16 fevereiro 2006

Micah P. Hinson na Casa das Artes de Famalicão.

Ontem fui com os meus companheiros de aventura em jornadas musicais, os Calimeros, ver Micah P. Hinson à Casa das Artes de Famalicão.

Aproveito para publicitar este Município que tem trazido a Portugal músicos (infelizmente) pouco divulgados, mas de qualidade referencial. Em 2005 assisti nesta sala de espectáculos a Perry Blake e Antony & the Johnsons; mas houve mais... além de peças de teatro e outros espectáculos interessantes.

Passavam poucos minutos das 9h30 e estávamos nós em amena cavaqueira na 2.ª fila, com alguns “bonifácios” à nossa frente, quando alguém entra em palco e começa a fazer um test sound. Pensamos nós “isto está para começar!”. A certa altura, aquela criatura de postura low profile e que parecia fazer um esforço para não ser notada pela audiência, dirige-se ao microfone, apresenta-se e diz que vai tocar alguns temas do seu último álbum! Nesta introdução tão singela, nem consegui perceber que ele era... Micah P. Hinson não era concerteza, pois a voz era de todo angélica...
O rapaz terá tocado aí uma meia hora. Em alguns temas apresentou uma voz melodiosa e exibiu uma boa técnica de guitarra. No entanto, fez uma actuação demasiado apagada... parecia que não queria incomodar as conversas da plateia (pior, só a Josefine em Santa Maria da Feira, no concerto do Sondre Lerche e do Patrick Wolf). A certa altura comentou que tinha conhecido uma rapariga em Madrid (Cláudia) aquando da actuação naquela cidade; definitivamente apaixonou-se por ela e disse que ia tentar ficar por cá... “por cá?! Mas ele julga que está em Espanha?!” ri-me eu! Tocou um tema dedicado à sua musa; pessoalmente, acho que se a Cláudia ouviu aquilo, que ele nunca mais lhe põe a vista em cima... acho que foi o pior tema da noite. No último tema, cometeu diversas gaffes à guitarra; pena... Agradeceu muito termos lá ido e saiu, deixando a imagem de ser alguém muito triste e deprimido...

Pelos vistos a forma descontraída de entrar em palco deve estar a pegar moda, pois passados alguns segundos, o próprio Micah P. Hinson entrou em palco e começou a ligar a sua guitarra e os diversos pedais (aliás, o mesmo aconteceu com os restantes 3 músicos que formavam a banda de apoio, que foram entrando um a um ao longo de concerto, e que ele classificava como a sua gospel band). Claro que a postura em nada se assemelhava ao anterior músico: totalmente descontraído, aluado, cómico e conversador com a audiência. Fomos brindados com excelentes sonoridades de harmónica e banjo, entre sons estranhos sintetizados e uma bateria e baixo marcantes, além da guitarra característica de Micah P. Hinson, que ao longo do concerto se revelou um rocker imparável.


Ultimamente os norte-americanos, especialmente os texanos, têm vindo a ser muito mal vistos, consequência da actual política internacional dos E.U.A.. Ontem tivemos mais uma confirmação que não devemos meter toda a farinha no mesmo saco... este é um texano simpático, que transpira ter um bom coração, através das suas letras simples e banais, mas carregadas de sinceridade.


Fui para este espectáculo empurrado pelos Calimeros e sem qualquer expectativa. Saí com um sorriso de orelha a orelha e com aquela sensação de ter vivido uma noite memorável! Viva o rock, o country e o gospel! Viva Micah P. Hinson!


Sérgio

5 comentários:

bob dylan disse...

how many times must man... the answer my friend is blowing in the wind... ups...

santana flopes disse...

Eu não vou a esses concertos onde´só há moluscos paneleirotes com a mania que são pseudo-intelectuais...

bob dylan disse...

Patience my friend! It's my favorite one...

Anónimo disse...

FANTASTICO POST SERGIO E MAIS UM FANTASTICO CONCERTO QUE VIMOS JUNTOS !!
BEIJOS E ATÉ AO PROXIMO :)
MARTA TEIXEIRA

Anónimo disse...

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