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25 agosto 2009

Próxima banda sonora do 007?...

Se não for, é sem dúvida digna do mesmo, esta super-versão de "All Mine" dos Portishead, por Tom Jones e os Divine Comedy.

Fabulástica! Obrigado Maninho!

Sérgio




All the stars may shine bright
All the clouds may be white
But when you smile
Ohh how I feel so good
That I can hardly wait

To hold you
Enfold you
Never enough
Render your heart to me

All mine.......
You have to be

From that cloud, number nine
Danger starts the sharp incline
And such sad regrets
Ohh as those starry skies
As they swiftly fall

Make no mistake
You shan't escape
Tethered and tied
There's nowhere to hide from me

All mine....
You have to be

Don't resist
We shall exist
Until the day I die
Until the day I die

All mine.......
You have to be

24 julho 2009

If...



If you were the road
I'd go all the way
If you were the night
I'd sleep in the day
If you were the day
I'd cry in the night
'Cause you are the way
The truth and the light
If you were a tree
I could put my arms around you
And you could not complain
If you were a tree
I could carve my name into your side
And you would not cry,
'Cos trees don't cry

If you were a man
I would still love you
If you were a drink
I'd drink my fill of you
If you were attacked
I would kill for you
If your name was Jack
I'd change mine to Jill for you
If you were a horse
I'd clean the crap out of your stable
And never once complain
If you were a horse
I could ride you through the fields at dawn
Through the day until the day was gone
I could sing about you in my songs
As we rode away into the setting sun

If you were my little girl
I would find it hard to let you go
If you were my sister
I would find it doubly so
If you were a dog
I'd feed you scraps from off the table
Though my wife complains
If you were my dog
I am sure you'd like it better
Then you'd be my loyal four legged friend
You'd never have to think again
And we could be together till the end

(Divine Comedy - If, A Short Album About Love)

You must go and I must set you free...

...cause only that will bring you back to me."

Sérgio






A butterfly flies through the forest rain
And turns the wind into a hurricane
I know that it will happen
'Cause I believe in the certainty of chance

A schoolboy yawns, sits back and hits return
While round the world computers crash and burn
I know that it will happen
'Cause I believe in the certainty of chance

And I believe
I can see it all so clearly now
You must go and I must set you free
'Cause only that will bring you back to me
I know that it will happen
Because I believe in the certainty of chance

Sometimes at night the darkness and silence weighs on me. Peace frightens me. Perhaps I fear it most of all. I feel it's only a facade, hiding the face of hell. I think of what's in store for my children tomorrow; "The world will be wonderful", they say; but from whose viewpoint? We need to live in a state of suspended animation, like a work of art; in a state of enchantment... detached. Detached.

(Divine Comedy - A Certainty of Chance)

29 setembro 2008

Concertos a Sério!

Dado o meu estado pós-operatório ando agora mais quietito por casa. Impedido dos meus habituais desportos e dos quais já tantas saudades tenho (a ansiedade do regresso às 4 linhas começou logo no dia seguinte à operação... em especial, ando com saudades de jogar ténis!), fico a giboiar no sofá em frente à tela a ver filmes e concertos.

Depois de ter assistido, in loco, ao concerto da Madonna, concluo que de facto, de um concerto muito fraco se tratou... Não só pelas condições do espectáculo, mas por se tratar de um espectáculo centrado na própria. Nestes dias, embora sentado no sofá, tenho visto muito melhor!

U2

ZooTv, Zooropa ou Vertigo Tour. São espectáculos muito centrados nas "estrelas" e repletos de tecnologia, tal como o de Madonna. No entanto, são muito mais intensos e "viviveis" que o de Madonna, onde tudo o que nos resta é assistir. Também em termos tecnológicos são muito superiores aos de Madonna. Nota-se que o espectáculo se tornou mais humano com o envelhecer da banda... mais afáveis e com menos "super-ego".

Divine Comedy - Live at the Palladium Theatre

Divinal a voz de Neil Hannon, especialmente neste caso, acompanhada por uma extraordinária orquestra sinfónica. O som tem uma presença e uma envolvência fora de série. É um encanto ouvir um som tão melódico, tão envolvente e com arranjos tão bem elaborados... nada, mas nada mesmo chega ao som de uma verdadeira orquestra sinfónica.
Quando comparado com os espectáculos anteriores, quase se pode perguntar "Como é que se pode gostar disto?!", tal é a simplicidade de um palco de teatro, com os músicos lá em cima (a maioria sentados) e algumas luzes a apontar para os mesmos... Se pudesse optar entre assistir novamente ao espectáculo de Madonna, ou a um espectáculo dos Divine Comedy acompanhados por uma orquestra sinfónica, não hesitaria em escolher estes. Até porque Neil Hannon é um cómico! E há diálogo com a plateia... e literalmente! Durante o "National Express", alguns dos espectadores são mesmo convidados a mostrar os seus dotes vocais.

Calexico - World Drifts In - Live at the Barbican in London


Ao mesmo estilo de palco de teatro e meia dúzia de luzes simples, estes apenas trocam a orquestra sinfónica por um grupo de mariachis. A sonoridade é realmente impressionante: potente, toca-nos na alma e bem no meio do peito!
É um delírio de reciprocidade entre os músicos e a assistência, onde pessoas simples tocam músicas repletas de sentimento e alma, que comovem e arrepiam quem os ouve. Intenso, sem dúvida, tanto quanto memorável.
A música dos Calexico é só por si única; acompanhada pelos mariachi que tanto influencia a sua sonoridade, torna-se ainda mais inédita.
O espectáculo é repleto de encores (quase como aconteceu no Hard Rock!!!) e até há tempo para os papeis se inverterem: ou seja, passam os mariachi a tocar com os Calexico a acompanhar! Único e imperdível!

Peter Gabriel - Secret World Live

A cereja no bolo vem agora... Quem algum dia pensou que Peter Gabriel no seu fim de carreira poderia fazer um espectáculo tão fabuloso?!
Dizem que os músicos quando vão aos EUA vêm diferentes... as suas carreiras transformam-se, crescem, amadurecem... Desculpem a minha opinião, mas para mim apodrecem! Foi o que quase aconteceu aos U2 com o álbum Joshua Tree (felizmente aqueles 4 são realmente uns iluminados e souberam reconverter-se numa fabuloso Achtung Baby). Curioso é observar o que sucedeu com Paul Simon e Peter Gabriel depois de passarem por África! A sua carreira musical levou uma volta de 360º!!! Eheheh! Sim, ficaram virados para o mesmo lado, mas ordem natural das ideias reordenou-se definitivamente! África deve ser, de facto, um continente muito intenso... altera as pessoas que já o viveram... altera a música dos que por lá passaram, a escrita dos que por lá respiraram... vi-a nos olhos do meu Avô quando falava de África... ficavam húmidos, distantes, estáticos...
Este espectáculo, apesar de desenvolvido numa sala de espectáculos e não ao ar livre, brinda-nos com momentos únicos de eloquência entre os músicos e excelentes gadjets de tecnologia. A tudo isto, soma-se a teatrialidade que Peter Gabriel imprime nas suas interpretações e muita dança! Dança, quer dele, quer dos músicos... nada de bailarinos! Mas não coreografias pré-definidas... dança de quem está a sentir a música que toca!
Acima de tudo, os músicos fazem aquilo que deles se espera: tocam vários instrumentos; cantam; dançam; divertem-se à grande... e tudo sem vedetismos! Um todo onde Peter Gabriel é apenas um dos músicos da equipa.
Também no fim do espectáculo, à banda de Peter Gabriel se junta uma banda de músicos africanos, com uma sonoridade única.
É um espectáculo que nos toca pela originalidade... acima de tudo, como se pode fazer um espectáculo tão grandioso, com coisas tão simples e fazendo, simplesmente, o que se espera de nós. Não é preciso ser-se uma estrela excêntrica para marcar e surpreender as pessoas... apenas fazer o que se espera de nós com mestria, com excelência.

É claro que quando se não a tem... recorre-se a outros artifícios...

Sérgio