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20 junho 2008

Portugal - Vienna via Alemanha não foi boa ideia...

Parece que a derrota com a Suiça foi mais grave do que parecia... Enfim... Nem tanto diria que perdemos; a Alemanha é que ganhou e bem!

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Não culpo nenhum jogador, nem mesmo Scolari... Até acho que jogamos bem e fizemos tudo bem. A Alemanhã é que foi mais eficaz.

Há detalhes de pouco importância, que se calhar todos juntos, acabam por pesar... O árbitro é claro que beneficíou os mais fortes! Tenho bastantes dúvidas se o 2.º golo da Alemanha não é marcado em fora-de-jogo e todas as certezas que no 3.º golo há uma falta: Ballack nunca teria ganho a posição sem empurrar descaradamente Paulo Ferreira. Fico ainda com algumas dúvidas sobre um penalti não assinalado sobre Nuno Gomes...

Scolari não esteve bem. Uma vez que está a perder 2-0 há que alterar significativamente a equipa... perder por mais em nada altera as coisas, mas havia que correr riscos para virar o resultado. Já estivemos a perder 2-0 contra a Inglaterra e viramos para 3-2; a própria Turquia incapaz de nos fazer frente, conseguiu a mesma proeza. Mas Scolari é incapaz de mudar o plano inicialmente estabelecido e os resultados estão à vista... Isto faz com que não vá sentir saudades no futuro... Reconheço que com ele a Selecção conseguiu o melhor de sempre! E graças a ele e ao Euro 2004, os Portugueses tornaram-se mais nacionalistas e patriotas, o que é louvável. Há que agradecer, porque de facto, teve esse mérito! Mas este amargo da derrota, associado à sua incapacidade em reagir e a não ter tido o respeito para com os Portugueses de esperar pelo fim do Euro para comunicar a saída para o Chelsea, fazem com que não tenha pena alguma que vá embora, até porque tudo isto destabiliza. Scolari foi o melhor que tivemos; o que não quer dizer que não possamos ter melhor... mesmo reconhecendo que não é fácil...

Apesar de tudo isto, acho que perdemos por falta de espírito competitivo. Entrámos com medo em campo, com a ideia que não podíamos ganhar e acabamos por mostrar que jogamos melhor, mas a falta de atitude acabou por condicionar o desempenho nos ataques, tornando a sua eficácia nula. E lá diz o ditado: quem não marca, sofre!

Foi um daqueles dias para esquecer: logo de manhã desmarcaram-me uma massagem que me era útil porque estou "magoado"; de tarde a minha moto avariou (e a coisa está feia); e à noite, a Selecção mostrou que é pequena... tal como a mentalidade da maioria dos cidadãos do país que representa. Esta última é a que mais custa engolir... porque todos os dias, muitos de nós, esforçamo-nos por mudar o rumo, a atitude e a mentalidade dos que nos rodeiam e que tanto caracteríza e condiciona o nosso país (que tal como os outros, tem todas as condições para ganhar... em tudo!).

Sérgio

19 fevereiro 2008

Quem Me Leva os Meus Fantasmas?

Já ouviram este tema com atenção? Façam-no! Não, não vale no carro, na rádio, no computador, no emprego... Tem de ser em casa. Tem de ser com total atenção. Não na cozinha... não na televisão... Nem no mp3. Tem de ser em formato real! Som a sério! Ouçam a letra... interpretem-na... Envolvam-se no som...

E depois contem-me o que viram, ouviram, leram, sentiram.

É por coisas destas que me orgulho de ser PORTUGUÊS!

Sérgio

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"Aquele era o tempo
Em que as mãos se fechavam
E nas noites brilhantes as palavras voavam,
E eu via que o céu me nascia dos dedos
E a Ursa Maior eram ferros acessos.

Marinheiros perdidos em portos distantes
Em bares escondidos, em sonhos gigantes.
E a cidade vazia, da cor do asfalto,
E alguém me pedia que cantasse mais alto.

Quem me leva os meus fantasmas
Quem me salva desta espada,
Quem me diz onde é a estrada?

Quem me leva os meus fantasmas
Quem me leva os meus fantasmas
Quem me salva desta espada,
Quem me diz onde é a estrada?

Aquele era o tempo
Em que as sombras se abriam, em que os homens negavam
O que outros erguiam.
E eu bebia da vida em goles pequenos,
Tropeçava no riso, abraçava venenos.

De costas voltadas não se vê o futuro
Nem o rumo da bala, nem a falha no muro.
E alguém me gritava, com voz de profeta.
Que o caminho se faz, entre o alvo e a seta.

Quem me leva os meus fantasmas
Quem me salva desta espada,
Quem me diz onde é a estrada?

Quem me leva os meus fantasmas
Quem me leva os meus fantasmas
Quem me salva desta espada,
Quem me diz onde é a estrada?

De que serve ter o mapa
Se o fim está traçado,
De que serve a terra à vista
Se o barco está parado,
De que serve ter a chave
Se a porta está aberta,
De que servem as palavras
Se a casa está deserta?

Quem me leva os meus fantasmas
Quem me salva desta espada,
Quem me diz onde é a estrada?

Quem me leva os meus fantasmas… "


Pedro Abrunhosa - Luz (2007)