de 20), se dignou de vir a Portugal. Mais vale tarde que nunca, e pelo menos, escolheu bem o local: Coimbra – a meio do país!

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Mesmo sem apreciar o estilo, estava curioso para ver um espectáculo de uma das figuras mais míticas e mediáticas da pop music das três últimas décadas.

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Gostei da forma como resulta a voz dele em palco; o som estava excelente; e em termos áudio-visuais, o espectáculo resulta muito bem.

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Sinceramente desgostou-me um egocentrismo exacerbado… do início ao fim do espectáculo, e com excepção de um tema, o senhor é único em palco, para que seja o centro das atenções. Aliás torna-se monótono, porque são duas horas a ver o homem a dançar sempre da mesma maneira.

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O concerto foi muito virado para a dance music e para o último trabalho do cantor. Dos meus temas favoritos, népia! Jazz: népias também… ainda que fosse um tema só do “Songs from the Last Century”, o meu disco favorito, nadinha… mas já era de esperar.

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Não deixo de reconhecer que ouvir o “Careless Whispers”, vinte e tantos anos, depois de o dançar bem agarradinho a alguma moçoila com boas curvas que me tivesse dado atenção e algo mais (Susana Raquel, onde andas tu?!), numa daquelas tardes das festas da altura do liceu, me deu bastantes saudades e uma ponta de saudável e alegre nostalgia (eheheheh!).

Fiquei com pena de não ver os fantásticos Fingertips na 1.ª parte do concerto, mas os meus amigos obrigaram-me a lambozar-me com um magnífico leitão (no Rui dos Leitões)... e eu contrariado, claro, mas lá fui!

Aliás, o melhor deste concerto foi, sem dúvida, eu e a Joaozinha revermos amigos de quem gostamos tanto e tão poucas vezes convivemos: CristinaXX e MárioXX (os dinamizadores desta nossa ingressão pelo mundo homossexual da pop britânica); e, Cristina e Nuno, mais conhecido por The Great Satan!

Sérgio

P.S.: para quem não está familiarizado com algum tipo de alcunhas, o XX do casal Cristina e Mário é uma alusão motard ao péssimo veículo em que os dois habitualmente se deslocam: uma Honda CBR 1100 XX Blackbird, de cor cinza prata! eheheh!

Perry Blake no Teatro Circo.

No Sábado passado, 26 de Maio, fui ao Teatro Circo a Braga ver o Perry Blake.

Bem, já o tinha visto há 2 anos, na Casa das Artes de Famalicão. A única diferença é que desta vez, Perry Blake fazia-se acompanhar de dois músicos em vez de um.

Honestamente, não fiquei com grande memória deste concerto… não trouxe nada de novo face ao anterior, que gostei mais do que este.

Essencialmente, este músico a actuar em “versão acústica”, perde o melhor do som que cria nos seus trabalhos. Apesar da sua excelente voz, o som envolvente e de personalidade marcante, é uma das melhores características deste músico. As versões acústicas fazem com que os temas percam muito do seu cariz e originalidade.

Aguardo por Perry Blake novamente, mas da próxima com uma “big band” a acompanhá-lo!

Sérgio

28 maio 2007

The Who no Pavilhão Atlântico - o post!

Já passaram vários dias, mas o som da guitarra de Pete Townshend continua intacto nos meus ouvidos… único, marcante, possante e cheio. Perfeito! Por isso o que escrevo é uma mistura desordenada de ideias, cuja emoção de recordar não me permite a coerência do raciocínio.

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Foi um concerto com emoções muito fortes; apesar de Keith Moon e John Entwistle já não estarem no palco, a dupla Daltrey & Townshend esteve imparável. Roger Daltrey continua com a sua voz imponente e agreste; a energia que passa em palco, pela maneira como dança e como faz o microfone rodar pelo ar, envergonha os jovens barulhentos Rose Hill Drive, com metade da idade que fizeram a 1.ª parte (não recordo qualquer imagem sonora… lembro-me vagamente do aspecto deles… e antes não lembrasse!). Pete Townshend está imparável; a guitarra soa como nada mais no mundo soa. A energia está lá; a adrenalina está lá… o braço continua a rodar imparavelmente! Townshend só não salta tão alto…

É inexplicável o que se sente, quando temos à nossa frente dois homens de meia-idade, que fazem parte da história do rock; que marcaram o seu estilo no mundo. Cresci a ouvir esta banda, pelo que para mim foi um privilégio poder estar ali, a 3-4 metros deles. Mais do que ouvir, o som deles fez-me reviver e encheu-me os olhos de água várias vezes ao longo do concerto. Se calhar, pela nostalgia de não os voltar a ver mais… Digo sempre isto quando vejo os Rolling Stones e em Junho vou vê-los pela 4.ª vez!

A plateia estava cheia e por lá encontrei um pouco de tudo: pessoas mais velhas do que eu; pessoas da minha idade, algumas saídas directamente do trabalho para ali, ainda em traje formal; bastantes miúdos, que provavelmente só conhecem os The Who por causa do CSI (tiveram a oportunidade de perceber que muitas das músicas que ouvem de outras bandas da actualidade, são originais destes dinossauros do rock). Grupos de amigos, casais sozinhos, amigos de longa data que já não vão a um concerto há anos… só mesmo pelos The Who.

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O que é realmente mais incrível e marcante é a imponência da guitarra de Pete Townshend. Todos os grandes guitarristas têm uma sonoridade única nas suas guitarras; Townshend conseguiu uma mistura entre a distorção e um som tão potente quanto limpo, consistente. Ouvir aquela guitarra ao vivo é algo que não se esquece… nunca!

Sérgio

17 maio 2007

The Who no Pavilhão Atlântico!

Uma hora depois de ter saído do concerto dos The Who, a intensidade das emoções não me permite, contrariamente à minha vontade, fazer um post sobre este concerto incrível...

Lamento não ter tido a máquina fotográfica comigo; fiz apenas umas fotografias ranhosas com o telefone, alguns filmes e umas tantas video chamadas para o meu pai!

Preciso de uns dias de silêncio para digerir o extase em que me encontro...

Sérgio

11 maio 2007

Guillemots.

Há mais de um mês que ando com este som fantástico dentro da cabeça.

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No fatídico fim-de-semana em que fui a Bejar, Salamanca, o meu grande amigo Jorge “Enterra” apresentou-me mais uma das suas fantásticas descobertas musicais: Guillemots.

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Nem sei bem como descrever o som desta banda: soa muito a rock sinfónico; por vezes tem algumas influências de pop electrónico. Acima de tudo, é um som extremamente melódico e aveludado, para o qual contribui a voz inédita do vocalista. Mas sem deixar de ser rock!

Por momentos parece que voltamos aos anos 70 e estamos a ouvir uma miscelânea entre os Camel, os Moody Blues e os Yes. A melodia domina um som consistente, encorpado e completo, onde não faltam as orquestras, sons contra-melódicos e dissonantes. A envolvência sonora é a nota dominante. No meio de tudo isto, ainda se encontram algumas semelhanças com Maximillian Hecker. O som é viciante e encantador. Têm um palco sonoro quase sobrenatural; inspira serenidade e tranquilidade (mas não como a do Sporting!). É um som relaxante para ouvir no meio da neve, ou em frente ao mar; há também faixas em que o som e o ritmo são mais vigorosos. Acima de tudo é um som sem arestas… suave e liso. Até parece o motor 5 cilindros do meu Volvo(!), tal é a fluidez com que atravessa os nossos canais auditivos, apesar de ter uma personalidade tão vincada. Ou seja, não confundir com essas sonoridades isotéricas lamechas de quinta qualidade que por aí andam muito em voga e a que alguns chamam erradamente de chill-out... Relembro, isto é rock!

Não diria “cantem e encantem”, mas antes, ouçam e encantem-se! Como diria um conhecido chefe de mesa do mais mediático restaurante da cidade do Porto: "Recomendo vivamente."! A sério!

Sérgio

03 maio 2007

VENDE-SE!

Preciso de vender a minha "banheira". Vou passar a fazer menos kms e deixo de precisar de 2 carros.

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Há por aí interessados?! Trata-se de um VOLVO S80 T5: motor a gasolina de 2.000 c.c. com 220 CV; é de 1999 e tem quase 240.000 kms. Está em estado irrepreensível. Tem o interior em couro negro e madeira castanha escura. Tem ainda muitos extras: computador de bordo; cruise contro; telefone; bancos aquecidos; ar condicionado individual; vidros e retrovisores eléctricos com desembaciador; encostos de cabeça rebatíveis automaticamente; bancos traseiros rebatíveis; controlo de tracção e estabilidade; aparelhagem com rádio com 20 memórias de FM, leitor de cassetes, leitor de cd e 9 colunas.
É um autentico avião! Anda mesmo muito e é extremamente seguro, suave, silencioso, espaçoso e confortável. Ao contrário do que se espera, não gasta muita gasolina (em média 10L/100 kms).

Ofertas para sergio@carmo.com.pt. Vendo à melhor oferta!

Sérgio

04 abril 2007

Fim-de-Semana Azarado.

Este fim-de-semana (24/25 de Março… desculpem o atraso) tive mais um dos meus episódios caricatos de falta de sorte.

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Fui até à estância de Bejar, para matar algumas saudades da neve, visto que este ano não pude acompanhar os meus amigos nas minhas férias favoritas, graças ao meu querido chefe. Fui com mais 3 pessoas, que pouco ou nada esquiavam, só com o intuito de os ensinar, porque na verdade só havia pistas de iniciados abertas, e estas com neve artificial. Levei os skis para com eles andar no primeiro dia, e a prancha para no segundo dia matar saudades.

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Posso dizer-vos que o fim-de-semana até foi agradável, apesar de no Sábado ter terminado a tarde no Hospital da vila de Bejar (onde fui muito bem tratado). É que no final do dia, já sem os skis nos pés, ao sair de uma telecadeira, apareceu-me uma besta de um funcionário da estância à frente, tendo eu ficado esmagado entre ele e a cadeira: resultado, ao tentar amparar a cadeira, rebentei um tendão no dedo médio da mão esquerda, ficando com o dedo dobrado e sem conseguir fazer qualquer movimento… Não lembra de facto, nem ao diabo, que um dos responsáveis pelo funcionamento dos meios mecânicos se atravesse num sitio de saída, onde é proibido alguém passar. Possivelmente estaria bêbado… Fiquei meio apático… sei que o insultei, mas nem me consigo lembrar da cara dele. A cadeira deu a volta e ainda voltei a levar com ela nas costas.

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Saí do hospital com uma tala no dedo. Não me tirou a boa disposição e até andei a fazer snowboard no Domingo o dia inteiro. Também não me impediu de guiar para casa…

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O pior vem agora… É que tive de ser operado para coser o tendão e os resultados clínicos não são muito interessantes para este tipo de lesão. Tive dores no pós-operatório e hoje foi o 1.º dia que não tomei comprimidos. Tenho pela frente 4 semanas com o dedo imobilizado; ou seja, não posso fazer quase nada do que mais gosto: viet vo dão, squash, body board, andar de moto… enfim! Resta-me a consolação que se fosse na mão direita teria sido pior. Apesar de tudo, se tivesse partido o dedo tinha sido menos grave… agora assim, garanto-vos que de agradável não tem nada…

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À partida, não vou conseguir mais esticar o dedo totalmente… O que me impede de fazer um gesto muito útil a algumas pessoas que me chateiam constantemente… com a mão esquerda!

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Sérgio

01 abril 2007

Passeio ao Lindoso - Take 2!

Há dois fins-de-semana atrás fui fazer uma passeio de moto. Estava ansioso por voltar a fazer o passeio que no ano passado não consegui terminar, porque caí na geada (e no óleo e gasóleo e sei lá que mais), ao passar em frente à central eléctrica do Lindoso.

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Comigo alinharam logo, além da Joaozinha, o Pedro e o João Pedro.
O Pedro antecipou-se a mim e no seu blog fez uma crónica da viagem. Visitem http://www.amado-historiasdavida.blogspot.com/.
Tenho algumas fotografias e histórias para adicionar às do Pedro.
Saímos do Velasquez e fomos pela A28 até Viana do Castelo, com destino marcado a Ponte da Barca e ao Lindoso. Reentrada em Portugal por Monção e Melgaço, em direcção aos Arcos de Valdevez; e finalmente, regresso ao Porto.
A primeira paragem foi na área de serviço de Viana, para um café; e logo aqui a primeira história. Quando fui buscar os nossos cafezinhos, chegou um casal com 3 filhos. A típica família portuguesa que ao Domingo tira o carro da garagem, veste a melhor roupa e vai almoçar fora. Todos os miúdos quiseram donuts e bebidas energéticas (powerade); os pais, por oposição, escolheram algo mais relaxante… dois cafés e duas Macieiras! E venha a estrada!

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O passeio propriamente dito só começou depois de Ponte da Barca. Aí sim, começaram as paisagens dignas de se verem, as curvas dignas de deitar a moto e de arredondar os pneus deformados pelas auto-estradas e vias rápidas. O piso estava seco e convidava ao desfrute da estrada… mas algumas manchas de óleo lembravam-me o episódio de Janeiro de 2006… e criavam-me alguns arrepios… não queria regressar novamente de reboque! Mais tarde, ao almoço, o João Pedro referiu que numa das curvas fomos à berma devido a uma dessas manchas de óleo.

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Parámos na curva em que caí, e mais uma vez, não entendo o tombo do ano passado… geada sim, óleo sim, e gasóleo também. Só pode… aquilo é quase uma recta.

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Tentámos almoçar em Portugal, mas ficámo-nos pelas fotografias; o aspecto não antevia grandes iguarias, pelo que acabámos por almoçar do lado espanhol, numa esplanada, e diga-se de passagem, muito bem! Carne de vitela grelhada muito boa, salada com “nutrientes especiais” e uma vianeta com whisky! Mas pouquinho é claro… é que os espanhóis não têm Macieira!

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Em Espanha a paisagem tornou-se menos interessante; já a estrada melhorou. Mas o melhor veio depois de entrarmos novamente em Portugal. Especialmente entre Melgaço e os Arcos de Valdevez. A 50 kms/h, as curvas eram feitas bem rapidinho… e com direito a algumas surpresas… ainda bem que não vínhamos a “queimar” muito. Apesar disso, quando parámos, percebemos que não havia muito mais pneu para usar! O Pedro e a sua VMAX não conseguiam acompanhar o ritmo da fantástica RSV1000 do João Pedro, que seguia nas calmas… Para mim, e até porque levava comigo a Joaozinha, o ritmo estava “au point”. Só lamento ter endurecido demasiado a suspensão da frente para evitar os afundamentos nas travagens, o que tornou a viagem mais cansativa. De resto, a máquina esteve impecável!

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Jantei já no Porto e ainda tive direito a uma chuvinha antes de chegar a casa.

Adorei o passeio; mais ainda a companhia. Sem dúvida, uma equipa a juntar para breve.

Sérgio

P.S.: durante o mês de Abril não vou poder andar com a Scarlet. Fui operado e tenho a mão esquerda imobilizada.

21 março 2007

The Who?

The Who?! Quem conhece estes senhores?! Quem nunca ouviu falar deles?! Quem são eles?!

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A banda formada por Pete Townshend, Roger Daltrey, John Entwistle e Keith Moon tem um historial maior do que muitos de nós podemos imaginar… Podia ficar aqui dias a fim a escrever sobre eles, histórias que conheço, histórias que li, histórias que podemos consultar na Internet (http://en.wikipedia.org/wiki/The_Who).


A grande maioria de nós, desconhece quem são estes senhores… Outros conhecem e bem esta banda de rock sinfónico, pelo enorme sucesso que tiveram nos anos 70 e 80. Outros ainda, sem conhecer grande historial destes músicos ou a discografia da banda, recordam a banda sonora de Tommy, e a história do filme mediático, em que o rapazito invisual era um craque dos flipers. Nesta banda sonora participavam muitos outros nomes mediáticos, como: Elton John, Tina Turner, Eric Clapton, etc. Mas o tema principal era dos The Who (Feel me). O que grande a maioria de nós desconhece, é que o genérico da séria televisiva, agora tão badalada, CSI, é da autoria e interpretação dos The Who.

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Finalmente, e ao fim de muitos anos, percebi de onde vem a inspiração para o som igualmente fantástico e original da guitarra do The Edge (U2); especialmente, a forma extenuante e tão peculiar de tocar (reparem bem na sonoridade da guitarra em Vertigo).

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Famosos em palco pela sua atitude puramente rock ‘nd roll, ficaram também conhecidos por serem a banda que mais barulho (ruído medido em dB) faziam ao vivo; tinham ainda especial aptencia para destruir os instrumentos no final dos concertos. Roger Daltrey e a sua voz rouca, quase voz de hard rock, tinha o hábito de fazer girar o microfone a grande velocidade, segurando-o pelo fio, provocando o efeito visual das pás de um helicóptero. Pete Townshend ficou famoso pelos saltos que dava com a sua guitarra, em que atingia grande altura e exibia uma abertura de pernas notável; em simultâneo castigava a sua guitarra, rodando o braço continuamente como se de uma ventoinha se tratasse.

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Actuaram recentemente no LIVE 8, e como eu os gostei de ver. Sonoridade fantástica! Das melhores bandas que por lá passaram. Incrível como aqueles homens, cuja figura já nada tem a ver como o passado, se mantêm em tão boa forma. Passaram tantos anos, e continuam a tocar com grande entrosamento entre eles, tal como se continuassem a ensaiar diariamente.

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Esta banda vem ao pavilhão Atlântico a 16 de Maio e eu vou tentar ir vê-los. NÃO PERCAM!!!

Sérgio

18 março 2007

Mainland (http://www.fotolog.com/maineland).

Dei um saltito ao Mainland e normalmente há sempre umas fotografias do mar... incríveis!

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Mas por vezes há mais qualquer coisita...

"Era uma vez um riacho muito bonito que serpenteava pelas montanhas. Em certo ponto de seu percurso, na planície, notou que à sua frente havia um pântano imundo, por onde deveria passar.

Então, falou com Deus e, irado, protestou:

– Senhor, que castigo! Eu sou um riacho tão límpido, tão formoso, e você me obriga a atravessar um pântano sujo como esse! Como faço agora?

Deus respondeu:

– Isso depende da sua maneira de encarar o pântano. Se ficar com medo, você diminuirá o ritmo de seu curso, dará voltas e, inevitavelmente, acabará misturando suas águas com as dele, o que o tornará igual a ele. Mas, se você enfrentá-lo com velocidade, vontade, força e decisão, suas águas passarão tão rapidamente pelo pântano que as dele, sujas e fétidas, não as alcançarão, e elas, intactas, retomarão seu curso normal; caso ele seja muito forte, as águas limpas espalhar-se-ão sobre as dele, a humidade irá transformá-las em gotas que formarão nuvens e serão levadas pelo vento em direcção ao oceano. Aí, você será transformado em mar.

Assim é a vida. As pessoas engatinham nas mudanças. Quando é necessário modificar atitudes, seu passo é lento e indeciso; quando ficam assustadas, paralisadas, pesadas, tornam-se tensas e perdem a fluidez e a força. É preciso entrar para valer nos projectos da vida, atravessando os pântanos com valentia e decisão ou tendo a paciência de aguardar até que os rios se transformem em mar. Se uma pessoa passar toda a sua existência fugindo do sofrimento, também acabará evitando o prazer que ela oferece. Há milhares de tesouros escondidos em lugares aonde devemos ir para descobri-los. Existem riquezas guardadas numa praia deserta, numa visita prometida, numa noite estrelada, numa caverna escondida, numa viagem inesperada… O importante é ir ao encontro delas, ainda que isso exija uma boa dose de coragem e desprendimento.

Não procure o sofrimento, mas, se ele fizer parte da conquista, enfrente-o, suporte-o e supere-o. Arrisque, ouse, avance na vida. Ela é uma aventura gratificante para quem tem coragem de arriscar."


Sérgio

03 março 2007

SKYE.

É este o nome da ex-vocalista dos Morcheba.

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Já muito tinha ouvido falar sobre ela, nomeadamente da sua fantástica energia em palco. Mas a verdade é que nunca a vi ao vivo… Sempre a imaginei, dada a sua voz extremamente meiga e aveludada, como uma mulher loira, muito sensual, ao melhor estilo barbie. Até porque na maioria dos temas dos Morcheba, esta senhora canta sempre num tom muito contido… não solta a voz, nem exibe o potencial enorme da sua voz; como que num esforço de quem receia partir a loiça... Para meu espanto esta senhora é negra! De facto, tinha uma ideia totalmente diferente… mas apenas me baseava na voz…

Há muito que não me saia um “tiro pela culatra” desta forma… Estávamos em 1994 quando estava eu encantado com a voz de Diana Krall, que ouvia pela primeira vez na altura. E quando pedi a caixa do cd ao meu amigo que me apresentava aquele vozeirão, pensei que ele estava a gozar comigo, qual foi o meu espanto ao ver uma loira lindíssima e não a imagem que idealizava: uma mulher negra com pelo menos 120 kg!

Quanto ao 1.º disco de SKYE, há três temas que gostei bastante. O 1.º é o tema de abertura do álbum (Love Show), que ouvi pela primeira vez nos “Morangos com Açúcar” em Julho passado e que tão bem envolvia a paixão de Afonso e Susana. É um tema que tem o dom de me por a sonhar e acreditar que tudo aquilo que não consegui fazer desde a adolescência, ainda vou conseguir. Agrada-me não só a melodia, como os momentos em que SKYE parte o gelo e solta a voz e o incrível potencial que indubitavelmente tem. Honestamente, acho que tem ainda melhor voz para cantar a pleno pulmão, do que no tom tão comedido a que estamos habituados. Powerful, é outro dos temas que me encanta, pelo aspecto melódico tão característico dos Morcheba. Jamaica Days é o último tema do álbum e que me agradou pelas referências ao Gospel… bastante soft, mas está lá. O resto do álbum achei-o desconsoladito… mas é só uma opinião…

Sérgio

21 fevereiro 2007

Maximillian Hecker.

Um dos artistas que mais me impressionou nos últimos anos, pela originalidade, pela sonoridade, pela novidade foi Maximillian Hecker. Este alemão que ainda é um miúdo (30 anos), tem um percurso musical invejável e já editou o seu 4.º álbum a solo.

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O próprio intitula a sua música como “melancholy pop hymns”, mas por detrás destas palavras há muito mais a extrair das músicas que o próprio compõe na integridade, tal como as letras, além de tocar todos os instrumentos na gravação dos seus discos. É o tipo de música que quanto mais ouvimos e mais atenção prestamos, mais nuances descobrimos. De Maximillian Hecker ou se gosta obsessivamente, ou se detesta. A música deste senhor tem o dom de por o nosso imaginário a funcionar… se não o fizer, provavelmente vamos detestar. Não é o tipo de som que se ouça… ou mergulhamos profundamente na sua sonoridade, ou não captamos nem 5% do que Maximillian Hecker criou.

O som deste original músico alemão vive de contrastes. Alterna a mais delicada melodia com dissonâncias; os momentos mais relaxantes com distorção de guitarras. Em consequência, provoca-nos momentos de grande envolvência em que os sons nos conseguem por a transpirar, logo seguidos de autênticos arrepios. O melhor exemplo está nos primeiros dois temas de “Rose”, o segundo álbum. Kate Moss e Hold Me Now, são muito mais do que temas musicais; são conjuntos de diferentes patamares musicais unidos por uma letra comum. O próprio tema que dá nome ao álbum é fantástico e contrasta com outros temas, por vezes acompanhados de ritmos electrónicos e ruídos entre o chocante e o inaudível.

O mesmo acontece no 1.º álbum, Infinite Love Songs, onde domina o tom melódico e até depressivo das baladas, cortado radicalmente com o ritmo e recorte deste tema que dá também nome ao álbum.

No 3.º álbum, Lady Sleeps, temas como Birch, Anaesthesia e Dying levam-nos ao mais profundo dos envolvimentos com o campo sonoro que imediatamente toma conta da nossa sala. Ao ouvir estes temas somos dominados por espasmos, arrepios e até melancolia. Nos restantes temas, Maximillian Hecker não consegue surpreender como nos trabalhos anteriores… acontece por vezes… quando a fasquia está demasiado alta.

Se calhar e exactamente por isso, o último álbum é diferente. E se alguns temas estão no perfil que tão bem habituados estamos por este músico (Snow White), outros como Your Stammering Kisses e Velvet Son, tem um estilo country bem marcado; e não será à toa que ao vivo Maximillian Hecker interpreta I Want You de Bob Dylan.

Tive o privilégio de ver este músico ao vivo em Braga, na 1.ª fila do igualmente fantástico Teatro Circo, no passado Sábado dia 17. Fique impressionado com a sonoridade ao vivo da banda que o acompanhava, num estilo bem mais rock e que muito me agradou. A voz de Maximillian Hecker é igualmente impressionante ao vivo.

Igualmente surpreendente e inovadora foi a atitude deste músico em palco… a variar entre o sonso, o pouco profissional, aquele que se esquece das músicas, que não sabe o que dizer, que é tão tímido que não consegue dizer uma frase completa… e que até arrota em palco! Tudo com o objectivo de chocar a audiência, mas com muita, muita piada! Fartei-me de rir! Eu e os meus amigos que me acompanham nesta paixão pelo mundo da música e que contribuíram para mais uma noite bem passada e memorável.

Sérgio

Portalegre - Quinta da Dourada.

Na passada semana estive em Portalegre em trabalho (para dar um curso). Uma gentil equipa pediu que a formação inicialmente marcada em Sintra fosse efectuada em Portalegre; preferiu esta equipa custear a sala durante 2 dias, do que deslocar 22 pessoas durante 2 dias, o que faz todo o sentido! Aliás, este espírito explica o porquê de uma agência de Portalegre estar no TOP TEN das agências de todo o país.

Para mim, encantado! Prefiro viajar a estar sempre no mesmo local, especialmente quando não é a minha cidade. E lá fui eu para Portalegre! Posso dizer-vos que ADOREI!

Desde logo fiquei espantado com a hospitalidade destas pessoas. Trataram-me como nunca fui tratado. Cheguei no dia anterior tarde, mas tinha alguém à minha espera para jantar e para me levar a uma fantástica quinta onde fiquei magnificamente instalado. Não só marcaram tudo e ofereceram-me a estadia, como não marcaram um simples e vulgar hotel, mas antes, uma fantástica quinta de turismo de habitação. Preocuparam-se sempre em almoçar e jantar comigo, como em “desencaminharem-me” para os copos! Ou seja, para que eu não me sentisse sozinho. No fim, ainda tinham uma recordação para mim… Fiquei sem jeito e sem saber como agradecer e retribuir tanta simpatia. Dei o melhor curso de sempre, tendo em conta as avaliações dos formandos (5,7 em 6).

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De facto, fiquei sensibilizado com tanta simpatia, com tanta delicadeza. Senti-me muito bem em Portalegre. Penso que ficaram agradecidos por eu me ter deslocado até lá… possivelmente estão habituados a serem sempre eles a deslocarem-se até à capital. Mas eu não sou da capital… Nasci e vivo 300 kms acima, e se o Porto e os seus habitantes também já sofrem de algum “pedantismo cosmopolita”, eu ainda me rejo pelo bom senso, e faz-me mais sentido deslocar uma pessoa que 22. Sempre me ensinaram que a humildade é a mais nobre de todas as qualidades pessoais; apelo assim que olhemos para as pessoas por aquilo que realmente são e não pela morada. Portanto, nesse aspecto, apenas fiz o que gostaria que fizessem comigo e não há nada a agradecer.

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(aproveito para vos apresentar a minha "banheira")

Adorei a Quinta da Dourada onde fiquei confortavelmente instalado e recomendo a qualquer pessoa um fim-de-semana por aquelas terras (http://www.quintadadourada.com/).


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Adorei também a cidade, que tem uma zona histórica lindíssima, com ruas estreitas e todas as casas pintadas de branco e amarelo como é típico do Alentejo.

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Por esta e por muitas outras razões “…eu hei-de lá voltar…” e será em breve!

Sérgio

10 fevereiro 2007

Referendo do Aborto - Take 2!

Muito se tem discutido sobre um tema tão simples. Tem havido muito “maquiaveliquidade" na discussão da pergunta e na organização das campanhas.

O movimento do “Não” bate todos os recordes em manipular a opinião das pessoas de forma totalmente desprezível, jogando com os nossos sentimentos e necessidades mais básicas:

- No anterior referendo, conseguiu com a ajuda dos poderes instalados no governo, marcar o referendo num fim-de-semana de 4 dias, em que tendencialmente as pessoas vão para fora e não votam.
- Como desta vez o poder não ajuda, foram buscar aquela ideia ridícula contida numa pergunta cretina, onde ferem a sensibilidade das pessoas, confrontando os cidadãos com a utilização de dinheiro dos próprios impostos, para pagamento dos abortos voluntários. Acho fantástico como um movimento tão pudico coloca a questão monetária à frente da questão humana… Esquecem-se porém, que quando uma criança nasce e é abandonada, a sua custódia recai sobre o Estado e o dinheiro para a sustentar vem da mesma fonte e é bem mais!
- Um dos argumentos mais fantásticos que ouvi dos médicos apoiantes deste movimento, foi o de que ao observarem por ecografia o processo de aborto, o feto tenta fugir da seringa que o irá sugar; portanto, há ali vida humana que está a ser assassinada. A minha pergunta a esses senhores é a de se algum deles, algum dia tentou matar uma formiga ou qualquer insecto… estranhamente estes também tentam fugir! E no entanto, tal como o feto até às 10 semanas, estão vivos e desprovidos de sistema nervoso central. Logo incapazes de sofrer ou pensar, mas reagindo apenas por instinto.

Ouvi os tempos de antena e de facto, o movimento do “não” assenta todos os seus argumento apenas numa palavra: NÃO! Não porque não; não à liberdade de cada um de escolher e optar o que é melhor para si mesmo. E a este nível tão íntimo, quem tem o direito de me dizer o que devo ou não devo fazer?

Ouvi o tempo de antena do “sim”, que perante a “mediavaleza” (hoje estou numa de inventar palavras!) do seu opositor podia brilhar. No entanto, não o fez. Pena… Muitas das opiniões pouco ou nada diziam de relevante, e também dispersavam em temas que para nada aqui são chamados. Felizmente, e pelo menos, não caíram no ridículo de imitar o estilo grotesco do adversário e perguntar: “Preferem o aborto livre ou criancinhas nos caixotes do lixo?”. Entristeceu-me que ninguém realçasse o factor mais importante, e pelo qual já não vivemos debaixo de uma tirania: liberdade! Cada um poder escolher o que é melhor para si; porque há questões com as quais NINGUÉM tem nada a ver.

Felizmente, alguém pelo movimento do “sim” fez uma grande diferença: Prof. Júlio Machado Vaz! Referiu e muito bem que esta é uma questão de saúde e não de justiça, portanto a penalização judicial não faz sentido. Há sim que investir no apoio psicológico a estas mulheres que se defrontam com um momento tão difícil.

Ninguém faz um aborto com a libertinagem de quem vai às compras. Não vão haver nem mais nem menos abortos, pelo facto deste ser legal (vejam-se os números dos outros países em que o aborto foi despenalizado); o que vão deixar é de haver mulheres que incorrem em problemas de saúde, esforços financeiros inadmissíveis e de responderem perante os tribunais porque tiveram de fazer uma opção custosa emocionalmente.

Acima de tudo, nenhum movimento tem o direito de brincar com sentimentos tão importantes, muito menos de jogar com as palavras e com realidades paralelas para conseguir influenciar outros, com menos capacidade de análise, em benefício seu e das suas ideias.

Por essa razão, passo a citar este texto enviado pelo meu amigo da blogosfera Solariso, que apela à sinceridade e à objectividade do tema sobre o qual vamos votar amanhã.

Sérgio



“Uma pergunta directa para uma resposta honesta.

A pergunta a que vamos responder no referendo do próximo dia 11 é compreensível para qualquer pessoa que saiba ler e isso é algo que nenhum contorcionismo político ou gramatical poderá mudar. "Concorda com a despenalização..." A despenalização é, evidentemente, a palavra-chave desta pergunta. É talvez surpreendente, mas o referendo do próximo dia 11 não é acerca de quem gosta mais de bebés, tal como não é acerca de quem mais respeita o sofrimento das mulheres. A pergunta do referendo também não é "dê, por obséquio, o seu palpite acerca de quando é que a alma entra no corpo dos seres humanos", matéria que sempre intrigou os teólogos. Não é acerca de quem gosta de fazer abortos e quem gosta de dar crianças para orfanatos. Por isso e acima de tudo, devo confessar que sofro de cada vez que ouço na televisão jornalistas falarem dos dois campos em debate como o "sim ao aborto" e o "não ao aborto".

Numa pergunta que começa com aquele "concorda com a despenalização", os dois votos possíveis não se dividem em pró-aborto e anti-aborto, e muito menos pró-escolha e pró-vida. Os que respondem "sim" à pergunta são "pró-despenalização". Os que respondem "não" são
"pró-penalização" (ou "anti-despenalização", o que é forçosamente ser a favor da penalização). Tudo o mais é responder com alhos a uma pergunta sobre bugalhos, e qualquer chefe de redacção deveria saber isso. "...da interrupção voluntária da gravidez...". Até agora sabemos que a pergunta é sobre despenalizar, mas ainda não falámos de quê. Há quem tenha problemas com a expressão "interrupção voluntária da gravidez" por considerá-la um eufemismo, mas acontece que é a fórmula correcta para designar um aborto não-natural, não-espontâneo.

Mesmo assim, isto não atrapalha o debate: toda a gente parte do princípio de que IVG é aquilo que, em linguagem corrente, genérica e imprecisa, chamamos "aborto". Os problemas surgem quando nos aproximamos da segunda parte da pergunta. "... se realizada, por opçãoda mulher". No mundo real, o que quer dizer esta parte da pergunta? Quer dizer que a concordância com a despenalização da IVG deve ser dada (apenas e só) no pressuposto de que ela seria realizada por opção da mulher. Basicamente, significa que se uma mulher for forçada a abortar por uma terceira pessoa, esse aborto é crime e essa tal terceira pessoa será punida. Quer dizer que, se fulano apanhar uma mulher grávida, a anestesiar e lhe interromper a gravidez, não poderá eximir-se respondendo que "o aborto foi despenalizado", precisamente porque graças à segunda parte da pergunta o aborto só é despenalizado se for por opção da mulher. No mundo do "não", porém, esta parte da pergunta é a que causa mais engulhos. Percebe-se porquê. "Por opção da mulher"? A mulher, grávida de poucas semanas, a tomar uma decisão? Sozinha? Deve haver aqui qualquer coisa de errado.

Quando se lhes retorque que não poderia ser por opção de outra pessoa, e se lhes pergunta quem queriam então que fosse, a informação não é computada. Algures, de alguma forma, teria de haver alguém mais habilitado para tomar a decisão. O pai? O médico? O Estado? Então e se qualquer deles achasse que a mulher deveria abortar, contra a vontade desta? Pois é. É precisamente por isso que aquele inquietante "por opção da mulher" ali está. "...nas primeiras dez semanas...". Aborto livre, grita o "não"! Aqui está a prova, o aborto é livre até às dez semanas! Ora, meus caros amigos, o limite de dez semanas significa precisamente que o aborto não é livre... Ou o facto de só se poder andar até 50 quilómetros por hora dentro de uma localidade significa "velocidade livre"? Não faz muito sentido, não é verdade?

Enquanto digerem esta pergunta, os adeptos do "não" mudam de estratégia. Então o que acontece às 11 semanas? E o que acontece, meus amigos, quando se anda em excesso de velocidade? É-se penalizado, e a penalização vai-se agravando quanto maior for o excesso de velocidade. Isso quer dizer que, nos pressupostos da pergunta, o aborto não é livre. Não era esse o problema? "... em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?" Esta parte final é tão clara que vou poupar palavras. Um "estabelecimento de saúde" quer dizer que não é um estabelecimento desportivo, e "legalmente autorizado" quer dizer que não é ilegal, ou que não é legalmente desautorizado, se tal coisa existisse.

Mas vale a pena notar o que "legalmente autorizado" não quer dizer. Não quer obrigatoriamente dizer do Estado, mas também não quer dizer privado, particular, ou o que seja. Quer dizer apenas que é num estabelecimento de saúde conforme com os procedimentos legais e que foi expressamente autorizado para a operação em causa. Não há melhor barómetro da má-fé neste debate do que dizer que estamos em face de duas perguntas diferentes, ou até duas perguntas de sinal contrário (uma legítima, a outra capciosa), tentando fazer passar a ideia de que a "segunda pergunta" de alguma forma perverte a primeira, rompendo com ela. Não há aqui primeira nem segunda pergunta: há apenas uma pergunta, que se refere a determinadas condições, condições essas que qualificam e restringem o âmbito da questão. Dizer o contrário disto não é só má-fé, é principalmente má-lógica: se a segunda metade da pergunta está contida na primeira, ela não pode ser mais aberta do que a anterior. Como é natural e faz sentido, cada passo da pergunta a fecha um pouco.

Dizer que é "despenalização da IVG" significa que não é despenalização de qualquer outra coisa, dizer que é "por opção da mulher" significa que não é por opção de qualquer outra pessoa, dizer que é até "às dez semanas" significa que não é sem qualquer limite, dizer que é "em estabelecimento de saúde" significa que não é no meio da rua, e dizer que a pergunta se refere a um estabelecimento de saúde "legalmente autorizado" significa que não pode ser no dentista, ou na farmácia, ou no ginásio. Tudo o resto é apenas uma desculpa para não se assumir as responsabilidades do voto. Pessoalmente, não vejo nesta pergunta nada que não me agrade, e vejo muita coisa que me agrada.

É uma pergunta de compromisso, cautelosa, que prevê os limites mais importantes, deixando a definição das políticas (de saúde, de planeamento familiar, judicial, etc.) para os actores e momentos certos. Pode responder-se sim ou não, e eu responderei "sim". Sou pela despenalização, naquelas condições, como outros são pela penalização mesmo naquelas condições. O que não se pode é invalidar a pergunta, degradando a sua lógica. Trata-se de uma pergunta directa. Como tal, pede apenas uma resposta honesta.


Rui Tavares

«Público» de 3 de Fevereiro de 2007”

29 janeiro 2007

Bazar - Porto - Sábado à noite.

No Sábado à noite fui jantar com um amigo de longa data, que agora vive em Espanha.

Depois de jantar resolvemos ir beber um copo. Fomos ao Bazar... algumas notas curiosas:

- Havia uma festa especial e o bar tinha 2 ambientes distintos: onde a música era boa, a sala estava cheia, era desconfortável e tinha um monte de gente a divertir-se à grande; onde a música estava desconsolada (dance music sem grande interesse), havia bom ambiente, pessoas bonitas e podia-se estar bem, sem ser esmagado ou correr o risco de alguém nos virar uma bebida em cima (as mulheres bonitas estavam todas aqui)... mas ninguém se estava a divertir muito.

- As mulheres que acho bonitas, acabo por reparar no momento seguinte que são demasiado novinhas para mim; as mulheres que nem me chamam a atenção, acabo por descobrir que são da minha idade.
- O bar é labirintico e em caso de emergência não se consegue sair de lá.

Conclusão final: estou velho e não saiu mais à noite a partir de hoje!

Sérgio

Expo-Batalha.

Este fim de semana fui à exposição de motos que habitualmente tem lugar nesta altura, na Batalha.

Começando pela exposição em si, definitivamente, não vale a pena ir. Este salão tem vindo a decair de há 3 anos para cá, a um ritmo alucinante. Este ano valeu ver a minhas adoradas e favoritas Moto Guzzi. Tirando isso, nada a salientar.

Acima de tudo valeu pelo passeio e pelo dia. Muito frio mas um dia lindo!

Fiz a viagem com a Joazinha e com o Pedro, valente com aquele frio em cima da VMAX. Desencontramo-nos da Cristina e do Mário. Como já era tarde e queriamos voltar cedo, optamos por não ir almoçar com as 95 pessoas do Motonline. Tive pena de não rever muitos amigos dos quais tenho saudades, mas o tempo não dá para tudo...

Almoçamos no centro da Marinha Grande com vistas para um lago; um almoço muito divertido, agradável e com uma excelente vista.

O regresso foi mais duro, porque o frio apertou... mas nem isso me tirava o sono. Não tenho fotografias, mas o Pedro tirou (depois coloco aqui... quando tiver computador!).
Foi um dia bem passado graças à excelente companhia. Pedro, temos de combinar mais passeios!

Sérgio

22 janeiro 2007

Inicio de ano difícil...

A vida não anda mesmo nada fácil... continuo sem computador e sem internet... tenho trabalhado muitas, muitas horas... e estou farto de passar semanas seguidas em Lisboa. Tenho saudades de casa... do meu canto... das pessoas que gosto... das minhas cadelinhas!

O fim de semana é muito curto... passar num abrir e fechar de olhos e as coisas para fazer acumulam-se de fim de semana em fim de semana.

No próximo, se estiver bom tempo, vou à Expo Batalha com o pessoal das 2 rodas! Alguns já nem me lembro de os ver. Se estiver a chover não posso ir... o pneu de trás já está a dar as últimas e não tenho como muda-lo.

Também tenho saudades de ir fazer umas ondas. Não tenho tido tempo e por vezes o mar não ajuda.

Tenho muitas, mesmo muitas saudades de visitar todos os blogs dos quais me tornei "amigo"... mas não tenho tido oportunidade.

Espero que o fim em causa compense todo este esforço: afinal, só quero ter um trabalho em que me possa empenhar e ser reconhecido pelo meu esforço e desempenho. Será pedir muito? A ver vamos...

Sérgio

13 janeiro 2007

Já não há pessoas de palavra...

Este novo ano de 2007 não está a começar nada bem...

No dia 1 de Janeiro tive um funeral de uma pessoa amiga de família, de quem me lembro desde que me conheço; inclusivamente com quem já trabalhei.

Pois a partir daí nada de bom tem acontecido... Os dias têm sido dominados por muitas desilusões com pessoas que tinha em boa conta e admiração. De facto, nada me pode desiludir mais do que a falta de palavra, de valores, de príncípios, já para não falar em falta de honra ou mesmo vergonha na cara.

Sempre fui habituado a cumprir aquilo a que me comprometo... Não falo aqui de promessas. Até entendo que por vezes prometamos coisas que depois correm mal não por nossa responsabilidade e nos vejamos impossibilitados de realizar aquilo que pretendemos; não culpo ninguém quando tal acontece... acredito que essa pessoa sofra bem mais por não conseguir realizar o prometido, do que os que não vêm a promessa cumprida. Entendo perfeitamente... tem de haver bom senso.

Agora comprometermo-nos e não cumprirmos... ou pior ainda, dar a nossa palavra, fazendo com que os outros acreditem na nossa boa-fé, enquanto premeditamos e engendramos planos maquiavélicos para tirar o melhor partido das situações e deixarmos todos os outros que connosco colaboraram, pendurados e de mãos atadas... acho isto repugnante... inqualificável... vergonhoso... não tenho palavras e sinto-me enojado só de pensar nestas pessoas, especialmente quando as consideramos como amigos.

Afinal Carpe Diem, a interpretação do sonho com o diabo acertou na mosca! "Falar com o diabo - ser enganado por um amigo".
Não vejo o dia de ter computador para fazer mais posts (com fotografia) e de regressar ao Porto para ter mais tempo para a minha família, namorada, amigos, cadelinhas... e para mim mesmo e para as minhas coisas. Estou farto de estar em Lisboa sozinho e só trabalhar de manhã à noite.

Sérgio