...don't stay in front of the computer... take the Craig Armstrong album, turn it on the stereo, and stay... with me... just earing it!
Sérgio
Green light, Seven Eleven You stop in for a pack of cigarettes You don't smoke, don't even want to Hey now, check your change Dressed up like a car crash Your wheels are turning but you're upside down You say when he hits you, you don't mind Because when he hurts you, you feel alive Hey babe, is that what it is
Red lights, gray morning You stumble out of a hole in the ground A vampire or a victim It depend's on who's around You used to stay in to watch the adverts You could lip synch to the talk shows
And if you look, you look through me And when you talk, you talk at me And when I touch you, you don't feel a thing
If I could stay... Then the night would give you up Stay...and the day would keep its trust Stay...and the night would be enough
Faraway, so close Up with the static and the radio With satelite television You can go anywhere Miami, New Orleans London, Belfast and Berlin
And if you listen I can't call And if you jump, you just might fall And if you shout, I'll only hear you
If I could stay... Then the night would give you up Stay...then the day would keep its trust Stay...with the demons you drowned Stay...with the spirit I found Stay...and the night would be enough
Three o'clock in the morning It's quiet and there's no one around Just the bang and the clatter As an angel runs to ground
Just the bang And the clatter As an angel Hits the ground
Este é um dos meus filmes favoritos e ontem foi o meu serão.
A crítica classificou-o como um musical... e não passou disso para os experts do cinema. Mas há muito mais neste filme... Claro que para isso é preciso saber viver música. E os críticos de cinema, pelos vistos não sabem...
Aliás, o trabalho de Craig Armstrong passou ao lado destes experts, o que pessoalmente não entendo: o que dá alma ao filme é a música... como pode passar anónimo o grande maestro de tudo isto?! Vá-se lá entender os críticos...
O que mais me impressiona no filme é a capacidade de criar emoções muito fortes e antagónicas. Joga com o amor, a paixão e a felicidade que todos sonhamos e desejamos; e contrapõe o sofrimento, com a fatalidade do destino, a solidão, o desespero e o ciúme. Estas alternâncias constantes mantêm-me arrepiado e a transpirar o filme todo. Junta-se a isto muito humor! Ritmo, dança, coreografias, cores, vozes e coros, guitarras, tambores... uma imensidão de sons... toda esta diversidade surpreende de início ao fim. O ritmo e a velocidade com que as imagens se sucedem em alguns momentos é inebriante e contrasta com outros bem mais pacatos e melódicos... é um jogo de contrastes e emoções de início ao fim.
As interpretações de Ewan McGregor e Nicole Kidman são tão brilhantes, quanto vocalmente soberbas. Entre outros, bem acompanhadas por John Leguizamo, Jim Broadbent e Jacek Koman.
Há momentos um tanto difíceis de entender... em simultâneo com o humor, toda a carga emocional, e nostálgica até, que nos trazem temas como "up where we belong", "Pride (in the name of love)", "Your song", "all you need is love", "we can be heroes"; ou logo ao início "mad can can", "voulez vouz cochez avex moi", "here we are now, irritainous", "material girl". Mas o efeito final é único, e por isso, imortaliza esta obra.
Your Song, o medley de temas no elefante e Come What May dão-nos uma perspectiva da vida tão poética quanto adrenalizante. São os meus favoritos. Depois de assistir e viver tudo isto (com o volume a níveis capazes de abalar a estrutura da casa), só dá vontade de sair para a rua e fazer loucuras. Mas a final, para que serve a vida senão para exponenciar a nossa capacidade de sentir?
Por tudo isto também, não ouçam a banda sonora do filme... ouçam sim, as interpretações gravadas nas filmagens. As primeiras estão desprovidas de sentimentos e repletas da intervenção de produtores musicais que acham que sabem o que o público gosto de ouvir... removeram-lhes os sentimentos e alisaram os tons e ritmos. São agora mais "easy listening".
O senão do filme é ter de assistir sozinho... como acabo sempre por chorar... embora de felicidade! O filme tem o dom de me tocar em emoções fortes e violentas.
Curiosamente as partes que mais me abalam não são as dramáticas... Neste campo o tango recreado a partir de "Roxane" está incrível... a brusquidão e rudeza argentina no seu melhor, desenhada numa coreografia imponente. O ambiente torna-se também bastante pesado em "The Show Must Go On", especialmente agora que conhecemos todo o contexto em que Freddie Mercury o escreveu.
Outro dos factos mais fantásticos deste guião, está na cena final. Há uma constante oscilação em que não se distingue o guião da improvisação, que sendo estes contrários quanto ao seu fim, a improvisação ganha um senso de realidade; parecendo assim pré-concebida para o público (que está longe de imaginar o que ali na realidade se passa). Mas a realidade da representação nas improvisações é mais fidedigna do que a própria representação pré-escrita, tal é a violência dos sentimentos que tomam conta dos actores naquele momento. E daqui revemo-nos em muitos dos nossos actos mais felizes no dia a dia: a felicidade de fazer aquilo a que os nossos sentimentos nos impelem, e não o que deveríamos... E viva a Loucura!
A mensagem final é sem dúvida: a melhor coisa do mundo é amar alguém e ser correspondido. E pensado bem... que outro sentimento tão grandioso e enaltecedor podemos viver? Não o desperdicemos, até ao último dos nossos dias...