06 março 2009

Guaranteed

"Into The Wild" é um daqueles filmes que todos devíamos ver, pelo menos uma vez...

Já aqui escrevi sobre o filme. Na altura algo me escapou, e que só mais tarde, em conversa com um amigo (também ele Sérgio) consegui sintetizar... Apesar de tudo o que de fantástico o filme nos traz, há um egoismo enorme na personagem principal... Viver a aventura é algo que todos temos direito, mas deixar atrás de nós um rasto de sofrimento e sensação de perda naqueles que tanto gostam de nós e a nós se dedicam... é algo que, no mínimo, devemos ponderar.
Não temos o direito de semear e estimular laços profundos com os outros, se os pretendemos partir a meio.

Sérgio




On bended knee is no way to be free
Lifting up an empty cup, I ask silently
All my destinations will accept the one that's me
So I can breathe...

Circles they grow and they swallow people whole
Half their lives they say goodnight to wives they'll never know
A mind full of questions, and a teacher in my soul
And so it goes...

Don't come closer or I'll have to go
Holding me like gravity are places that pull
If ever there was someone to keep me at home
It would be you...

Everyone I come across, in cages they bought
They think of me and my wandering, but I'm never what they thought
I've got my indignation, but I'm pure in all my thoughts
I'm alive...

Wind in my hair, I feel part of everywhere
Underneath my being is a road that disappeared
Late at night I hear the trees, they're singing with the dead
Overhead...

Leave it to me as I find a way to be
Consider me a satellite, forever orbiting
I knew all the rules, but the rules did not know me
Guaranteed

(Eddie Vedder - Guaranteed, B.S.O. Into The Wild)

4 comentários:

HTML disse...

È verdade! Não temos o direito de semear e estimular laços profundos com os outros, se os pretendemos partir a meio.

Mas há quem o continue a fazer!! Não é Sérgio?

Um dia destes o feitiço vira-se contra o feiticeiro...

Bom fim de semana! Goza muito!

CARMO disse...

Já não me bastavam os anónimos, agora vêm os informáticos! Eheheh!

Anónimo disse...

Não sei até que ponto concordo contigo... Durante toda a nossa vida criamos laços mais ou menos profundos com alguém e muitas vezes esses laços são partidos, não por escolha nossa, mas por fatalidades. Se tivermos escolha, dou-te razão, não temos o direito de estimular esses laços, mas como o sabemos até acontecer? É inevitável que laços se criem, talvez por vezes esses laços sejam mais profundos só para uma parte e por isso se partam. E mesmo quando são profundos para ambas as partes se podem partir. Acho que o sofrimento pela sensação de perda está presente na nossa vida, é preciso é saber olhar para a frente e mesmo sem entender, saber aceitar as opções dos outros ainda que por vezes erradas.

elisabete

Anónimo disse...

Olá Sérgio!

Que sentimentalismo anda para estas bandas!...
Devo dizer que, sendo ou nao informático, essa pessoa tem uma certa razão no que escreve...
Tive um "deja vú"... :)

bjs
Élia