27 novembro 2009

Sons do Silêncio


"...o inteligente é aquele que só cai uma vez e vai à luta sem medo de enfrentar os seus próprios limites. A vida é boa quando nos dá luta, tendo desafios para enfrentar. É preciso soltarmo-nos e deixar de pensar tanto no futuro. Viver a pensar no futuro transforma um desejo, uma ambição, num sofrimento. por outro lado, quando nos acomodamos, a vida não nos traz novidades, nem alegrias. Há que ter coragem e frontalidade para estarmos atentos aos sinais de vida. Esses sim, mantêm-nos acordados. E o amanhã é apenas outro presente. O ser humano tem capacidades ilimitadas. Há que testa-las e pô-las em prática. E só quando nos pomos à prova é que sabemos quem somos..."

Esta é a mensagem final deste livro, que descreve parte da vivência de um homem que enfrentou um sonho... ou melhor, um delírio. Viveu-o e mudou a sua vida por completo. Tornou-se uma pessoa mais profunda e realizada, mas à parte disso, demonstra que somos apegados a uma quantidade de ideias e clichés totalmente inúteis.

Filosofias à parte, até porque não pretende ser uma lição de vida, é um livro fantástico: pelo espírito de aventura, pelas viagens, pelas vivências... pela forma como nos transporta para outros mundos enquanto o lemos.

Não deixem de o ler!

Sérgio

26 novembro 2009

The Glam - Walking Ghost


Novo som cheio de alma e uma ponta de aventura.

Sérgio

24 novembro 2009

Haja Bom Senso...

Apareceu-me este texto num email de uma amiga com quem pouco ou nada tenho falado ultimamente. Honestamente, gostei de ler (pena não saber quem é o autor). É um tema sobre o qual é impossível concordar ou discordar totalmente. Estejamos nós realizados, ou não, afectivamente; desejemos, ou não, passar o resto dos nossos dias com alguém ao nosso lado, com ou sem descendência, é dificil encontrar unaminidade ou razão, num tema que varia com os nosso feitio e carácter, e acima de tudo, varia com os nossos sentimentos e emoções... e esses, cada um tem os seus...

Apesar disso, o texto toca em dois aspectos que há muito me pareciam correctos. Não digo que tenha razão, mas apenas achei curioso alguém o ter concluído da mesma forma:
1. Amar por si só não basta: é preciso ter força, persistência e sabedoria para saber lidar com a outra pessoa, com o meio envolvente, com tudo o que nos afecta;
2. Ninguém é capaz de mudar ninguém; mas somos capazes de nos mudarmos, quando insistentemente o desejamos.

Sérgio

"Meus avós diziam que o amor crescia com o passar do tempo, com a convivência e que era como um aprendizado; porém, após atingir uma idade em que tinha discernimento para compreender mais sobre o tema, passei por algumas experiências que contrariam as histórias contadas por eles.
No entanto... se eu fosse ter por base o relacionamento conturbado dos meus pais, desistiria até de pensar em me relacionar com alguém, pois tive uma infância prejuducada, vivendo em um ambiente de discussões e problemas sérios que hoje minha mãe e eu felizmente superamos. Aprendemos que, apesar de tudo que passamos juntas... porque as lágrimas eram quase sempre compartilhadas -é claro que muitas vezes eu chorava sem que ela percebesse, na tentativa de não deixar transparecer fraqueza-, que o amor não cresce... muito pelo contrário! Descobri, sim, que o amor pode nascer de um simples olhar e até de um tímido sorriso, e que a sua principal função é a de nos dar força para superar todas as infinitas dificuldades que um relacionamento irá trazer. Já li inúmeros livros e artigos sobre como se relacionar bem, como conviver melhor, como evitar entraves, mas, sinceramente, nenhum deles me trouxe a resposta para as tantas perguntas que ainda tenho...

Uma amiga me disse, em certa ocasião, que os atritos são muitas vezes necessários a um casal, para que ambos possam lapidar suas arestas. Um outro amigo comentou que não é mais tempo de ter conflitos e que podemos, sim, viver permanentemente uma relação serena e saudável. Meus professores da faculdade de direito já diziam, sem exceção, que onde houver um ser humano sozinho, haverá a solidão e onde houver dois ou mais, será inevitável o conflito.

Não posso dizer que todos estejam certos ou errados, sinto que somos seres inteligentes, mas que, infelizmente, ainda estamos longe do verdadeiro conceito de como nos relacionar perfeitamente; acredito que não haja ainda resposta quanto ao verdadeiro significado da palavra AMOR; muitos falam da unicidade, de unidade, de amor incondicional, mas não acredito que conseguiram realmente incorporar o verdadeiro conceito ou até mesmo vivenciá-lo.

Pelas poucas experiências pessoais e muitos exemplos e relatos de amigos, o amor que cada um sente, muitas vezes não é forte o suficiente para tolerar, aceitar e perdoar os parceiros de convivência. O conflito pode ser gerado por atitudes impensadas ou até propositais pois, às vezes, muitos acabam interpretando a tentativa de acertar alguma postura de apoio de maneira adversa, e aquilo que poderia ter dado certo -pois foi fruto de carinho- é recebido com desconfiança, gerando dessa forma energia negativa.

Muitos dizem que é essencial o diálogo, mas também não vejo tanto assim sua utilidade, sendo que a interpretação é unilateral, ou seja, cada um tem a sua, como acontece em uma determinada leitura ou diálogo, onde a compreensão é única para cada ser. Por mais bem intencionados que sejamos, é complicado conseguir a comunicação perfeita, porque, em minha opinião, a dificuldade é estarmos todos na mesma sintonia. Mesmo esse artigo, para alguns não terá o resultado esperado e será quase impossível compreendê-lo em sua essência. Haverá a identificação em alguns parágrafos e outros aspectos não serão vistos da forma que eu pretendia passar.

Portanto, o relacionamento é algo além do que imaginamos conhecer; o conceito de amor é mais amplo, pois somente poucos conseguem encontrar...

É tudo bem complexo e dificulta nossos caminhos emocionais, mas faz parte de nossa evolução como seres humanos. É preciso passar por cada experiência do cotidiano, como se fosse um quebra-cabeça, porque neste dia-a-dia poderá estar a fórmula ou até mesmo o manual para um relacionamento estável, mais tolerante e duradouro.

Hoje, acredito que só o amor não basta; é preciso termos mais paciência, sabedoria e perseverança para encarar de cabeça erguida todos os obstáculos, sejam eles amorosos, familiares, profissionais e até no convívio com os amigos e vizinhos. Precisamos ultrapassar barreiras, tendo consciência de que, mais cedo ou mais tarde, iremos nos envolver com pessoas, cujos defeitos e qualidades têm que ser respeitados e sempre lembrando que ninguém é capaz de mudar ninguém. A mudança ocorrerá pelo desejo de cada um e deve ser buscada incansavelmente, pois nela encontraremos a verdadeira felicidade!"

23 novembro 2009

I'm a Saturday's Child...



All of my life I've tried so hard
Doing my best with what I had
Nothing much happened all the same

Something about me stood apart
A whisper of hope that seemed to fail
Maybe I'm born right out of my time
Breaking my life in two

Throw me tomorrow, oh oh)
Now that I really got a chance
Throw me tomorrow, oh oh )
Everything's falling into place
Throw me tomorrow, oh oh)
Seeing my past to let it go
Throw me tomorrow, oh oh)
Only for you I don't regret

And I was Thursday's child
Monday, Tuesday, Wednesday, born I was)

Sometimes I cry my heart to sleep
Nothing prepared me for your smile
Lighting the darkness of my soul
Innocence in your arms

Throw me tomorrow, oh oh)
Now that I really got a chance
Throw me tomorrow, oh oh )
Oh ho, everything's falling into place
Throw me tomorrow, oh oh)
Seeing my past to let it go
Throw me tomorrow, oh oh)
Only for you I don't regret
And I was Thursday's child

(Monday, Tuesday, Wednesday, born I was)
Thursday's child
(Monday, Tuesday, Wednesday, born I was)
Thursday's child
(Monday, Tuesday, Wednesday, born I was)
(Monday, Tuesday, Wednesday, born I was)
(Monday, Tuesday, Wednesday, born I was)
(Monday, Tuesday, Wednesday, born I was)

(Thursday's Child - David Bowie)



Socorro...

Sérgio

20 novembro 2009

I'll Burry You Like Treasure...


Ain’t it just like the old days,
Wait and see how the hand plays,
Living out our second-hand clichés,
Ain’t it just like the old days.

You are what you eat,
You'll become digested,
Well love, it isn't felt.
No love is tested.

You will keep forever,
I’ll bury you like treasure.

We gotta get friends in high places,
Hide behind their plastic faces,
Rip up the flag and replace it,
Dance with our friends in high places.

You are what you eat,
You'll become digested,
Well love, it isn't felt,
Love is tested.

You will keep forever,
I’ll bury you like treasure.
You will keep forever,
I’ll bury you like treasure.

I used to want to be you
Now where’s your Shadow?
You’re see through.
I used to want to be you
Now where’s your Shadow?
You’re see through.

You will keep forever,
I’ll bury you like treasure.
You will keep forever,
I’ll bury you like treasure.

(Editors - Like Treasure, In This Light On This Evening, 2009
)


O último álbum dos Editors, por vezes, mais parece os Depeche Mode há uns bons anos atrás... Mas este tema tem uma pica!

Sérgio

16 novembro 2009

04 novembro 2009

António Sérgio


Faleceu este fim-de-semana com 59 anos, vítima de problemas cardíacos, o meu locutor de rádio favorito.

Dono de uma voz grave e cavernosa, foi desde sempre o símbolo sonoro dos sons novos e inovadores. Os seus programas tinham uma linha muito própria, e durante anos, apresentou ao país aquilo que poucos teriam capacidade de conhecer por si próprios: música de qualidade inquestionável fora dos catálogos comerciais dos media.

Programas como "O Vapor da Meia-Noite", "O Som da Frente" ou "A Hora do Lobo" são apenas os mais mediáticos das rádios com maiores audiências. Para trás ficam outras rádios como a XFM, e mais recentemente, a RADAR FM.

A apresentação de "Masters of War" dos "The Long Ryders" terá sido a sua última gravação... no derradeiro "SOS RADAR".

No seu funeral estiveram presentes mais de 200 pessoas e a comunicação social está cheia de declarações de homenagem à sua imensa qualidade, quer como locutor, como à sua capacidade de discenir qualidade musical e originalidade na imensa oferta de novos sons que o mercado musical cada vez mais oferece. De Rodrigo Leão aos Xutos e Pontapés, ninguem foi indiferente.

António Sérgio foi daquelas pessoas, que sem nunca o ter conhecido, marcou-me. Dele apenas conhecia a voz e o seu inesgotável conhecimento musical (além do bom gosto!). Só conheci a cara deste homem por fotografia, depois do seu falecimento. Agora que já não está entre nós... sinto a sua falta...

Recordo um dos momentos mais incriveis que me proporcionou. Depois de um dia de trabalho longo em Lisboa, fui jantar com um amigo. Devo ter iniciado o regresso ao Porto depois das 23h. Cansado de uma semana fora de casa com muitos quilómetros percorridos e dos cds que várias vezes ouvira, esperei que fosse meia-noite para passar para a Rádio Comercial. Na A1 chuvia impiedosamente ao ponto de quando passava os 140 kms/h, o carro entrava em aquaplaning. A "Hora do Lobo" começou com uns sons estranhos... melancólicos e pesados... uma voz misteriosa e melodiosa completava uma sonoridade abstrata, com uma componente arrepiante, e em simultâneo, tranquilizadora. Havia algo de electrónico naquele som... mas ao mesmo tempo, a simplicidade e suavidade profunda de um eco vindo das montanhas repletas de neve da Aústria... Este cenário inóspito terminou com a voz carismática de António Sérgio a apresentar uma banca de nome GoldFrapp. Jamais esquecerei...

Onde quer que estejas agora, nunca aqui serás esquecido...

Sérgio

02 novembro 2009

Stay... not faraway... much closer!


Green light, Seven Eleven,
You stop in for a pack of cigarettes.
You don't smoke, don't even want to.
Hey now, check your change.
Dressed up like a car crash
Your wheels are turnin' but you're upside down.
You say when he hits you, you don't mind
Because when he hurts you, you feel alive.
Oh, is that what it is?

Red lights, grey morning
You stumble out of a hole in the ground.
A vampire or a victim
It depends on who's around.
You used to stay in to watch the adverts
You could lip synch. to the talk shows.
And if you look, you look through me
And when you talk, you talk at me
And when I touch you, you don't feel a thing.

If I could stay, then the night would give you up.
Stay, and the day would keep its trust.
Stay, and the night would be enough.

Faraway, so close
Up with the static and the radio.
With satellite television
You can go anywhere:
Miami, New Orleans
London, Belfast and Berlin.

And, if you listen, I can't call.
And, if you jump, you just might fall.
And, if you shout, I'll only hear you.

If I could stay, then the night would give you up.
Stay, and the day would keep its trust.
Stay with the demons you drowned.
Stay with the spirit I found.
Stay, and the night would be enough.

Three o'clock in the morning
It's quiet, there's no one around,
Just the bang and the clatter
As an angel runs to ground.
Just the bang and the clatter
As an angel hits the ground.

(U2 - Stay, Zooropa)


Stay foi desde logo o meu tema favorito do álbum Zooropa. Um álbum controverso (como grande parte dos álbuns dos U2, banda que já é conhecida por conseguir inovar e criar tendências musicais distintas, sem perder a sua coerência enquanto banda... digo eu...). Provavelmente Zooropa foi controverso, porque quebrou a irreverência de Achtung Baby com um toque mais electrónico e menos frenético; que por sua vez havia dado uma pedrada no charco no som mais americanizado e comercial de Joshua Tree e Rattle & Hum... e talvez estes dois tenham sido os únicos álbuns não irreverentes dos U2. Boy, War e October são irreverentes na originalidade de um rock ingénuo. A primeira grande cartada de irreverência, e maior de todas, é The Unforgetable Fire, que caracteriza ainda hoje o som da banda: o som é original, mas torna-se consistente e assume-se maduro passados 25 anos.

Voltando a Achtung Baby, a verdade é que a banda continuou a inovar e a criar novas sonoridades álbum após álbum ao mesmo ritmo (talvez tenha acalmado ligeiramente em All That You Can't Leave Behind, ou mesmo em No Line On The Horizon).

E voltando a Stay, se o tema original é fantástico, mais fantástica é a re-criação do tema de Craig Armstrong, onde manteve apenas a voz de Bono.

Mas as tournées dos U2 são sempre inovadoras e Stay, surge em 2001 num formato acústico, que lhe fica a matar.

Entre esta versão e a de Craig Armstrong... prefiro a última, sem grandes hesitações. Digamos que põe o meu coração a palpitar com mais intensidade e mais depressa... e até me faz transpirar ligeiramente...

Fico curioso para conhecer o novo formato do tema na 360º Tour, que vou assistir em Outubro de 2010. Só vos digo, que depois de ver as primeiras imagens dos concertos no site dos U2, ia assitir ao espectáculo nem que fosse surdo!

Sérgio

30 outubro 2009

Sentimentos Controversos

"...this song is about let it go somebody you don't want let go off...".



Something is about to give
I can feel it coming
I think I know what it is
I'm not afraid to die
I'm not afraid to live
And when I'm flat on my back
I hope to feel like I did

Cause hardness, it sets in
You need some protection
The thinner the skin

I want you to know
That you don't need me anymore
I want you to know
You don't need anyone, anything at all

Who's to say where the wind will take you
Who's to know what it is will break you
I don't know which way the wind will blow
Who's to know when the time has come around
Don't wanna see you cry
I know that this is not goodbye

In summer I can taste the salt in the sea
There's a kite blowing out of control on a breeze
I wonder what's gonna happen to you
You wonder what has happened to me

I'm a man, I'm not a child
A man who sees
The shadow behind your eyes

Who's to say where the wind will take you
Who's to know what it is will break you
I don't know where the wind will blow
Who's to know when the time has come around
I don't wanna see you cry
I know that this is not goodbye

Did I waste it?
Not so much I couldn't taste it
Life should be fragrant
Roof top to the basement
The last of the rock stars
When hip hop drove the big cars
In the time when new media
Was the big idea
That was the big idea

(U2 - Kite, All That You Can't Leave Behind)



Por outras palavras... gostas de mim e não sabes conviver com isso.

Sérgio

17 outubro 2009

Esta música faz-me sentir bem!



(Sean Riley & The Slowriders - This Woman, Only Time Will Tell - 2009)

Gostava de encontrar a letra, mas não consigo...
Esta música é incrivel... faz-me sentir bem... faz-me ter vontade de estar ao lado daquela pessoa...
Na 5.ª feira passada pude ver esta banda sensacional na FNAC do Mar Shopping. Foram incríveis! Eu, o Filipe e o Jorge "passados" com o concerto e até a Mara ficou fã.
É um orgulho ter entre nós, Portugueses, quem tão bem sabe fazer música e que nada fica a dever às bandas mais maduras que dominam actualmente os sucessos internacionais.

As minhas fotografias:
































As fotografias do meu irmão:

Será que estivemos no mesmo concerto?!
Sérgio

13 outubro 2009

Um Amor a Sério.

Tenho vindo a pensar, que de facto, já ninguém encara o amor como ele é... incondicional... às vezes duro de viver... mas sempre válido. É lutar pelo que realmente queremos; por aquela pessoa e pelo seu bem-estar e felicidade; pela sua companhia, para sempre... É preciso acreditar incondicionalmente e nunca desistir. O caminho é só um: em frente!

Walter Riso escreve (sobre o amor, "Amar ou Depender") algo se calhar desconcertante para alguns, mas com o qual concordo inteiramente:

"Os laços afectivos podem sempre melhorar-se e aperfeiçoar-se, mas a partir daquilo que realmente somos... Os bons casais não vêm programados de fábrica. É preciso poli-los nas lides diárias desta vida, à força de suor, esforço e, muitas vezes, lágrimas. (...) A vida oferece sempre uma nova oportunidade de começar de novo e limpar o passado. No mais profundo do seu ser há uma fotificação intocada, uma reserva moral inexpugnável que o incita a renascer e a começar de novo. (...) Essa união maravilhosa entre dois seres que parecem um só poderá ser atingida com paixão e sem apegos."

Ou então como escreve Miguel Esteves Cardoso em "Um Elogio ao Amor Puro":

"Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas.(...) Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria. (...) Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.
Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? (...) O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental".
Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. (...) O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. (...) O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.
O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém.
Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."


Ou é assim, ou não vale a pena.

Sérgio

12 outubro 2009

E assim vamos nós...

Ontem quando fui votar pude mais uma vez assistir a acontecimentos tão fantásticos quanto únicos e só possíveis com o nosso querido povo Português (acho eu... não conheço os outros países...).

Demorei 15 minutos para conseguir exercer o meu dever de voto (faz mais sentido do que direito no Séc. XXI). Por bizarro que vos possa parecer, a câmara de voto onde tenho de me dirigir tem uma amplitude de números bastante superior às outras... podia não querer dizer nada... mas disse neste caso. Lá estive eu na fila, que corria lentamente, até que parou! Vá-se lá saber porquê, mas alguém roubou a esferográfica da câmara de voto e enquanto não se arranja outra, ninguém vota! Já dentro da sala de voto, percebi o porquê da lentidão... as respeitáveis senhoras que desenvolviam este trabalho voluntarista à força, não conseguiam ler uma linha seguida (miopia?) e trocavam constantemente os nomes e os números de linhas diferentes. No meio disto, uma delas ainda teve tempo para fazer uma gracinha. Olhou para mim e disse: "Olha, temos um motoqueiro!". Ao que lhe respondi num tom bem mais moderado que o dela: "...motoqueiro não. Motociclista. Concerteza não apelida quem anda de automóvel de autoqueiro, mas sim de automobilista.". Atrapalhada lá me respondeu: "...tem razão, peço desculpa, peço desculpa...".

Já cá fora, enquanto colocava o capacete, fechava o casaco e colocava as luvas sou surpreendido com outra conversa deja vu, entre dois homens que não aparentavam ter mais de 50 anos:
-"...também fiz aqui a 4.ª classe!
- ...e garanto-te que a 4.ª classe aqui, da altura, vale muito mais que o 9.º ou 12.º ano de hoje!"
O outro lá concordou e eu arranquei e fui a pensar. Hoje, um miúdo da 4.ª classe, além de ler e escrever, sabe alguma coisa de uma 2.ª língua (normalmente inglês) e tem noções muito interessantes de informática (capazes de envergonhar muitos dos mais velhos em ambos os casos). Tem também noção de muitos outros assuntos, que a mim não me passavam pela cabeça quando tinha 10 anos (entenda-se que fiz a 4.ª classe há bem menos tempo que aqueles senhores...). De facto, chocam-me estas visões tacanhas de quem não conhece mas assertivamente afirma. Além de confundir conhecimento e cultura com a capacidade de decorar factos (por exemplo, os rios e as linhas de comboio do país e das ex-colónias, como se estas fossem capazes de tornar alguém apto para exercer alguma profissão com valor acrescentado); falamos de coisas que desconhecemos em absoluto com se fossemos donos da razão... mas achamo-nos um país com um baixo nível de educação e conhecimento. Tenho dado por mim a cair neste erro sobre coisas, que achava eu, conhecia ou podia aferir. Tenho dado por mim e perceber que pessoas de quem gosto e respeito, caiem neste erro sobre matérias que não dominam assim tanto. Acima de tudo, percebi que mesmo quando as coisas são claras como a água e a razão inquestionável, pode haver uma outra faceta... afinal a água espelha a nossa própria imagem. Dei por mim a cair nesse erro perante outros e também senti na pele o oposto... Parece-me que à razão, uma componente de tolerãncia, espírito de dúvida constante com uma ponta de humildade somados, nos tornam pessoas bem melhores. Mas reconheço que não é fácil...

Voltando ás eleições... são estas as razões que me levam a pensar se, de facto, a democracia é um sistema justo; se para votar não deveríamos ter de prestar provas da nossa capacidade... Fenómenos como os de Valentim Loureiro ou Isaltino Morais (ou muitos dos cromos que aparecem em cartazes nesta altura e que tão bem têm sido retratados pelo Gato Fedorento) levam-me a pensar que a democracia, de dia para dia, cava a sua própria sepultura.

Sérgio

09 outubro 2009

Eu até nem gostava do tipo...

...mas passo a "tirar-lhe o chapéu". E não é pela linda Carla Bruni...

Sérgio


O texto que se segue é do discurso de posse do Presidente francês Nicolau Sarkozy, dando um recado aos que se acostumaram a viver como proxenetas de um discurso esquerdista e que sempre alimentou os que não sabem pensar por conta própria.

"...Derrotamos a frivolidade e a hipocrisia dos intelectuais progressistas. O pensamento único é daquele que sabe tudo e que condena a política enquanto a mesma é praticada.
Não vamos permitir a mercantilização de um mundo onde não há lugar para a cultura: desde 1968 não se podia falar da moral. Haviam-nos imposto o relativismo. A ideia de que tudo é igual, o verdadeiro e o falso, o belo e o feio, que o aluno vale tanto quanto o mestre, que não se pode dar notas para não traumatizar o mau estudante.
Fizeram-nos crer que a vítima conta menos que o delinquente. Que a autoridade estava morta, que as boas maneiras haviam terminado. Que não havia nada sagrado, nada admirável.
Era o slogan de Maio de 68 nas paredes de Sorbonne: Viver sem obrigações e gozar sem trabalhar. Quiseram terminar com a escola de excelência e do civismo. Assassinaram os escrúpulos e a ética.
Uma esquerda hipócrita que permitia indeminizações milionárias aos grandes executivos e o triunfo do predador sobre o empreendedor. Esta esquerda está na política, nos meios de comunicação, na economia. Ela tomou o gosto do poder.
A crise da cultura do trabalho é uma crise moral. Vou reabilitar o trabalho.
Deixaram sem poder as forças da ordem e criaram uma farsa: abriu-se uma fossa entre a polícia e a juventude. Os vândalos são bons e a polícia é má. Como se a sociedade fosse sempre culpada e o delinquente, inocente.
Defendem os serviços públicos, mas jamais usam o transporte colectivo. Amam tanto a escola pública, e seus filhos estudam em colégios privados. Dizem adorar a periferia e jamais vivem nela.
Assinam petições quando se expulsa um invasor de uma moradia, mas não aceitam que o mesmo se instale em sua casa. Essa esquerda que desde Maio de 1968 renunciou o mérito e o esforço, que atiça o ódio contra a família, contra a sociedade e contra a República.
Isto não pode ser perpetuado num país como a França e por isso estou aqui. Não podemos inventar impostos para estimular aquele que recebe do Estado sem trabalhar. Quero criar uma cidadania de deveres. "Primeiro os deveres, depois os direitos."

Nicolas Sarkozy, Presidente de França.

Is that alright?... No...



Leave me out with the waste
This is not what I'd do
It's the wrong kind of place
To be thinking of you
It's the wrong time
For somebody new
It's a small crime
And I've got no excuse

Is that alright?
Give my gun away when it's loaded
Is that alright?
If you don't shoot it how am I supposed to hold it
Is that alright?
Give my gun away when it's loaded
Is that alright
With you?

Leave me out with the waste
This is not what I'd do
It's the wrong kind of place
To be cheating on you
It's the wrong time
She's pulling me through
It's a small crime
And I've got no excuse

Is that alright?
Give my gun away when it's loaded
Is that alright?
If you dont shoot it, how am I supposed to hold it
Is that alright?
If I give my gun away when it's loaded
Is that alright
Is that alright with you?

Is that alright?
If I give my gun away when it's loaded
Is that alright?
If you don't shoot it, how am I supposed to hold it
Is that alright?
If I give my gun away when it's loaded
Is that alright
Is that alright with you?

Is that alright?
Is that alright?
Is that alright?
Is that alright?
Is that alright?
Is that alright with you?

No...

(Damien Rice - 9 crimes, 9)

08 outubro 2009

...procuro um amor que seja bom para mim!


Eu procuro um amor, que ainda nao encontrei
Diferente de todos que amei,
Nos seus olhos quero descobrir
Uma razão para viver
E as feridas desta vida eu quero esquecer

Pode ser que eu a encontre numa fila de cinema
Numa esquina ou numa mesa de bar

Procuro um amor, que seja bom para mim
Vou procurar, eu vou até ao fim
E eu vou tratá-la bem, para que ela não tenha medo
Quando comecar a conhecer os meus segredos

Eu procuro um amor, uma razão para viver
E as feridas desta vida eu quero esquecer
Pode ser que eu gagueje, sem saber o que falar
Mas eu disfarço e não saio sem ela de lá

Procuro um amor, que seja bom para mim
Vou procurar, eu vou até ao fim
E eu vou tratá-la bem, para que ela não tenha medo
Quando comecar a conhecer os meus segredos

(Segredos - Barão Vermelho/Frejat)



Eu já encontrei o meu... espero que ela me perdoe os meus "segredos".

Sérgio

05 outubro 2009

In New York!




Adoro esta música... mas calem o Jay-Z e deixem-me ouvir a Alicia Keys; fantástica neste tema. Um dos meus sonhos é conhecer Nova York, de preferência, com neve. Esta música tem a adrenalina dos meus sonhos.

Sérgio

p.s.: Obrigado Carla!

03 outubro 2009

Estou Além.




Não consigo dominar
Este estado de ansiedade
A pressa de chegar
P’ra não chegar tarde
Não sei de que é que eu fujo
Será desta solidão
Mas porque é que eu recuso
Quem quer dar-me a mão

Vou continuar a procurar a quem eu me quero dar
Porque até aqui eu só

Quero quem
Quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi

Esta insatisfação
Não consigo compreender
Sempre esta sensação
Que estou a perder
Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P’ra outro lugar

Vou continuar a procurar o meu mundo, o meu lugar
Porque até aqui eu só

Estou bem
Aonde não estou
Porque eu só estou bem
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou
Porque eu só estou bem
Aonde não vou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou

(Estou Além - António Variações)



Este homem era um génio... tantos anos depois acabamos por admitir que ele tinha razão em tantas coisas!

Sérgio

26 setembro 2009

30 ANOS! PARA SEMPRE!!!

O nosso amor de sempre
Brilhará, p'ra sempre
Ai, meu amor
O que eu já chorei por ti
Mas sempre
P'ra sempre
Vou gostar de ti

Juro, meu amor que sempre
Voltarei, p'ra sempre
Ai, meu amor
O que eu já chorei por ti
Mas sempre
P'ra sempre
Gostarei de ti

Ai, meu amor
O que eu já chorei por ti
Mas sempre
P'ra sempre
Vou gostar de ti

(Xutos & Pontapés - Para Sempre, B.S.O. de "Tentação")



Parabéns à maior banda de rock português! 30 anos é a idade da maturidade.

Confesso que nem sempre fui fã deles... A sonoridade inicial dos Xutos valia pela irreverência... e muito pouco pela musicalidade. Os "desafinanços" eram uma presença constante, cobertos pela rudeza melódica e encabeçados por letras que não faziam grande sentido, nem em significado, nem como coexistência da parte musical. Por vezes nada combinava com nada... fazia-se barulho: muita bateria e guitarra com distorção; gritavam-se refrões fáceis. Era uma música imatura que encantava os mais irreverentes.

Ao contrário do que se fazia prever, a banda sobrevive ao passar do tempo. Fazer rock em Portugal há 30 anos atrás era só para homens de barba rija! E estes são sem dúvida homens duros, decididos e persistentes. Não foi fácil sobreviver... não pode ter sido fácil... os relatos de Tim são no mínimo surreais... as viagens na carrinha Peugeot do vizinho, carregar o material, contar o dinheiro para o gasóleo... mas mostram bem o que é acreditar e lutar pelo que se quer e gosta. Pelo caminho ficou Francis, um excelente guitarrista (talvez o melhor guitarrista português que alguma vez tive oportunidade de ouvir), que não resistiu a uma série de concertos no Rock Rendez Vous com pouca afluência do público (em especial a um dia de jogo da Selecção Nacional, acabando este por ser a gota de água que o levou a afastar-se da banda). Esta história foi-me contada por Tim, numa conferência de imprensa em Barcelos, pela altura da Festa das Cruzes em 1990, num dos concertos do lançamento de "Gritos Mudos". Até hoje pesa-me a consciência por ter feito aquela pergunta (...porque saíu o Francis da Banda?)... aquela maldade... ainda por cima, fui eu que abri a conferência de imprensa! Ingenuidades de um miúdo de 17 anos encantado por ser locutor de rádio da TSF... Caros Xutos & Pontapés, se algum dia lerem isto, é a minha oportunidade de vos apresentar as minhas mais sentidas desculpas pelo constrangimento que vos causei.

Mesmo o próprio Gui, veio mais tarde a abandonar a banda. As exigências familiares obviamente chocavam com o ritmo das tournées da banda, e especialmente, com a loucura vivida naqueles gloriosos anos de sucesso (sex, drugs and rock&roll).

No entanto, durante a tournée 88, os Xutos apresentavam melhorias musicais dignas de registo. "Estes gajos estão a melhorar..." dizia o meu pai ao ouvir "À minha maneira", espelho de uma sonoridade mais madura, mais consistente, com mais "mel" e definitamente patente em "Gritos Mudos", registo a partir do qual me tornei fã da banda!

Hoje em dia, esta banda é constituída por Senhores (dignamente distinguidos pelo Presidente da República), que viveram as loucuras do rock, mas souberam alterar os padrões de vida para algo mais consonante com a sua idade, garantindo um amadurecimento musical verdadeiramente notável (além da sua continuidade no mundo dos vivos!). O álbum acústico ao vivo na Antena 3 foi o primeiro sinal de que estes homens tinham muito mais para dar musicalmente, do que o tinham feito até à data.

Ver os Xutos & Pontapés ao vivo, hoje, é presenciar um espectáculo de excelência musical. Tim tira partido de uma voz poderosa, de um timbre único e de um registo dificilmente igualável. A bateria e a guitarra ritmo estão tão ligadas que mais parecem o prolongamento uma da outra. Na minha opinião, a verdadeira excelência está em João Cabeleira. É para lá de surpreendente na sua arte de fazer solos deliciosos e arrepiantes. Sou capaz de arriscar dizer que ele andou a ouvir com muita atenção os discos do Joe Satriani, pois encontro muitas semelhanças... e se a inspiração no Mestre Satriani é de um "pupilo" português, parece-me que em matéria e rock, estamos perante um daqueles casos em que o aluno superou o professor.

Os Xutos são uma banda para ouvir ao vivo e aos saltos no meio de uma plateia atestada de malucos como nós. Raramente os ouço em casa... Quando tenho saudades de os ouvir, levo os cds para o carro.

Olho para esta banda e sinto orgulho. Muito orgulho! Por serem Portugueses. Por ter crescido ao som deles... Por serem hoje uma referência e um exemplo. Por fazerem musica realmente boa! E rock como eu gosto!

Não tenho tema favorito... À minha maneira, Chuva Dissolvente, O Mundo ao Contrário, O Homem do Leme, Para Sempre... são tantos... Se calhar "Prisão em Si" é o favorito dos favoritos...

Gosto do último trabalho deles. Curiosamente chama-se "Xutos & Pontapés"... digo curioso, porque é habitual dar ao 1.º album o nome da banda. Neste caso parece-me que a banda ao final de 30 anos "encontrou-se" consigo mesma... daí o nome do album... mas é só uma leitura minha...

Vi-os em Agosto nas Festas de Esposende no dia 22 de Agosto. Já não os via há anos... desde que perdi a paciência para "regressar" às Noites das Queimas no Porto (o Queimodromo é demasiado pequeno para tanta gente). Concerto bombástico quer no alinhamento, quer na boa disposição da banda, quer nas condições sonoras. Nada a ver com o concerto que assisti há 19 anos atrás... ainda guardo cuidadosamente a cassete onde gravei as entrevistas que simpaticamente me concederam... nem o João Cabeleira escapou na altura, apesar de logo a seguir ter "fugido" para o quarto com um prato de comida. Pareceu-me que tinham acordado para a conferência de imprensa... às 18h00... concerteza precisavam de descansar para o concerto às 22h00 no Pavilhão Desportivo de Barcelos (onde a sonoridade era tão má, que nem se percebia a voz de Tim). Lembro-me ainda de um relato do Zé Pedro e do João Cabeleira sobre um concerto que recentemente tinham visto: Sepultura! Na altura era som novo e poderoso!

Tinha bilhetes para o Restelo logo à noite e ofereci-os a quem muito os merece e me fez muito feliz por os ter aceitado logo com grande alegria (e até vive lá pertinho!). Na verdade, não tive companhia para ir do Porto ao Restelo... e não me apeteceu ir sozinho... Depois vejo o DVD!!!

SALTA TIM, SALTA TIM, OLÉ! OLÉ!

Sérgio

25 setembro 2009

...Mad About You!


Feel the vibe, feel the terror, feel the pain
It's driving me insane
I can't fake
For God sakes why am i
Driving in the wrong lane
Trouble is my middle name
But in the end I'm not too bad
Can someone tell me if it's wrong to be so mad about you
Mad about you
Mad
Are you the fishy wine that will give me
A headache in the morning
Or just a dark blue land mine
That'll explode without a decent warning
Give me all your true hate
And I'll translate it in our bed
Into never seen passion, never seen passion
That's it why I am so mad about you
Mad about you
Mad about you
Mad
Trouble is your middle name
But in the end you're not too bad
Can someone tell me if it's wrong to be
So mad about you
Mad about you
Mad
Give me all your true hate
And I'll translate it in your bed
Into never seen passion
That is why I am so mad about you
Mad about you

(Hooverphonic - Mad About You)

Ao tempo que eu andava a tentar descobrir de quem era esta música! Obrigado Carlinha!

Sérgio

24 setembro 2009

Air Bag - Identity


Este é até ao momento o album do ano.

Pena só ter conseguido este video de apresentação do you tube, onde não é possivel deliciarmo-nos com os longos solos de guitarra. Este som novo é carregado de referências históricas. Ouvir este album é recordar a genialidade dos anos 70. A voz e a guitarra fazem lembrar David Guilmour, o som do Hammond lembra o memorável Richard Wright também dos Pink Floyd, enquanto o som pesado, denso, mas sempre melodicamente macio, traz-nos à memória "Drafted" dos Camel (entre outros temas). Algumas passagens mais melódias relembram os Marillion ou mesmo os Barclay James Harvest. A sonoridade tem ainda uma ponta de drama e desenha uma figura épica, onde o tema principal tratado nas letras... é o de sempre: o amor e as relações afectivas... ou a falta destas por vezes...

A sonoridade vocal é muito bem conseguida e as guitarras deliciam-nos com solos entrelaçados em dedelhares. Tudo isto traduz em originalidade e não em dejá vu. Vale a pena ouvir... mas com calma e atenção... para podermos transpirar cada nota dos longos solos de guitarra.

Sérgio