29 fevereiro 2008

Nova Aventura!

Depois de ter sido insistentemente entusiasmado (como se fosse necessário...) a experimentar fazer escalada, pela minha "maninha" Ana e pelo Sérgio (marido), lá fui eu para Condeixa um Sábado de manhã... bem cedinho!

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Comecei por lhes dar meia hora de seca; mas eles, impávidos e serenos, deram-me boleia e ainda levaram almoço para mim. Não são uns queridos?! Já não há gente assim!

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E lá fui eu todo contente... Na viagem aproveitei para os entusiasmar com o ski e o snowboard; vamos lá ver se um dia alinham comigo...
O Giga também foi e até ele se diverte à grande, apesar de não escalar. É de facto um dia muito bem passado: no meio da montanha a temperatura é excelente; a paisagem é encantadora; o silêncio e a tranquilidade encantam.

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Quando chegamos às paredes, pensei que eles estavam a gozar... aquilo era totalmente impossível de subir... só mesmo para experts e loucos! Pensava eu que havia algo menos vertical, pelo menos para quem começa!
Não sei como, mas afinal dava para subir... começaram por subir eles... entretanto outras pessoas chegaram e começaram a subir... e a certa altura, já todas as vias tinham alguém divertir-se e a transpirar forte!

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Lá chegou a minha vez e muito a medo fui subindo... por momentos até as vertigens deram sinal de vida... é ridículo a força que fazemos nos braços desnecessáriamente: escalar é com a cabeça e com as pernas! Dizem eles... Por vezes, não fazia mesmo ideia onde meter os pés... está bem que estava de sapatilhas e não pés de gato... mas aquilo é mesmo estranho... cheguei a parar vários minutos para descansar e tentar perceber como havia de sair dali. O momento de glória quando se chega lá acima também é engraçado... olhar cá para baixo e ver pessoas pequeninas!

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Até as descidas... fazer rapel com os outros a controlarem a velocidade da nossa descida também dá um certo calafrio!

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Nos dois dias seguintes andei todo dorido nos braços. Agora que valeu bem a pena, valeu... é mesmo uma adrenalina escalar. Por isso, hei-de repetir!

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O ambiente é muito engraçado e descontraído. As pessoas são simpáticas e amistosas. Até os espanhois que por lá havia (e muitos) eram simpáticos! Também por lá andavam algumas gatas (no duplo sentido da palavra... e que gatas!).

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Parece que ganhei mais um vício... o chato da questão é que o trabalho ocupa muito tempo, senão a vida era um estouro!
Agora, só para vos meter raiva, esta semana vou de férias para Laax (Suiça), onde 220 kms de belas e ingremes pistas com mais de 3 metros de neve me esperam... tchau, tchau!

Sérgio

19 fevereiro 2008

Quem Me Leva os Meus Fantasmas?

Já ouviram este tema com atenção? Façam-no! Não, não vale no carro, na rádio, no computador, no emprego... Tem de ser em casa. Tem de ser com total atenção. Não na cozinha... não na televisão... Nem no mp3. Tem de ser em formato real! Som a sério! Ouçam a letra... interpretem-na... Envolvam-se no som...

E depois contem-me o que viram, ouviram, leram, sentiram.

É por coisas destas que me orgulho de ser PORTUGUÊS!

Sérgio

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"Aquele era o tempo
Em que as mãos se fechavam
E nas noites brilhantes as palavras voavam,
E eu via que o céu me nascia dos dedos
E a Ursa Maior eram ferros acessos.

Marinheiros perdidos em portos distantes
Em bares escondidos, em sonhos gigantes.
E a cidade vazia, da cor do asfalto,
E alguém me pedia que cantasse mais alto.

Quem me leva os meus fantasmas
Quem me salva desta espada,
Quem me diz onde é a estrada?

Quem me leva os meus fantasmas
Quem me leva os meus fantasmas
Quem me salva desta espada,
Quem me diz onde é a estrada?

Aquele era o tempo
Em que as sombras se abriam, em que os homens negavam
O que outros erguiam.
E eu bebia da vida em goles pequenos,
Tropeçava no riso, abraçava venenos.

De costas voltadas não se vê o futuro
Nem o rumo da bala, nem a falha no muro.
E alguém me gritava, com voz de profeta.
Que o caminho se faz, entre o alvo e a seta.

Quem me leva os meus fantasmas
Quem me salva desta espada,
Quem me diz onde é a estrada?

Quem me leva os meus fantasmas
Quem me leva os meus fantasmas
Quem me salva desta espada,
Quem me diz onde é a estrada?

De que serve ter o mapa
Se o fim está traçado,
De que serve a terra à vista
Se o barco está parado,
De que serve ter a chave
Se a porta está aberta,
De que servem as palavras
Se a casa está deserta?

Quem me leva os meus fantasmas
Quem me salva desta espada,
Quem me diz onde é a estrada?

Quem me leva os meus fantasmas… "


Pedro Abrunhosa - Luz (2007)

14 fevereiro 2008

Alteração do Modo de Locomução.

Vendi o meu carro...

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...quase chorei.

O meu carro actual:

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Sem comentários, por favor!

Sérgio

03 fevereiro 2008

Um Texto Chato.

Uma das citações que mais me toca, e cujo autor desconheço é a seguinte: “...se queremos um mundo melhor, porque não começarmos por nos mudarmos a nós mesmos, em vez de ficar à espera que os outros mudem?...”.

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A primeira vez que a li, foi-me apresentada no final de um video em que apareciam algumas personalidades com influência no decurso da vida do planeta: George W. Bush, Francois Miterran, Tony Blair, Sadham Hussein, Kadafi... entre outros, todos com frases que suavam a surreal... do tipo: re-direccionar verbas destinadas ao armamento para combater a fome e a miséria em África; respeitar os direitos humanos; terminar os combates armados, etc. O video era de todo surreal, porque continha os mais importantes dirigentes mundiais a afirmarem que iriam fazer aquilo que qualquer ser humano com dois dedos de testa considera “o correcto”; ao contrário das atrocidades que continuam a apoiar estes chefes de estado e os seus homólogos. O que só por si seria uma viragem de 180º nas políticas sociais a nível global...

Mas a questão que vos ponho é esta: não será esta citação um contra-senso?
É claro que todos nós temos um longo caminho a percorrer, se ambicionarmos melhorar a nossa conduta, no sentido de nos tornarmos pessoas mais justas, correctas e coerentes; e até interessantes! Arestas a polir há muitas e são realmente difíceis de arredondar... e é claro que todos esses aspectos que menos gostamos em nós, nos fariam pessoas melhores e mais únicas.

Mas há também o reverso da medalha... uma outra interpretação. Quando queremos um mundo melhor e queremos quase impor as mudanças nos outros, é porque estamos inconformados com algumas tendências de comportamento e pensamento. E neste sentido, deveremos mudar-mo-nos a nós mesmos? Não seria isso misturarmo-nos com a maioria que agora condenamos? Dissolvermo-nos na moda? E neste caso, onde iriam parar os nossos princípios? Tornarmo-nos-íamos iguais à maioria... do tipo “se não os consegues vencer, junta-te a eles!”. É tudo uma questão de consciência... de deitar a cabeça na almofada e conseguir dormir... ou simplesmente, acorbardarmo-nos, para não nos chatearmos... Uma solução sem dúvida... de felicidade fácil... para quem a sua própria consciência vale tão pouco.

Para os outros, o caminho é mais duro. E passa mesmo por ir limando arestas, até que as pequenas imperfeições sejam nano irregularidades. Desta forma conseguirão através da sua própria inteligência emocional, mostrar aos outros com argumentos incisivos e sedutores, melhores formas de conduta. Umas vezes agindo como exemplo, outras demonstrando com eloquência. Mas nunca pela força, imposição ou confronto... No dia em que só sobrarem estas últimas formas de agir, é porque a superfície cognitiva perdeu o polimento, ganhou irregularidades, ficou desgastada e voltou a ter arestas... E há que recomeçar todo o ciclo de mudança. Por quantos mais ciclos passarmos, mais geniais teremos de ser para re-iniciar o processo.

Quando penso na suposta razão de uma minoria esclarecida (capaz ou não de movimentar multidões em seu torno), imposta de forma violenta ou coerciva à restante população, lembro-me sempre do que o meu pai me dizia em miúdo, quando eu gritava com o meu irmão (mais novo): “...quando falta a razão, sobra a má educação...”. Só ainda não consegui concluir se os actuais sistemas de democracia cabem (ou não) aqui...
Uma coisa é certa... cada vez menos as pessoas, apesar grau de instrucção crescente, usam a cabeça para pensarem por si mesmos. Reparem na massificação dos padrões de consumo a qualquer nível: desde a música, cinema, literatura, aos hábitos de alimentação e forma de vestir! Preocupante... a crescente vunerabilidade das massas...

Se conseguiram chegar a este último parágrafo é porque concerteza sofrem de insónias!

Sérgio

23 janeiro 2008

Bem-vindos à Era "Não-Fumador"!

Na sexta-feira passada, depois de um delicioso sushi num dos restaurantes mais bonitos do Porto (Terra), dei um salto a um bar fora de série: “Casa do Livro”.

Foi a minha primeira “saída” na era “não-fumadores” e foi surpreendente! Até já me apetece sair outra vez! Claro que para tal muito contribuíu a companhia de três pessoas muito especiais (já sabem que eu não digo quem são por questões de privacidade... alheia! Ehehehe!). E sabem que mais?! No outro dia de manhã estava fresco que nem uma alface, e nem o quarto, nem a roupa, cheiravam a fumo!

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Não é a primeira vez que vou ao Terra e continuo a achar que é o melhor sítio da cidade para nos deliciarmos com um bom sushi. No entanto, nunca tinha jantado na sala de cima; em baixo junto ao balcão, temos a vantagem de ver os “fakirs” a prepararem iguarias; mas ficar ao balcão é bom quando somos só dois, tal como as mesas da sala de baixo. Desta vez éramos quatro, pelo que a sala de cima foi uma imposição muito agradável. O ambiente é sofisticado, bonito, elegante, e igualmente confortável e acolhedor. Se juntarmos a isto o prazer de agora podermos usufruir dos cheiros dos alimentos que nos vão apresentando, o prazer de saborear é ainda maior, pois não temos as narinas entupidas de nicotina oriunda das mesas em redor. Consequentemente, também não temos ninguém na nossa mesa a dizer “...vamos pagar e sair daqui... já tenho os olhos a picar...”, ou “...preciso de ir apanhar ar... está muito fumo e muito abafado aqui...”. Isto proporciona um convívio maior, mais descontraído, e principalmente, mais saudável à mesa. Curioso é ver que volta e meia as mesas ficam desertas... e passados uns minutos, os mesmos clientes regressam...

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Note-se que não tenho nenhuma má vontade contra o tabaco (ao contrário de muita gente fanática). Até adoro fumar! Mas sou contra que se fume em sitios fechados. Gosto de ser eu a decicir quando quero fumar! Não gosto de ser obrigado a fumar... Já imaginaram se vos obrigassem a beber uma determinada bebida alcoolica, sempre que alguém na sala o quisesse fazer?! Não havia refeição que nos salvasse do coma alcoolico! Não usufruiríamos da refeição em si... Portanto, porque raio haveríamos de continuar a ser condescentes com o fumo?! Esta nova lei só peca por tardia! E quem está mal que se mude... para Marrocos por exemplo!

Há que ter em conta também, que o tabaco e o álcool são nocivos à saúde, pelo que na minha óptica só são admissiveis quando consumidos com moderação. Ou seja, como um prazer e não como um vício...

Já não deveria faltar muito para a uma da manhã quando saímos do Terra e nos dirigimos, por sugestão de um dos ilustres presentes, para a baixa portuense. O destino escolhido foi a “Casa do Livro”; e não poderia ter sido melhor a escolha! O bar é lindíssimo! Tem um ambiente excelente, casuísticamente seleccionado e a música é fabulosa! A “Casa do Livro” tem duas salas contíguas: na primeira está o bar proporiamente dito; na segunda estão dos DJs. Dança-se por todo o lado, pois a música assim o proporciona! E de que maneira!

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A fantástica parelha de DJs de serviço apresentava blocos temáticos, de aproximadamente 15 minutos, passando por distintos estilos músicais, desde da pop dos anos 80, às orquestras de jazz dos anos 50, mas sempre com muito bom gosto, critério e requinte. Os meus sinceros parabéns, porque há muitos anos não via profissionais tão dignos, empenhados e originais (já sei que vão dizer que só digo isso porque já fui dj e que sou um exagerado e muito rigoroso e bláblábláblá...). A verdade é que todo o bar dançava, independentemente da idade de quem lá estava.

O som é aceitável, dentro da mediocridade que a maioria das casas nocturnas oferecem... o que é um contrasenso: saímos para ouvir música e dançar e o som é fraco... O volume não é exagerado e consegue-se conversar com alguma facilidade. O contrário é que não faz sentido: sair com os amigos para ficar calado, tipo múmia, ou com a garganta arruinada ao dia seguinte... Ok, também saímos para beber uns copos... e se as bebidas não forem boas ninguém lá vai. Porque é que o critério da qualidade de som e da música não é o mesmo?!... O Porto tem pouca oferta nocturna e os noctivagos portuenses deslocam-se, a maioria das vezes, em manadas movidas por “modas”... logo, independentes da qualidades das paragens por onde vão estacionando de copo na mão (e com o nariz vermelho!). Isto leva-nos aos locais ditos alternativos, se procuramos bom ambiente, “gente bonita” e boa música para ouvir e dançar, mas também boas condições para conviver e conversar, independentemente da quantidade de copos que tenham passado pelas nossas mãos... E é exactamente este o espaço onde a “Casa do Livro” encaixa e dá cartas!

Sérgio

P.S.: Fotografias de Pedro Aroso e Lifeccoler; consultem
http://www.casadolivro.pt/ under constrution!

13 janeiro 2008

Sinais de "Geração Ultrapassada".

Sair de casa e esquecermo-nos de algo é sinal de velhice... de estar a ficar senil... mas, mais trágico é sair de casa e esquecermo-nos de levar a nova de selecção de cds para o carro, e para remediar isso, vamos fazendo um zapping radiofónico. A certa altura descobrimos que há já vários minutos que não mudamos de estação, enquanto cantamos eufóricamente no carro... o problema é que a única estação de rádio que passou música que gostei foi... a M80!

Sérgio

11 janeiro 2008

Ano Novo... Som novo?!

Este ano, durante o mês de Dezembro e a primeira semana de Janeiro, tive mais por casa que o habitual. Tive assim oportunidade para me brindar com muita música, criando ambientes tão peculiares quanto a combinação de um som de excelência e o nosso imaginário podem conseguir.

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A maioria de vocês já dever ter ouvido falar deste senhor: Joe Henry... mas eu não! Até há uns dias atrás, nunca tinha ouvido falar dele... achava eu! Mas afinal já tinha... passo a explicar.

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Graças mais uma vez ao Cali Jo, homem de muitas alcunhas... há 3 semanas atrás ouvi pela primeira vez o álbum “Fuse”, de 1999, e fiquei deliciado. Tenho pena é de não o ter ouvido há 8 anos atrás... vejam só a discografia dele... Surpresa!

- Talk of Heaven (1986);
- Murder of Crows (1989);
- Shuffletown (1990);
- Short Man's Room (1992);
- Kindness of the World (1993);
- Fireman's Wedding (1994, EP);
- Trampoline (1996);
- Fuse (1999);
- Scar (2001);
- Tiny Voices (2003);
- Civilians (2007).

Joe Henry escreve e compõe, canta, toca guitarra e ainda é o produtor dos seus temas.

Pelo que parece, até ao álbum Trampolin de 1996, Henry dedicava-se ao country. Neste álbum todavia, e com a participação do guitarrista Page Hamilton, introduz uma sonidade mais “metal”. Metal rock e Country não costumam ser muito compatíveis, mas até estou curioso para ouvir.

Já Fuse, de 1999, traz-nos uma trip hop, que nada tem a ver com country ou metal rock. E asseguro-vos que tem tanto de fantástico como de original.

Daqui para a frente começa a tournée pelo mundo do jazz... pessoalmente, ainda mais curioso estou para conhecer.

Até aos nossos dias, Joe Henry colaborou com muitos nomes igualmente originais: Teddy Thompson; Aimee Mann (de facto, na capa do “Forgotten Arm”, dizia produced by Joe Henry). Ou mesmo “pesos pesados” como Billy Preston (já falecido) e Elvis Costello.

Sem querer falar do que não conheço, acho que há aqui bons indícios para passar umas boas horas... vai ser uma chatice… tenho de ouvir os outros todos!

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Por falar em country... Este ano, Michael Lanegan tem tido um tempo de antena especial. Não é country puro... mas a voz é fabulosa, o som característico e cria aquele efeito de conforto tão apropriado para os dias de chuva em casa. O mesmo tem acontecido com Bill Callaham; este descobrio-o há tanto tempo quanto o Joe Henry (e graças ao mesmo Cali Jo). É mais melódico, mas tem a mesma inspiração country. A voz é igualmente acolhedora, forte e envolvente... mais suave e menos rouca, a condizer com o som também mais consensual e pop. No mesmo tom, naturalmente surgem Micah P. Hanson (este com uma vertente rock mais afirmada, por vezes num som minimalista, mas com uma voz igualmente soberba) e Gordon Lightfoot (este é da velha guarda, dos fabulásticos anos 70, década do rock sinfónico, e empreende um som country-pop tão característico da época).

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Nestes dias, a necessidade do aconchego sonoro leva-nos também para outras paragens... Mojave 3. Estes só pecam por uma voz (masculina) demasiado melosa... falta-lhe personalidade. O som é um tanto indiferente... mas permite-nos, por um lado, ignorar, por outro, aconchegar ao sofá. Fora de série é a voz feminina presente em algumas faixas e nas vozes de fundo. Um delírio aconchegante. Quem fala em Mojave 3, fácilmente complementa com Lilac Time e Dream Academy.

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Outro álbum que se molda muito bem ao sofá e aos dias de chuva é “North” de Elvis Costello... é engraçado como os nomes se repetem ao longo do texto... só uma nota sobre esta obra-prima: é o 22.º álbum de originais do músico! Foi editado em 2003, e entretanto, Elvis Costello já editou mais dois... Esta é a diferença entre a genialidade e a efemeridade musical.

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No meio disto tudo, se houve disco que ouvi inúmeras vezes durante o mês de Dezembro e primeiros dias de Janeiro, foi “Blue Train” do John Coltrane. É um disco viciante; quando se começa a ouvir, só dá vontade de ir virando, e virando, e virando. É claro que o encanto do vinil faz sobressair a sonoridade de referência.

Houve ainda outros vinis a rodarem repetidamente: “Live in Australia” de Elton John (os arranjos orquestrais são do outro mundo... a Orquestra Sinfónica de Melbourne deslumbra, especialmente na brusquidão das tubas e dos violoncelos, e na leveza dos solos de harpa; o homem é que teve azar: é que logo no concerto da vida dele, havia de estar rouco!); “The Final Cut” e “The Dark Side of the Moon” dos Pink Floyd (se o primeiro é o estado da arte, o segundo é a obra-prima da banda); e ainda, “Nights in White Satin” dos Moody Blues (este conta com a London Simphony Orchestra, e hão-de ouvir com atenção o fecho do disco... depois do tema que dá nome ao álbum terminar, iniciam-se alguns minutos de orquestra com um narrador que cita algo de deslumbrante e eloquente... ouçam!).

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Ainda por arrasto: o álbum “Forgotten Arm” de Aimee Mann. É melódico e suave, principalmente na voz, mas tem umas guitarras vincadas, que lhe dão um charme rock, sempre agradável, mesmo quando estamos enrrolados no sofá com um livro na mão; uma lareira caía mesmo bem... um copo de vinho tinto também... do douro e de 72 seria ouro sobre azul!

Sérgio

31 dezembro 2007

Fim de Ano!

Estamos no final de 2007, ano que muitas mudanças me trouxe... e para melhor!

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Despeço-me de 2007 com uma nova aventura. Participei pela primeira vez numa prova de atletismo. É verdade! Aos 35 anos, participei na XIV Corrida de S. Silvestre do Porto. Isto só dá para rir, mesmo... Para já ainda não tenho fotografias, mas ando à procura delas para depois colocar por aqui.

Foi uma aventura! A segunda deste género em que me meto depois do meu 35.ª aniversário (participar na 1.ª Maratona de BTT da Póvoa de Varzim - 50 kms). E sabem que mais?! Foi uma grande curte! Há muito que o queria fazer e este ano fui espicaçado por uns amigos... era daquelas coisas que quando via na televisão, pensava, isto deve ser uma trip... enquanto toda a gente dizia "...olha, lá estão aqueles malucos; ...o quê?!... deves é ser doido!"

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Estou longe de estar na minha melhor forma (há muitos anos! eheheh!), mas lá fui! Arranquei rápido demais e cheguei ao cimo de Sá da Bandeira muito ofegante. Enquanto um dos meus amigos optou por um ritmo mais defensivo, o outro resolveu ganhar velocidade e eu mantive-me, até encontrar um grupo da EDP, que animou a prova com gorros de renas e Pai Natal. E é a eles que devo ter acabado a corrida, especialmente com o tempo de 54 minutos e 30 segundos. O ritmo deles era demasiado alto para mim, mas eram tão divertidos que se descolasse deles ter-me-ia deixado ir abaixo... especialmente na segunda volta, quando voltamos a subir Sá da Bandeira e St.ª Catarina até ao Marquês. Apanhei-os ao cima de St.ª Catarina na primeira volta e com eles me mantive até ao fim; e fartei-me de rir! É que especialmente uma das miúdas, durante a corrida de quase uma hora, não parou de provocar a assistência da prova, pedindo aplausos ("...e quem bate palmas é tripeeeeirooooo!"), ou simplesmente perguntando a quem passava sozinho "...'tá tudo colega?! Então?!"; ou ainda, "Olha a oonnnddaaaaa!" e todos acenávamos! Era uma miúda novinha, de aproximadamente 1,60m, loira, com um gorro de Pai Natal, muito bem disposta e de voz meia rouca, mas que se fazia ouvir bem entre a multidão. Especialmente na segunda subida, estive próximo de explodir, ou pelo menos parar a meio, mas sabia que se deixasse aquele grupo fugir a prova nunca mais teria piada... então lá fui... prova de que com um sorriso tudo é mais fácil, sorri bastante e terminei a prova com um ritmo que sozinho jamais teria aguentado. Agora, aquela miúda tinha cá um fôlego!... No fim tentei agradecer-lhe, mas o grupo entrou para a zona VIP, onde eu não podia entrar... Deviam ser animadores da prova...

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Pensei que fosse mais duro... senti muitas dores de costas na 1.ª subida, mas defendi-me com um ritmo lento; na 1.ª passagem pela Av. dos Aliados parecia novo, por breve momentos no entanto, porque na 2.ª subida faltou-me pulmões... Ou então, foi mesmo o ánimo a miúda loira que facilitou a tarefa de percorrer 10 kms! No fim da prova, os tendões de Aquiles (que são o meu verdadeiro calcanhar de Aquiles) doiam-me bastante... já estou a ver o ortopedista e a fisioterapeuta com as mãos na cabeça a desesperarem!

O 2008 está aí a chegar e com ele vêm as grandes expectativas, esperanças e promessas que todos os anos depositamos no Ano Novo. Nem que seja por isso, por fazermos alguma introspecção e tentarmos melhorar o que somos, já vale a pena comemorarmos a passagem de ano desta forma. Pessoalmente, gosto de comemorar de uma forma mais intimista... em casa (não necessariamente a minha, mas pode ser) e com pessoas próximas, não muitas... Tenho alguma alergia aos dias em que, forçosamente, tenho de me divertir... só porque é dia de festa. Trabalhava de bom grado se houvesse necessidade! Divirto-me muito mais quando tudo é inesperado e natural. Já tentei discotecas e bares, idas a Espanha, e festas particulares de pessoas que não conhecia... sem grande sucesso. Por outro lado, houve passagens de ano em minha casa memoráveis!

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Em relação a 2008, vai ser para mim um ano de "...ou vai, ou racha!". O desafio é muito alto... mas eu gosto de desafios... acredito que é nas dificuldade que o melhor de nós (se é que o temos!) vêm ao de cima. Mas acho que começo bem... muito mais feliz do que qualquer outro ano!

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Bem... este foi o texto que me apeteceu escrever... se vos pareceu estranho, a culpa foi da inspiração: o som do magnifico gira-discos que já roda há mais de uma semana sem parar, e por isso, está com um desempenho incrível, e do não menos fantástico "The Dark Side of the Moon" dos Pink Floyd, que data de 1973. As fotografias um tanto abstractas são a forma como vejo os "Anos Novos": abstractos e tranquilos. Especialmente o dia de Ano Novo (este ano vou passear de moto... o mar não vai dar para fazer umas ondas...).

FELIZ ANO NOVO PARA TODOS!

Sérgio

P.S.: só a primeira fotografia é que fui eu que tirei... as outras são do windows!


Eclipse (The Dark Side of the Moon - Pink Floyd, 1973)

All that you touch
All that you see
All that you taste
All you feel.

All that you love
All that you hate
All you distrust
All you save.

All that you give
All that you deal
All that you buy, beg, borrow or steal.

All you create
All you destroy
All that you do
All that you say.

All that you eat
And everyone you meet
All that you slight
And everyone you fight.

All that is now
All that is gone
All that's to come
and everything under the sun is in tune
but the sun is eclipsed by the moon.

"There is no dark side of the moon really. Matter of fact it's all dark." (Roger Waters)

25 dezembro 2007

HO HO HOU!!!

Este ano não quero falar sobre a forma como a cada ano que passa, mais e mais comercialmente comemoramos o Natal... já chegou o post do ano passado... ou de há dois anos...


Admito que não estando totalmente de acordo, ainda não encontrei uma forma mais interessante de o fazer; mesmo sendo ateu...

A verdade é que adoro esta altura do ano; acho incrível o ambiente que se cria e vive nas ruas e nas pessoas. Pelo menos durante alguns dias, as pessoas mostram-se um tanto diferentes e melhores: mais amigas; mais carinhosas; mais sensíveis; mais sinceras e menos interesseiras.

Dá-me um gozo imenso dar prendas; e adoro andar a distribuí-las "armado" em Pai Natal. Até porque na véspera costuma estar um sol excepcional (e este ano não foi excepção). De carro ou de moto, é um passeio a não perder!

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O telefone não se cala... esta parte dispensava bem... Todos os que me conhecem sabem que não gosto de falar ao telefone (prefiro de longe estar pessoalmente com quem gosto). Os sms são uma boa alternativa; recebi e respondi a dezenas. Algumas trocas de mensagens foram mesmo muito engraçadas na noite de Natal! Pena foi que no dia seguinte esperava eu "Sol" e estava a chover...

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Passo habitualmente o Natal em casa dos meus Pais. Cá vêm ter os meus tios, avós, irmão, cunhada e sobrinhos, entre outros, que nem sempre com a regularidade desejada nos dão o prazer da presença deles. Isto é claro, para além das visitas dos amigos, em que nos vamos cruzando apressadamente ao longo do dia 24 (e às vezes 25), nas casas uns dos outros.

Posso dizer-vos que cá em casa isto é o máximo; é de tal forma, que de vez em quando tenho necessidade de me isolar por uns minutos... fico cansado de dar atenção, de ouvir, de ver... etc. Nem quero imaginar o cansaço da minha mãe, que além de tudo o que todos fazemos, trabalha na cozinha dois a três dias para preparar um delicioso jantar de Consoada e um fabulástico almoço de Natal. Mil e um doces de perder a cabeça nestes dois dias; e um perú maravilhoso ao almoço.

Cá em casa também, esta é a altura privilegiada para desempoeirar o bilhar. Portanto, convívio garantido! Incrível é o magnetismo que uma mesa com umas bolas cria nos miudos pequenos... querem à força jogar, mesmo sem chegar à mesa.

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Mesmo sem a visão religiosa, a verdade é que o Natal serve para mostrarmos um bocadinho mais uns aos outros, o quanto nos apreciamos e valorizamos. E isto é motivo mais do que suficiente para comemorarmos, gastarmos rios de dinheiro em lembranças, andarmos stressados nas compras e no trânsito natalício, tão charmosamente acompanhados pelas luzes e enfeites das cidades (Porto e Matosinhos, parabéns!).

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Este Natal está a ser excelente! Refiro-me a todo o mês Natalício. Os poucos jantares e almoços a que fui foram divinais; a boa companhia esteve em destaque. Tive ainda o privilégio de ir ver a Carmen no Pavilhão Atlântico (simplesmente fabuloso; aconselho a todos a pelo menos uma vez na vida assistirem a uma ópera; único!).

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Para ter sido 5 estrelas, dispensava-se um pequeno incidente com uma das minhas cadelas, que quase atropelei dentro de casa... tive mesmo muita sorte (e ela também); não consegui fazer umas ondas, embora tenha chegado a ir a Espinho para dar um abraço ao Pedro, o que também foi pena; e também muito interessante, teria sido um Natal com "Sol"... mas mesmo assim, memorável!

Sérgio

20 dezembro 2007

2.º Aniversário.

Faz 2 anos que criei o Carmoblog... quer dizer... faz um bocadito mais. Foi criado em Setembro; o contador é que foi posto em Dezembro. Foi uma espécie de estágio...

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Espantoso é em 2 anos ter tido mais de 36.000 visitas (mais de 1.500 visitas/mês ou 50/dia). Nunca esperei uma coisa destas... Não é isto que me motiva a escrever, mas não deixa de ser espantoso.

Gosto de escrever aqui, porque me descontrai... e porque o blog para mim é uma espécie de livro e diário... uma mistura! Mas também é um canto de privacidade q.b.; o "mediatismo" não é a minha ambição, muito menos intenção.

O número espanta-me mais, porque devido às minhas mudanças profissionais em Dezembro de 2006, deixei de escrever diariamente, sendo agora a média mais semanal. Também acho que os textos perderam qualidade. Neste segundo ano foram muito mais futeis e banais; perderam conteúdo, perderam interesse.

Vamos ver se no 3.º ano consigo valorizar o site. Aqui fica o desafio...

Acima de tudo, gostaria de agradecer a todos os que por aqui passam, especialmente, aos que deixam comentários.

Sérgio

11 dezembro 2007

Aquelas Pequenas Coisas que Fazem a Diferença...

...entre um dia normal, ou menos bom, e um memorável.

O dia de hoje podia ter sido igual aos outros, o que já não era mau... mas pelo menos eu, quero sempre mais e melhor.

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Entre 30.000 coisas para fazer, começamos o dia sempre sem saber minimamente como ele vai correr, e muito menos acabar. Começou mal logo de manhã com a placa 3G a não funcionar... e a meio da tarde novamente. Entretanto, os bancos conseguem ser tão maus ou piores que a função pública... quem acha que a banca em Portugal funciona bem, foi alvo de publicidade enganosa...

Foi um dia sempre a correr, verdade. Mesmo agora, estou a escrever para descontrair um bocadinho, porque ainda faltam pelo menos, umas 10.000 das 30.000 de hoje de manhã. Mas com uma subtil diferença... como tinha que ir a muitos sitios, levar documentos, andar no meio do trânsito, e estava um dia lindo de morrer, resolvi fazer isto tudo de moto!

Além do enorme prazer que me deu; além de ter chegado a casa ainda nem 18h00 eram, e de ter vindo almoçar a casa calmamente; permitiu-me manter um sorriso inabalável (apesar das inúmeras chatices e contrariedades que tive).

De facto, há pequenas coisas que podemos alterar no nosso dia e que valem ouro para o nosso bem estar...

Sérgio

P.S.: pode ser que esteja na forja uma grande surpresa...

10 dezembro 2007

Fingertips ao vivo no Casino de Lisboa.

Numa breve passagem por Lisboa para mais uma formação (sim, porque até para fazer formação é preciso ir a Lisboa... o pessoal do Norte já sabe tudo, não se inscreve e as acções de formação são canceladas...), dei um salto ao Casino de Lisboa, onde tive oportunidade de ver ao vivo os Fingertips, que há muito que queria ver.

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Não deixa de ser curioso que há um ano atrás, estava eu em Lisboa sozinho, a começar uma nova fase da minha vida, em virtude de um emprego novo. Já lá vai um ano... despedi-me em Maio, só consegui sair em Julho, e em boa hora, porque agora era obrigado a sair! A empresa foi ao charco... Passado um ano estou a começar tudo outra vez, mas desta vez uma empresa minha! Esta vai ter de ser um sucesso.

A cidade de Lisboa cada vez me surpreende mais: de facto, há movimento e agitação 360 dias por ano. A cidade está cada vez mais bonita e interessante. E as pessoas são como as do Porto... há muitas detestáveis; há algumas excelentes! Nem vos falo é da plateia do concerto dos Fingertips...

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Voltando ao assunto Fingertips, estava curioso por ver esta banda ao vivo. Infelizmente não fiquei cliente... O som também não estava grande coisa, mas a performance da banda ao vivo não é nada de especial: arranjos fracos; versões pouco elaboradas e desprovidas de improvisação.

A banda até tem bom ar, mas o mediático vocalista desilude... estilo um tanto apaneleirado, cabelo comprido estilo hard rock, calças justas e cintilantes (sem qualquer cotação sexista este meu comentário!). Esperava o oposto... confesso! A fama que antecede este “miúdo” é grande. Mas honestamente, achei a actuação mediana, sem surpresas e muito colada às versões originais dos temas.

Claro que valeu apena... nem que não fosse, para ouvir "...don't say that it's over..."; ou para ver a plateia!

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Uma nota altamente positiva para o Casino de Lisboa, que recriou um ambiente fantástico na “arena”. É muito agradável, simplesmente, ir lá tomar café. Somos bem atendidos; o ambiente é muito interessante, bonito e simpático. Tudo tem fascínio. A música ambiente, gravada ou ao vivo, é sempre muito boa; já para não falar dos artistas residentes, excelentes e surpreendentes.

Sérgio

05 dezembro 2007

Síntese Azul.

Este é o nome de uma empresa de formação que tive o privilégio de conhecer, na passada semana, a meio de uma reunião de 3 dias em Vilamoura.

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Já agora aproveito para referir, que andamos todos enganados... qualidade de vida é no Algarve! O resto meus amigos... é santa ignorância. Portanto, quem puder, mude-se para lá! E quem não poder, que trate disso! Passear em camisa à 5 da tarde na Marina, ou às 8 da manhã sair do hotel em t-shirt, praticamente em Dezembro, quando todo o país anda a "bater o dente"... não tem preço!

Bem, mas voltando ao assunto. Fiquei positivamente espantado com a facilidade com que estes senhores conseguiram perceber e absorver a cadeia de valor acrescentado e o know how REMAX. A forma como o transpuseram para um "jogo de formação", e especialmente, o fundamento crítico com que fizeram a análise de desempenho no decorrer desse mesmo jogo.

Como se já não estivesse mais do que abismado, a sessão de encerramento foi de um detalhe e perspicácia incríveis. Por outras palavras, foi um distribuir de cachaços ao desempenho das várias equipas. Mas há que reconhecer que foi mais do que merecido. E é isto que na maioria dos casos tem de acontecer no mundo empresarial: haver alguém, que de uma forma lúcida, objectiva e imparcial, veja do lado de fora. E depois, com bom-senso, ironia e provocação saiba dar forte na cabeça, para nos abanar e por a pensar e trabalhar. E estes senhores souberam fazê-lo com uma elegância... "digno de tirar o chapéu"

Rirmo-nos de nós mesmo é do mais saudável que há; e especialmente, quando vemos que caímos no ridículo de fazer aquilo que mais criticamos aos que connosco trabalham. De facto... há coisas fantásticas, não há?! (Ups... onde é que eu há ouvi isto...)

Por isso espero voltar a contar com eles, Sintese Azul, noutros eventos de formação. Recomendo também a todos que trabalham em empresas onde seja possível realizar acções deste tipo (quando o empresário tem pelo menos 2 dedos de testa), que consultem estes senhores (João Prata). Garanto-vos que os resultados vão ser, no mínimo, surpreendentes.

Sérgio

21 novembro 2007

Almost Famous!

Tive a oportunidade de rever este filme no fim de semana passado num canal de televisão (programa de domingo à noite!). Tinha-o visto no cinema quando foi lançado, num daqueles fins de tarde em que fui ao cinema sozinho.

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O filme conta-nos a história de uma banda de rock ‘n roll, que no início da década de 70, nos EUA (e com o rock ‘n roll ao rubro no mundo ocidental), tenta alcançar o estrelato, passando por todas as dificuldades inerentes, incluíndo o ego dos próprios membros que se degladiam entre si pela liderança, mediatismo e super popularidade.

No meio de tudo isto, a vida das fãs que adoram, sofrem e acompanham a banda na tornée, em troca da proximidade e companhia da banda, presença nos palcos, e até no autocarro em que viajavam (nesta caso e como era usual na altura, os músicos eram homens), é também uma parte importante de toda a envolvência do filme. Mas o mais interessante, é que um miúdo de 15 anos consegue chegar ao seu sonho: ser um reporter de rock ‘n roll e escrever um artigo sobre a banda para a mais mediática revista de todos os tempos no que toca a rock n’ roll - a Rolling Stone.

Este é o cenário onde se desenrolam momentos díspares: concertos, viagens, hoteis, fans, músicos famosos, festas, crises da banda, paixões, ilusões e desilusões, empresários e agentes, muita música, e é claro... como não podia deixar de ser: sexo, drogas e rock ‘n roll. Uma breve nota para a mãe deste “reporter” teenager: interpretação fabulosa!

A razão pela qual me lembrei de escrever este post, não foi propriamente pelo filme... mas antes, e apenas, por uma das cenas... a minha favorita: a seguir a uma crise da banda, todos entram no autocarro e seguem viagem; calados... formando um ambiente de cortar à faca. Durante a viagem surge um tema de eleição na aparelhagem do autocarro: Tiny Dancer, do grande Elton John da década de 70. A música serve de reconciliação dos animos, e aos poucos, músicos, fans, “reporter” entoam Tiny Dancer, criando uma atmosfera de crescente harmonia, felicidade e todas aquelas sensações que caracterízam os momentos em que nos sentimos especiais, priviligiados e únicos. É um momento único, com o sol da manhã a invadir o autocarro, forte, amarelo e envolvente. A cor deste momento grandioso vem não só da música, mas também da luz do sol que os preenche, tanto quanto o som único deste tema (um dos meus favoritos) de Elton John.

Se puderem, não deixem de ver!

Sérgio

14 novembro 2007

3 Meses de Mudanças.

Depois da apatia do mês de Agosto, em que o país pára e por muito que tentemos, pouco ou nada conseguimos fazer, os últimos 2 meses têm sido de trabalho duro e quase sem resultados visíveis. Na verdade, não tive férias... fui tendo... dias intervalados pela espera de uma decisão de terceiros e das férias dos meus sócios.

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Esta nova experiência de ser “empresário” tem algumas coisas engraçadas. A verdade é que rapidamente se conclui que Portugal não é um país destinado a quem quer fazer alguma coisa... é sempre mais fácil não fazer, pois os obstáculos vêm de todo o lado e não só de onde, por si só, já são esperados. É que até os nossos supostos parceiros, como os fornecedores, são por vezes os maiores entráves (tive a maior desilusão com o “meu” banco de há muitos anos). E, por vezes, até os nossos amigos não são assim tão empenhados em apoiar-nos.

Por mais estranho ainda que pareça, estes entraves não derrubam o meu optimismo, que é maior agora do que antigamente, altura em que sendo empregado por conta de outrém (durante pouco mais de 8 anos) não corria os riscos a que hoje estou exposto. Apesar disso continua a assustar ver o dinheiro que ganhamos desde sempre, e aquele que nos endividámos, a sair mensalmente sem qualquer retorno, nem expectativa de quando se inverter este fluxo. Às vezes à noite, já na cama, faço contas de quantos meses as minhas reservas aguentarão a este ritmo de despesas e investimentos... por vezes até me arrependo de me ter metido nisto tudo e abdicado de toda a segurança, estabilidade e altoa ordenados que tinha. Mas a vida não se mede pelo conjunto de vezes que se respira, mas antes, pela forma como se respira e suspira! A meu ver é claro... Como tal, ao outro dia de manhã, o optimismo e a força de vontade para empurrar o mundo estão lá outra vez. Há noites também (e são muitas; a maioria aliás), que apesar de me lembrar de chegar à cama, nem me lembro de encostar a cabeça à almofada... e ao outro dia acordo por mim, um pouco antes do despertador tocar, totalmente refeito e com vontade de saltar da cama e fazer-me ao dia (coisa que antigamente só me acontecia ao fim-de-semana!).

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Pelas mais diversas razões e experiências, tenho percebido cada vez mais que as desculpas, além de nada nos servirem, são os nossos maiores obstáculos: tudo o que nos acontece é só e só responsabilidade nossa (de quem há de ser). Até pode haver, por vezes, uma tempestade; mas de resto, colhemos da vida aquilo que semeámos... mais tarde ou mais cedo... E nesse aspecto, a miséria gosta de companhia, pelo que quando somos pessimistas, as desgraças vêm todas até nós. Pelo contrário, quando nos fixamos naquilo que queremos fazer, com determinação e optimismo porque acreditamos em nós, as coisas vão a bom porto; as coisas só não acontecem se nada fizermos para que aconteçam! Entre a nossa vida correr bem ou mal, somos nós que escolhemos... através daquilo em que pensamos. Se pensarmos que vamos falhar, vamos fazer por falhar... e falhamos mesmo. Quando pensamos que vamos conseguir, fixamo-nos em conseguir e só podemos conseguir. É que as nossas melhores características vêm à tona da água quanto mais exigente é o desafio a que nos propomos. Portanto, a escolha é nossa!

Este tempo fantástico também tem ajudado à boa-disposição e ajudou a marcar momentos fantásticos nestes últimos meses (em que pouco tenho escrito... mas estou a fazer um esforço por voltar a escrever mais!). O Sol carrega-me as baterias; é o meu maior vício e necessidade (Estás a ouvir Sol?).

Neste contexto, de Setembro para cá tem havido acontecimentos marcantes...

MOTO GP – AUTÓDROMO DO ESTORIL

Grande Prémio fantástico, especialmente a corrida de MotoGP, cheia de ultrapassagens e momentos imprevisiveis e cheios de adrenalina.

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Pena é que o autódromo continue uma vergonha: ausência de lugares de estacionamento suficientes; acessos precários; necessidade de ir às bilheteiras trocar o bilhete por outro; venda de bilhetes acima das capacidades físicas das bancadas; bancadas sem qualquer conforto; ausência de casas de banho... as barracas que existem nem água têm; ausência de postos de venda de comida e bebidas, de dimensão aceitável e qualidade. Mas claro, tudo se entende, porque o autódromo é muito recente... ainda não houve tempo de o terminar... daí as instalações provisórias... de ano para ano melhora...

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CURSO DE CONDUÇÃO AVANÇADA DE MOTO DO ACTION TEAM

Logo na semana seguinte ao MotoGP voltei ao autódromo, de moto, mas desta vez para andar na pista, em vez de ver os fantásticos pilotos profissionais.

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O curso foi muito bem organizado pelo Action Team. Desta vez, inscrevi-me no módulo 2,e apesar de ter dos andamentos mais lentos do grupo, em nada me arrependi, porque aprendi uma diversidade de técnicas incrível... e ficou a vontade de repetir este módulo para mais aperfeiçoamentos.

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Foi um dia incrível, cheio de adrenalina e emoções fortíssimas e indiscritíveis. Rodei quase 200 kms dentro do autódromo, onde as rectas perdem o interesse e as curvas são desejadas uma a seguir à outra. Custou um bocadito foi fazer 350 kms no dia anterior à noite e acordar às 7 da manhã... e é claro, ao final do dia, fazer mais 350 kms até ao Porto.

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Conheci bastantes pessoas, algumas muito simpáticas e com quem também aprendi bastante sobre guiar depressa, mas com segurança e toda a descontracção para saborear centímetro a centímetro de curva de asfalto, de joelho no chão. Os monitores são um exemplo de simpatia, humildade e disponibilidade. Uma palavra em especial para a Catarina Ferreira, a alma do Action Team, sempre em cima de tudo, para que tudo corresse tão bem quanto possível (Catarina, deixa lá os espanhois que só atrapalham!).

CONCERTO DOS POLICE NO ESTÁDIO NACIONAL

Fui ver os velhinhos e esquecidos Police. Depois do stress de sair do Porto ao final da tarde a correr para chegar a horas, ainda tive margem para fazer face ao engarrafamento à chegada ao Estádio Nacional (que não tem condições de ordem alguma para este tipo de evento).

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O concerto foi surpreendente! Ia sem expectativa alguma e a banda teve um desempenho fabuloso (melhor que há 20 anos atrás!), com uma sonoridade rock fabulosa e arranjos muito bem elaborados. A voz de Sting continua lá, inalterável e igual ao que sempre nos foi dada a conhecer, mesmo ao fim de quase 3 décadas!

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Quer o som, quer o audio-visual estiveram excelentes.

35º ANIVERSÁRIO

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Comemorado sem grande estragos, porque no dia seguinte tinha de acordar às 5 da manhã. Muitos carinhos, telefonemas simpáticos e prendinhas requintadas... obrigado a todos que me fazem sentir uma pessoa um bocadinho especial.

1ª MARATONA DE BTT DA PÓVOA DE VARZIM

Esta foi memorável! Nunca tinha participado numa... Fui desafiado por uma amiga que acabou por não participar... lesão na coluna provocada por treino excessivamente duro, provavelmente... (espero que já estejas recuperada Diana), mas tive de imediato a companhia de um amigo, o “valente” Luís Valente, que se fosse tão valente no BTT como no ténis deixava-me a milhas de distância (felizmente assim dá para acompanhar...).

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Quando decidi começar os treinos apurei que definitivamente a minha bicicleta já não se encontrava em condições... Resolvi utilizar a do meu irmão, e ao fim de trocar algumas peças, ficou 5 estrelas. O problema é que no último treino (o único em ambiente de competição), a bicicleta cedeu... partiu... e obrigou-me a fazer mais de 15 kms numa mudança pré-definida... isto depois de ter partido os carretos e, felizmente, nesse passeio havia alguém capaz de fazer reparações daquela índole. Senão tinha sido mesmo a pé o regresso!

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Com duas bicicletas prontas para a reforma, a muito custo e sentimento, deixei-as à porta de um garegeiro à moda antiga (em Vila Chã), às peças. Sem solução, tive de comprar uma. Perdi a cabeça, e devidamente motivado pelo meu amigo João (pró nestas coisas), comprei-lhe uma superbicicleta! Linda de morrer! Cara que nem um raio...

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Esta foi-me entregue no dia anterior à prova, pelo que lá fui com a máquina em rodagem! Tudo correu na maior e consegui chegar ao fim dos 50 kms. Em melhor estado acabou o Luís, mas mesmo assim dei-me por satisfeito. A prova teve momentos excelentes no meio do mato, mas quanto a mim, teve demasiada estrada para uma prova de BTT.

Agora estou tentado a ir fazer a de Arcos de Valdevez... claro que é só pelo cabrito!

CONCERTO DO DAVID SYLVIAN NO TEATRO CIRCO

Nunca tinha visto David Sylvian ao vivo e desconhecia a sua última formação, os Nine Horses.

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Foi um concerto que primou pela coerência da sua imagem musical. Incrivel a voz dele ao vivo... igual à sonoridade dos discos que conhecemos, mas ainda mais envolvente. Deu para relembrar alguns temas, poucos, e conhecer outros tantos... e valeu bem a pena! Som fantástico!

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Além destes acontecimentos, que são os mais importantes, são os que são cor à vida e os que nos ficam retidos na memória, tenho andado semanalmente a correr entre o Porto e a Beloura para aproveitar ao máximo a formação da Remax, antes de abrir a porta... depois vou ter mais dificuldade em distanciar-me do meu “negócio” de vida. Pelo menos nos primeiros anos... Reconheço algum cansaço que por vezes não me permite disfrutar alguns momentos como gostaria... por exemplo, no outro dia fui a um jantar temático (parolo chic), que nem consegui conviver em condições de tão cansado que estava. Ou ainda uma corrida de kart no Kartódromo de Leça da Palmeira, em que acabei em último lugar (furei à 4ª volta).

Não tem sido mau de todo, porque tenho conseguido estar com alguns amigos que usualmente vejo pouco. Tenho também passeado bastante de moto (Gois, Baiona...), mas nunca é tanto quanto gostaria... Também não tenho usufruído do meu bólide descapotável... precisa de um catalisador, que já encomendei, mas ainda não chegou. Têm me salvado as contas o meu novo carro a gasóleo, que só tem 300.000 kms... uma verdadeira máquina!

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Sérgio