Às 8h30, ou alguns minutos depois, já estava na bomba de gasolina à espera do Luís Capa, quando vi um sms a dizer que estava atrasado. Liguei ao Nuno SataN a avisa-lo do atraso; entre meter gasolina, ver pneus e tomar café, lá chegou o Luís e às 9h00 já estávamos a caminho da área de serviço de Pombal, onde o Nuno e a Cristina nos esperavam.
Chegamos ao Ferry onde se juntou a nós o Grande Teixeirinha! A equipa estava completa e a travessia foi um regalo de descanso, boa disposição e relax com aquela brisa fresquinha marítima. Regalo também para os olhos... o barco é muito bem frequentado!
No dia seguinte, e depois de um pequeno-almoço “poderoso”, convenci o Nuno a levar-nos à praia do Malhão, umas das minhas praias favoritas, em vez de à praia de 1000 fontes... ainda por cima perdi-me... lá tenho culpa que tenham alcatroado a entrada do estradão de terra! A origem do nome deve estar na probabilidade “elevada” de darmos um “malhão” pela falésia abaixo... Depois foi só curtir a água verde, as ondas, a areia clarinha, as mulheres bonitas, o sol... paraíso! Até o Nuno que não gosta de praia, esteve bem!
Os contactos no Nuno, desta vez familiares, não terminam. Mais um convite simpático para jantar, na Quarteira, em casa do irmão do Nuno. Aqui é que foi uma churrascada! Divinal! E a sangria?! Nem se fala! Gostei muito de conhecer a família do Nuno (tens um sobrinho lindo! E viste como ele gostou da minha moto?); todos uma simpatia. Mais tarde e depois de um café “longo”, termo que causou grande perturbação na gelataria local (deveria ter pedido cheio? mas porquê?! há cafés vazios?...), seguimos para Faro onde a 25.ª Concentração nos esperava.
Dormi mal e porcamente e acordei às 7h30 da manhã com o calor. De noite tinha estado frio e até abri o saco cama. Ás 8h30 não aguentei o calor e deu um ataque de raiva: saí pela tenda fora e deparei com a Cristina que tinha acabado de acordar. Caiu do céu! Fui tomar um banho e passei a sentir-me melhor. Logo a seguir o Teixeirinha acordou e fomos os 3 tomar pequeno-almoço. Bem melhor agora!
Dê-mos um passeio pela feira, passamos pelas tendas novamente, o Luís juntou-se a nós e fomos passear para o recinto dos espectáculos e do Moto Show. Vêm-se algumas máquinas fora do comum; tal como alguns seres... O Nuno continuava a dormir!
Almocei com o meu primo e ao fim da tarde regressei a Faro. Fui matar saudades da Ilha de Faro, onde o pessoal nas ruas esperava ansiosamente por quem fizessem um burnout. Outros curtiam o dia de praia.
De regresso ao recinto da concentração, a noite prometia. Encontrei-me com o pessoal para jantar. Tive oportunidade de conhecer pessoalmente uma miúda muito gira: a Green Eyes (na foto está red eyes), também conhecida por Sara. Uma simpatia! E com muitos fans... O Teixeirinha estava num dia de grande humor, sempre com uma piada na ponta da língua! De onde veio a inspiração, não sei... mas gostei de o ver assim e tive pena que fosse para a tenda tão cedo, mas para quem tinha de sair no Domingo de madrugada, até se aguentou bem. Soube ainda que o Pedro e a Natacha estavam também no nosso recinto de tendas, apesar de eu só os conhecer do Motonline; e que a Natacha tinha ganho o concurso Miss T-Shirt Molhada. Só os conheci no dia seguinte; muito simpáticos, especialmente o Pedro, sendo a Natacha mais tímida.
Continuava agoniado pelo que não comi quase nada e muito menos bebi. Vi os concertos dos Deep Purple (uma decadente desilusão) e dos Xutos e Pontapés a água. Do nosso fantástico piquenique às 3 da manhã, também pouco comi. A noite mesmo assim estava muito animada! Alguns personagens coloriam o recinto no seu melhor... Deitei-me às 5 cansado e levantei-me às 8h30 para participar no desfile que encerrava a Concentração. O Luís ainda tentou levantar-se para me acompanhar, mas acabou por desistir.
Tomei um bom pequeno-almoço como não podia deixar de ser e fui ao posto médico. Estava cheio de vermelhões: alergia à lagarta do pinheiro! O enfermeiro disse que eu tive sorte, porque quase não me pegou e como ia embora, aconselhou-me a não tomar nada.
Segui para o desfile que foi brutal!!! Milhares de motos a desfilarem pelas ruas de Faro, mas mais fantástico ainda, são os milhares de pessoas que estão na rua a assistir. Incrível como a cidade adere a este evento. Só é pena que alguns palermas vão constantemente a acelerar os motores ao limite e fazer rateres... torna a coisa um tanto ensurdecedora, além da poluição e do calor... estavam 34ºC às 11 da manhã!
Sobre a concentração, fiquei bastante desiludido... Não houve nada de mediático ou de especial na edição dos 25 anos. Foi só fazer render o peixe... os concertos com excepção dos Íris e Xútos, não foram sequer interessantes e o pessoal está farto de strips... são sempre iguais! Aliás, uma concentração que se repete à 25 anos e tão mediática quanto esta, poderia ter instalações sanitárias minimamente capazes e uma zona relvada bem superior; mas não, as condições de higiene são deploráveis e há muito, muito pó no ar. Até Domingo sempre houve controlo de entradas e saídas e auxilio ao trânsito das motos; no Domingo, dia de maior movimento, como já não era preciso controlar as pulseiras, não havia qualquer assistência aos motociclistas. Se o Motoclube de Faro tivesse menos uma moto a correr, já tinha orçamento para estas coisas. Valeu pelas pessoas interessantes que conheci e convivi, e especialmente pelo convívio com os amigos. Curiosamente vêm-se muitas mulheres bonitas. Lamento dizer isto, mas 2/3 das pessoas que frequentam a concentração são decadentes e vão para lá apenas para se enfrascaram até não poderem mais. Percebe-se assim o pouco cuidado da Organização, com o recinto e programa de festas...
Depois do desfile ter terminado, fui ter com os meus companheiros de viagem. Havia que arrumar as tendas e novamente fomos uns privilegiados, pois tivemos quem as levasse para a Central de Camionagem.
Fomos almoçar a Albufeira com o Pedro e a Natacha (tudo com cara de moca e eu com a cabeça feita num 8), onde o Nuno foi visitar a mãe. Tivemos ainda tempo para confraternizar com a dona de uma loja que queria, à força, que eu estacionasse a dentro da loja... lá a convenci que estava bem na rua... mas ela não se ficou e continuou a insistir até nos virmos embora! Depois fomos para Portimão. Estávamos ansiosos por tomar um banho... especialmente de piscina! Água fresquinha, precisava-se... estamos cheios de calor e pó do recinto da Concentração. A mim a roupa fazia-me comichão... parecia que tinha bichinhos lá dentro. Não foi difícil convencer o Pedro e a Natacha a virem connosco; fizeram mais uns kms, mas seguiram ao fim do dia para Lisboa bem mais fresquinhos, já com menos calor e com menos probabilidade de serem controlados pela polícia... é que a Natacha, apesar de já ter feito exame de condução, ainda não tinha carta... mulher corajosa! Natacha, eu bem sei que preferias ter ido às compras, mas o banhito de piscina foi o melhor que se arranjou... também não tinhas onde levar mais tralhas na moto! E já agora, cuidado com as travagens!
À noite deliciamo-nos com umas cataplanas e umas quantas cervejas, que já começavam a cair-me bem melhor... o que associado ao cansaço, fez com que não disséssemos coisa com coisa a partir de determinada hora. Eu fui o 1.º a cair redondo na cama.
No outro dia, a Cristina, o Luís e eu acordamos relativamente cedo, fomos tomar pequeno almoço e PRAIA! Lá mais para o meio dia apareceu o Nuno... e sabem que mais, ele que não gosta de praia, não queria vir embora! Passamos num bar e fomos brindados com a simpatia dos empregados algarvios no seu melhor. Optamos por sair dali e pedimos uma pizza para nos entregarem na piscina. E querem saber a maior? Em vez da tradicional acelera, a entrega foi feita num bonito Honda Civic. Boa vida é no Algarve! Ali estivemos à sombrinha até ser hora de regressar.
É a segunda vez que venho com o Nuno ao Algarve e a segunda vez que não regresso com ele... da primeira, tive de lhe avariar a moto... o homem estava cansado e aquilo não era moto para grandes viagens. Desta vez, a coisa foi séria. A Cristina sentiu-se mal e tivemos de ir com ela ao posto de saúde de Albufeira. A coisa era séria e demorada, pelo que o Nuno optou por nos por dali para fora. Lá teve ele de avariar a moto e ficar no Algarve mais tempo; regressou de comboio e a moto de reboque... Felizmente a Cristina está melhor.
Eu e o Luís lá viemos em ritmo rápido, pois acabamos por sair do Algarve às 19h30. A viagem correu muito bem, excepto uns determinados mosquitos de Alcácer do Sal... ainda estou marcado daqueles camelos!
Sérgio



















































































