20 dezembro 2008

Quando é a Alma a Falar...

... e não o corpo!



Por mais que a vida nos agarre assim
Nos troque planos sem sequer pedir
Sem perguntar a que é que tem direito
Sem lhe importar o que nos faz sentir

Eu sei que ainda somos imortais
Se nos olhamos tão fundo de frente
Se o meu caminho for por onde vais
A encher de luz os meus lugares ausentes

É que eu quero-te tanto
Não saberia não te ter
É que eu quero-te tanto
É sempre mais do que te sei dizer
Mil vezes mais do que eu te sei dizer

Por mais que a vida nos agarre assim
Nos dê em troca do que nos roubou
Às vezes fogo e mar, loucura e chão
Às vezes só a cinza que sobrou

Eu sei que ainda somos muito mais
Se nos olhamos tão fundo de frente
Se a minha vida for por onde vais
A encher de luz os meus lugares ausentes

É que eu quero-te tanto
Não saberia não te ter
É que eu quero-te tanto
É sempre mais do que te sei dizer
Mil vezes mais do que eu te sei dizer

(Imortais - Mafalda Veiga, Chão, 2008)


Sérgio

17 dezembro 2008

You're My Home

É outro dos meus temas favoritos, que sai regularmente do "sótão" lá de casa, para me reconfortar no sofá...

Sérgio


When you look into my eyes
And you see the crazy gypsy in my soul
It always comes as a surprise
When I feel my withered roots begin to grow
Well I never had a place that I could call my very own
That's all right, my love, 'cause you're my home
When you touch my weary head
And you tell me everything will be all right
You say, "Use my body for your bed
And my love will keep you warm throughout the night"
Well I'll never be a stranger and I'll never be alone
Whenever we're together, that's my home
Home can be the Pennsylvania Turnpike
Indiana's early morning dew
High up in the hills of California
Home is just another word for you
Well I never had a place that I could call my very own
That's all right, my love, 'cause you're my home
If I travel all my life
And I never get to stop and settle down
Long as I have you by my side
There's a roof above and good walls all around
You're my castle, you're my cabin and my instant pleasure dome
I need you in my house 'cause you're my home.
You're my home.

(Billy Joel - Piano Man, 1973)

http://www.youtube.com/watch?v=c4D40r-E7yk

11 dezembro 2008

Love Is Where You Are...

Esta é a melodia que me acorda, acompanha o dia e adormece... Já a imagem...


I used to walk between the shadows
Lost in a world that moved too fast
I was afraid I'd always be alone
Then I saw your face at last
I found my way even in the dark
Though at times it seemed too far
I knew if I'd listen to my heart
I'd find that love is where you are
I close my eyes and see tomorrow
My dreams begin and end with you
I hear you say you'll be there
Always be thereI must believe it's true
I found my way even in the dark
Though at times it seemed too far
I knew if I'd listen to my heart
I'd find that love is where you are
Love is where you are
And anywhere you are
Is where I want to be
No matter what may happen
No matter where I go
Your arms are home to me
I found my way even in the dark
Though at times it seemed too far
Somehow I knew even at first sight
That love is anywhere you are
Love is where you are
Love is where you are

(Diana Krall, Love Is Where You Are - B.S.O. At First Sight) http://vodpod.com/watch/144318-diana-krall-love-is-where-you-are


Sérgio

08 dezembro 2008

A Noite Passada...


A noite passada acordei com o teu beijo
descias o Douro e eu fui esperar-te ao Tejo
vinhas numa barca que não vi passar
corri pela margem até à beira do mar
até que te vi num castelo de areia
cantavas "sou gaivota e fui sereia"
ri-me de ti "então porque não voas?"
e então tu olhaste
depois sorriste
abriste a janela e voaste
A noite passada fui passear no mar
a viola irmã cuidou de me arrastar
chegado ao mar alto abriu-se em dois o mundo
olhei para baixo dormias lá no fundo
faltou-me o pé senti que me afundava
por entre as algas teu cabelo boiava
a lua cheia escureceu nas águas
e então falámos
e então dissemos
aqui vivemos muitos anos
A noite passada um paredão ruiu
pela fresta aberta o meu peito fugiu
estavas do outro lado a tricotar janelas
vias-me em segredo ao debruçar-te nelas
cheguei-me a ti disse baixinho "olá",
toquei-te no ombro e a marca ficou lá
o sol inteiro caiu entre os montes
e então olhaste
depois sorriste
disseste "ainda bem que voltaste"

(Sérgio Godinho - A Noite Passada)



Sérgio

05 dezembro 2008

Captain Jack

Cresci a ouvir este tema de Billy Joel. Para mim é quase um hino... Conheci-o não na versão original, mas ao vivo, gravada no disco "Songs in de Attic". Lembro-me perfeitamente do meu Pai pegar neste espectacular vinil de 180g, importado dos EUA, cuja qualidade de som é capaz de nos abanar tudo cá dentro (além da estrutura da casa!).

Se os temas de Billy Joel nas versões originais sofrem de alguma apatia, ao vivo caracterizam-se pelo oposto... Chega-se a ouvir mais a assistência que os instrumentos tocados ao rubro. Enquanto isso, já estamos corados e a transpirar sem termos tempo de nos apercebermos.



"Saturday night and you're still hangin' around
You're tired of livin' in your one horse town
You'd like to find a little hole in the ground for a while

So you go to the village in your tie-dye jeans
And you stare at the junkies and the closet queens
It's like some pornographic magazine, and you smile

But Captain Jack will get you high tonight
And take you to your special island
Captain Jack will get you by tonight
Just a little push 'n' you'll be smilin'
Oh yeah, yeah

Your sister's gone out, she's on a date
And you just sit at home and masturbate
Your phone is gonna ring soon,
But you just can't wait, for that call

So you stand on the corner in your new English clothes
And you look so polished from your hair down to your toes
But still your fingers gonna pick your nose, after all

But Captain Jack will get you high tonight
And take you to your special island
Captain Jack will get you by tonight
Just a little push 'n' you'll be smilin'
Oh yeah, yeah

So you decide to take a holiday
You got your tape deck and your brand new Chevrolet
Ah, but there's no place to go anyway and what for
You've got everything, but nothin's cool
They just found your father in the swimming pool
And you guess you won't be going back to school anymore

But Captain Jack will get you high tonight
And take you to your special island
Captain Jack will get you by tonight
Just a little push 'n' you'll be smilin'
La da, da
Oh yeah, yeah

So you play your albums and you smoke your pot
And you meet your girlfriend in the parking lot
Oh, but still you're aching for the things you haven't got,
What went wrong

And if you can't understand why your world is so dead
And why you've got to keep in style and feed your head
Well, you're twenty one and still you mother makes your bed
And that's too long

But Captain Jack will get you high tonight
And take you to your special island
Captain Jack will get you by tonight
Just a little push 'n' you'll be smilin'
Yeah, Captain Jack will get you by tonight
Yeah, Captain Jack will get you by tonight"


Sérgio

01 dezembro 2008

2 dias de férias!

...no Verão passado, que por muito pouco que tenham sido, cortaram o cansaço, a rotina e trouxeram novas histórias para contar. Nem que fosse só pela viagem... já tinha valido a pena!

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Assim, prometi a mim mesmo, que não ia trabalhar uma quinta e uma sexta. Empresa nova é mesmo assim, mas lá consegui com a equipa resolver isto... afinal, ninguém é insubstituivel.

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Quinta de manhã acordei quando acordei... tinha pensado sair às 10 da manhã, mas já não era possível... Saí às 11 e reconheço que estava um dia de praia tão bom, que já não me apetecia sair. Despedi-me do pessoal lá de casa, amarrei a mochila à moto com a aranha e saí... A ajudar à pouco vontade momentãnea em sair, a cara de drama da minha mãe, habitual sempre que eu saiu da moto, quase num choramingar a perguntar-me se eu não quero levar antes o carro dela...

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Arranquei com a promessa de dar notícias quando chegasse a Miranda do Douro e a vontade de rasgar a estrada imediatamente ficou ao rubro. Primeira paragem na área de serviço de Mindelo para ajustar a pressão dos pneus. Encontro dois motards espanhois, montados em costums. Convidei-os a seguirem viagem comigo. Com um sorriso respondem-me que eu tenho cara de quem anda muito depressa! Afinal, iam para Sul, enquanto eu ia para o interior. Com o mapa dei-lhes algumas explicações e sugestões para tornar a viagem deles mais colorida. Despedimo-nos com os votos de boa viagem e boas férias.

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Novamente em andamento na A28 sigo até ao desvio para o aeroporto. Sentia a estranha sensação de perder a mochila; constantemente precisava de lhe tocar com a mão para saber se ali estava e suprir a ausencia do peso nas costas. A sensação de liberdade era boa... as costas soltas e leves... mas causava-me algum desconforto.

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Continuo em auto-estrada, mas o sabor já era diferente... ali, na A24, não passava todos os dias. Mal acabo de entrar, leio num placar electrónico “Verão de 2008, 86 mortes...”, mas o que é que eu tenho a ver com isso?! Porque é que tenho de ser massacrado com as desgraças dos outros?! A sensação de revolta invade-me... esta pre-disposição para a desgraça e tragédia irrita-me profundamente. Compenso com o prazer de subir o velocimentro uns bons kms/h mais...

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Por ali segui, passando a Maia, Paços de Ferreira, até sair para o que resta da A4. A ligação destas duas auto-estradas é... nem sei definir... Já no célebre IP4, a estrada piora, as limitações de velocidade levam-me a prestar mais atenção às bermas da estrada e todo o tipo de recantos, em vez de à estrada propriamente dita. Mesmo assim, o prazer de condução aumentou.

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A temperatura desceu e tornou-se mais agradável para quem vai de moto. A Scarlet comporta-se de forma irrepreensível em ritmo de passeio, permitindo viajar com uma suavidade única, dando lugar ao conforto para poder observar mais a paisagem do que a estrada. A falta do peso da mochila nas costas continua a causar-me estranheza... é uma sensação de aventura, desafio e mudança caracterizada pelo arrepio que nos ocorre quando, por momentos, parece que nos esquecemos de algo em casa. Novos paineis com a mesma mensagem... que raio, o que é que eu tenho a ver com isso?! Essa estupidez de que andar depressa é perigoso é para gente tacanha e desprovida de cérebro! Deixem-me andar á vontade! Passar os 250 kms/h, romper as laterais dos pneus, raspar os avisadores no chão! Não ponho ninguém em perigo, ao contrário de todos aqueles que a 120 kms/h vão distraídos com o telefone, GPS, computador de bordo, leitor de DVD, ar condicionado, rádio... ou a fumar um cigarro!

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Avanço no IP4 e a paisagem torna-se cada vez mais interessante; a estrada, deliciosa; o cheiro de Verão e férias varia e delicia-me a cada quilómetro. Paro na área de serviço de Mirandela, a única do IP4... Vou tomar um café e comer alguma coisa... já lá vai uma hora e pouco de viagem. A mochila lá está intacta, amarrada pela aranha ao banco. Deixo a mochila na moto... com algum receio, não maior que a preguiça de a tirar de lá. Ninguém deve fazer nada. Dou um telefonema à Paula que me espera em Miranda do Douro, que me volta a explicar o caminho por Espanha, onde a estrada é melhor. No regresso à moto, a Scarlet tinha colhido mais um admirador... é sempre isto! Pergunta-me que tal é uma Triumph, quanto é que dá, quanto é que gasta, quantos cavalos tem, se a moto se porta bem... Acaba por confessar que tem um XJ600, mas que anda pouco com ela, porque foi operado, e os problemas que teve com a ferrugem nos escapes e a garantia da Yamaha. Esteve na concentração de Bragança (de carro) e pergunta-me se vou para lá. Explico que não sou grande adepto de concentrações e que vou até Miranda do Douro. Olho para o relógio e finjo-me apressado... lá consigo desgrudar de uma conversa que ia demorar o dia todo (espero que o pobre homem não leia esta história!).

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Regresso à estrada que se mostra cada vez mais interessante. Apenas numa determinada secção apanho um vento gelado, que o meu casaco de Verão me transmite na perfeição. Por momentos recordo os dias de Inverno. Continuo a estranhar o excesso de liberdade nas minhas costas. A mochila apesar de amarrada pela aranha, desliza no banco, quer nas acelerações, quer nas travagens.

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O IP4 é uma estrada fascinante. Este fascinio apenas foi interrompido numa subida em que um camião a 20 kms/h, obrigou-me a engrenar uma primeira e espreitar até poder ultrapassá-lo.

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Já bem mais à frente, reparo que a ligação a Espanha ainda não é assegurada pelo viaduto, que daria continuidade à “via rápida” em que circulo. Para mim são boas notícias! Tive a oportunidade de reviver a estrada para Quintanilha, que fiz agora pela primeira vez de moto! É de facto um delírio! Uma estrada estreita de duas faixas, rodeada de verde denso e sombrio, com óptimo asfalto. Curvas sensacionais! Relembro ainda as vezes que ali passei em miúdo com o meu Pai ao volante. Relembro ainda as histórias do meu avô, Chefe de Alfândega antes de 1974, e que longos turnos fez naquela tão mítica fronteira. Infelizmente a distância era curta, pelo que rapidamente e com alguma nostalgia passo pelo posto fronteiriço e entro numa estrada distinta, mas muito boa, em Espanha.

Esta estrada, muito bem conservada, permite rodar depressa, fazer curvas rápidas e sempre com grandes margens de segurança e visibilidade. Mais à frente, uma bomba de gasolina. Aproveito para reabastecer, pois para trás já ficaram mais de 300 kms. O homem da bomba de gasolina é Português, ao que se segue conversa sobre gasolina mais barata e sobre a moto. Lindíssima diz ele! Mas prefere a Daytona (tem uma!).

Poucos quilómetros à frente encontro à direita o desvio para Portugal. Entro numa estrada estreita que atravessa o Parque Natural de Miranda do Douro; atravessa também algumas aldeias. Mas o mais caricato é que o referido Parque varia literalmente da água para o vinho! Ou seja, tem uma zona de vegetação verde e densa, que rapidamente se transforma numa “planície alentejana”, seca e árida.

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Chegado a Miranda do Douro, rapidamente encontrei o hotel. Estacionei a moto em frente à porta, onde ficou até ao outro dia de manhã. Fiz o check in e fui ao quarto trocar de roupa e refrescar-me. Logo a seguir chegava a Paula para me levar a almoçar. Distraímo-nos com as horas ao almoço e acabamos por perder a possibilidade de fazer um passeio de barco... Felizmente, Miranda do Douro é uma cidade muito bonita, onde tem sido feito um esforço grande de reconstrução e remodelação. É muito agradável passear a pé e conhecer os mais diversos recantos na zona histórica. E como o que é bom passa depressa, rapidamente estávamos a jantar num restaurante divinal e a seguir a conhecer a “noite” de Miranda do Douro. Apesar disso, deitei-me cedo. No dia a seguir, além do regresso, esperava-me um momento inédito!

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Acordei pouco depois das nove... preguicei um bom bocado mais, tomei um banho calmamente e fui ao pequeno-almoço! A minha refeição favorita, além da fome já apertar! Check-out e prender a mochila à moto. Devo ter arrancado pouco depois das 11h00. A paisagem fantástica do parque natural de Miranda do Douro repete-se... O asfalto de péssima qualidade poe-me à prova quando tenho de travar repentinamente por causa de um cão que atravessa a estrada deserta... Não vi o cão... não sei se por ali andava e eu estava distraído com a paisagem, ou se estava escondido e saltou do nada para o meio da estrada... Felizmente não caí, nem atropelei o cão... Entro em Espanha novamente e volto a parar na mesma bomba de gasolina. De facto, a gasolina é muito mais barata e por pouca que caiba no depósito, vale sempre a pena. Aproveito para tomar um café (o do hotel era para esquecer...) e para comprar uma água, que o calor aperta!

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Ao meio dia já estava no Aeródromo de Bragança. Parei a moto debaixo de um sol abrasador. Logo a seguir percebi que um dos monitores de vôo já lá estava. Informou-me que as térmicas estavam a começar a levantar e que o melhor seria irmos comer alguma coisa, para depois voar. Assim fiz e às 14h00 já estava dentro do hangar, onde co-habitavam vários planadores...

Olhar para aqueles aparelhos é quase um privilégio... poder observar como uma estrutura tão frágil nos consegue suster no ar por tanto tempo. Mais, conseguimos ganhar altitude sem motor!

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Alguns destes planadores são lindíssimos... obras de engenharia a todos os níveis, mas também de design... impressionantes!

Finalmente percebi que ia voar numa sucata de metal (e não de fibra como os outros que lá estavam... lindos!) com 40 anos e de cor cinzenta. Mesmo assim era extremamente leve. Empurrei-o com o monitor do hangar até ao início da pista... demoramos para aí um quarto de hora! Eu já soava em bica... ainda por cima com calças e sapatilhas de andar de moto...

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Depois de muitas informações e recomendações sobre temas sempre úteis, como por exemplo, como soltar o vidro do cockpit para nos ejectarmos; como saltar de páraquedas, etc., fomos os últimos a descolar da pista. É incrivel como um planador descola tão facilmente... A avioneta mal tinha arrancado e já nós estávamos a um metro do solo. Fomos rebucados até aos 600m de altitude, altura em que o monitor sentiu uma térmica e largou o cabo. A coisa não correu muito bem... apanhámos um poço de ar e num abrir e fechar de olhos já estávamos nos 300m, com o monitor a pedir-me desculpa pelo passeio ter sido tão curto (isto entre muitos palavrões). A esta altitude o piloto é obrigado a fazer-se à pista, por questões de segurança... até porque em Bragança não há outro local onde se possa aterrar... Este homem já com os seus 60 anos mostrou o que valia, e conseguiu-se agarrar à ponta de uma térmica muito estreita já a 250m de altitude. Entre voltas muito apertadas lá fomos lentamente subindo. Afinal, o vôo parecia que não estava perdido...

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A certa altura transmite-me que já estávamos novamente nos 600m... “não estamos a perder nem a ganhar” dizia ele! Ao que eu respondi: “...óptimo! Então alargue as voltas um bocadito, porque já tenho o estômago todo embrulhado!”. Ele riu-se, mandou-me beber água e olhar para o horizonte. Continuamos a subir. Agora que os movimentos dos aparelhos eram mais suaves, pude apreciar com calma a serenidade da paisagem... De facto, o mundo parece ter sido feito para o vermos de cima... É fantástico! Os estupores dos pássaros são uns sortudos!

Assim foi até aos 1.200m; a esta altitude comecei a ficar zonzo... mas zonzo a sério. O piloto explicou-me que não era enjôo, mas sim o ouvido interno que não estava habituado a compensar em altitude; “...vai-se lá com o treino e com o hábito. Ao início todos estranhamos...” dizia ele. Como a coisa estava mesmo complicada, ele optou por me passar os comandos da aéronave. Segundo ele, ia ficar bom logo! E assim foi! De facto, acabaram-se as tonturas... E começou o êxtase total!

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É realmente emocionante guiar aquilo! A manche faz 4 movimentos: inclina o avião para a esquerda e direita, e afunda ou levanta o nariz. Depois temos 2 pedais, que são uma espécie (de magazine!) de leme, ou seja, fazem o planador virar para a direita ou esquerda. Para curvar, o planador necessita de um equilíbrio de leme e de inclinação. Um tanto como nas motos, onde para curvar usamos um misto de inclinação e volante. Se inclinarmos demasiado o avião ou usarmos pouco leme, vamos perder velocidade e altitude: o avião cai para dentro da curva. Se usarmos muito leme e pouco inclinação vai deslizar para fora da curva (como se nos despistássemos), perdendo posteriormente velocidade e altitude.

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Há muitos manómetros no painel do cockpit onde se lê muita informação: altitude, graus, alinhamento do aparelho, bússola, etc.. Na verdade, a informação mais útil vem de um pequeno fio colado no vidro do cockpit, por uma fita-cola. Se o fio permanecer a direito, é porque estamos a voar correctamente; ou seja, curvamos bem, equilibramos bem a inclinação do avião com o leme. Este fio deve estar a direito independentemente de irmos em frente ou a curvar. Se incorrermos em excesso de inclinação, o fio vai pender para o lado de fora da curva (estamos a cair). Se usarmos demasiado leme e pouca inclinação, o fio vai pender para o lado de dentro (estamos a derrapar no ar). É incrível como as coisas simples nos podem ajudar tanto... O movimento do fio é provocado pelo vento, que nos permite fazer esta leitura tão útil e tão simples. Até um massarico como eu, que nunca tinha guiado uma aeronave, consegue apanhar o jeito da coisa ao final de 10 minutos! O problema é que em 10 minutos, caímos dos 1.200m para os 400m...
Por sugestão do piloto, optamos por nos dirigirmos à pista e aterrar. Já estávamos no ar à 50 minutos... ora, um baptismo de vôo naquelas condições não deve exceder os 30 minutos. É violento; o avião deu inúmeros coices entre térmicas e poços de ar... e os massaricos ressentem-se... dizia ele...

É incrível como um avião daqueles aterra facilmente... não usamos mais de 50m de pista! Devemos ter pousado nos primeiros 3m e o avião abrandou rapidamente. Só quando saí do planador é que percebi o porquê de não ser aconselhável vôos grandes para massaricos. De facto, voei mais de uma hora! Mas agora parecia que o chão não estava quieto... Só pensava agora em como levar a Scarlet até ao Porto! Ainda por cima, tinha de estar em casa antes das 8, porque um amigo fazia anos e tinha combinado levar a família lá para casa para comemorar!

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Despedi-me do monitor, agradeci o passeio e toda a atenção que teve comigo. Ficou a promessa de um regresso... a adrenalina é inesquecível! Arranquei devarinho e parei num café para tomar uma coca-cola com limão: cafeína precisa-se... estava mole de toda aquela trepidação (parecia que o céu era uma estrada de parelelo e o planador um kart); por outro lado, servia também para cortar alguma náusea ainda presente.

Regressei ao IP4 e guiei tranquilamente. Estava uma tarde óptima para passear de moto. Não parei na área de serviço desta vez. Guiei seguido até bem mais à frente e parei numa zona de descanso antes de chegar a Vila Real.

Vejo um motard parado e paro ao lado dele. Eis que encontro um personagem VIP! Paulo Marta, da PSP de Vila do Conde e conhecido pelo envolvimento na iniciativa “A Estrada na Escola”. Falámos um bocadito... Ele vinha da concentração de Bragança. Estava orgulhoso da sua Fazer recém comprada... É muito bonita, diga-se de passagem. Lá nos fizemos à estrada! Ele ia para Vila do Conde e eu para Mindelo, portanto, o caminho era o mesmo... é claro que eu estava um tanto stressado com as horas... queria chegar cedo para tomar um banho antes do meu amigo chegar com a família. Claro também que o Paulo Marta é respeitador dos limites de velocidade... viemos a 130 kms/h e lá o forcei a chegar aos 150 numa altura ou outra... Parámos depois das portagens para nos despedirmos e seguimos para a A28. Na saída para Mindelo acenei-lhe um cumprimento de motard e fui para casa. Cheguei às 19h30, tomei o meu banho e depois fui brindado com um jantar fantástico: não me refiro só à comida, mas especialmente ao ambiente e às gargalhadas.

Sábado lá regressei ao trabalho... mas a vida de empresário é assim! Saudades do tempo em que trabalhava por conta de outrem... em que havia férias... feriados... fins-de-semana... vejam lá que até havia ordenado!

Sérgio

21 novembro 2008

O Verdadeiro Serviço Público!

Do Arquivo Nacional da Torre do Tombo - SENTENÇA PROFERIDA EM 1487 NO PROCESSO CONTRA O PRIOR DE TRANCOSO · Autos arquivados na Torre do Tombo, Armário 5, Maço 7.


'Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso, de idade de sessenta e dois anos, será degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas públicas nos rabos dos cavalos, esquartejado o seu corpo e postos os quartos, cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime que foi arguido e que ele mesmo não contrariou, sendo acusado de ter dormido com vinte e nove afilhadas e tendo delas noventa e sete filhas e trinta e sete filhos; de cinco irmãs teve dezoito filhas; de nove comadres trinta e oito filhos e dezoito filhas; de sete amas teve vinte e nove filhos e cinco filhas; de duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas; dormiu com uma tia, chamada Ana da Cunha, de quem teve três filhas, da própria mãe teve dois filhos. Total: duzentos e noventa e nove, sendo duzentos e catorze do sexo feminino e oitenta e cinco do sexo masculino, tendo concebido em cinquenta e três mulheres'.

E agora vem o melhor...

'El-Rei D. João II lhe perdoou a morte e o mandou por em liberdade aos dezassete dias do mês de Março de 1487, com o fundamento de ajudar a povoar aquela região da Beira Alta, tão despovoada ao tempo, e guardar no Real Arquivo esta sentença, devassa e mais papéis que formaram o processo'.


Já não se fazem padres como antigamente!

Sérgio

20 novembro 2008

The Space Between...

...Dave Matthews.



You cannot quit me so quickly
There's no hope in you for me
No corner you could squeeze me
But I got all the time for you, love
The Space Between
The tears we cry
Is the laughter keeps us coming back for more
The Space Between
The wicked lies we tell
And hope to keep safe from the pain
But will I hold you again?
These fickle, fuddled words confuse me
Like 'Will it rain today?'
Waste the hours with talking, talking
These twisted games we're playing
We're strange allies
With warring hearts
What wild-eyed beast you be
The Space Between
The wicked lies we tell
And hope to keep safe from the pain
Will I hold you again?
Will I hold...Look at us spinning out in
The madness of a roller coaster
You know you went off like a devil
In a church in the middle of a crowded room
All we can do, my loveIs hope we don't take this ship down
The Space Between
Where you're smiling high
Is where you'll find me if I get to go
The Space Between
The bullets in our firefight
Is where I'll be hiding, waiting for you
The rain that falls
Splash in your heart
Ran like sadness down the window into...
The Space Between
Our wicked lies
Is where we hope to keep safe from pain
Take my hand
'Cause we're walking out of here
Oh, right out of here
Love is all we need here
The Space Between
What's wrong and right
Is where you'll find me hiding, waiting for you
The Space Between
Your heart and mineIs the space we'll fill with time
The Space Between...

Sérgio

Angie...

...um tema controverso com um destinatário polémico... dizem as más linguas.

Polémicas à parte, uma melodia fantástica e uma letra arrepiante... e para mim, tem um destino bem determinado.


Angie, angie, when will those clouds all disappear?
Angie, angie, where will it lead us from here?
With no loving in our souls and no money in our coats
You cant say were satisfied
But angie, angie, you cant say we never tried
Angie, youre beautiful, but aint it time we said good-bye?
Angie, I still love you, remember all those nights we cried?
All the dreams we held so close seemed to all go up in smoke
Let me whisper in your ear:
Angie, angie, where will it lead us from here?
Oh, angie, dont you weep, all your kisses still taste sweet
I hate that sadness in your eyes
But angie, angie, aint it time we said good-bye?
With no loving in our souls and no money in our coats
You cant say were satisfied
But angie, I still love you, baby
Everywhere I look I see your eyes
There aint a woman that comes close to you
Come on baby, dry your eyes
But angie, angie, aint it good to be alive?
Angie, angie, they cant say we never tried.

(Angie - Rolling Stones)

Sérgio

19 novembro 2008

Hard Headed Woman...

...por vezes os sons mais simples são os mais especiais!

I'm looking for a hard headed woman,
One who will take me for myself,
And if I find my hard headed woman,
I won't need nobody else, no, no, no.

I'm looking for a hard headed woman,
One who will make me do my best,
And if I find my hard headed woman
I know the rest of my life will be blessed -- yes, yes, yes.

I know a lot of fancy dancers,
People who can glide you on a floor,
They move so smooth but have no answers.
When you ask why'd you come here for?
I don't know why?

I know many fine feathered friends
But their friendliness depends on how you do.
They know many sure fired ways
To find out the one who pays
And how you do.

I'm looking for a hard headed woman,
One who will make me feel so good,
And if I find my hard headed woman,
I know my life will be as it should -- yes, yes, yes.

I'm looking for a hard headed woman,
One who will make me do my best,
And if I find my hard headed woman...

(Cat Stevens, Hard Headed Woman)

Sérgio

Isto é que é tocar guitarra!

...dizia o meu irmão quando me enviou este video. É mais do que isso... esta música além de fabulosa tem uma letra incrível!

Crazy, how it, feels tonight.
Crazy, how you, make it all alright love.
You crush me, with the, things you do,
I do, for you, anything too oh.
Sitting, smoking, feeling high.
And in this, moment, ah, it feels so right.

Lovely lady, I am at your feet, oh, God I want you so badly.
And I wonder this could tomorrow be so wondrous as you there sleeping.

Lets go, drive til, the morning comes.
And watch the, sunrise, and fill our souls up.
Well drink some, wine til, we get drunk, yes...

Its crazy, I'm thinking, just knowing that the world is around.
I'm here I'm dancing on the ground.
Am I right side up or upside down, and is this real, or am I dreaming?

Lovely lady, let me drink you, please, I wont spill a, drop no, I promise you.
Lying under this spell you cast on me.
Each moment the more, I, love, you. crush me, come on. oh, yes.

Its crazy I'm thinking, just knowing that the world is around.
I'm here I'm dancing on the ground.
Am I right side up or upside down?
Is this real, oh lord, or am I dreaming?

Lovely lady, I will treat you sweetly, adore you, I mean, you crush me.
Oh its times like these when my faith I feel.
I know, how, I, love, you. come on, come on, baby.

It's crazy, I'm thinking just as long as you're around.
I'm here I'll be dancing on the ground.
Am I right side up or upside down?
To each other, well be facing.
My love, my love, well beat back the pain we've found.
You know, I mean to tell you all the things I've been thinking, deep inside my
Friend.
With each moment the more I love you. crush me, come on, baby.

So much you have, given love, that I would give you back again and again.
Oh, the love, many now hold you but please, please, just let me, always...


(Dave Matthews & Tim Reinolds - Crush)



Sérgio

17 novembro 2008

ADN

Não é o meu... mas bem podia ser!

Este ADN é do Grande Alexandre Garret, meu colega de curso. Para ele um grande abraço!


Nesta não vale a pena por a letra... o que importa é o "Tu e Eu"!

Sérgio

14 novembro 2008

The Way It Always Starts...

Uma recordação do mítico "Local Hero", mais famoso pela banda sonora de Mark Knopfler, que pelo filme em si, apesar deste ter imagens incríveis!

O tema em causa é de Gerry Rafferty e não de Mark Knopfler, ou mesmo dos Dire Straits como o video parece querer mostrar e na internet é anunciado... aliás, este não é o video que eu queria aqui colocar... é o único que encontrei...

Tudo isto para suprir uma certa saudade deste som, que me tem aferido nestes últimos dias... afinal, that's the way it always starts...


It gets so dark before the dawn
That's when it gets to me
Before the city symphony of taxi horns

That's the way it always starts,
Sitting here and waiting on the beating of my heart.

Last night I thought I heard my name
Well it was too dark to see, but it had to be,
The voice was just the same

That's the way it always starts,
Sitting here and waiting on the beating of my heart.

So tell me why should it have to be this way
Why can't it be all right,
Why can't I sleep at night?
Why should it have to be this way?
Why must there be this price to pay?

Now all the streets are dark and bare,
Oh, if you can live in this town,
And stick around, you can live anywhere

That's the way it always starts,
Sitting here and waiting on the beating of my heart.

Sérgio

09 novembro 2008

Quantum of Solace.

O novo filme do agente secreto mais famoso do mundo, começa por ter um título estranho... Quantum of Solace nem traduzido foi... Se calhar ainda bem, porque está provado "científicamente" que o forte dos tradutores portugueses é a tradução dos títulos dos filmes. Quem não se lembra da força polícial novaiorquina, "Os Azuis de Hill Street", tão bem traduzidos como "A Balada de Hill Street". Bem, mas não é disso que me interessa falar ou escrever hoje. De facto, uma "quantidade de alívio" (e esta é a minha tradução... conforto ou reconforto também são possiveis para "solace") é um título pouco sonante... ainda bem que assim foi deixado, no seu formato original em inglês (e quem quiser que se esforce com o dicionário!).

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007 é desde sempre o meu heroi. Os filmes deste agente secreto distingue-se dos restantes filmes de acção, pela inteligência e astucia do agente secreto, contrariando a violência gratuita por outros oferecida. Contrapõe ainda com uma história e enredo altamente elaborados e complexos; algo repleto de misticismo e charme. Emblemática e carisma são também dominantes. Os ambiente mais luxuriosos do mundo, os mais requintados automóveis desportivos e as perseguições a alta velocidade, os relógios e canetas de tinta permanente de sonho, a neve, as praias, e é claro, as Bond girls... como aliás não poderia deixar de ser! James Bond é um bom vivã; aprecia tudo o que é bom, é culto em diversas matérias para além do seu ofício... e isso torna-o admirável e distinto. Por tudo isto, tenho todos os filmes dele (incluíndo o tão controverso Never Say, Never Again) e não falto às ante-estreias ou estreias consoante calha.

Em relação a este filme, não posso deixar de mostrar a minha decepção... Infelizmente, prima pela vulgaridade de um qualquer filme de acção. Claro que tem alguns pormenores requintados... mas falta-lhe essência. Um dos aspectos que imediatamente se nota mal o filme começa, é a ausência de uma banda sonora adequada e à altura de todo o pedigri que estes filmes têm... Infelizmente Daniel Craig não é nada bem acompanhado musicalmente... e nos seus 2 filmes, a música peca pela vulgaridade... não tem identidade própria, ao contrário dos outros temas, que mesmo sem qualquer apresentação, imediatamente percebemos a sua origem... têm um ADN e uma envolvência próprios. É mesmo uma pena, que se calhar, o melhor actor de sempre na pele de James Bond, não seja acompanhado pelo requinte das produções anteriores. Ou será que estamos em contenção de custos?...

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Vamos falar das coisas boas: a interpretação de Daniel Craig é fantástica novamente! Aquela figura nem assenta na pele de um 007... mas a encarnação na personagem é tão boa, que o resultado final supera largamente esse primeiro estrave visual. A história e o enredo são muito interessantes, em todos os aspectos. A fotografia do filme, fabulosa. As bond girls, fantásticas! A inimitável Mi6, Judi Dench, está melhor que nunca.

O filme, tal como o anterior (Casino Royal) dá-nos a conhecer um James Bond muito mais "humano". Também se magoa (em vários aspectos) e a sua supremacia assenta bem mais no seu porte físico e mental, do que nos gadjets a que fomos habituados durante 21 filmes em quase quarenta anos. No entanto, retirar o célebre Mr. Q (mais recentemente John Cleese) de cena é uma falha que desvirtua significativamente estes dois últimos episódios. O carro, o relógio, a caneta e o telefone fazem parte desta personagem; sem ela, não têm razão de ser. Por exemplo este filme começa com uma perseguição, que na minha opinião tem logo dois defeitos. Em primeiro lugar, um Aston Martin DBS é bem mais rápido que um Alfa Romeu 159... portanto, pelo menos em alguns sitios, deveria ganhar alguma distância. Em segundo lugar, sem os gadjets de Mr. Q, James Bond não precisa do seu próprio automóvel... qualquer um servia para fazer o que aquele fantástico Aston Martin fez. O relógio é apenas uma vez filmado e como peça de adorno pessoal. Canetas não há... há um telefone com GPS...

A necessidade de tornar o agente secreto mais violento, mais rápido e mais actual, acabou por desvirtua-lo... Também já não bebe vodka-martini (shaked, but not disturbed... who cares?!) e parece ter perdido o seu melhor humor, very british... Espero que pelo menos não deixe de usar a frase mais conhecida de toda a produção cinematográfica: "My name is Bond... James Bond.".

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Quantum of Solace é um filme tão simples e desprovido do verdadeiro contexto de espionagem, que quando acaba, fica uma sensação de "...já acabou?!". É com alguma tristeza que começo a achar a série "ALIAS - A Vingadora" bem mais interessante que este filme de James Bond... Realmente, espera-se bem mais do melhor agente secreto do mundo.

Sérgio

05 novembro 2008

Parabéns SOL!!!

...não só porque fazes anos!


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Parabéns por seres o centro da minha vida, do meu mundo, do meu imaginário. Por seres o meu último pensamento antes de adormecer... o meu primeiro pensamento ao acordar... e durante a noite, quando vagueio entre o acordar e o voltar a adormecer, és o pensamento que projecto para os meus sonhos. Anseio saber se no dia seguinte vais brilhar na janela do meu quarto e inspirar-me de braços abertos no meio do céu azul; ou se vais espreitar timidamente entre as núvens cinzentas... e mesmo quando me banhas com as tuas lágrimas, mais a imagem da tua imensurável força me invade e me faz desejar o retorno da tua morna e reconfortante envolvência. Quero-te sempre; quero-te todos os dias; quero-te a vida toda. Quero-me deitar contigo e acordar ao teu lado.

Parabéns por seres a musa "inspiradora" de tudo o que faço e crio. Parabéns por seres o meu tónico: a energia que me repõe todas as forças e me torna apto para todos os desafios. Tudo o que procuro no meu dia-a-dia é estar mais perto e mais exposto a ti. Procuro-te em todas as ruas e esquinas; por todas as estradas; em todas as praias e montanhas; em todas as ondas do mar... Parabéns por seres o motivo de tudo. Parabéns por seres a alegria que rege e contamina tudo o que faço. Parabéns por fazeres parecer que fazes anos todos os dias... Parabéns por seres a minha sombra, estares sempre presente onde o meu imaginário está e seres aquele apoio, aquele empurrão, que faz toda a diferença nos nossos dilemas e hesitações. Quero sentir-te mais... não, não chega... só em todos os meus pensamentos, não chega... quero-te ao meu lado, junto a mim... quero-te em cada batimento do meu coração...

Anseio desde sempre conhecer-te, pessoalmente, tocar-te, sentir o teu cheiro, ouvir a tua voz, o teu sussurar... Por vezes sinto-te tão perto... e é nessas alturas que noto que te esvais, repentinamente, sem rasto, sem esperança de te ver, ou de ti me aproximar. A desilusão é pesada... como o cair da noite. Mas a esperança de ao outro dia iniciar um novo caminho de aproximação é maior ainda; mais forte! Tal como o teu re-aparecer matinal. E é com esse sonho que sou embalado entre os lençois e catapultado rapidamente para o sorriso do despertar... e tudo de novo começar!

Sérgio

24 outubro 2008

Saudade!!!

A nostalgia do Outono desperta-nos uma certa melancolia, acompanhada pelo fascínio do frio, dos dias de chuva passados em casa, acompanhado de uma boa música, filme ou livro. Relembra-me também que as férias de neve estão cada vez mais próximas. Na verdade, não consigo definir que estação do ano gosto mais... todas têm um encanto tão próprio e o seu fascínio nos momentos que me proporcionam.

Esta semana, o tempo arrefeceu substancialmente... já tenho saudades do vento morno do Verão... mas o acordar das brisas matinais frias e do sol de hálito fresco, despertam-me... e até já ando de moto outra vez. O arrepio do frio, as pontas dos dedos e a cara fria são um tónico matinal fabuloso...

Este tema dos Love & Rockets (1986) relembra-me os finais de Verão em Vila Chã, e a saudade e nostalgia que a última quinzena de Agosto me provoca. "Saudade", título do tema, é uma palavra portuguesa de difícil tradução noutras línguas. A música é uma língua universal e esta banda soube traduzi-la na perfeição neste instrumental. As imagens não são propriamente as que mais eu gostaria... mas é o que há!

Quando fui à procura do video no you tube para colocar aqui, esperava encontrar o video original dos Love & Rockets para este fantástico "Saudade". Rapidamente concluí que esse video não existe... o que se entende... a carga emocional do tema é demasiado densa para a colocar em imagens. As fotografias de S. Francisco não fazem o efeito pretendido (nem de perto, nem de longe), excepto para o autor da montagem, a quem agradeço, caso contrário não teria nada para colocar aqui!

Mas nesta busca encontrei algo fantástico! Uma versão portuguesa do tema, para a banda sonora de filme, também ele português ("Um Homem na Cidade)! Não tinha qualquer dúvida que os Love & Rockets se tinham inspirado na melancolia do povo português, na nossa língua e no som da guitarra portuguesa ao criarem este tema. Felizmente, mais alguém cá em Portugal conseguiu ver isto... ao contrário de 99% do país (o que se justifica inteiramente, pois não podem perder nenhum episódio de uma qualquer telenovela brasileira).

É impossível criar uma letra para este tema... mas se pudesse recitar um texto durante o tema, escolheria este.


"A MENINA E O PÁSSARO ENCANTADO

Era uma vez uma menina que tinha um pássaro como seu melhor amigo.
Ele era um pássaro diferente de todos os demais: era encantado.
Os pássaros comuns, se a porta da gaiola ficar aberta, vão-se embora para nunca mais voltar. Mas o pássaro da menina voava livre e vinha quando sentia saudades… As suas penas também eram diferentes. Mudavam de cor. Eram sempre pintadas pelas cores dos lugares estranhos e longínquos por onde voava. Certa vez voltou totalmente branco, cauda enorme de plumas fofas como o algodão...
– Menina, eu venho das montanhas frias e cobertas de neve, tudo maravilhosamente branco e puro, brilhando sob a luz da lua, nada se ouvindo a não ser o barulho do vento que faz estalar o gelo que cobre os galhos das árvores. Trouxe, nas minhas penas, um pouco do encanto que vi, como presente para ti...
E, assim, ele começava a cantar as canções e as histórias daquele mundo que a menina nunca vira. Até que ela adormecia, e sonhava que voava nas asas do pássaro.
Outra vez voltou vermelho como o fogo, penacho dourado na cabeça.
– Venho de uma terra queimada pela seca, terra quente e sem água, onde os grandes, os pequenos e os bichos sofrem a tristeza do sol que não se apaga. As minhas penas ficaram como aquele sol, e eu trago as canções tristes daqueles que gostariam de ouvir o barulho das cachoeiras e ver a beleza dos campos verdes.
E de novo começavam as histórias. A menina amava aquele pássaro e podia ouvi-lo sem parar, dia após dia. E o pássaro amava a menina, e por isto voltava sempre.
Mas chegava a hora da tristeza.
— Tenho de ir — dizia.
— Por favor, não vás. Fico tão triste. Terei saudades. E vou chorar...— E a menina fazia beicinho...
— Eu também terei saudades — dizia o pássaro. — Eu também vou chorar. Mas vou contar-te um segredo: as plantas precisam da água, nós precisamos do ar, os peixes precisam dos rios... E o meu encanto precisa da saudade. É aquela tristeza, na espera do regresso, que faz com que as minhas penas fiquem bonitas. Se eu não for, não haverá saudade. Eu deixarei de ser um pássaro encantado. E tu deixarás de me amar.
Assim, ele partiu. A menina, sozinha, chorava à noite de tristeza, imaginando se o pássaro voltaria. E foi numa dessas noites que ela teve uma ideia malvada: "Se eu o prender numa gaiola, ele nunca mais partirá. Será meu para sempre. Não mais terei saudades. E ficarei feliz..."
Com estes pensamentos, comprou uma linda gaiola, de prata, própria para um pássaro que se ama muito. E ficou à espera. Ele chegou finalmente, maravilhoso nas suas novas cores, com histórias diferentes para contar. Cansado da viagem, adormeceu. Foi então que a menina, cuidadosamente, para que ele não acordasse, o prendeu na gaiola, para que ele nunca mais a abandonasse. E adormeceu feliz.
Acordou de madrugada, com um gemido do pássaro...
– Ah! menina... O que é que fizeste? Quebrou-se o encanto. As minhas penas ficarão feias e eu esquecer-me-ei das histórias... Sem a saudade, o amor ir-se-á embora...
A menina não acreditou. Pensou que ele acabaria por se acostumar. Mas não foi isto que aconteceu. O tempo ia passando, e o pássaro ficando diferente. Caíram as plumas e o penacho. Os vermelhos, os verdes e os azuis das penas transformaram-se num cinzento triste. E veio o silêncio: deixou de cantar.
Também a menina se entristeceu. Não, aquele não era o pássaro que ela amava. E de noite ela chorava, pensando naquilo que havia feito ao seu amigo...
Até que não aguentou mais.
Abriu a porta da gaiola.
– Podes ir, pássaro. Volta quando quiseres...
– Obrigado, menina. Tenho de partir. E preciso de partir para que a saudade chegue e eu tenha vontade de voltar. Longe, na saudade, muitas coisas boas começam a crescer dentro de nós. Sempre que ficares com saudade, eu ficarei mais bonito. Sempre que eu ficar com saudade, tu ficarás mais bonita. E enfeitar-te-ás, para me esperar...
E partiu. Voou que voou, para lugares distantes. A menina contava os dias, e a cada dia que passava a saudade crescia.
– Que bom – pensava ela — o meu pássaro está a ficar encantado de novo…
E ela ia ao guarda-roupa, escolher os vestidos, e penteava os cabelos e colocava uma flor na jarra.
– Nunca se sabe. Pode ser que ele volte hoje…
Sem que ela se apercebesse, o mundo inteiro foi ficando encantado, como o pássaro. Porque ele deveria estar a voar de qualquer lado e de qualquer lado haveria de voltar. Ah!
Mundo maravilhoso, que guarda em algum lugar secreto o pássaro encantado que se ama…
E foi assim que ela, cada noite, ia para a cama, triste de saudade, mas feliz com o pensamento: "Quem sabe se ele voltará amanhã...."
E assim dormia e sonhava com a alegria do reencontro.

P.S.: para o adulto que for ler esta história para uma criança.
Esta é uma história sobre a separação: quando duas pessoas que se amam têm de dizer adeus...
Depois do adeus, fica aquele vazio imenso: a saudade.
Tudo se enche com a presença de uma ausência.
Ah! Como seria bom se não houvesse despedidas...
Alguns chegam a pensar em trancar em gaiolas aqueles a quem amam. Para que sejam deles, para sempre... Para que não haja mais partidas...
Poucos sabem, entretanto, que é a saudade que torna encantadas as pessoas. A saudade faz crescer o desejo. E quando o desejo cresce, preparam-se os abraços.
Esta história, eu não a inventei.
Fiquei triste, vendo a tristeza de uma criança que chorava uma despedida... E a história simplesmente apareceu dentro de mim, quase pronta.
Para quê uma história? Quem não compreende pensa que é para divertir. Mas não é isso.
É que elas têm o poder de transfigurar o quotidiano.
Elas chamam as angústias pelos seus nomes e dizem o medo em canções. Com isto, angústias e medos ficam mais mansos.
Claro que são para crianças.
Especialmente aquelas que moram dentro de nós, e têm medo da solidão…

As mais belas histórias de Rubem Alves
Lisboa, Edições Asa, 2003"



Sérgio

21 outubro 2008

Uma Lição de Morte...

Há pessoas realmente incríveis! Mas este certamente bate bastantes records na capacidade de nos surpreender...

O nosso paradigma sobre a morte e a doença é naturalmente depressivo e triste. Naturalmente digo eu... porque é um paradigma aceite... Mas porque é que há-de ser assim?! Porque não gozar a vida até ao último minuto com o máximo de qualidade e alegria? Não é isso que fazemos noutras situações em que algo vai acabar?! Aproveitamos até ao fim... deliciámo-nos até ao fim... porque tudo é uma dádiva capaz de nos fazer felizes se soubermos aproveita-la.

Se este Homem é capaz de fazer isto com os dias contados, imaginem o que não faria se tivesse uma saúde normal como a nossa... Somos, de facto, uns grandes sortudos!

Este fim-de-semana terminei um livro inédito (aconselhado pela nossa amiga Trouble): "A Inutilidade do Sofrimento" de Maria Jesús Álava Reyes. De um momento para o outro, associei a este video que vi também no Sábado (obrigado Lover pelo email). De facto, que me adianta sofrer por antecipação quando prevejo que algo mau me irá acontecer? Em que é que isso contribui para a minha felicidade, qualidade de vida ou possibilidade de melhorar o meu estado actual?! Nada! Absolutamente nada! E ainda por cima, grande parte destas situações que nos levam a sofrer por antecipação, acabam por não acontecer, o que faz com que sejamos, acima de tudo, uns grandes palermas.

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Este livro faz-nos ver coisas fantásticas no nosso dia-a-dia, nomeadamente, a forma perfeitamente idiota com que olhamos para determinados acontecimentos e fazemos tudo para que consigamos ser cada dia mais infelizes; e cada vez mais, desperdicemos as fantásticas oportunidades que a vida nos oferece diariamente.

Acima de tudo, porque havemos de nos amesquinhar quando uma dificuldade nos surge? E lamentamo-nos que não temos sorte... E arranjamos 30 culpados para tudo aquilo... E daí?! Resolve alguma coisa?! Aumenta a nossa felicidade?! Resolve os nossos problemas?! Nada! Novamente, nada! Só nos faz sentir pior e gastar energias e tempo útil que poderíamos usar em nosso benefício. Mas nós somos insistentes! E continuamos dia após dia a fazer a mesma coisa; a não aprender nada, e a não usufruir nada do que podemos aprender e aproveitar do nosso dia-a-dia. Lembram-se da letra do "Chuva Dissolvente" dos Xutos e Pontapés? É por aí!

A vida tem de ser vista como uma forma de melhorar dia-a-dia as nossas capacidades e características pessoais, e desta forma, sermos mais felizes, porque melhor gerimos as dificuldades e melhor aproveitamos as oportunidades que temos. O contrário é irracional: não aprender, não melhorar, não gerir melhor a algo que nos acontece pela segunda vez.

O ser humano tem esta capacidade. E se repararmos bem, os ditos animais irracionais também a têm. Mas nós, que somos superiores, dámo-nos à preguiça de não nos esforçarmos... porque vivemos numa civilização evoluída e que nos dá condições de bem-estar mínimo aceitáveis. Os nossos antepassados não tiveram essa possibilidade... por isso, a civilização evoluíu até ao estado de elevado desenvolvimento actual.

Para ter esta atitude não é preciso ser sobredotado; apenas força de vontade de ser feliz... de que o dia de amanhã seja mais fácil do que o de hoje, porque amanhã estaremos mais preparados do que estávamos hoje: "Experience is what you get, when you didn't get what you wanted to get".

Possivelmente esta atitude medíocre, mesquinha e tacanha do ser humano, mais comum na Europa, que na América, deve-se muito à nossa socialização e educação. De facto, algumas religiões levam à anulação da personalidade do indivíduo, pela submissão (o fantasma da Idade Média continua bem presente após seis séculos de História). A nossa educação assenta muito mais na repreensão dos nossos erros, do que no reconhecimento e motivação perante as nossas vitórias e sucessos. Há falta de empreendedorismo nas nossas almas!

E se pensarmos bem na nossa formação e na quantidade massiva de conhecimentos com que massacramos os nossos neurónios (muitos deles rapidamente ultrapassados e outros que nunca nos serão úteis), mais uma vez verificamos o efeito de standardização das nossas formas de ser. Na verdade, ninguém nos ensina a sermos felizes e a rir! Na verdade, ninguém nos ensina a gerir as nossas emoções e sentimentos. A inteligência emocional parece passar ao lado dos programas currículares, que absorvemos durante um quarto ou mais nas nossas vidas.

Há que ter presente, que o que sentimos não é reflexo do que nos acontece. Já pensaram nisso?! Reparem que apesar do efeito standardizador referido, reagimos de forma diferente uns dos outros, perante as mesmas situações e acontecimentos... Então, o que realmente influi no que sentimos?! São os nossos pensamentos! Esses sim, são capazes de gerar emoções, condicionando o nosso estado emocional. Façam um teste: pensem num conjunto de coisas que vos são especialmente agradáveis, tipo, as últimas férias! Fixem-se só nessas recordações durante uns instantes... Naturalmente, sentiram-se bem! Façam agora o contrário: pensem em algo realmente desagrádável... e já estão a sentir-se infelizes, azarados, pequenos e impotentes perante o mundo. Afinal, decorrente do que estamos a pensar, podemos sentir-nos bem ou mal.

Mais do que isso: podemos controlar os nossos pensamentos! Acabamos de o fazer! Portanto, sempre que algo de mal me ocorrer, tenho de bloquear esses pensamentos e pensar em algo que me enalteça, para a seguir conseguir gerir a dificuldade que vou ter de superar. Obriguem o vosso cérebro a fazer aquilo que vocês querem, porque ele não distingue um bom pensamento de um mau... O nosso cérebro foge da dor em direcção ao prazer, nem que para isso nos ponha a cometer deslealdades para connosco, como fugir, mentir ou outras coisas mais graves. Temos de ser nós a controlá-lo. Consegue-se com treino. Comecem por coisas simples: quando estão a beber água, bebam até ao fim do copo; quando estão a ler um livro chato, leiam até ao fim; quando estão a fazer uma tarefa doméstica e querem ir ver televisão, primeiro acabem a tarefa doméstica. Aos poucos, o vosso cérebro deixará de aceitar a incongroência de fugirmos aos desafios e de desistir daquilo que nos oferece resistência. Estaremos a alargar a nossa área de conforto a novos domínios, onde não nos sentíamos confortáveis... por desconhecimento! Por falta de arrojo em alcançar novas metas.

E o mais fantástico disto tudo: é que quando nos sentimos bem, tudo o que fazemos nos sai bem e sem esforço! Conseguimos bom desempenho e motivação! Por vezes trabalhamos horas a fio em coisas para as quais estamos altamente motivados. Terminamos orgulhosos, felizes e o cansaço? Nem vê-lo! Mas com frequência, temos alguns fretes para fazer... demoramos muito tempo... não ficam especialmente bem feitos... e terminamos injustificavelmente exaustos! Porquê?! O que custa não é fazer as coisas... o que custa é fazê-las sem empenho.

E ainda mais um bónus: quando estamos felizes, quando nos sentimos bem e temos um bom desempenho, esta atitude contagia e cria grande admiração naqueles que connosco se cruzam. O que por sua vez, facilita o nosso desempenho! É um ciclo vicioso que nunca mais pára!

Para terminar, digo-vos que o fim do livro é comovente... Mas nada mais direi, porque não há nada como recorrer ao original! Se querem ser melhores pessoas e viverem mais felizes, façam alguma coisa por vocês mesmos, porque caso contrário, ninguém fará! Os nossos sonhos só dependem de nós... ninguém pode sonhar e concretizar esses sonhos por nós. Caso contrário, deixariam de ser sonhos e em nada contribuiriam para a nossa felicidade!

Sérgio

20 outubro 2008

Olha para o que eu sinto, não olhes para o que eu faço!

Desde sempre que afirmo que qualquer animal, se criado e bem tratado por nós, se tornará um dos nossos melhores amigos. Os cães são a prova disso: já conheci rotweillers, doberman e pitbulls melosos e lamechas, assim como caniches raivosos e ferozes.


Este video mostra o quanto é verdade o que desde sempre foi minha opinião.

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O Templo do Tigre, na Tailândia, é outro exemplo de como um animal dito selvagem, se pode tornar um dócil amigo. Qualquer turista que visite este templo vê como os tigres convivem com os monges, além de puder, ao vivo a cores, abraçar e rebolar com um ou mais tigres adultos.

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Isto leva-me para algo que ouvi uma vez, e a frase não seria propriamente esta, mas algo parecido: "Nós esquecemos tudo. Tudo o que nos dizem. Tudo o que fazem por nós, mesmo que por vezes esse implique actos de risco e coragem para outrém. Nós nunca esquecemos, o que nos fizeram sentir.".

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Parece-me que esta frase é extensível também aos animais. Aliás, não gosto de definir a espécie "Homem" como ser humano. Ao longo da história, o Homem demonstra sistematicamente falta de qualidades humanas, que pelo contrário, os ditos "animais" apresentam intactas.

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Neste contexto, estou a ler um livro que me está a agradar especialmente: "A Sabedoria dos Lobos". O lobo mantêm uma relação de coabitação com o Homem desde sempre... Serão poucos os animais que colheram uma tão grande admiração e veneração por parte do Homem. O lobo ofereceu-nos o cão: o melhor amigo do Homem! Mas um lobo não é um cão... O lobo tem uma vida própria, uma organização social na alcateia, vive para ela e pretende o seu reconhecimento e notariedade dentro desta. Observando a forma de viver dos lobos poderíamos melhorar, e em muito, a nossa coabitação social. Mas especialmente, deixar de ter medo do "lobo mau"! Definitavamente, o perigo não está nele...

Sérgio
p.s.: não deixem de ler este livro!

09 outubro 2008

Noites Ritual.

Numa passagem rápida por aqui, dada uma gritante falta de tempo nestas duas últimas semanas, divididas entre a inauguração (formal) do escritório, o meu aniversário e o início da fisioterapia (que me rouba 2 horas por dia), relembro as fantásticas "Noites Ritual" com que a cidade do Porto nos brinda anualmente no final de Agosto, nos não menos fantásticos Jardins do Palácio de Cristal.

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Neste último Agosto, passei por lá no Sábado e retive a actuação de abertura dos Casino Royal, banda portuguesa que eu nunca tinha ouvido. Até nem estava em frente ao palco, quando fui surpreendido com um som fenomenal! Uma voz possante, um ritmo derivado do jazz, um som envolvente e marcante, a fazer lembrar por vezes Goldfrapp dada a aura que instalava, mas com um reflexo do jazz dos anos cinquenta. A sério que me é difícil descrever. Mas ouçam na net, comprem o álbum (se conseguirem... eu ainda não consegui). É de facto uma banda a reter, quer pela qualidade, quer pela distinção.

Assisti ainda aos incriveis Linda Martini que tiveram uma actuação desastrosa... mais parecia um ensaio de garagem... Interacção com o público, zero. A voz estava imperceptivel e fizeram demasiado barulho, divagando em improvisações mal conseguidas. Para esquecer.

O motivo deste post chama-se Rita Red Shoes, que actuou nessa noite e não só me surpreendeu como me seduziu... estou só a referir-me à música da menina... O pouco que conhecia de Rita Pereira, cinge-se às participações nos álbuns de David Fonseca, especialmente ao duo de voz em "Hold Still", onde se reconhece uma voz e uma melodia fascinantes, para além da forma irrepreensível como toca piano. A actuação ao vivo mostrou uma senhora em palco, altamente profissional, comunicatica e sem qualquer super-ego de super-star. Uma figura cativante, com uma voz e postura simpática... ou mesmo empática. Quanto à música, a actuação mostrou aquilo que a rádio foi incapaz de revelar em "Golden Era": um trabalho interessante, com inspiração country e ritmo vivo. Mais do que isso, o som de Rita Red Shoes varia entre sons infantis e tons maternais; simplicidade sonora mas com consistência musical, conseguindo combinar frescura com envolvência. Há algo de íntimo neste som... parece-me que espelha de tal forma a alma da compositora, que nos toca também a nós, cá dentro... quase que nos leva a pensar, que aqueles temas poderiam ter sido compostos por nós mesmos.

O resto das actuações foi para esquecer... Mesmo a dos Buraka Som Sistema, que apesar de não ser propriamente música... apesar do nível musical e cultural vergonhoso... apesar de toda a sonoridade e letras serem patéticas... reconheço que dentro do estilo estão ao nível do que se faz em todo o mundo, e por isso, merecem o sucesso que têm. Já o espectáculo em si... não lhe chamaria um concerto, mas uma ida à discoteca! A uma discoteca horrível, é claro... porque aquilo, com excepção da abertura de bom impacto visual e sonoro, é... insuportável de tão mau!

Escrevo isto agora, porque o álbum de Rita Red Shoes tem sido o som que mais me acompanha este semana. E realmente, faz-me bem!

Sérgio

02 outubro 2008

Beatiful Calm Driving

Ando-me a passar com este tema! Ouço-o no carro incessantemente... Isto ao vivo e com um bocadinho mais de rudeza deve ser brutal...

Está no último álbum da Sia (ex-ZERO7), Some People Have Real Problems. Esta é apenas uma das ilustrações visuais que estão colocadas no you tube.

Sérgio