08 março 2006

O Tempo: O Nosso Bem Mais Precioso.

Há algo quase aterrorizante se analisado friamente: o relógio nunca pára; não é possível voltar atrás... nunca! O que vivemos e sentimos agora é irrecuperável... e efémero... Ora, sendo o nosso tempo de vida limitado, há aqui uma gestão de tempo crítica, que torna o tempo o nosso bem mais precioso.

Se calhar devíamos repensar tudo: a nossa forma de viver; os nossos objectivos de vida; etc.. Se calhar passamos demasiado tempo a preparar o futuro em vez de viver o presente. Se calhar passam-nos ao lado aos coisas mais simples, quem sabe, mais importantes para nos fazerem felizes... Isto pressupondo que o objectivo de cada um é ser feliz!

Ainda ontem pensei nisso quando saí de casa depois de ter estado com o meu sobrinho de 5 meses ao colo: um bebé muda todos os dias; aqueles sorriso não vou voltar a vê-lo... amanhã já será diferente... deveria ter ficado a gozar aquele momento com ele mais tempo, relegando para segundo plano outras coisas (mais complexas) que posso adiar... portanto não são mais importantes!

Normalmente as mulheres têm este bom-senso mais presente que os homens, que por norma são mais objectivos e predestinados a cumprir cegamente objectivos e obrigações. Hoje é o Dia Internacional da Mulher e há que “reconhece-lo com frontalidade”...

Sérgio



“Consciência da Vida

Nossa vida é tão curta e frágil que se tivéssemos consciência do quanto ela realmente é efémera, pensaríamos melhor antes de jogar fora oportunidades que nos surgem de sermos felizes, assim como partilhar essa felicidade.
Nos entristecemos por fatos sem importância, perdemos minutos e horas preciosos, dias, e às vezes anos remoendo mágoas ou estagnados, deixando de evoluir.
Quantas vezes nos calamos quando deveríamos falar e falamos o que não devíamos ao invés de aprender com o beneficio do silencio?
Deixamos de usufruir carinhos sinceros, amores verdadeiros, abraços apertados e sorrisos espontâneos... Deixamos de dizer o quanto amamos alguém, seja amigo ou parente porque achamos que o outro sabe o que sentimos. Colocamos mesmo sem querer, barreiras entre os corações que nos cercam. Nos esquecemos que muitas vezes o separa e aflige nossos corações não é uma eventual distância, mas sim a indiferença, e assim criamos distâncias mesmo estamos próximos. A indiferença mata lentamente, anula qualquer sentimento...
Nos sensibilizamos com o que acontece no mundo, mas nos esquecemos do que se passa ao nosso lado, na nossa casa, na nossa família, em nossa vida. Nos habituamos tanto com as pessoas de nosso convívio que passamos a não mais notá-las, e deixamos de dar sua merecida e real importância.
Nossa vida é como uma linda e frágil flor, que pode ser colhida a qualquer momento ou permitir que possa florir no esplendor de sua beleza, com o vento levando as pétalas lentamente, para depois tranquila transformar-se em semente. Este seria um ciclo de vida normal, onde as pétalas seriam os anos vividos e as sementes o bem que plantamos. Porém nunca poderemos prever se nosso ciclo de vida será completo ou se será como o de algumas flores, arrancadas ainda em botão.
Pensamos que seremos eternos e nos descuidamos das pessoas ao nosso redor e principalmente de nós mesmos. Assim, os dias passam e não notamos o Sol da vida, apenas a escuridão da noite e continuamos enclausurados dentro de nós. Passamos pela vida, mas não vivemos em toda sua plenitude.
Quantas vezes nos consumimos, reclamando do que não temos, comparando nossa vida com a de outro que achamos estar melhor e que tem maior sorte? Colocamos a culpa em tudo que se possa imaginar e não percebemos que estamos julgando sempre o pior de nossas vidas. A insatisfação e revolta nos impedem de perceber que a felicidade não é a ausência do conflito, mas sim a habilidade de saber lidar com ele...
Esta é a grande diferença, nunca é muito tarde para apreciar as flores de nosso jardim e tratá-las com carinho, trabalhar nosso crescimento interior, valorizar nossas qualidades, agradecer a oportunidade do grande milagre da vida, que mesmo sendo frágil e efémera esta dentro de nós, e pode se tornar extremamente fortalecida através do amor.
Viva intensamente...
Se quisermos transformar o mundo, devemos começar por transformar a nós mesmos...”

SCARPELLI

4 comentários:

Solariso disse...

Excelente.
"A insatisfação e revolta nos impedem de perceber que a felicidade não é a ausência do conflito, mas sim a habilidade de saber lidar com ele..."

Realmente a frase tem todo o sentido e para mim é verdadeira, embora a mencionada habilidade implique em muitos casos a capacidade de reconhecer a necessidade de mudar, a tal mundaça de vida que falavas.
Sentimo-nos cada vez mais asfixiados pela falta de tempo, enchemo-nos de ruido e perdemos "habilidade".

Anónimo disse...

Subscrevo o que o Solariso disse.

Tudo se consegue quando queremos, para isso temos que ter a tal habilidade para saber lidar...

Adorei este Post.
Bjinhos
RN

bimbo da costa disse...

O Carmo andou a fumar umas ervinhas... penso eu de que!

mdferreira disse...

Olá Sérgio:

Estive uns dias nos Açores, que não conhecia...

Trouxe algumas fotos...aliàs já viste 1 ou 2.

Obrigado pelos teus estimulantes comentários, visitas e recomendação no teu blog.

Mário