14 novembro 2007

3 Meses de Mudanças.

Depois da apatia do mês de Agosto, em que o país pára e por muito que tentemos, pouco ou nada conseguimos fazer, os últimos 2 meses têm sido de trabalho duro e quase sem resultados visíveis. Na verdade, não tive férias... fui tendo... dias intervalados pela espera de uma decisão de terceiros e das férias dos meus sócios.

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Esta nova experiência de ser “empresário” tem algumas coisas engraçadas. A verdade é que rapidamente se conclui que Portugal não é um país destinado a quem quer fazer alguma coisa... é sempre mais fácil não fazer, pois os obstáculos vêm de todo o lado e não só de onde, por si só, já são esperados. É que até os nossos supostos parceiros, como os fornecedores, são por vezes os maiores entráves (tive a maior desilusão com o “meu” banco de há muitos anos). E, por vezes, até os nossos amigos não são assim tão empenhados em apoiar-nos.

Por mais estranho ainda que pareça, estes entraves não derrubam o meu optimismo, que é maior agora do que antigamente, altura em que sendo empregado por conta de outrém (durante pouco mais de 8 anos) não corria os riscos a que hoje estou exposto. Apesar disso continua a assustar ver o dinheiro que ganhamos desde sempre, e aquele que nos endividámos, a sair mensalmente sem qualquer retorno, nem expectativa de quando se inverter este fluxo. Às vezes à noite, já na cama, faço contas de quantos meses as minhas reservas aguentarão a este ritmo de despesas e investimentos... por vezes até me arrependo de me ter metido nisto tudo e abdicado de toda a segurança, estabilidade e altoa ordenados que tinha. Mas a vida não se mede pelo conjunto de vezes que se respira, mas antes, pela forma como se respira e suspira! A meu ver é claro... Como tal, ao outro dia de manhã, o optimismo e a força de vontade para empurrar o mundo estão lá outra vez. Há noites também (e são muitas; a maioria aliás), que apesar de me lembrar de chegar à cama, nem me lembro de encostar a cabeça à almofada... e ao outro dia acordo por mim, um pouco antes do despertador tocar, totalmente refeito e com vontade de saltar da cama e fazer-me ao dia (coisa que antigamente só me acontecia ao fim-de-semana!).

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Pelas mais diversas razões e experiências, tenho percebido cada vez mais que as desculpas, além de nada nos servirem, são os nossos maiores obstáculos: tudo o que nos acontece é só e só responsabilidade nossa (de quem há de ser). Até pode haver, por vezes, uma tempestade; mas de resto, colhemos da vida aquilo que semeámos... mais tarde ou mais cedo... E nesse aspecto, a miséria gosta de companhia, pelo que quando somos pessimistas, as desgraças vêm todas até nós. Pelo contrário, quando nos fixamos naquilo que queremos fazer, com determinação e optimismo porque acreditamos em nós, as coisas vão a bom porto; as coisas só não acontecem se nada fizermos para que aconteçam! Entre a nossa vida correr bem ou mal, somos nós que escolhemos... através daquilo em que pensamos. Se pensarmos que vamos falhar, vamos fazer por falhar... e falhamos mesmo. Quando pensamos que vamos conseguir, fixamo-nos em conseguir e só podemos conseguir. É que as nossas melhores características vêm à tona da água quanto mais exigente é o desafio a que nos propomos. Portanto, a escolha é nossa!

Este tempo fantástico também tem ajudado à boa-disposição e ajudou a marcar momentos fantásticos nestes últimos meses (em que pouco tenho escrito... mas estou a fazer um esforço por voltar a escrever mais!). O Sol carrega-me as baterias; é o meu maior vício e necessidade (Estás a ouvir Sol?).

Neste contexto, de Setembro para cá tem havido acontecimentos marcantes...

MOTO GP – AUTÓDROMO DO ESTORIL

Grande Prémio fantástico, especialmente a corrida de MotoGP, cheia de ultrapassagens e momentos imprevisiveis e cheios de adrenalina.

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Pena é que o autódromo continue uma vergonha: ausência de lugares de estacionamento suficientes; acessos precários; necessidade de ir às bilheteiras trocar o bilhete por outro; venda de bilhetes acima das capacidades físicas das bancadas; bancadas sem qualquer conforto; ausência de casas de banho... as barracas que existem nem água têm; ausência de postos de venda de comida e bebidas, de dimensão aceitável e qualidade. Mas claro, tudo se entende, porque o autódromo é muito recente... ainda não houve tempo de o terminar... daí as instalações provisórias... de ano para ano melhora...

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

CURSO DE CONDUÇÃO AVANÇADA DE MOTO DO ACTION TEAM

Logo na semana seguinte ao MotoGP voltei ao autódromo, de moto, mas desta vez para andar na pista, em vez de ver os fantásticos pilotos profissionais.

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

O curso foi muito bem organizado pelo Action Team. Desta vez, inscrevi-me no módulo 2,e apesar de ter dos andamentos mais lentos do grupo, em nada me arrependi, porque aprendi uma diversidade de técnicas incrível... e ficou a vontade de repetir este módulo para mais aperfeiçoamentos.

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Foi um dia incrível, cheio de adrenalina e emoções fortíssimas e indiscritíveis. Rodei quase 200 kms dentro do autódromo, onde as rectas perdem o interesse e as curvas são desejadas uma a seguir à outra. Custou um bocadito foi fazer 350 kms no dia anterior à noite e acordar às 7 da manhã... e é claro, ao final do dia, fazer mais 350 kms até ao Porto.

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Conheci bastantes pessoas, algumas muito simpáticas e com quem também aprendi bastante sobre guiar depressa, mas com segurança e toda a descontracção para saborear centímetro a centímetro de curva de asfalto, de joelho no chão. Os monitores são um exemplo de simpatia, humildade e disponibilidade. Uma palavra em especial para a Catarina Ferreira, a alma do Action Team, sempre em cima de tudo, para que tudo corresse tão bem quanto possível (Catarina, deixa lá os espanhois que só atrapalham!).

CONCERTO DOS POLICE NO ESTÁDIO NACIONAL

Fui ver os velhinhos e esquecidos Police. Depois do stress de sair do Porto ao final da tarde a correr para chegar a horas, ainda tive margem para fazer face ao engarrafamento à chegada ao Estádio Nacional (que não tem condições de ordem alguma para este tipo de evento).

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

O concerto foi surpreendente! Ia sem expectativa alguma e a banda teve um desempenho fabuloso (melhor que há 20 anos atrás!), com uma sonoridade rock fabulosa e arranjos muito bem elaborados. A voz de Sting continua lá, inalterável e igual ao que sempre nos foi dada a conhecer, mesmo ao fim de quase 3 décadas!

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Quer o som, quer o audio-visual estiveram excelentes.

35º ANIVERSÁRIO

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Comemorado sem grande estragos, porque no dia seguinte tinha de acordar às 5 da manhã. Muitos carinhos, telefonemas simpáticos e prendinhas requintadas... obrigado a todos que me fazem sentir uma pessoa um bocadinho especial.

1ª MARATONA DE BTT DA PÓVOA DE VARZIM

Esta foi memorável! Nunca tinha participado numa... Fui desafiado por uma amiga que acabou por não participar... lesão na coluna provocada por treino excessivamente duro, provavelmente... (espero que já estejas recuperada Diana), mas tive de imediato a companhia de um amigo, o “valente” Luís Valente, que se fosse tão valente no BTT como no ténis deixava-me a milhas de distância (felizmente assim dá para acompanhar...).

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Quando decidi começar os treinos apurei que definitivamente a minha bicicleta já não se encontrava em condições... Resolvi utilizar a do meu irmão, e ao fim de trocar algumas peças, ficou 5 estrelas. O problema é que no último treino (o único em ambiente de competição), a bicicleta cedeu... partiu... e obrigou-me a fazer mais de 15 kms numa mudança pré-definida... isto depois de ter partido os carretos e, felizmente, nesse passeio havia alguém capaz de fazer reparações daquela índole. Senão tinha sido mesmo a pé o regresso!

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Com duas bicicletas prontas para a reforma, a muito custo e sentimento, deixei-as à porta de um garegeiro à moda antiga (em Vila Chã), às peças. Sem solução, tive de comprar uma. Perdi a cabeça, e devidamente motivado pelo meu amigo João (pró nestas coisas), comprei-lhe uma superbicicleta! Linda de morrer! Cara que nem um raio...

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Esta foi-me entregue no dia anterior à prova, pelo que lá fui com a máquina em rodagem! Tudo correu na maior e consegui chegar ao fim dos 50 kms. Em melhor estado acabou o Luís, mas mesmo assim dei-me por satisfeito. A prova teve momentos excelentes no meio do mato, mas quanto a mim, teve demasiada estrada para uma prova de BTT.

Agora estou tentado a ir fazer a de Arcos de Valdevez... claro que é só pelo cabrito!

CONCERTO DO DAVID SYLVIAN NO TEATRO CIRCO

Nunca tinha visto David Sylvian ao vivo e desconhecia a sua última formação, os Nine Horses.

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Foi um concerto que primou pela coerência da sua imagem musical. Incrivel a voz dele ao vivo... igual à sonoridade dos discos que conhecemos, mas ainda mais envolvente. Deu para relembrar alguns temas, poucos, e conhecer outros tantos... e valeu bem a pena! Som fantástico!

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Além destes acontecimentos, que são os mais importantes, são os que são cor à vida e os que nos ficam retidos na memória, tenho andado semanalmente a correr entre o Porto e a Beloura para aproveitar ao máximo a formação da Remax, antes de abrir a porta... depois vou ter mais dificuldade em distanciar-me do meu “negócio” de vida. Pelo menos nos primeiros anos... Reconheço algum cansaço que por vezes não me permite disfrutar alguns momentos como gostaria... por exemplo, no outro dia fui a um jantar temático (parolo chic), que nem consegui conviver em condições de tão cansado que estava. Ou ainda uma corrida de kart no Kartódromo de Leça da Palmeira, em que acabei em último lugar (furei à 4ª volta).

Não tem sido mau de todo, porque tenho conseguido estar com alguns amigos que usualmente vejo pouco. Tenho também passeado bastante de moto (Gois, Baiona...), mas nunca é tanto quanto gostaria... Também não tenho usufruído do meu bólide descapotável... precisa de um catalisador, que já encomendei, mas ainda não chegou. Têm me salvado as contas o meu novo carro a gasóleo, que só tem 300.000 kms... uma verdadeira máquina!

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Sérgio

30 outubro 2007

O Culto da Imbecilidade.

Portugal é um país único e inédito em muitas coisas boas. Pena é, que grande parte da população continue a cultivar outras tantas más... só porque são tipicamente “nossas”, “portuguesinhas”.

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

A televisão é responsável actualmente por parte desse culto. Como meio de comunicação determinante nos media, parece que a RTP1, SIC e TVI estão especialmente empenhadas, e em conluo, em embrutecer um bocadinho mais, aqueles que por natureza já têm uma forte tendência para o ser. E não são poucos...

Refiro-me a uma saga que começou com o Chuva de Estrelas (programa que nunca percebi se era de emitação ou interpretação, tal a volatilidade do juri) e Big Brother, e tem tido continuidade com a Operação Triunfo, Família Superstar e o outro dos casamentos da TVI, que nem me lembro agora do nome...

Nestes programas enaltece-se a imbecilidade e o “grunhismo”, visto que os herois são os que nada fazem com mérito... os coitadinhos! Não posso conceber que se dê tempo de antena a quem nada de bom tem para ensinar, melhorar a cultura ou a qualidade de vida dos tele-espectadores. O que se aprende a ver um Big Brother? Ou os Acorrentados? Piada?!... Do pouco que vi, só me ri dos responsáveis pelos programas: “Como é que alguém põe no ar isto?! Ahahahahah!!!”.

Quantos aos outros programas de suposta índole musical, o meu desagrado é enorme (sim, porque em relação aos outros o sentimento é mesmo de indiferença...). Realmente custa-me aceitar que num país cheio de excelentes músicos, que estudam, aprendem, compõem música e escrevem letras (originais!), se invista tanto naqueles que se limitam a tentar imitar artistas de suposto e questionável sucesso em matéria de desempenho musical. Pior: dá-se inclusivamente, tempo de antena e em directo, àqueles que o júri do programa eliminou por considerar inaptos... por serem medíocres! E arrogantes, porque não têm a hulmildade de aceitar uma opinião avalizada; nem o bom senso de algum dia ouvirem as suas “escabrosas” interpretações. Ou seja, além de burros são surdos! Como é que permitem que alguém que canta tão mal, actue num programa de televisão? Para massificar a mediocridade?! Porque investem tantos recursos em pessoas sem qualquer talento criativo ou musical, e que apenas pretendem “imitar”? E não me venham falar em proporcionar sonhos a quem, declaradamente, não tem capacidades... Aceitar as nossas incapacidades chama-se crescer e os programas de televisão não podem ser exclusivamente dedicados a crianças. Especialmente a crianças grandes...

Revolta-me que se premeie os que não têm talento, os que têm horizonte curto, em vez de se investir, incentivar e reconhecer o mérito dos que são empreendedores, originais, criativos e realmente têm talento; ou sejam, os que acrescentam valor ao país. É assim no panoráma músical e é a razão porque tão dificilmente os artistas portugueses conseguem chegar à ribalta internacional: porque ninguém investe neles; e são poucos, porque não se incentiva a atitude empreendedora e vencedora.

É assim na música e em tudo. Premeia-se o funcionário público que não se quer ver reconhecido pelo seu desempenho, mas sim pelos seus direitos adquiridos (sabe-se lá a fazer o quê!). O empreendedorismo empresarial e a criação de riqueza são mal vistos... a riqueza é a origem de todos os males; Portugal continua iluminado (ainda) por uma luz vermelha comunista, apesar do 25 de Abril ter acontecido há 33 anos. Porque não queremos um Portugal desenvolvido e em crescimento; não, queremos continuar pequeninos e medíocres... para podermos ter pena de nós mesmos e continuarmos a homenagear a nossa incapacidade, por exemplo, em programas de televisão. E assim também podemos continuar a culpar os políticos “...que só estão lá para se governarem a eles mesmos; sim, porque são todos iguais!”.

No outro dia falava com uma amiga que queria mudar de casa. Segundo ela, queria mudar, porque aquele prédio “é um prédio de ricos” e ninguém contesta as obras do condomínio. Obviamente, o problema estava nos ricos e não na necessidade de manter o prédio em condições apresentáveis...

Na semana passada, ouvi também muita gente queixar-se do bom tempo... era preciso vir chuva e frio, para ficarmos fechados em casa a molestarmo-nos contra o mau tempo. O bom tempo traz boa disposição e não havia nada de momento para culpar... Era preciso arranjar uma desgraça qualquer... sermos felizes é que nunca! Isso até seria pecado... e não haveria desculpa para nada se fazer.

Normalmente não gostamos de espanhois... mas podíamos por os olhos neles: na forma como defendem a bandeira; como dão preferência às coisas espanholas... que na maioria dos casos até ficam aquém das portuguesas (Espanha é um país que privilegia o preço em deteor da qualidade). Mas premeiam os que criam, os empreendedores, os vencedores... não os perdedores ou os que ficam em 2.º lugar, ou os que quase conseguiam se não fosse... o tempo, o árbitro, o azar...

É tudo uma questão de mentalidade e de vontade de fazer coisas válidas.

Não gosto de criticar; prefiro largamente falar do que de bom existe. Mas mesmo os optimistas são prejudicados por esta atmosfera. Porque são empreendedores sem que ninguém os ajude; pelo contrário, têm de lutar contra todos aqueles para quem nunca vale a pena fazer nada porque “...isto está tudo feito de uma maneira que um gajo está lixado!”. Experimentem procurar no mercado de trabalho pessoas com vontade de trabalhar, criar e inovar! Experimentem! Mas não vos aconselho a começarem pelos desempregados... e esqueçam os funcionários públicos e afins!

E voltando à televisão, sinto-me lesado. Porque é que se quero ver um filme, um programa musical, de desporto (não futebol), um documentário sobre um tema interessante, tenho de esperar que acabem todas as telenovelas, programas da treta e outros, para que lá para a uma da manhã, finalmente, no meio de 5 intervalos para anúncios, consiga ver o pretendido. Para os responsáveis de programação dos canais, cultura deve ser igual a insónias... ou igual a videotape...

Seguramente as desgraças atraiem desgraças... e por este andar nunca sairemos da cauda da Europa para lado nenhum. Mas pior do que isso, só mesmo condenar o sucesso e enaltecer a imbecilidade. Há que entender que tudo o que nos acontece é responsabilidade nossa: o que recebemos é o reflexo do que dámos... e não de entidades sobrenaturais, ou da sorte e do azar.

Sérgio

11 outubro 2007

Conversas Soltas II.

Ele andava a passear no jardim do hotel sozinho; pensava nas mais diversas coisas da vida, enquanto bebia o seu JB com cola. Aquele passeio era uma introspecção, daquelas que fazemos em instantes de isolamento a meio de uma festa com centenas de pessoas.

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Quando chegou à zona da piscina, viu-a a ela no meio de muitas pessoas, muitas delas conhecidas. Houve algum magnestismo fora do comum. Já se conheciam, mas naquele momento, ela atraiu o seu olhar de forma diferente... nunca tinha sentido um olhar tão absorvedor.

Dirigiu-se até ela e começou a conversar com os presentes; conversaram animadamente mais de uma hora, até que as restantes pessoas começaram a abandonar o grupo... Mas eles os dois continuram... como que presos por uma ligação entre os seus olhares.

Deitaram-se na relva fresca; a noite estava quente... e continuaram a falar sobre os dois... presos por um olhar directo e interior. Falaram bastante de si mesmos e da vida de ambos num passado recente... e o olhar prendia-os. Ele pegou na mão dela e a conversa tornou-se mais íntima... e o olhar mais preso, mais profundo.

Ali ficaram mais de uma hora; conversaram, sorriram, olharam o céu e as estrelas, disfrutaram do ambiente magnífico da piscina e dos jardins do hotel, numa noite quente.

Ele estava fascinado... havia conhecido uma pessoa nova! Uma pessoa nova dentro de outra que já conhecia. Ela era muito mais bonita no seu intimo, do que a mulher deslumbrante que exteriormente exibia. Ele estava seduzido, estarrecido e apaixonado. O tacto da mão dela era absorvedor; tanto quanto o olhar... não lhe apetecia largar aquela mão nunca mais; tal como aquele olhar.

De repente ela bocejou e referiu que estava cheia de sono; estava cansada, pois já na noite anterior havia-se deitado muito tarde. Levantaram-se da relva refrescante atordoados... sorriram, compararam alturas e despediram-se com dois beijos.

Ele dirigiu-se para o quarto, encantado, surpreendido, mas principalmente, apaixonado.

Voltaram a encontrar-se nos dias seguintes. O olhar dele mantinha-se... mas sem reflexo no dela. Cruzaram-se várias vezes, mas o reflexo no olhar dela apagou-se... ele era quase invisível para ela.

O tempo passa... ele continua apaixonado e à procura daquela pessoa, daquele olhar que teve o privilégio de conhecer naquela noite. Dela... nada se sabe... tornou-se invisível provavelmente.

Ele interroga-se diáriamente: o que terá acontecido àquela pessoa? O que terá acontecido naquela noite quente? O que lhe aconteceu a ele... não entende...

Sérgio

P.S.: Texto escrito em Maio de 1997.

21 setembro 2007

Amiguinho... vai passear...

Sempre defendi Scolari perante tudo e todos. Quer se goste, quer não, nunca Portugal ascendeu a tão alto patamar futebolístico, portanto, estou-me nas tintas para se ele é treinador de futebol ou psicólogo... O que não suporte é a mania do “quase”... quase conseguíamos...

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Parece-me, no entanto, que depois deste incidente com a Sérvia, o único caminho possível é o da demissão... é claro que é apenas a minha maneira de ver as coisas, e muitas haverá, mais ou igualmente válidas.

Não é pelo acto de agressão em si... todos infelizmente temos momentos maus. É pela cobardia de se desculpar atrás do Quaresma, que estava lá impávido e sereno, e nem se apercebeu do que estava a acontecer.

Com que moral este treinador disciplinará os seus jogadores para um comportamento desportivo em campo, evitando conflitos e agressões (já para não falar nas típicas manhas de se atirarem para o chão por tudo e por nada, mesmo quando a possibilidade de golo é iminente), em que Portugal tão bem conceituado está?!

Ainda por cima, este nosso amigo tem cá uma lata, que lhe chega para classificar a sanção da UEFA como “excessiva”!!!

Já se sabe que a UEFA (e os franceses) não “gosta” especialmente da Selecção Portuguesa (pelos motivos já referidos). O que não me parece é que se consiga alguma credibilidade com atitudes destas! A UEFA é liderada por uma cambada de panacas da Europa Central, só por sí tão retrógados, mentecaptos e atrasados mentais. Até o próprio porta-voz foi capaz de mencionar a sanção monetária do Scolari em Francos... Há quantos anos arrancou a zona Euro?

Esta demissão do Mourinho caiu mesmo como uma luva! Este sim é o seleccionador ideial para Portugal e capaz de colocar o nosso país no nível de credibilidade que merecemos!

Sérgio

03 setembro 2007

Conversas Soltas I

Conversa entre dois amigos à noite, num bar ao ar livre.

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket


ELE: Então, andas mais animada com a vida?
ELA: ...sim ando... aos poucos acabamos por nos conformar e vemos que afinal, temos muito mais do que achamos que temos, ou desejamos. A vida mostra-nos de formas diferentes, que grande parte das coisas que queremos, já as temos... só não lhes dámos valor, porque estamos muito preocupados em ter cada vez mais... e achamos que o que os outros têm é que é bom, melhor do que o que temos... do tipo... “eu quero igual ao meu vizinho” e lá estamos a desprezar novamente o que temos.
ELE: O teu lado racional faz todo o sentido... mas aplicado aos sentimentos e à inexplicabilidade de alguns, acaba por perder o sentido...
ELA: Sabes... muito honestamente, acho que queremos o impossível. Quase uma miscelânia de pessoas... Se calhar o homem que tanto amo e tão boa companhia me faz, e com o qual me vejo a partilhar a minha vida até ao final dos meus dias, não é o amante na cama que mais me luxuria... mas que posso fazer?... A verdade é que passo mais tempo fora do que dentro da cama... eheheh!...
ELE: Ehehehhe!
ELA: ...ai, ai... De facto, é impossível termos tudo o que queremos, especialmente quando se tratam das características das pessoas que partilham o nosso coração.
ELE: Sabes... às vezes acho que é mais do que isso, e que não bastava que essa pessoa fosse tudo aquilo que mais desejamos; tería ainda de ter o dom de nos transformar em tudo aquilo que gostaríamos de ser! Também por isso acredito que tenhas razão... e eu próprio também alimento uma relação por quem nutro algo especial... um misto de um sentimento muito especial com admiração, que torna muito agradável e desejável a companhia dessa pessoa. Que cria aquela cumplicidade a dois... o espírito de equipa... a melhor amiga, a melhor companhia... no fundo, a cara metade!
ELA: Então onde está o senão?...
ELE: O senão está naquilo que por vezes também sentes. Onde está a paixão? Não há lugar para a irracionalidade?! Não tens saudade daquele sentimento indomável, que inexplicávelmente te atrai até alguém, cujo corpo te magnetiza e te excita imediatamente?! Não tens saudades de sentir o incontrolavel?! De fazer loucuras... tipo sair de casa às 2 da manhãa a arder de vontade, ter sexo a noite toda e na manhã seguinte enfrentar um dia de trabalho?... São experiências que te marcam com níveis de felicidade e adrenalina difíceis de igualar! ...e impossíveis de manter... digo eu...
ELA: Às vezes acho que esse turbilhão de sentimentos descontrolados não é saudável, nem traz felicidade... é quase uma ansiedade de luta contra um vazio. Como se lutasses pela atenção de alguém que nunca vais ter... Não te parece?! Reconheces que é altamente desgastante?
ELE: Entendo-te... mas que dá cor à vida dá! É a chamada “foda do século”!
ELA: Ahahahah! Se é! E que cor dá... Ahahahah!
ELE: Mas a verdade é que também seria impossível viver sempre assim... inconciliável com o dia-a-dia... com a vida profissional, por exemplo!
ELA: Claro! Mas é muito bom sentir que alguém nos deseja e quer a nossa companhia, porque mais ninguém consegue, ainda que momentaneamente, ser melhor companhia, ser mais desejável. É um desafio que tem de se manter no dia-a-dia de uma relação.
ELE: ...nem imaginas o quanto me bato por isso... por não haver rotina nos sentimentos; é necessário ir contra a acomodação de sentimentos e companhias. A pessoa que partilha a maioria do nosso tempo tem de ser a mais desejada.
ELA: Sem dúvida... Antigamente o casamento era um posto e ponto final. Hoje somos muito mais exigentes... até demais! Mas a felicidade assim o obriga... acho eu! Parece-me positivo que assim o seja, apesar da enorme contrariedade que é viver com alguém a tempo inteiro e suportarmos os defeitos uns dos outros: o mau acordar, o mau hálito, o aspecto “desgrunhado” com que acordamos, o “roncar” durante a noite... eheheheh!
ELE: Ehehehehh! A tampa da sanita! Ehehehhe! Só mesmo tu!
ELA: É verdade! Eheheh!
ELE: Eu sei que é! Ehehhe! Mas a forma como o expressas é fantástica!
ELA: O que te estava a dizer é que o nosso inconformismo com alguns aspectos da outra pessoa, acaba por ser positivo. A meu ver! Pomos pressão na outra pessoa, para que esta se torne melhor. Eu gosto de sentir essa pressão e de ter de lutar para satisfazer o homem com quem vivo.
ELE: Digo-te mais... quando assim não é, a relação perde o encanto. Mas também é apenas a minha opinião... e acredita que para a maioria das pessoas, a coisa é exactamente ao contrário: há que conformar e habituar à forma de ser de cada um. Quando descrevo a forma como vejo a dinâmica de um relacionamento, chamam-me idealista e utópico!
ELA: Ehehehe! E olha que somos um bocadinho...
ELE: Tanto quanto exigentes... e ambiciosos! Ehehehe!
ELA: E irreverentes! Ahahahahah!
ELE: Ehehe! Bem, nós os dois juntos havia de ser lindo! Ehehe!
ELA: Havia, havia... mas não é por isso que perco a vontade de ir para a cama contigo! Ahahahahah!
ELE: Ehehehe! Vai gozar com outro, que a ti já te conheço de gingeira! Eheheh!
ELA: Ah!... Sabes, acredito que de facto, os opostos atraiem-se, porque na verdade, complementam-se.
ELE: Sem dúvida! Até porque duas pessoas que estejam sempre de acordo, partilhem sempre da mesma opinião, tenham sempre as mesmas preferências, escolhas e gostos... deve ser um tédio! Ehehhe!
ELA: Eheheh! Grande seca! Ehehhe!
ELE: Acima de tudo, acho que se perdia o melhor da relação: a evolução que o confronto implica.
ELA: Pois... o problema é que na maioria dos casos, o confronto leva à separação... Repara que a maioria dos casais que sobrevivem, são mesmo esses que acabaste de descrever com “uma vida de tédio”.
ELE: Aí é que está o desafio... voltamos a tentar controlar o incontrolável... a tentar manter o instável... a tentar dominar, diáriamente, o indomável... senão, onde está a pica da relação?! Se nos dermos os dois como infinitamente satisfeitos um com o outro, nenhum dos dois vai fazer esforço algum para continuar a encantar o outro... Aí não será o confronto, mas a rotina, que irá destruir a relação.
ELA: Eu sei que tens razão... Mas é mais fácil aceitares viver com uma pessoa que te diz amém a tudo, do que com outra que sabes que constantemente te vai confrontar com uma forma de ser diferente da tua! Assusta! É um tanto irracional... Eu sei que nem tudo é óbvio; e neste caso, seguramente, o caminho certo não é o da auto-estrada, mas sim o da estrada de montanha, cheia de curvas cegas, altos e baixos, e desvios sem tabulentas a indicarem-te o caminho...
ELE: Pois... entre um mar sereno e um mar revolto, todos escolhemos o primeiro para um bom dia de praia... Mas quem escolhe o mar revolto diverte-se muito mais, apesar de sair muito mais cansado... e até arriscar-se a não sair... Não é assim surfista?!
ELA: É assim surfista!
ELE: Sabes, apesar disto tudo... há um medo que me assombra... Envolvo-me muito com as pessoas e a última coisa que quero é voltar a separar-me... A pior coisa que há para mim, é terminar um relação... Prefiro levar com os pés e sofrer como um cão abandonado, do que fazer sofrer alguém, ainda por cima de quem gosto tanto... Sim, porque não pela relação ter terminado que deixo de gostar! E isto é contraditório com a minha maneira de ser...
ELA: Não penses nisso... acredita que te entendo bem, como entende qualquer pessoa de bom senso e que está de boa fé. Deixa a vida correr inconformada...

Sérgio

P.S.: texto escrito em Novembro de 1997. Fotografia do Capítulo V na Praia da Oura (www.portugalnight.com).

27 agosto 2007

These Are The Blues!

Um dia destes em Julho, ia para casa ao fim do dia, quando resolvi passar pela Antena 1 (que tenho sempre memorizada nos rádios dos meus carros), e fui surpreendido com um programa, quase em exclusivo, sobre Ella Fitzgerald e o seu magnífico álbum “These are the blues”, que até aquele momento desconhecia.

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket


Fiquei imediatamente encantado! O som simples, mas de personalidade vincada dos poucos instrumentos que acompanham aquela voz divina, sendo estes dominados pela presença do magnífico Hammond (orgão característico de jazz, cujo som é peculiar pela revibração que gera um som capaz de “girar” em torno dos nossos ouvidos; trata-se de um orgão mecânico alemão, com altifalantes mecãnicos também, ao contrário dos habituais orgãos electrónicos japoneses e italianos; ouvir um orgão destes ao vivo é uma experiência única).

A bateria e o contrabaixo são igualmente elogiáveis, mas sem o mesmo poder de encanto. A voz e a expressividade de Ella tornam este disco algo de extraordinário, que leva a considera-lo imediatamente no TOP 10 da minha colecção. A simplicidade das letras, as melodias e as variações extremas que só aquela voz nos proporciona, fecham um quadro sonoro memorável de uma época com a qual, tanto, o nosso imaginário é capaz de sonhar. A titulo de exemplo ...if you don't like my peaches, why do you shake my tree?... Agora, por favor, sejam perspicazes e nada de interpretações literais!

Escusado será dizer que depois deste impacto incrível, liguei para a minha discoteca preferida (Jo-Jo’s, agora CD-GO, em Cedofeita) e encomendei um exemplar.
Tem sido dos títulos que mais tenho ouvido este Verão e que mais me encantam; mas perfeito, perfeito... era se o tivesse conseguido em vinil!

Sérgio

23 agosto 2007

Rentrée.

Estes últimos 8 meses foram de grande agitação... Na verdade, foram uma sucessão de acontecimentos imprevistos, que alteraram e transtornaram de forma descontrolada a minha vida.

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

(imagem do Rio Tâmega em Vila Caiz)

Apostei numa oportunidade profissional que se revelou desastrosa, mas como tudo tem um lado bom e um lado mau... há que olhar para o bom! Mas sobre isso falemos mais à frente!

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

(acampamento na Casa da Flor dos magníficos amigos Luís e Helena)

De facto, consegui uma oportunidade para me livrar do meu antigo emprego de 8 anos, que apesar de pagar muito bem, embrutecia-me de dia para dia. A Agência de Inovação, com raras excepções, está cheia de pessoas que não têm vontade de trabalhar nem de resolver os assuntos para os quais são pagos. Não, preferem o politicamente correcto e o chutar para outro... e entretanto, nada se faz. Refiro isto, porque soube há uma semana que a minha sucessora também de demitiu... encheu o saco!

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

(vista para o rio do acampamento)

A empresa de consultoria para onde fui trabalhar, nasceu de uma ideia fantástica de um espanhol bastante inteligente. Pena que esse mesmo espanhol se tenha vindo a revelar tanto vigarista como incompetente... Assim sendo, tive de arranjar uma alternativa, porque a PLAN25 tem os dias contados. Despedi-me em Maio e saí no final de Julho (os meus colegas também já estão a ver alternativas).

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

(na Casa da Flor há sempre cãezinhos fantásticos)

O lado positivo disto tudo é que apreendi bastante sobre aspectos comerciais, técnicas de formação e consultoria, e especialmente, imobiliária. Daqui consegui recolher know-how para enveredar por uma opção empresarial! E até consegui que 2 dos meus clientes fossem meus sócios. Mais dificil foi sair a bem, porque enquanto fornecedor de uma rede, o Master só me aceitaria como franchisado, se o meu chefe aceitasse a minha saída. E assim foi; consegui negociar com os dois e ter luz verde para abrir a minha empresa e respectivo contrato de franchising.

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

(numa passagem pelo mecânico reencontrei a minha antiga VFR, com a qual tive um acidente; o idiota que a comprou arranjada, e linda como nunca, desfigurou-a...)

Portanto, meus amigos, começou agora a minha carreira de empresário, que se espera de sucesso. Vou abrir um franchising da REMAX em Arcozelo (Gaia Sul).

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

(tenho andado mais, agora, com a Scarlet... até porque o MX-5 avariou... espero de futuro voltar a andar mais com ela... desde Novembro ainda só fiz uns miseros 6.000 kms)

Espero, além do sucesso, conseguir uma qualidade de vida melhor. Sempre defendi que a produtividade permite obter bons resultados, libertando-nos mais tempo para outras actividades: é esse o meu foco enquanto empresário.

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

(já vendi o meu super-maquinão... até já tenho saudades dele... engraçado que quando começou a aventura da PLAN25 - e foi para isso que o comprei - associava-lhe má sorte, talvez pela gasolina que gastava... hoje, 8 meses e 40.000kms depois, se o dinheiro não me fizesse falta, jamais o venderia)

Por essa razão, não tive propriamente férias... andei por aqui, meio em férias, meio em trabalho. Ainda assim fui a Vila Cais (duas vezes e na primeira fizemos uma acampamento com chuva e tudo!) Macedo de Cavaleiros; Marinha Grande e Montijo; Lousado. Consegui rever alguns bons amigos (Mário e Cristina) e ainda algumas pessoas do Motonline (finalmente conheci o RamosP!). Tive alguns dias de descanso... aliás ainda estou a ter e estou a passa-los em Vila Chã (o meu refúgio). Pena é que o Verão desta ano tem sido tão franquinho... há 7 anos que não tínhamos nortadas... Infelizmente, estou bastante triste com a separação de 2 pessoas de quem gosto muito... e não me consigo alhear disso.

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

(Mindelo)

O pior que tiveram estes meses foi a falta de tempo causada pela exigencia profissional, e príncipalmente, a desorganização da empresa. A família ficou penalizada (até os meus sobrinhos pequeninos tiveram saudades minhas), os amigos, as minhas cadelitas, a blogosfera, os meus hobbies... e até a minha saúde. Estou cansado e mais gordo... uns bons 5 quilitos!

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

(Vila Chã)

Há que recuperar... desporto para recuperar a forma física (Viet Vo Dao para revitalizar a mente); dedicação à família e amigos para compensar o afastamento (nestes 8 meses até a namorada ficou privada do meu mau feitio!); tempo para relaxar e dedicar-me aos meus hobbies, etc.

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

(a fantástica Casa do Meio, Lousado)

Por isso também, já estive a reformular o blog e contem com muitos posts!

Sérgio

11 julho 2007

Rolling Stones - 25JUN07.

Bem! Estava difícil de arranjar um tempito para vir aqui escrever alguma coisita… mas hoje não quero falar da loucura do dia-a-dia e da surpresa que aí vem. Hoje, quero só e só escrever sobre o concerto dos Rolling Stones do passado dia 25 de Junho em Alvalade.

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Curiosamente, em 10 anos é a 4.ª vez que os vejo; e muito lamento não os ter visto pela primeira vez, em 1990, no antigo estádio do Sporting. Na altura estava a uns escassos meses de tirar a carta… e assim sendo, não consegui autorização dos meus pais para ir ver o concerto.

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Quanto mais os vejo, mais gosto! Este concerto foi igual ao de Agosto passado no Dragão, com excepção do alinhamento; e se este foi bem mais interessante, o mesmo não se pode dizer da coordenação com que o espectáculo correu… um ano de tournée faz mossa no cansaço físico… especialmente quando se é sexagenário… ou por outras palavras, quando se tem 45 anos de carreira (só por si fantástico e um record!).

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

No ano passado em Agosto achei os Rolling Stones mais jovens que nunca. Na verdade, tinha notado um grande envelhecimento entre os concertos de 1997 em Alvalade e de 2003 em Coimbra. Desta vez, achei-os mais cansados do que um ano antes, mas mesmo assim, fora de série! A energia de Mick Jaegger é contagiante… é mesmo um enigma a agilidade que transpira, a adrenalina que evoca nos movimentos… tomaram muitos dos meus amigos com menos 30 anos demonstrarem aquela desenvoltura física. Keith Richard continua igual a si mesmo… tem um ar decrépito como sempre teve, mas aquela guitarra soa como muito poucas no mundo soam! E desta vez nem a voz desafinou… Ron Wood continua teatral como sempre nas suas vénias e poses; acima de tudo, fiel à sua imagem. Charlie Watts, mantém-se imaculado nos seus cabelos grisalhos; apenas demonstra ter mais frio que antigamente: apesar dos dois últimos concertos terem ocorrido no Verão, este baterista insiste em vestir o casaquito sempre que se levanta do seu posto… típico dos sexagenários!

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Neste espectáculo subiu ao palco (surpresa) Ana Moura para cantar um tema com Mick Jaegger. Resultado: desilusão! A cantora portuguesa nunca esteve enquadrada com o tema… também não teve sorte com a afinação do microfone. Desculpem não me lembrar de qual foi o tema… mas o concerto já foi há algumas semanas… e a minha memória também já não é o que era… 34 anos…

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Muito melhor foi a interpretação de um tema de James Brown, num fantástico duo com a voz feminina que acompanha habitualmente a banda… e lá vão mais duas gaffes de memória!

Os Rolling Stones estão mais velhos: inevitável! Mais carismáticos: sem dúvida! Mas as versões actuais dos temas de outrora soam melhor: mais elaborados, têm mais qualidade e isto sem em nada desvirtuar o seu som tão característico. Há mais instrumentos em palco; há mais vozes… e que vozes! Notam-se as influências mais proeminentes dos blues, do country e até da soul (para não dizer que por lá também ouvi algo muito ténue de gospel…). Principalmente mais simpáticos e preocupados com a qualidade do espectáculo e a participação constante do público (até falam em Português!). Quem os viu há 40 anos e quem os vê hoje… a arrogância e o vedetismo perderam para a humildade q.b..

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Continuo a afirmar que ver aqueles 4 em palco (e desta vez o palco estava pertinho como nunca) é um privilégio. Vi 4 vezes e gostava de ver mais; se cá voltarem, voltarei a ver! Aqueles homens mudaram o mundo não sei quantas vezes! Que pessoas são mais conhecidas em todo o planeta que os Rolling Stones?! Muito poucas… muito mesmo!

Assistir a um espectáculo destes é um misto de emoção, adrenalina e admiração. O tempo passa muito depressa e o final do espectáculo é sempre um grande vazio. Os sentimentos abanam-nos mais do que o ritmo.

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Mas se acham que estou a exagerar, vejam um espectáculo gravado e tentem perceber o que acontece naqueles estádios quando se ouve “I can’t get no satisfation”… Agora multipliquem por vários triliões (tantos quantos conseguirem imaginar) e têm uma ténue ideia do que se sente naqueles relvados… único, inexplicável, magnífico!

Sérgio

21 junho 2007

KEANE

Ora aí está uma banda que de inicio eu não apreciei... O sucesso era generalizado e criou logo fans... mas eu... arrgh... nunca gostei daquele som.

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Estranhei até pessoas como o meu Pai gostarem daquilo... Logo o meu Pai, que desde sempre, foi uma referência para mim em bom gosto musical. Em miúdo ponha-me a ouvir Andrew Lloyd Weber, Moody Blues, Cat Stevens, Clifford T. Ward, Barbra Streisand, Triumvirat, Solution, etc.; autores que ainda hoje aprecio muito e ouço regularmente. Mais tarde, já comigo na adolescência, foi ele que trouxe para casa o 1.º album dos U2, e do Lloyd Cole! Quando ninguém nunca tinha ouvido falar deles...

Lembro-me até de ouvir a Ana Teresa a cantar efusivamente os refrões mais badalados do som pop dos Keane... mas aquilo não me entrava... e até comentava com ela (com o meu habitual mau feitio): "...não sei como consegues gostar disso...".

A minha repugnância geral manteve-se até ouvir "Bedshapped" e "We might be strangers"; são dois temas que me agradam de sobreforma! Em relação aos outros temas, a repugnância auditiva mantem-se actual.

Eis que entretanto sai o segundo trabalho da banda, e não é que me surpreendeu totalmente?! Gosto mesmo muito da generalidade do álbum, especialmente de "Put It Behind You" e "The Frog Prince".

Portanto meus amigos, a 3 de Agosto no Porto, em pleno e maravilhoso Parque da Cidade, lá estaremos!

Sérgio

P.S.: vou levar uns tampões para algumas partes do concerto!

12 junho 2007

Notas soltas...

Standing firm on this stony ground
The wind blows hardPulls these clothes around
I harbour all the same worries as most
The temptations to leave or to give up the ghost
I wrestle with an outlook on life
That shifts between darkness and shadowy light
I struggle with words for fear that they'll hear
But Orpheus sleeps on his back still dead to the world

Sunlight falls, my wings open wide
There's a beauty here I cannot deny
And bottles that tumble and crash on the stairs
Are just so many people I knew never cared
Down below on the wreck of the ship
Are a stronghold of pleatures I couldn't regret
But the baggage is swallowed up by the tide
As Orpheus keeps to his promise and stays by my side

Tell me, I've still a lot to learn
Understand, these fires never stop
Believe me, when this joke is tired of laughing
I will hear the promise of my Orpheus sing

Sleepers sleep as we row the boat
Just you, the weather, and I gave up hope
But all of the hurdles that fell in our laps
Were fuel for the fire and straw for our backs
Still the voices have stories to tell
Of the power struggles in heaven and hell
But we feel secure against such mighty dreams
As Orpheus sings of the promise tomorrow may bring

Tell me, I've still a lot to learn
Understand, these fires never stop
Please believe, when this joke is tired of laughing
I will hear the promise of my Orpheus sing

David Sylvian – Orpheus (Secrets of the Beehive)


Nestes últimos dias, para variar, tenho continuado a viajar pelo país fora e a desenvolver o meu trabalho de consultor. Mais do que o conteúdo técnico deste trabalho, o cerne da questão está no entusiasmo com que se transmite a mensagem; na motivação que se imprime a cada um que nos levanta uma dificuldade sobre como implementar técnicas que não domina, e como tal, naturalmente duvida que funcionem. Neste contexto, como devem imaginar, quando termino o meu dia, estou exausto… até porque muitas vezes, além de ter de fazer este trabalho com os comerciais, tenho de o fazer também com os supostos responsáveis pela coordenação destes mesmos comerciais… e que por vezes são os mais incrédulos, cépticos e desmotivados de todos…
Isto marca-nos… e passamos a reparar e observar coisas em que nunca tínhamos reparado. Estive em Tomar no mês passado e fiquei fascinado com a luz desta cidade do “interior”; era incrível a luminosidade da cidade às 9 da noite no fim de Maio…

A paz e serenidade que esta luminosidade me passou, pôs-me a pensar se, de facto, lido bem com as pessoas que me rodeiam, ou se serei mais feliz estando sozinho… visto que não preciso de dar atenção a ninguém, posso estar tranquilo nos meus pensamentos, e acima de tudo, não tenho de me preocupar com as expectativas que posso gorar nas pessoas de quem "gosto". Não há nada que mais mal me faça sentir, do que fazer "sofrer" as pessoas que "gosto". É difícil lidar com isto…

"Interrompo a emissão para dizer que acabo de ver um anúncio da Multi-Ópticas com a Diana Chaves, que me fez babar o computador!"

Voltando à realidade… prefiro sofrer eu, a fazer sofrer as pessoas quem gosto. Por muito que a minha maneira de agir não tenha qualquer intenção de criar algum mau estar a alguém, inevitavelmente, entre amigos, entre colegas, nos meu relacionamentos, isto acaba por acontecer… e nessa altura não sei gerir a situação, entre fazer o que me faria mais feliz, ou o que não magoa os outros... porque se os magoar, ainda que inadvertidamente, o peso de consciência entristece-me seriamente… ou seja, triste por ter cão e por não ter!

Literalmente neste caso… há um mês atrás nasceram 3 cãezinhos lindos num campo ao lado da casa de praia dos meus pais… a ideia de estarem desprotegidos, à chuva, sujeitos a pulgas e carraças, mas acima de tudo, sem o carinho de um dono que os proteja e trate deles, mata-me… ainda que a mãe anda lá por perto… não consigo deixar de pensar naqueles cãezinhos, a quem me afeiçoei só por lhes dar água e comida, várias vezes ao dia, sem me virem as lágrimas aos olhos. Houve uma noite em que não consegui parar de pensar neles… mas acobardei-me a fazer 30 kms para os visitar (e outros 30 de regresso)… porque ia desatar a chorar outra vez… porque no dia seguinte tinha de me levantar às 6 da manhã… Ainda por cima, passei por lá depois disto e já não estavam lá... espero que estejam bem...

Para terminar, uma ligação ao post interior… por incrível que pareça, das músicas que eu mais aprecio do George Michael, nenhuma é um original dele!

I Can't Make You Love Me
(written by Mike Reid and Allen Shamblin)


Turn down the lights
Turn down the bed
Turn down these voices
inside my head

Lay down with me
Tell me no lies
Just hold me close,
don't patronize
Don't patronize me

Cause I can't make you love me
if you don't
You can't make your heart feel
something it won't
Here in the darkin these final hours
I will lay down my heart
And I'll feel the powerbut you won't
No, you won't
Cause I can't make you love me
if you don't

I'll close my eyes
then I won't see
the love you don't feel
when you're holding me

Morning will come
and I'll do what's right
just give me till then
to give up this fight
and I will give up this fight

Cause I can't make you love me
if you don't
You can't make your heart feel
something it won't
Here in the darkin these final hours
I will lay down my heart
And I'll feel the power
but you won't
No, you won't
Cause I can't make you love me
if you don't

Sérgio

01 junho 2007

George Michael em Coimbra!

Neste blog tem-se falado de música nos últimos posts; de boa música aliás como é habitual por aqui… hoje nem por isso!

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Pois é; no dia 12 do mês passado fui ver o Sr. George Michael, que ao fim de muitos anos de carreira (mais de 20), se dignou de vir a Portugal. Mais vale tarde que nunca, e pelo menos, escolheu bem o local: Coimbra – a meio do país!

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Mesmo sem apreciar o estilo, estava curioso para ver um espectáculo de uma das figuras mais míticas e mediáticas da pop music das três últimas décadas.

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Gostei da forma como resulta a voz dele em palco; o som estava excelente; e em termos áudio-visuais, o espectáculo resulta muito bem.

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Sinceramente desgostou-me um egocentrismo exacerbado… do início ao fim do espectáculo, e com excepção de um tema, o senhor é único em palco, para que seja o centro das atenções. Aliás torna-se monótono, porque são duas horas a ver o homem a dançar sempre da mesma maneira.

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

O concerto foi muito virado para a dance music e para o último trabalho do cantor. Dos meus temas favoritos, népia! Jazz: népias também… ainda que fosse um tema só do “Songs from the Last Century”, o meu disco favorito, nadinha… mas já era de esperar.

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Não deixo de reconhecer que ouvir o “Careless Whispers”, vinte e tantos anos, depois de o dançar bem agarradinho a alguma moçoila com boas curvas que me tivesse dado atenção e algo mais (Susana Raquel, onde andas tu?!), numa daquelas tardes das festas da altura do liceu, me deu bastantes saudades e uma ponta de saudável e alegre nostalgia (eheheheh!).

Fiquei com pena de não ver os fantásticos Fingertips na 1.ª parte do concerto, mas os meus amigos obrigaram-me a lambozar-me com um magnífico leitão (no Rui dos Leitões)... e eu contrariado, claro, mas lá fui!

Aliás, o melhor deste concerto foi, sem dúvida, eu e a Joaozinha revermos amigos de quem gostamos tanto e tão poucas vezes convivemos: CristinaXX e MárioXX (os dinamizadores desta nossa ingressão pelo mundo homossexual da pop britânica); e, Cristina e Nuno, mais conhecido por The Great Satan!

Sérgio

P.S.: para quem não está familiarizado com algum tipo de alcunhas, o XX do casal Cristina e Mário é uma alusão motard ao péssimo veículo em que os dois habitualmente se deslocam: uma Honda CBR 1100 XX Blackbird, de cor cinza prata! eheheh!

Perry Blake no Teatro Circo.

No Sábado passado, 26 de Maio, fui ao Teatro Circo a Braga ver o Perry Blake.

Bem, já o tinha visto há 2 anos, na Casa das Artes de Famalicão. A única diferença é que desta vez, Perry Blake fazia-se acompanhar de dois músicos em vez de um.

Honestamente, não fiquei com grande memória deste concerto… não trouxe nada de novo face ao anterior, que gostei mais do que este.

Essencialmente, este músico a actuar em “versão acústica”, perde o melhor do som que cria nos seus trabalhos. Apesar da sua excelente voz, o som envolvente e de personalidade marcante, é uma das melhores características deste músico. As versões acústicas fazem com que os temas percam muito do seu cariz e originalidade.

Aguardo por Perry Blake novamente, mas da próxima com uma “big band” a acompanhá-lo!

Sérgio

28 maio 2007

The Who no Pavilhão Atlântico - o post!

Já passaram vários dias, mas o som da guitarra de Pete Townshend continua intacto nos meus ouvidos… único, marcante, possante e cheio. Perfeito! Por isso o que escrevo é uma mistura desordenada de ideias, cuja emoção de recordar não me permite a coerência do raciocínio.

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Foi um concerto com emoções muito fortes; apesar de Keith Moon e John Entwistle já não estarem no palco, a dupla Daltrey & Townshend esteve imparável. Roger Daltrey continua com a sua voz imponente e agreste; a energia que passa em palco, pela maneira como dança e como faz o microfone rodar pelo ar, envergonha os jovens barulhentos Rose Hill Drive, com metade da idade que fizeram a 1.ª parte (não recordo qualquer imagem sonora… lembro-me vagamente do aspecto deles… e antes não lembrasse!). Pete Townshend está imparável; a guitarra soa como nada mais no mundo soa. A energia está lá; a adrenalina está lá… o braço continua a rodar imparavelmente! Townshend só não salta tão alto…

É inexplicável o que se sente, quando temos à nossa frente dois homens de meia-idade, que fazem parte da história do rock; que marcaram o seu estilo no mundo. Cresci a ouvir esta banda, pelo que para mim foi um privilégio poder estar ali, a 3-4 metros deles. Mais do que ouvir, o som deles fez-me reviver e encheu-me os olhos de água várias vezes ao longo do concerto. Se calhar, pela nostalgia de não os voltar a ver mais… Digo sempre isto quando vejo os Rolling Stones e em Junho vou vê-los pela 4.ª vez!

A plateia estava cheia e por lá encontrei um pouco de tudo: pessoas mais velhas do que eu; pessoas da minha idade, algumas saídas directamente do trabalho para ali, ainda em traje formal; bastantes miúdos, que provavelmente só conhecem os The Who por causa do CSI (tiveram a oportunidade de perceber que muitas das músicas que ouvem de outras bandas da actualidade, são originais destes dinossauros do rock). Grupos de amigos, casais sozinhos, amigos de longa data que já não vão a um concerto há anos… só mesmo pelos The Who.

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

O que é realmente mais incrível e marcante é a imponência da guitarra de Pete Townshend. Todos os grandes guitarristas têm uma sonoridade única nas suas guitarras; Townshend conseguiu uma mistura entre a distorção e um som tão potente quanto limpo, consistente. Ouvir aquela guitarra ao vivo é algo que não se esquece… nunca!

Sérgio

17 maio 2007

The Who no Pavilhão Atlântico!

Uma hora depois de ter saído do concerto dos The Who, a intensidade das emoções não me permite, contrariamente à minha vontade, fazer um post sobre este concerto incrível...

Lamento não ter tido a máquina fotográfica comigo; fiz apenas umas fotografias ranhosas com o telefone, alguns filmes e umas tantas video chamadas para o meu pai!

Preciso de uns dias de silêncio para digerir o extase em que me encontro...

Sérgio

11 maio 2007

Guillemots.

Há mais de um mês que ando com este som fantástico dentro da cabeça.

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

No fatídico fim-de-semana em que fui a Bejar, Salamanca, o meu grande amigo Jorge “Enterra” apresentou-me mais uma das suas fantásticas descobertas musicais: Guillemots.

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Nem sei bem como descrever o som desta banda: soa muito a rock sinfónico; por vezes tem algumas influências de pop electrónico. Acima de tudo, é um som extremamente melódico e aveludado, para o qual contribui a voz inédita do vocalista. Mas sem deixar de ser rock!

Por momentos parece que voltamos aos anos 70 e estamos a ouvir uma miscelânea entre os Camel, os Moody Blues e os Yes. A melodia domina um som consistente, encorpado e completo, onde não faltam as orquestras, sons contra-melódicos e dissonantes. A envolvência sonora é a nota dominante. No meio de tudo isto, ainda se encontram algumas semelhanças com Maximillian Hecker. O som é viciante e encantador. Têm um palco sonoro quase sobrenatural; inspira serenidade e tranquilidade (mas não como a do Sporting!). É um som relaxante para ouvir no meio da neve, ou em frente ao mar; há também faixas em que o som e o ritmo são mais vigorosos. Acima de tudo é um som sem arestas… suave e liso. Até parece o motor 5 cilindros do meu Volvo(!), tal é a fluidez com que atravessa os nossos canais auditivos, apesar de ter uma personalidade tão vincada. Ou seja, não confundir com essas sonoridades isotéricas lamechas de quinta qualidade que por aí andam muito em voga e a que alguns chamam erradamente de chill-out... Relembro, isto é rock!

Não diria “cantem e encantem”, mas antes, ouçam e encantem-se! Como diria um conhecido chefe de mesa do mais mediático restaurante da cidade do Porto: "Recomendo vivamente."! A sério!

Sérgio

03 maio 2007

VENDE-SE!

Preciso de vender a minha "banheira". Vou passar a fazer menos kms e deixo de precisar de 2 carros.

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket


Há por aí interessados?! Trata-se de um VOLVO S80 T5: motor a gasolina de 2.000 c.c. com 220 CV; é de 1999 e tem quase 240.000 kms. Está em estado irrepreensível. Tem o interior em couro negro e madeira castanha escura. Tem ainda muitos extras: computador de bordo; cruise contro; telefone; bancos aquecidos; ar condicionado individual; vidros e retrovisores eléctricos com desembaciador; encostos de cabeça rebatíveis automaticamente; bancos traseiros rebatíveis; controlo de tracção e estabilidade; aparelhagem com rádio com 20 memórias de FM, leitor de cassetes, leitor de cd e 9 colunas.
É um autentico avião! Anda mesmo muito e é extremamente seguro, suave, silencioso, espaçoso e confortável. Ao contrário do que se espera, não gasta muita gasolina (em média 10L/100 kms).

Ofertas para sergio@carmo.com.pt. Vendo à melhor oferta!

Sérgio