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08 setembro 2008

Futebol de Domingo de Manhã.

Muitos de vocês questionam-me porque é que eu vou sempre jogar futebol ao Domingo de manhã com os meus amigos. Especialmente nestes últimos tempos, em que trabalho ao Sábado, que não tenho nenhum dia para descansar (dormir sem hora de acordar), que quase não saiu à noite (quando saiu vou cedo para casa), ainda por cima é um desporto para o qual eu realmente não sou dotado (e até há outros em que faço qualquer coisita). De facto, um conjunto de contrariedades pelas quais não faz sentido eu jogar futebol, muito menos ao Domingo de manhã.

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Pois bem. A explicação é simples e podem facilmente ficar "ilucidados" com um excerto das troca de emails que ocorrem durante a semana e antecipam os desafios altamente competitivos de domingo de manhã.

Leiam, porque vão na certa gostar e até querer jogar connosco!

Sérgio


Boa tarde a toda a camaradagem que bravamente, domingo após domingo, enfrenta o duro desafio de tentar acertar num objecto redondo em movimento infinitamente mais pequeno que o espaço que dispõe para circular, isto após uma noite de copos e mesmo até antes de um assado à moda da sogra, que bem regado, nos acaba por derreter para o resto de fim-de-semana.

Como sempre e para não variar e sem querer entrar no vosso bate-boca digno de qualquer coluna dos melhores jornais desportivos (do futebol mundial), venho apresentar uma sugestão.

Para melhor enquadrar a sugestão, começo por introduzir o tema que me leva a escrever a crónica de hoje que entitulo:

"Levar porrada no domingo passado, Manel (o injustiçado), nº 1 do ranking, por culpa do Tó-Jó"

A minha leitura do último jogo não me permite concordar com algumas vozes que dizem: "... as equipas estavam desiquilibradas..." ou "... o Manel marcou 8 golos e deu 3 assistências..." ou "... o Sérgio ou o Zé Soares deram 2 golos ao adversário cada um..." ou "... o ranking não funciona bem para fazer as equipas..." ou "... os jogadores da minha equipa ficaram sem pulmões e pernas na segunda parte..."
A minha leitura foi: "A equipa vencedora chegou de forma mais organizada e inteligente".

Senão vejamos (suporte da tese que exponho na crónica):

1. Desiquilíbrio não existe, pois jogamos em igualdade numérica durante duas partes com a mesma duração (sensivelmente e confiando nos cronómetros profissionais dos colegas) com troca de campo. NOTA: O resultado ao intervalo era 4-4.

2. Se a prestação individual do Manel fosse suficiente ele venceria todos os jogos independemente da equipa que tivesse com ele, desde que tivessem dois braços e duas pernas.

3. Gaffes individuais também aconteceram na equipa adversária.

4. O ranking produz equipas tão equilibradas como as que teríamos na ausência das mesmas. NOTA: O ranking não tem o carácter aleatório que necessitaria para que qualquer amostra estatística produzisse um intervalo de confiabilidade decente. A ausência de alguns jogadores, assim como o critério de posição destróiem qualquer teoria conhecida dos estudiosos.

5. Os jogadores sem pernas e sem pulmoes, marcaram tantos golos na 1ª parte como na segunda. Numa palavra, desmoralizamos quando o resultou pendeu para a derrota eminente.

Assim (conclusão da laborosa observação in loco):

Levamos porrada porque o Manel é o nº 1 do ranking, isto é, o Manel é chato, fala demais e marca golos para calar os que o criticam, e com isso estabelece uma liderança organizacional em campo que permite (mesmo com equipas que teoricamente eram mais fracas) que vença a maior parte dos jogos em que participa.

O que nós não tivemos no domingo foi uma organização fruto de uma liderança natural para a qual só estão devidamente aptos, o Manel, o Luis e o Ántónio Jorge.

Como o António Jorge tinha acabado de perder 2 jogos e 20 kg da força que tinha, ficamos contagiados por tal, o que só podia levar ao descalabro. Logo ele é que é culpado...

Sugestão (epílogo):

Com a definição dos plantéis tem de se nomear o CAPITÃO, que teria como funções:

1. Definir e redefinir durante o jogo as posições de todos os jogadores
2. Controlar as idas à baliza (alturas nas quais sofremos alguns golos)
3. Controlar as substituições
4. Gritar e xingar os colegas de equipa (nos jogos em que o capitão é o Manel)
5. Controlar o tempo

Claro que só funcionaria se os restantes jogadores da equipa reconhecessem a liderança imposta, pois a natural só existe (da minha observação) nos 3 jogadores supra-citados, caso contrário o boicote é total.

O capitão deveria ter pontos duplicados nos dias de festa (à moda do King).

Termino, dizendo que no fundo, o que quero dizer, é que estarei presente no próximo fim-de-semana.

NOTA FINAL (apenas um piropo para manter viva a discussão): O Manel é nº 1 do ranking, marcou 8 golos e deu 3 assistências porque não foi marcado homem a homem, por mim o campo inteiro.

Ass.
José Soares (o único a conseguir impedir que a equipa do Manel ganhe o jogo, através de uma marcação impiedosa homem o homem, o campo inteiro)



Está bem observado, Zé, mas, aqui e acolá, acho que cometes algumas injustiças (está descansado que comigo não precisas de vir pedir uma retractação pública).

1º) Acabas por defender, mesmo que involuntariamente, a ideia de que o "professor" está fadado para ganhar todos os jogos, o que é falso – parece que alguém ainda vai ter de ir buscar ao fundo do baú, onde ele a arrumou, aquela ideia antiga do "professor" de que ganharia qualquer jogo acompanhado dos, teoricamente, jogadores mais fracos, e logo contra quaisquer adversários à escolha (eu sei que agora ele vai dizer que é uma injustiça, porque ele não disse que ganhava mas sim que dava luta, embora ele saiba bem que eu, e não só eu, sei ler para além das palavras).

2º) Destróis por completo o estímulo do Tó-Jó para emagrecer, coisa que, ao que consta, já o fez obter alguns privilégios femininos pelas bandas algarvias - ele agora vai pensar que os 20 kg lhe garantiam pontos para o ranking e vai querer recuperá-los, pois, como sabemos, ele pelo ranking dá tudo (espero que, neste ponto, ele seja diferente do "professor" e não me venha pedir para eu retirar o que disse, em função da sugestão que parece ímplicita na minha frase).

3º) Pões seriamente em causa a ideia do povo, que parecia feita, de que da sogra nem as comidas se aproveitam. Gosto da ideia do capitão, mas quem seria? O jogador da equipa mais bem classificado no ranking?

Por fim, afinal não percebo porque não marcaste tu o "professor" homem-a-homem no campo todo. Foi o capitão que não deixou? Quem era esse malandro que não respeitou a "liderança natural" (gosto desta!) do Tó-Jó?

Tivesse essa falta acontecido há 20kg atrás e ele ia ver o que lhe acontecia!

Abraço.

Luís Valente



Boa noite aos aficionados do donos da bola, versão light, barriguda e com uma plateia a cada dia maior.

Falando um pouco a sério, há uma liderança natural no grupo, que tem a ver com algo, penso eu, histórico, embora a personalidade possa ter alguma influência.

Eu mesmo, como sou novo no grupo, apesar de já ter sido promovido à categoria de "habitual", não tenho confiança para dar na cabeça de um colega quando ele falha golos à boca da baliza (tal qual Postiga) ou consente golos por perdas de bola absurdas (vulgo Luisão).

Não tenho confiança para dizer ao virtuoso do drible para passar a bola mais vezes (tal qual Quaresma) ou pedir ao ponto de lança (no nosso meio, traduz-se "gajo que está sempre na mama") para vir defender logo a seguir a falhar um golo.

Dito por mim, será ignorado, dito pelos líderes naturais, por ventura os formadores/organizadores (desconheço se é verdade esta afirmação) deste hino ao futebol que são os nossos domingos de manhã, têm outro impacto nas hostes.

Numa frase, era importante uma boa organização, e não há organização sem líder.

O Manel assume essa liderança, pela força (é chato!) ou por arte (de facto remata bem!), o facto é que assume, e maximiza a equação composta pelo melhor que cada um tem a oferecer das nossas superiores qualidades atléticas e técnicas.

O António Jorge, que normalmente também o faz, transmitindo grande segurança defensiva (não é por acaso que disputa taco a taco a liderança), desta vez não resmungou com a equipa uma única vez que me lembre, daí ter pensado que ou era dos 20kg ou então do bronze.

NOTA IMPORTANTE: Valorizo a capacidade de fazer desaparecer a barriga em pouco tempo, tanto que até pedi conselhos ao Tó Jó para conseguir o mesmo. Mas resistir aos assados da mãe (não quero mexer com o que está já na constituição sobre as sogras) é DURO!

Por fim respondendo às tuas perguntas, a nomeação do capitão devia ser de acordo com o ranking, concordo, ou então rotativo, para dar oportunidade à malta toda de chagar a cabeça do "professor", durante um jogo inteiro, nem que seja uma vez!!! (sonho de qualquer aluno)

Não marquei por muitas razões. Podia dizer que não senti os 20kg do Tó Jó a segurar os restantes super dotados atletas adversários, podia dizer que ninguem consegue marcar o Manel excepto eu e o resultado provou isso mesmo, podia dizer que fiquei sempre a jogar pela esquerda ou muitas outras coisas. Mas, basicamente e como já disse antes, não tenho pernas para o interminável campo da Academia com balizas quase tão grandes como a boca da Manuela Moura Guedes.

Gosto de ir lá à frente e gosto de defender, e se a isto adicionar marcar um só jogador naquele autódromo, iria parecer que me estava a preparar para os Olímpicos... mas por estas bandas, os 20Kg ainda cá moram...

Grande abraço!

José Soares



Estou de facto impressionado com a qualidade da dissertação...

Respondendo a uma pergunta prática, a culpa do Manel não ter sido marcado a 100% no campo todo foi minha. Devia ter assumido essa tarefa na 2.ª parte... como não gasto muitas energias com a bola, podia ter andado a correr até ao fim a marcar o Manel. Afinal, correr ainda corro... mas sem bola!

Sérgio, um jogador já muito razoavelzito!

30 junho 2008

E Viva à la Espana!!!

Parabéns aos campeões da Europa! Bilhantes! Não perderam um único jogo; não sofreram um único golo! Domínio total!

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O que eu gostei mais de ver foi a vontade de ganhar! A garra! O orgulho profissional; de não permitir que alguém se mostre melhor do que eles! Fernando Torres foi um exemplo disso, para fazer ver a Cristiano Ronaldo o que é determinação e amor à camisola. A Selecção Espanhola deu ainda uma grande lição de humildade na forma como tratou o adversário: analisou para reagir. De elogiar ainda a atitude desta selecção de não ter "complexos" em fazer o aquecimento em frente aos fotógrafos, proporcionando-lhes inúmeras fotografias; e ainda, de acenar e cumprimentar o seu público. Ao contrário de um bando de peneirentos que vestiram as camisolas de Portugal... Desde quando ser sério significa ser profissional?

O que eu gostei menos foi o facto da equipa Espanhola só ter marcado um golo... e terem brincado tanto com a bola em frente à baliza alemã...

Fiquei mesmo feliz! A Espanha foi melhor que a Alemanha e que a equipa de arbitragem, que descaradamente beneficiou (apesar de tudo, o juíz de linha viu bem os foras-de-jogo dos alemães). O imbecil do Ballack devia ter sido expulso; e já agora, alguém me explica o porquê do cartão a Cazillas? Este proteccionismo aos países da Europa Central irrita-me profundamente... Por ironia, os dois últimos campeonatos da Europa e o último mundial foi ganho pelos latinos! Grécia, Itália e Espanha! Eheheh!

Lamento que Portugal tenha desperdiçado o talento de excelentes jogadores e não tenha ganho uma destas competições... Vamos ver se até 2010 aprendemos alguma coisa...

Parabéns à Espanha!

Sérgio

28 junho 2008

A Torcer pela Espanha!

É verdade! Já torci por eles contra a Itália e contra a Rússia. E vou ficar orgulhoso se vencerem a Alemanha.

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Torço sempre pelos latinos (depois de Portugal, torço pela Espanha, Itália e Grécia; os meus favoritos até são os italianos, mas já ganharam muitas vezes!) e contra os países da Europa Central. Aliás, esta UEFA de Platini está na hora de acabar... Enojam-me as panelinhas de Bruxelas e os benefícios centralistas; pior ainda quando chegam ao futebol. E tem-se notado bem neste EURO 2008 as tendências de arbitragem. Alías, este EURO peca pela falta de qualidade da maioria dos árbitros. Pior ainda, e isso não posso admitir, que em pleno Séc. XXI estejamos sujeitos a censura de imagens... exactamente! As imagens nunca mostram os conflitos nas bancadas, ou as jogadas polémicas em termos de árbitragem: quanto muito repetem uma vez, bastante depois do lance ter acontecido (ou no intervalo, como o penalty sobre o Nuno Gomes no jogo contra a Alemanha).

Tive muita pena da Turquia ter sido eliminada. A verdade, é que apesar de ter merecido muito mais ganhar o jogo do que a Alemanha (duas bolas à trave), os Alemães demonstram uma eficácia fora de série... Já com Portugal o mesmo aconteceu... é a eficácia alemã! Há que por os olhos neles e aprender algo. Acima de tudo, tendo a torcer pelos países/equipas menos bafejados pela sorte; aqueles que partem de uma posição de inferioridade porque têm menos curriculum... E hoje em dia, sabemos bem que "o sistema" favorece sempre os mais fortes, pelo que os menos "vencedores" têm ser mais do que melhores para ganharem... há que vencer o adversário e a arbitragem!

Os Portugueses criticam muitos os Espanhois e em muitas coisas até têm razão. O problema é que para criticar é preciso ter mérito primeiro... não adianta dizer que está mal se não sabemos fazer melhor! Independentemente disso, amanhã torço por Espanha! Até porque se ao contrário fosse, gostava que eles torcessem por nós...

Sérgio

p.s.: soube há pouco que o Scolari se esqueceu de declarar algum dinheiro que ganhou em Portugal... um tal banco terá sugerido um off-shore para as importâncias que lhe pagou... vá lá... deixem o homem ir embora! Lá porque perdeu contra a Alemanha, também não é preciso prende-lo!

21 junho 2008

Agora sou adepto da Turquia!

É verdade! Com Portugal de fora do Euro, estou a torcer pelos Turcos! Não têm o melhor futebol, mas são os mais aguerridos!

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Senão reparem: contra a República Checa, marcam dois golos a 10 minutos do fim. Já em tempo suplementar e com 10 jogadores em campo, porque o guarda-redes havia sido expulso, acaba por ter de ir um jogador para a baliza, porque as substituições estavam esgotadas. Mesmo assim, tiveram a garra de lutar contra tudo e contra todos, marcaram mais um golo e passaram aos quartos de final. Contra a Croácia, não foi o facto de sofrerem um golo nos últimos 5 minutos de jogo que os intimidou... marcaram outro logo a seguir! Foram a penalties e tiveram uma postura de campeões! Ganharam!
Só lamento que não nos tenham ganham a nós... concerteza hoje ainda estaríamos em jogo... Não teríamos perdido com a Suiça e a nossa atitude contra a Alemanha teria sido outra... Mas isso já são "ses".

Curioso o facto de ter conversado com o meu Pai, que viu o Portugal-Alemanha em Bruxelas. Entre as opções de ver num canal francês ou num alemão, optou pelo francês, visto que os entende melhor. Os franceses também afirmaram de imediato que o 2.º golo da Alemanha é marcado em fora-de-jogo, que houve um penalty sobre Nuno Gomes (que o realizador só repete uma vez e durante o intervalo...), e que o 3.º golo deveria ter sido anulado por haver uma falta descarada sobre Paulo Ferreira. Acrescentam ainda que não entendem as opções de Scolari... Se aos 20 minutos está a perder 2-0, porque razão não altera a equipa para uma postura declaradamente ofensiva? O que de pior poderia suceder? Perder... Havia que reagir e virar o resultado! Também não entendem a entrada em campo de Helder Postiga, quando tinha Hugo Almeida: jogador literalmente mais à "altura" da equipa alemã e habituado ao tipo de jogo alemão (parece que joga na Alemanha habitualmente...). Por acaso, Postiga até acabou por marcar um golo... um tanto tarde... e fez faltas numa altura em que era muito importante manter a bola no ataque. Aliás, também não se entende a insistência no jogo aéreo, quando o adversário, em média, tem mais 20 cms do que nós... Ainda por cima, não é a forma de jogar habitual na Selecção.

Agora há também que torcer pela Espanha. Itália é um adversário difícil... Há que torcer pelos que mais próximos nos são... Mas se passar Itália, torço por eles contra a Alemanha ou Holanda, ou o que for...

Sérgio

20 junho 2008

Portugal - Vienna via Alemanha não foi boa ideia...

Parece que a derrota com a Suiça foi mais grave do que parecia... Enfim... Nem tanto diria que perdemos; a Alemanha é que ganhou e bem!

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Não culpo nenhum jogador, nem mesmo Scolari... Até acho que jogamos bem e fizemos tudo bem. A Alemanhã é que foi mais eficaz.

Há detalhes de pouco importância, que se calhar todos juntos, acabam por pesar... O árbitro é claro que beneficíou os mais fortes! Tenho bastantes dúvidas se o 2.º golo da Alemanha não é marcado em fora-de-jogo e todas as certezas que no 3.º golo há uma falta: Ballack nunca teria ganho a posição sem empurrar descaradamente Paulo Ferreira. Fico ainda com algumas dúvidas sobre um penalti não assinalado sobre Nuno Gomes...

Scolari não esteve bem. Uma vez que está a perder 2-0 há que alterar significativamente a equipa... perder por mais em nada altera as coisas, mas havia que correr riscos para virar o resultado. Já estivemos a perder 2-0 contra a Inglaterra e viramos para 3-2; a própria Turquia incapaz de nos fazer frente, conseguiu a mesma proeza. Mas Scolari é incapaz de mudar o plano inicialmente estabelecido e os resultados estão à vista... Isto faz com que não vá sentir saudades no futuro... Reconheço que com ele a Selecção conseguiu o melhor de sempre! E graças a ele e ao Euro 2004, os Portugueses tornaram-se mais nacionalistas e patriotas, o que é louvável. Há que agradecer, porque de facto, teve esse mérito! Mas este amargo da derrota, associado à sua incapacidade em reagir e a não ter tido o respeito para com os Portugueses de esperar pelo fim do Euro para comunicar a saída para o Chelsea, fazem com que não tenha pena alguma que vá embora, até porque tudo isto destabiliza. Scolari foi o melhor que tivemos; o que não quer dizer que não possamos ter melhor... mesmo reconhecendo que não é fácil...

Apesar de tudo isto, acho que perdemos por falta de espírito competitivo. Entrámos com medo em campo, com a ideia que não podíamos ganhar e acabamos por mostrar que jogamos melhor, mas a falta de atitude acabou por condicionar o desempenho nos ataques, tornando a sua eficácia nula. E lá diz o ditado: quem não marca, sofre!

Foi um daqueles dias para esquecer: logo de manhã desmarcaram-me uma massagem que me era útil porque estou "magoado"; de tarde a minha moto avariou (e a coisa está feia); e à noite, a Selecção mostrou que é pequena... tal como a mentalidade da maioria dos cidadãos do país que representa. Esta última é a que mais custa engolir... porque todos os dias, muitos de nós, esforçamo-nos por mudar o rumo, a atitude e a mentalidade dos que nos rodeiam e que tanto caracteríza e condiciona o nosso país (que tal como os outros, tem todas as condições para ganhar... em tudo!).

Sérgio

18 junho 2008

Como chegar a Viena sem passar pela Suiça?

Esta era uma frase que uma amiga usava para ironizar a derrota de Portugal com a Suiça... derrota ridícula, porque a Suiça não tem sequer qualidade para rivalizar com as equipas que derrotamos com grande margem de segurança.

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Pessoalmente, o que mais me irrita, é que os suiços não são, nunca foram, e muito possivelmente nunca serão simpáticos com ninguém, muito menos com os emigrantes Portugueses que representam uma fonte de trabalho tão importante na economia deste país. Mais uma vez, estes Portugueses foram humilhados e ridicularizados... e não mereciam... especialmente depois de demonstrarem um acolhimento tão aguerrido à Selecção. Acho que nem em Portugal, a Selecção Portuguesa de Futebol é tão aclamada...

Não culpo o Scolari por mudar a equipa... por mim, mudava os 11 jogadores (especialmente o Ricardo!). Culpo sim a UEFA pela imbecilidade da equipa de arbitragem. Portugal foi prejudicado, e muito, na 1.ª parte. Teve dois foras de jogo falsamente assinalados, um golo válido anulado (o suposto fora de jogo jamais existiu até para um cego!), e muitas faltas para ambas as equipas... Também faltou a sorte a Portugal: duas bolas ao poste...

Já na 2.ª parte, Portugal meteu nojo... não jogou nada, nem mereceu ganhar. O Ricardo frangou mais um golo pelo meio das pernas; aliás, sempre que há um cruzamentos, a insegurança do Ricardo põe a defesa em pânico! Nem sai à bola, nem fica bem colocado... fica em contrapé, e se há um remate, é golo certo; "aquela técnica" de não agarrar a bola, estranhamente, não é usada por mais nenhum guarda-redes de eleição... O penalti contra Portugal é justo. Scolari também não esteve nada bem ao trocar um defesa por um defesa, um médio por um médio, ou um ponta-de-lança por outro... Ou seja, esperou que alguém individualmente fosse capaz de mudar aquilo que os outros onze ainda não haviam conseguido... É um contra-senso com o seu discurso habitual; ou então, é mesmo falta de coragem em arriscar mudanças... o que também não faz sentido quando se está a perder... que diferença faz perder 1-0, ou 2-0?! Há é que inverter o resultado... portanto, mais ataque! A entrada de João Moutinho também não me pareceu nada apropriada: tem pouca experiência na selecção; pouco poder de assumir o jogo; e tem mais de 60 jogos esta época... bem tinha ficado a descansar... Por outro lado, Deco é um excelente "comandante", está em boa forma e precisa de ritmo competitivo porque jogou pouco esta época (um terço de João Moutinho).

Portugal voltou a ser o Portugal de antigamente... amorfo; sem vontade de ganhar e sem garra... Detesto os franceses e estou feliz por serem eliminados, mas aqueles filhos da mãe, mesmo quando estavam a 10 minutos do final e a perderem 3-1 com a Holanda, jogavam como se estivessem empatados 0-0. E a Holanda igual! Acabou mesmo por marcar o 4-1... e que golasso!

Apesar de tudo, acho que esta derrota não faz moça na Selecção... E amanhã, estou certo que vamos substituir no Europeu, as salsichas em lata por um sucolento presunto de bolota!

PORTUGAL! PORTUGAL! PORTUGAL! PORTUGAL! PORTUGAL!

Sérgio

p.s.: recrutem os jogadores certos... sim, os que têm emblemática!