15 fevereiro 2006

Na Ressaca do "Dia dos Namorados".


Ontem tive uma noite normalíssima... saí do trabalho, fui fazer um treino (com alguma precaução, porque fiz, nem sei como, uma micro-ruptura muscular na perna direita) e depois fui para casa estudar, tendo entretanto jantado e desencravado o zip do fato de mergulho (obrigado papá... é que não havia maneira de o conseguir desencravar!). Confesso também que nunca achei piada ao "Dia dos Namorados. Aliás, por norma, não aprecio festas pré-definidas... parece que temos a obrigação de nos divertirmos muito naquele dia. O que sabe mesmo bem são aquelas farras que vêm do nada... supresa total! Mesmo que ao outro dia seja necessário ir trabalhar... buáaaaaaaaa!

Hoje de manhã estava a ver os emails e encontrei um soberbo, da Rosa, com o seguinte comentário:

"Para quem já encontrou a sua "cara metade" e também para quem que só têm encontrado SAPOS pela frente!!!!!!!!!!!!"


AINDA HÁ PRÍNCIPES

"Não vêm montados em cavalos brancos, a empunhar espadas e a prometer a morte dos dragões. Vêm por nós. Vêm para nós. Só precisamos de prestar atenção.

O que transforma um homem vulgar no nosso príncipe é ele querer ser o homem da nossa vida.
Se ficou sem consorte no dia de S. Valentim não desespere. Faça como uma amiga minha que quando sai do carro, retoca o baton e diz com uma convicção demolidora: «o meu Príncipe pode estar em qualquer lado!».
E pode mesmo. É uma questão de fé, arbitrária e alietória, mas que acontece. "Até porque nós, os extraordinários, somos poucos, mas andamos por aí."... Isto é o que diz um amigo meu que é mesmo extraordinário e já encontrou a pessoa certa, pelo menos por agora...
Foi ele que um dia me explicou o que era esse maravilhoso conceito da pessoa certa.
A pessoa certa não é a mais inteligente, a que nos escreve as mais belas cartas de amor, a que nos jura paixão ou nos diz que nunca se sentiu assim. Nem a que se muda para nossa casa ao fim de três semanas e planeia viagens idílicas ao outro lado do mundo.
A pessoa certa é aquela que quer mesmo ficar connosco. Tão simples quanto isto. Às vezes demasiado simples para nos apercebermos...
Os Príncipes Encantados não têm pressa na conquista, porque como já escolheram com quem querem passar o resto da vida, têm todo o tempo do mundo. Levam-nos a comer um prego porque sabem que no futuro nos levarão à Tour d' Argent. Ouvem-nos com atenção e carinho porque se querem habituar à música da nossa voz e entram-nos no coração devagar, respeitando o silêncio das cicatrizes que só o tempo apaga.
Podem parecer menos empenhados ou sinceros que os antecessores, mas o que chamamos hesitação ou timidez talvez seja uma forma de precaução para terem a certeza que não se vão enganar.
O Príncipe Encantado não é o namorado mais romântico que nos cobre de beijos; é o homem que nos puxa o lençol durante a noite para não nos constiparmos e se levanta às três da manhã para nos fazer um chá quando nos dói a garganta. Não é o que nos compra discos românticos e nos trauteia canções de amor. É o que nos ouve falar de tudo, mesmo das coisas menos agradáveis. Não é o que diz Amo-te, mas o que sente que talvez nos possa amar para sempre. Não é o que passa metade das férias connosco e a outra metade com os amigos; é o que passa, de vez em quando, férias com os amigos.
O Príncipe sabe o que quer. Não é o melhor namorado; é o marido mais porreiro. Não é o que olha para nós todos os dias, mas o que olha por nós todos os dias. Que tem paciência para os meus, os teus, os nossos filhos e que ainda arranja lugar para os filhos dos outros. Que partilha a vida e vê em cada dia uma forma de se dar aos que lhe são próximos. Que quando está cansado fica em silêncio, mas nunca deixa de nos envolver com um sorriso. Não precisa de um carro bestial, basta-lhe uma música bestial para ouvir no carro. Gosta de ler e sai pouco à noite, porque prefere ficar em casa a namorar e a fazer zapping. Cozinha o básico, mas faz os melhores ovos mexidos e vai à padaria num feriado.

O Príncipe é Príncipe porque governa um reino, Porque sabe dar e partilhar, porque ajuda, apoia e faz-nos sentir importantes.
Claro que com tantos sapos, bem vestidos e cheios de conversa, como é que não nos enganamos? É fácil. Primeiro, é preciso aceitar que às vezes nos enganamos mesmo. Depois é preciso acreditar que um dia vamos mesmo ter sorte. E como o melhor de viver é saber que um dia tudo muda, um dia muda tudo e ele aparece.

Depois é deixá-lo ficar... e se for mesmo ele, fica."

Margarida Rebelo Pinto


Não me estou a candidatar a nada... só não gosto de pessimismos... nem de ver alguém sozinho!

Sérgio

2 comentários:

rn disse...

Concordo Plenamente! Dia dos namorados!!Grande seca!!...um dia virado completamente para o consumismo....
O que é um dia comparado com os restantes?! Eu prefiro os restantes sem dúvida e com as pequenas farras vindas do nada!

P.S. a mim nada me faz confusão ver alguém sozinho, desde que seja uma opção e esteja bem com ela própria! Porque há quem esteja só por outros motivos...talvez os sapos com quem se cruzaram eram grandes!!:)

CARMO disse...

Não é pela pessoa sozinha, mesmo enquanto opção, que acho um desperdício... é mesmo pela outra pessoa, que existe por aí, a quem a primeira poderia fazer "muito boa companhia". Sim, porque quem decide estar sozinho por opção, é porque é boa companhia para si próprio, portanto, também o é para os outros!
Quanto aos sapos grandes... não sei... até que ponto o tamanho interessa... ehehe! Como o outro dizia "não me preocupo com essas pequenas coisas... até tenho raízes africanas!".