05 dezembro 2005

ELEGÂNCIA NO COMPORTAMENTO.


Admiro as pessoas que têm "bom ar" independentemente da situação em que se encontram: podem ter acabado de acordar; estar no meio de uma ventania, ou terem apanhado uma chuvada; estarem vestidos formal ou descontraidamente; terem acabado de tomar banho ou estarem completamente transpirados depois de um jogo. Neste campo o sexo feminino tem nota máxima! É de louvar que as mulheres mantenham sempre aquele ar fresquinho e perfumado, mesmo ao fim de um dia árduo (de ski ou de trabalho) e que mantenham uma graciosidade em tudo o que fazem e na forma como fazem.
Mais do que isso: há pessoas que têm sempre um gesto, uma palavra, um sorriso simpático perante tudo e todos. Gentileza, delicadeza, elegância, graciosidade e educação são cada vez mais difíceis de encontrar e de reunir na mesma pessoa. Fácil é depararmos com o "quero lá saber"...
Se tudo tem uma forma correcta de ser feito (achamos nós); se todos temos (ou deveríamos) ter os nossos valores e prioridades, porquê abdicar deles em prol de um "quero lá saber" cada vez mais generalizado perante quase tudo e todos? Só porque é mais fácil? Será que cada vez mais, menos coisas têm valor para cada um de nós, ao ponto de por e simplesmente não querer saber... o esforço está cada vez mais ausente da nossa sociedade (a sociedade do "...não estou para me chatear..."), que sobrevaloriza tudo o que é fácil. Os desafios não motivam os amantes do sofá e do comando da tv cabo...
A desculpa para grande parte destas situações em que menosprezamos aquilo que acreditamos ser o correcto e optamos por nem querer saber (que se lixe...), advém dos outros não serem correctos connosco; de situações injustas; ou até de "azares" que acabam por comprometer o nosso desempenho... Mas isso justifica?!
É especialmente quando tudo corre mal que se vê o verdadeiro carácter e o íntimo de cada um. É especialmente nessas situações que o pior de cada um de nós vem ao de cima... É em situações dessas que achamos que todos os meios justificam os fins e que o importante é, só e só, resolver as coisas a nosso favor, de qualquer maneira, custe a quem custar... sim, porque o importante é que não nos custe a nós!
Na minha opinião nada justifica proceder desta forma. Deveríamo-nos comportar com os outros, sempre e sem excepção, como gostariamos que os outros se comportassem connosco. Não é esse o princípio de vivência em sociedade? Não termina a nossa liberdade onde começa a dos outros? Não seria mais fácil e mais feliz a nossa vida em sociedade desta forma? E qual seria o preço disto tudo? Se repararem bem, muito baixo... na maioria das vezes, o tempo de contarmos até três e respirar fundo...

Deixo-vos um texto sobre este tema, que me enviaram há uns tempos atrás... não me lembro quem foi, nem sei quem é o autor (mas acho que foi o Scarpelli!).

Sérgio

"Há coisas que são difíceis de serem ensinadas e que, talvez por isso, sejam cada vez mais raras. Um delas é a elegância no comportamento.

É um dom que vai muito além do uso correcto dos talheres e abrange muito mais do que dizer um simples "obrigado" perante uma delicadeza.
É a elegância que nos acompanha desde a primeira hora da manhã até a hora de nos deitarmos, e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há nem festas, nem fotógrafos por perto. É uma elegância desobrigada.
É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que ouvem mais do que falam; e quando falam, passam ao lado da futilidade e das “mesquinhices” do dia a dia. É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz quando se dirigirem aos líderes, chefes, patrões, autoridades, etc.; nas pessoas que evitam assuntos constrangedores, porque não sentem prazer em humilhar os outros. É possível detectá-la nas pessoas pontuais.
Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete. Oferecer flores é sempre elegante. É elegante não nos tornarmos demasiado “espaçosos”, nem disformes. É elegante não mudar a nossa imagem apenas para nos adaptarmos à de outra pessoa ou situação. É muito elegante não falar de dinheiro; é elegante retribuir carinho e solidariedade. É elegante agir descontraidamente, independentemente da situação em que nos encontramos.
O sobrenome, as jóias e/ou o nariz empinado não substituem a elegância do gesto. A solução passa por desenvolvermos em nós mesmo a arte de conviver, independentemente do “status social”. Pedir “por favor” mesmo a quem acha que entre amigos não se aplicam esses “salamaleques”. Não é pelos teus amigos merecem uma certa cordialidade, que os teus “inimigos” irão desfrutá-la... e se desfrutarem, em nada isso te afectará a não ser pela positiva.

A educação enferruja por falta de uso. E um detalhe: ser educado e elegante não diminui a personalidade de ninguém."

10 comentários:

santana flopes disse...

O Carmo deve-se ter inspirado em mim para fazer este texto... ehehe!

jose trocaste disse...

'ta calado ó palhaço! Tu só cá vieste por causa da fotografia!

Prof. Martelo disse...

Vocês os dois vejam é se apreendem alguma coisa com o Carmo. Caso contrário vou ter de continuar a criticar-vos nas minhas crónicas.

jorge sempaio disse...

Ei, pa! Ó Carmo, pá, tu também pedes pouco, pá... poça!

darth vader disse...

Carmo, what a fucking idiot! Where is the dark side on your own way of being?! Free you dark side, let it explodes on your reactions... don't undersubstimate my powers with you write... I'll cut you in pieces if you piss me off again... and your friends from the government too!

santana flopes disse...

ò Sr. Vader, isso quer dizer que eu não estou incluído?...

darth vader disse...

Shut up you mother fucker... you will be the first one to die with my red laser beam... ups... I mean, sword!... Unless you... you could me introduce to that pretty girls you use to go out at night... ohohoho!

MT/JC disse...

Que se passa amigo ??
gostei do texto mas....

CARMO disse...

Mas nada... a que te referes... à invasão dos aliens?!

Lover disse...

Subscrevo, uma elegância genuina..."É uma elegância desobrigada." não é para todos...mas é seguramente para quem quer!;)