11 maio 2007

Guillemots.

Há mais de um mês que ando com este som fantástico dentro da cabeça.

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No fatídico fim-de-semana em que fui a Bejar, Salamanca, o meu grande amigo Jorge “Enterra” apresentou-me mais uma das suas fantásticas descobertas musicais: Guillemots.

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Nem sei bem como descrever o som desta banda: soa muito a rock sinfónico; por vezes tem algumas influências de pop electrónico. Acima de tudo, é um som extremamente melódico e aveludado, para o qual contribui a voz inédita do vocalista. Mas sem deixar de ser rock!

Por momentos parece que voltamos aos anos 70 e estamos a ouvir uma miscelânea entre os Camel, os Moody Blues e os Yes. A melodia domina um som consistente, encorpado e completo, onde não faltam as orquestras, sons contra-melódicos e dissonantes. A envolvência sonora é a nota dominante. No meio de tudo isto, ainda se encontram algumas semelhanças com Maximillian Hecker. O som é viciante e encantador. Têm um palco sonoro quase sobrenatural; inspira serenidade e tranquilidade (mas não como a do Sporting!). É um som relaxante para ouvir no meio da neve, ou em frente ao mar; há também faixas em que o som e o ritmo são mais vigorosos. Acima de tudo é um som sem arestas… suave e liso. Até parece o motor 5 cilindros do meu Volvo(!), tal é a fluidez com que atravessa os nossos canais auditivos, apesar de ter uma personalidade tão vincada. Ou seja, não confundir com essas sonoridades isotéricas lamechas de quinta qualidade que por aí andam muito em voga e a que alguns chamam erradamente de chill-out... Relembro, isto é rock!

Não diria “cantem e encantem”, mas antes, ouçam e encantem-se! Como diria um conhecido chefe de mesa do mais mediático restaurante da cidade do Porto: "Recomendo vivamente."! A sério!

Sérgio

4 comentários:

Mrs. Interra disse...

Sit down my love of all good spaces
and breathe my love let's all be spent
i'm going to tell you both a story
about some memories that i dreamt

see i've lost love in many places
not least the streets of san paolo
and friends especially, i didn't make them
a ten floor window to her home
sometimes i could cry for miles
sometimes i could cry for miles
sometimes i could cry for miles
but i don't

so hush the shadows in the oak tree
be still you curl upon the moor
my heart has fallen upon the wayside
i cannot claim her anymore
so don your duffel coats quite slowly
and this sad jury has ajurned
while on the streets of old san paolo
i watch my baby being burned

sometimes i could cry for miles
sometimes i could cry for miles
sometimes i could cry for miles
but i don't
Lyrics

sometimes i could cry ah sometimes
drop my bags and run for miles
and sometimes i could live my life
but i wont, but i won't

have you ever been thrown across the water
have you ever been thrown across the water
have you ever been thrown across the water
till there's no skin left on your bones

thrown across water
thrown across water
thrown across water
like a stone

get me a doctor
get me a doctor
who will get rid of my bones

get me a lover
get me a lover
who will leave my head alone

get me a soldier
get me a soldier
who will fight me in this war

get me an exit
i need an exit
i need a window or door

thrown across water
thrown across water
thrown across water
like a stone

get me a lawyer
get me a lawyer
who will sue the world for me

get me a person
get me a person
get me a person
who isn't me

cuz i'm getting tired
i'm getting tired
of my stupid little face

cuz i don't belong here
i don't belong here
don't belong in this horse race

thrown across water
thrown across water
thrown across water
like a stone

CARMO disse...

FABULÁSTICO!

Anónimo disse...

Boa onda :)

Pedro

CarpeDiemBeHappy disse...

Desconheço, mas nada como ouvir um dia destes;)

Beijinhos