01 julho 2009

Michael Jackson

Confesso que demorei alguns dias para conseguir digerir a morte deste senhor da pop.

Nunca fui grande fã da sua música. Admirei a originalidade de muitos dos seus temas e o "ineditismo" dos Jackson Five. O que realmente me impressionou desde sempre, foi a forma como este homem dançava. Brutal, único e impressionante.

Michael Jackson "retirou-se" e embarcou por um excentricismo decadente, que o removeu da actualidade musical há 10 anos atrás. Ficam as memórias dos bons tempos da sua genialidade... Em mim, um enorme peso de consciência por ter perdido o concerto de Alvalade em 1992. A sua morte agudizou-me esta dor. Nunca o verei ao vivo e cores... ou mesmo, black & white!

Como em tudo, guardemos o que de bom deu ao mundo e esqueçamos o resto... Mesmo assim, fica-me um amargo na boca: custa-me muito perceber que há pessoas que têm tudo e não aproveitam nada... não saboreiam nada do que a vida lhes dá... Têm capacidades acima dos comuns mortais e não tiram partido delas... custa muito aceitar isso.




Sérgio

26 junho 2009

Secret Smile...

Nobody knows it but you've got a secret smile
And you use it only for me
Nobody knows it but you've got a secret smile
And you use it only for me

So use it and prove it
Remove this whirling sadness
I'm losing, I'm bluesing
But you can save me from madness

Nobody knows it but you've got a secret smile
And you use it only for me
Nobody knows it but you've got a secret smile
And you use it only for me

So save me I'm waiting
I'm needing, hear me pleading
And soothe me, improve me
I'm grieving, I'm barely believing now, now

When you are flying around and around the world
And I'm lying alonely
I know there's something sacred and free reserved
And received by me only


(Secret Smile - Semisonic)

Adoro-te!

Sérgio

p.s.: para ouvir a música http://vagalume.uol.com.br/semisonic/secret-smile.html

09 junho 2009

Momentos...

Habituei-me a ouvir esta música ao pôr do Sol. Hoje acordei com este tema, que mais parece uma serenata...

Sérgio




Have I told you lately that I love you
Have I told you there's no one above you
Fill my heart with gladness
Take away my sadness
Ease my troubles, that's what you do

Oh the morning sun in all its glory
Greets the day with hope and comfort too
And you fill my life with laughter
You can make it better
Ease my troubles that's what you do

There's a love that's divine
And its yours and its mine
Like the sun at the end of the day
We should give thanks and pray to the one

Have I told you lately that I love you
Have I told you there's no one above you
Fill my heart with gladness
Take away my sadness
Ease my troubles, that's what you do

There's a love that's divine
And it's yours and it's mine
And it shines like the sun
At the end of the day we will give thanks
And pray to the one

Have I told you lately that I love you
Have I told you there's no one above you
Fill my heart with gladness
Take away my sadness
Ease my troubles, that's what you do

Take away my sadness
Fill my life with gladness
Ease my troubles that's what you do
Fill my life with gladness
Take away my sadness
Ease my troubles that's what you do.

(Van Morrison - Have I Told You Lately That I Love You)

05 junho 2009

O horizonte é promissor e o momento sorridente...



Drive in the slow right lane
we've got some time to kill…
I love this time of year
and you're a strange,
strange find...
I want to take all I can from you
just give me a sign and
I'll be right at your side…

Lately I've been freelin' no pain…
My heart is wide open and somehow everything
falls into place… and it's love…

Words, words that don't come out…
if I'm confusing you
I'm just here to clean your doubts
and I'm inclined
to tell you that I don't need any room to breathe,
I want to see you laid out
sleeping on the couch...

Cause lately I've been feelin' no pain…
My heart is wide open and somehow everything
falls into place… and it's love…

and it's love…

And I will find a way
to bring the light back to your day
and I will show you
I will show you that I, I can change…

And lately I've been feelin' no pain…
My heart is wide open and somehow everything
falls into place… and it's love…

(Josh Rouse - feeling no pain)

26 maio 2009

On Saturday Afternoons In 1963.


The most as you'll ever go
Is back where you used to know
If grown-ups could laugh this slow
Where as you watch the hour snow
Years may go by

So hold on to your special friend
Here, you'll need something to keep her in :
"Now you stay inside this foolish grin ... "
Though any day your secrets end
Then again
Years may go by

You saved your own special friend
'Cuz here you need something to hide her in
And you stay inside that foolish grin
When everyday now secrets end
Oh and then again
Years may go by

(Rickie Lee Jones - 1979)


Um clássico para quando estamos melancólicos.

Sérgio

21 maio 2009

Serenatas.

Fazer uma serenata à mulher dos meus sonhos foi sempre um "sonho" também para mim. Como toco mal viola e canto horrivelmente, nunca me arrisquei a fazê-lo.

Foi preciso chegar aos 36 anos para conseguir dar esse passo, ainda que acompanhado pela Fabulástica Tuna REMAX; a verdade, é que já noutras alturas poderia ter feito o mesmo com outros amigos... provavelmente só agora o meu coração bate com tal intensidade, que me deu coragem para ultrapassar os constrangimentos inerentes... Expor-me aos meus amigos... expor-me à pessoa que amo... expor-me à filha da pessoa que amo... e mesmo assim conseguir tocar e cantar sem desafinar, para não estragar a excelente sonoridade dos outros músicos.

Engraçado como um acto tão romântico e tão emblemático caíu praticamente em desuso... não me lembro de ouvir uma serenata desde os tempos de faculdade, em que assisti e participei em algumas, realmente dignas do nome! Refiro a trovadores enamorados portadores de vozes capazes de fazer brilhar o "sol da meia noite"; solistas fantásticos!

Podia-se dizer que as "donzelas" e os "trovadores" agora já não são solteiros... nem casados... são até divorciados ou casados pela segunda vez e até têm filhos! E este facto dá à serenata um encanto ainda maior... seguramente estas "donzelas" e estes "trovadores" sabem dar um significado muito mais especial a este acto de demonstração inequivoca de amor, do que os "tradicionais"... que se limitavam a ficar orgulhosos pelo acto de exposição em si.

Pessoalmente, não me lembro de estar tão nervoso... também não me lembro de estar tão feliz por ter feito algo dedicado a alguém... Foi um momento único; a partir do momento que começamos a tocar, tudo fez sentido: o desconforto desapareceu e o ar envergonhado da Su... valeu por tudo!

Igualmente fiquei impressionado com a disponibilidade do grupo que me acompanhou... não sei como vou agradecer-lhes ou se algum dia vou conseguir retribuir o que fizeram por mim...

Por momentos fui o "homem mais feliz do mundo", por ter feito algo que sonhei e tanto desejava fazer em admiração a alguém tanto quero. Mesmo assim, demorou algum tempo até os dois descontraírmos de todo aquele conjunto de emoções... Fiquei ainda mais feliz quando a Su me diz que era também para ela um "sonho" que algum dia lhe fizessem uma serenata... É mais uma daquelas sintonias únicas que temos...

Sejam românticos! Façam serenatas! Dêem cor às vossas vidas e aos vossos relacionamentos. E quando precisarem de ajuda, liguem!

Sérgio


C G
Linda donzela vem à janela que a tuna passa
G7 C
Ouve este canto que o teu encanto enche de graça
G7 C C7 F Fm
Olha p'ra lua que noite é tua e o trovador
C G7 C E7
Enamorado canta enlevado trovas de amor.

Am E7
São teus cabelos ondas que o Douro leva p'ró mar
Am
Lento embalo de melodia que faz sonhar
A A7 Dm
Barcos Rabelo feitos da esperança de um teu olhar
Am E7 A G7
E a tuna ronda junto à Ribeira p'ra te cantar.

Linda donzela vem à janela que a tuna passa
Ouve este canto que o teu encanto enche de graça
Olha p'ra lua que noite é tua e o trovador
Enamorado canta enlevado trovas de amor.

Levo nos olhos a tua imagem brando fulgor
Levo a saudade deixo esta trova ao teu amor
Põe um sorriso, não te entristeças se a tuna parte
Que o estudante eterno amante virá cantar-te.

Linda donzela vem à janela que a tuna passa
Ouve este canto que o teu encanto enche de graça
Olha p'ra lua que noite é tua e o trovador
Enamorado canta enlevado trovas de amor.

Fm C G7 C
Enamorado, canta enlevado trovas de amor.


15 maio 2009

...no one's ever gonna love you more than I do!


It's looking like a limb torn off
Or altogether just taken apart
We're reeling through an endless fall
We are the ever-living ghost of what once was

But no one is ever gonna love you more than I do
No one's gonna love you more than I do

And anything to make you smile
It is my better side of you to admire
But they should never take so long
Just to be over then back to another one

But no one is ever gonna love you more than I do
No one's gonna love you more than I do

But someone,
They could have warned you
When things start splitting at the seams and now
The whole thing's tumbling down
Things start splitting at the seams and now
If things start splitting at the seams and now,
It's tumbling down
Hard.

Anything to make you smile
You are the ever-living ghost of what once was
I never want to hear you say
That you'd be better off
Or you liked it that way

But no one is ever gonna love you more than I do
No one's gonna love you more than I do

But someone
They should have warned you
When things start splitting at the seams and now
The whole thing's tumbling down
Things start splitting at the seams and now
If things start splitting at the seams and now,
It's tumbling down
Hard

(no one is ever gonna love you - Cease To Begin, Band of Horses - 2007)


Preenches-me a alma...

Sérgio

10 maio 2009

Thank You Stars...

Felicidade, tranquilidade, serenidade, paz de espírito, confiança, segurança, cumplicidade... não consigo definir... É bem mais do que sonhei... Obrigado!

Sérgio


Some call it faith, some call it love.
Some call it guidance from above.
You are the reason we found ours,
So thank you stars.

Some people think it's far away,
Some know it's with them everyday.
You are the reason we found ours,
So thank you stars.

There are no winds that can blow it away on the air,
When they try to blow it away 's when you know it will always be there.

To some it's the strength to be apart,
To some it's a feeling in the heart.
And when you're out there on your own, it's the way back home.

There are no winds that can blow it away on the air,
When they try to blow it away 's when you know it will always be there.
Some call it faith, some call it love.
Some call it guidance from above.
You are the reason we found ours,
So thank you stars.
Thank you stars,
Thank you stars,
Thank you stars


(Katie Melua - Thank you stars - Piece by Piece, 2005)

07 maio 2009

As Surpresas da Vida.


As surpresas são sempre "surpreendentes"... no entanto, há algumas conseguem mesmo ultrapassar as expectativas nas nossas reacções, do que poderia ser uma "surpresa", por muito "surpreendente" que assim o fosse.

Pleonasmos à parte, refiro-me ao facto de não haver maior "surpresa" do que aquela que os nossos sentimentos nos podem "pregar".

Todos sonhamos com um certo estado de espírito de felicidade... tranquilidade... paz... e eu adiciono-lhe adrenalina, paixão, motivação e vontade de viver (não sou nada zen). Já sei que sou muito exigente comigo mesmo, ao ponto de nunca estar contente... Mas não é que de um momento para o outro o quadro preencheu-se; completou-se. Sinto que não preciso de procurar mais... como se tivesse atingido ou encontrado um estado supremo de verdade; apenas manter e investir na solidez de todo este quadro afectivo, que só por si se afigurou de imediato surpreendentemente sólido.

Obviamente não se completou sozinho; alguém o completou em mim. Alguém muito especial, admirável... uma mulher incrível... claro que sim. Mas então onde está a surpresa? Não é susceptível de ser descrita... apenas sentida. Não consigo explicar em palavras; apenas em sorrisos... em olhares... no arrepio à flor da pele.

O resultado?! Esse também não é descritível... Poderia chamar-lhe "uma incrível sensação de felicidade". Mas é tão correcto como insuficiente... Há também uma sensação de segurança fora do comum no que respeita ao futuro e à continuidade. Acima de tudo, há muito mais...

Estou tão envolto em emoções que não consigo inspiração para descrever tudo isto... Tentei descrever o que não sei definir... o que só por si é fantástico! Porque é muito bom de sentir... Obrigado "Su"!

Sérgio

29 abril 2009

Quero saber escrever assim quando for GRANDE...

Ontem disseram-me que eu escrevia muito bem... e ainda por cima com um ar surpreendido... Isto pode querer dizer que eu escrevo realmente bem, ou apenas que escrevo melhor do que seria suposto esperar de mim, para quem me conhece. Como sou optimista, vou-me ficar pela primeira possibilidade.

Mas como tenho algum bom senso, deixo-vos uma amostra do que é realmente escrever bem. Na minha humilde opinião, é claro...

Simplesmente FABULÁSTICO!!!


Sérgio

27 abril 2009

Para Quando Nos Sentimos Pequeninos...


são tantas batalhas
é tão funda a dor
são tantas imagens
de abandono e desamor
há gente caída no chão
sem ninguém que os abrace
sem ninguém que os levasse
antes da escuridão

então desenho o teu corpo em mim
a forma da tua mão em mim
pudesse ser essa a forma do mundo inteiro
acordo só para te ver dormir
assim em paz

são tantos os medos
calados por dentro
estilhaços de guerra
sem luar nem vento
cravados tão fundo
no peito
sem ninguém que os arranque
sem ninguém que estanque
o mal que foi feito

são tantos olhares
de espanto, vazios
e é tanto o escuro
e faz tanto frio
há gente caída no chão
sem ninguém que os levasse
sem ninguém que os abrace
antes da escuridão

então desenho o teu corpo em mim
a forma da tua mão em mim
pudesse ser essa a forma do mundo inteiro
acordo só para te ver dormir
assim em paz

então desenho o teu corpo em mim
a forma da tua mão em mim
assim em paz

(Mafalda Veiga - Antes da Escuridão - Chão, 2008)


Sérgio

23 abril 2009

Quando as Emoções Nos Trespassam a Pele...

Há interpretações que extravasam a nossa capacidade de controlar as nossas próprias reacções... é o mistério da música!

Sérgio




Losing the star without a sky
Losing the reasons why
You're losing the calling that you've been faking
And i'm not kidding

It's damned if you don't and it's damned if you do
Be true 'cause they'll lock you up in a sad sad zoo
Oh hidy hidy hidy what cha tryin to prove
By hidy hidy hiding you're not worth a thing

Sew your fortunes on a string
And hold them up to light
Blue smoke will take
A very violent flight
And you will be changed
And everything
And you will be in a very sad sad zoo.

I once was lost but now i'm found was blind
But now I see you
How selfish of you to believe in the meaning of all the bad dreaming

Metal heart you're not hiding
Metal heart you're not worth a thing

Metal heart you're not hiding
Metal heart you're not worth a thing

(Cat Power - Metal Heart)

15 abril 2009

If I Don´t See You Again...

Quem sabe, sabe sempre... e deixa saudades!

Sérgio



If I don’t see you again
It was a hell of a ride
Don’t need to say lets be friends
Don’t need to promise you’ll write
We rode that train through the night
And never cared where it went
If I don’t see you again

If I don’t see you again
We ran a whole other race
Two strangers meet on the road
And find their time and their place
We never once had to lie
We’d passed the age of consent
If I don’t see you again

I know its crazy out there
I hated sleeping around
I went out looking for love
And never liked what I found
Don’t pay to make it alone
God knows it’s lonely out there
I made it once on my own
And hardly anyone cared
If I don’t see you again

Who you gonna run to baby
Who you gonna hide behind
When the nights get suddenly cold
Who’s gonna hold you who’s gonna know
Who will you go to?
Who you gonna call if it ain’t me
When your feeling lost and there’s nobody out there
Looking for you
What will you do?
Where will you go?
If I don’t see you again

If I don’t see you again
You made it happen somehow
I think I gave up on life
But I feel better right now
Something you said turned me round
Don’t even know what you meant
If I don’t see you again

And at the end of the day
I hated sleeping alone
There’s nothing worse when you’re lost
And you don’t wanna go home
Its gonna work out some way
I just don’t wanna be found
I’m waiting here round the bend
And I’ll be hanging around
If I don’t see you again

Who am I kidding I’m going nowhere
I can’t even get through an hour
Without you should be ashamed
Just wanna hear you calling my name
Two of us missed connections
Guess we must have somehow
Missed something more
Cos we’re here alone
I know we’re together but too far apart
To know how to get back home

Its time for saying goodbye
Cos if I stay for too long
You’d get to know me too well
And find that something was wrong
The time is perfect to go
Before the curtain descends
Right now when both of us know
That everything’s got to end
If I don’t see you again

What’s it gonna come too baby
Who you gonna hide behind
When the nights get filled up with doom
Looking to run
You run out of room
And will you be the one to save me
Doesn’t look like the future is clearing
Need you to hear me playing a tune
When nobody hears me
I end up playing to the moon

Its time for saying goodbye
Cos if I stay for too long
You’d get to know me too well
And find that something was wrong
The time is perfect to go
Before the curtain descends
Right now when both of us know
That everything’s got to end
If I don’t see you again

If I don’t see you again
Somehow we both made it through
I would have gave up on life
Before I gave up on you
You went and turned me around
Could be was something you said
I couldn’t make out the sound
I didn’t care what it meant
If I don’t see you again
If I don’t see you again
If I don’t see you again

(Neil Diamond - If I Don't See You Again, Home Before Dark)

03 abril 2009

Magnificent!

Já ouviram o último álbum dos U2?! Não acham estranho que não esteja a ter um mediatismo brutal nas rádios e televisões?!

Eu achei estranho... Mais, ofereci o cd ao meu Pai e ele ouvio-o durante uma semana no carro... e devolveu-o lá a casa... Isto nele é estranhíssimo; chega a andar com os mesmos cds 6 meses no carro...

Na passada semana ouvi-o pela primeira vez, enquanto conversava com uma amiga lá em casa. Achei o álbum brilhante! Só fiquei satisfeito quando o ouvi alto e a bom som, para poder deliciar-me com cada nota.

"No Line On The Horizon" é o mais brilhante trabalho da banda até ao momento. E tal como "Boy", "Unforgetable Fire" e "Achtung Baby" volta a ser uma pedrada no charco! Não se parece com nada do que é passado da banda ou da música em geral. É fabuloso! E mesmo assim, a sonoridade é tão original como característica daqueles quatro grandes senhores do rock.

Estou convencido que o marketing da "marca" vai acabar por trazer grande parte dos temas à ribalta dos media. Mas porque razão este álbum não entra em efeverescência como todos os outros?! Mesmo como os referidos, por mais polémica que tenha sido a sua sonoridade na altura?!

Talvez hoje tenha descoberto a explicação... Este som é amorfo quando ouvido no pc, no mp3, iPod, ou mesmo no rádio do carro... Já quando o ouvimos num sistema de som a sério, o impacto é brutal! Avassalador mesmo... A forma mais fácil de explicar isto é que há uma quantidade de sons que não se ouvem... mas sentem-se! Vibram dentro de nós! Pressionam-nos o peito e a nuca... De repente as nossas pernas mexem, abanando-nos com o balanço dos temas... É uma experiência única e difícil de descrever!

E se a voz de Bono já não é o que era há 20 anos atrás, a guitarra de The Edge é extâsiante como nunca! As letras estão dentro do excepcional que nos habituaram.

Experimentem! Vão ver que depois não vão querer outra coisa... É caso para dizer... "magnificiente"! Ehehehe!

Sérgio

P.S.: Curiosamente foi o meu Pai que me comprou o primeiro disco dos U2 que ouvi na vida. Estavamos em 1986 em Maio ou Junho... não esqueço aquela sonoridade abafada de "A Sort of Homecoming", a voz de Bono em "Pride" ou a guitarra de The Edge em "Bad".




Magnificent
Magnificent



I was born
I was born to be with you
In this space and time
After that and ever after I haven't had a clue
Only to break rhyme
This foolishness can leave a heart black and blue

Only love, only love can leave such a mark

But only love, only love can heal such a scar


I was born
I was born to sing for you
I didn't have a choice but to lift you up
And sing whatever song you wanted me to
I give you back my voice
From the womb my first cry, it was a joyful noise ...

Only love, only love can leave such a mark
But only love, only love can heal such a scar


Justified till we die, you and I will magnify
The Magnificent
Magnificent


Only love, only love can leave such a mark
But only love, only love unites our hearts



Justified till we die, you and I will magnify
The Magnificent

Magnificent
Magnificent


(U2 - Magnificent, No Line On The Horizon - 2009)

02 abril 2009

...e a rodar com a moto!


Amigos como sempre dúvidas daqui pra frente
sobre os seus propósitos
é difícil não questionar.
Canto do telhado para toda a gente ouvir
os gatos dos vizinhos gostam de assistir.

Enquanto a musica não me acalmar
não vou descer, não vou enfrentar
o meu vício de ti não vai passar
e não percebo porque não esmorece
ao que parece o meu corpo não se esquece.

Não me esqueci, não antevi, não adormeci, o meu vício de ti
Não me esqueci, não antevi, não adormeci, o meu vício de ti

Levei-te à cidade, mostrei-te ruas e pontes
sem receios atrai-te as minhas fontes
por inspiração passamos onde mais ninguém passou
ali algures algo entre nós se revelou.

Enquanto a música não me acalmar
não vou descer, não vou enfrentar
o meu vício de ti não vai passar
e não percebo porque não esmorece
será melhor deixar andar?

Não me esqueci, não antevi, não adormeci, o meu vício de ti
Não me esqueci, não antevi, não adormeci, o meu vício de ti
Não me esqueci, não antevi, não adormeci, o meu vício de ti
Não me esqueci, não antevi, não adormeci, o meu vício de ti

Eu canto a sós pra cidade ouvir
e entre nós há promessas por cumprir
mas sei que nada vai mudar
o meu vício de ti não vai passar, não vai passar...

(Mesa - Vicio de Ti)

Será que é vício? Ou adrenalina... Ou vício em adrenalina?!

Sérgio

01 abril 2009

A rodar no carro... ou com o carro!


It was me on that road
But you couldn't see me
Too many lights out, but nowhere near here

It was me on that road
Still you couldn't see me
And then flashlights and explosions

Road's end getting nearer
We cover distance but not together
If am the storm, If am the wonder
And the flashlights, nigthmares
And sudden explosions

I don't know what more to ask for
I was given just one wish

It's about you and the sun
A morning run
The story of my maker
What I have and what I ache for

I've got a golden ear
I cut and I spear
And What else is there?
Roads and getting nearer
We cover distance still not together

If I am the storm if I am the wonder
Will I have flashlights, nightmares and sudden explosions

There is no room where I can go and
You've got secrets too

I don't know what more to ask for
I was given just one wish

(Royksopp - What Else is There?)


...às vezes mais parece uma remember party!


Sérgio

28 março 2009

VIP - Vagabund In Power!


É uma das mais originais interpretações de Nneka, a nigeriana que nos brindou ontem com um dos melhores concertos que alguma vez assisti.

Já não entrava na sala do Cinema Batalha desde miúdo... há 30 anos?!... O local continua sinistro, mas tem uma acústica excelente. E esta é a parte importante... porque o concerto foi intenso, vibrante, com ritmo, soul e muita personalidade.

A voz de Nneka tem o poder de nos fazer vibrar por dentro. Acompanhada por uma excelente banda, levou os ritmos e sons ao limite da interpretação e feeling de cada um dos músicos. Uma voz forte que sai de uma alma carinhosa e meiga, e que exterioriza com facilidade a forma como sente a música, a vida, as injustiças do mundo, mas também a arte... a melodia, o ritmo, o balanço, a dança tipicamente africana esvai-lhe do sangue para a alma e novamente para o corpo. Dali saiem ritmos e melodias com influência africana, letras cantadas em inglês, reagge no ritmo e na guitarra, jazz nas percursões e até rock nas teclas e no baixo. A alma é nigeriana, a forma é universal... o resultado indescritível!

Fica a vontade de a rever, de comprar tudo o que está editado e a saudade do que sentimos ao ouvir aquela música intensa... rodeada por um ambiente de fumo a que já não estou habituado (fumava-se dentro da sala do Batalha!) e por cheiros intensos de perfurmes doces e suor. A atmosfera é dificil de descrever... não sei se estava mesmo muito calor, ou se foi esta intensidade brutal do que ali se expressou através da voz, da música e da dança, que me fez transpirar o concerto todo... toda gente dançava ainda que inconscientemente. Sim, porque aquele som entra-nos no corpo... e este reage fora do controlo da nossa mente...


BRUTAL!


Um registo totalmente diferente leva o meu imaginário para o concerto no fantástico Centro Cultural Vila Flor (onde curiosamente Nneka actua hoje!), onde no passado dia 14 assisti (pela segunda vez!) a uma actuação dos deslumbrantes Casino Royal.

Esta banda da Figueira da Foz expoe-nos num tom quase gélido a sons que mais parecem sair da banda sonora de um filme de 007, parecendo que por momentos temos James Bond ao nosso lado a acender um cigarro... Digo parecer, porque a música destes Portugueses está ao nível de qualquer uma destas bandas sonoras... e quanto a Bond Girls, seguramente as vi por lá (quer no Porto, no Palácio de Cristal onde os vi pela primeira vez, quer agora em Guimarães).

Outro cenário possível para onde esta música sensacional nos leva, são os anúncios da Martini. O Viva da Vita está bem presente pelo charme e envolvência, quer da voz poderosa da Marisa, quer pela elegãncia, distinção e excelência com que todos os instrumentos são tocados.

O som oriundo da Figueira da Foz parece ter uma paralelo com a Riviera francesa dos anos 50 e 60 (vá-se lá avaliar os reflexos da obra de Santana Lopes!). Pelo menos a inspiração está lá, embora os oceanos sejam distintos (e os ventos também!).

É claramente um som com pedigree, com emblemática e misticismo de quem sabe viver a vida, e de quem sabe apreciar as boas coisas a que podemos aceder.

Toda esta envolvência nos toca... a altivez do tom dá-lhe um toque de inacessibilidade, que parece criar uma distancia entre nós e aqueles que saboreiam esta atmosfera... quando afinal, também a sentimos da mesma forma. Ou seja, tornámo-nos parte da elite que sabe o que quer e que se empenha para viver bem... saboreando cocktails, vestindo roupas elegantes, olhando em volta com determinação e confiança... saboreando a realização pessoal e o sucesso... com sonhos... com glamour... com cor!

Sérgio

21 março 2009

Algumas Notas Soltas Sobre o Dia de Ontem...


Finalmente o CARMOBLOG tem um visual novo (graças à amiguinha "aquiescrevoamor"; obrigado fofura!); o anterior já-me dava vómitos... não sei como alguém ainda aqui vinha!

Ontem, enquanto abastecia o meu bólide com o tão precioso e caro líquido de que ele tanto gosta, assisti a uma cena fantástica. Numa saída da auto-estrada apareceu um Golf preto com os farois desligados. Não contente, resolveu parar no fim da referida saída, com duas rodas para lá do traço contínuo, ou seja, já na facha de rodagem de uma via rápida. Por incrível que pareça, e até porque aquela é uma zona de aceleração e não para parar, não houve nenhum acidente, apesar do automóvel em causa estar "no meio da rua", ter os farois desligados e ser de noite. Mais incrível ainda, nenhum dos automobilistas que evitou a colisão (4 ou 5) sequer buzinou... Depois de alguma meditação, o condutor do Golf, continuou com os farois desligados, mas resolveu arrancar lentamente e fazer inversão de marcha, muito calmamente, passando por cima de um duplo traço contínuo e atravessando 4 faixas de rodagem de uma via rápida. Resultado: zero acidentes; zero buzinadelas. Continuou a conduzir de faróis desligados. Concluo portanto, que todos os acidentes que ocorrem em Portugal se devem irremediavelmente a excesso de velocidade...

Consegui chegar ao meu tão desejado treino de Viet Vo Dao (ultimamente também designado por Hiep Ky Vo Dao, ou Tran Su Dao), inexplicavelmente ileso, tal como o meu carro, mas atrasado... assim como o próprio instrutor!

Numa conversa breve de balneário, tempo para ironizar sobre o ridículo desempenho dos sindicatos, ao processarem a RDP por causa de um anúncio de informação de trânsito, onde se refere que há ruas cortadas devido a mais uma manifestação de professores. Segundo estes sindicatos, o anúncio prejudica a imagem dos mesmos, sendo a estação de rádio do estado, a mobilizar opiniões em defesa da imagem do governo! Pessoalmente, parece-me antes o contrário... demonstra que as manifestações contra o governo já são perfeitamente habituais, logo este governo é incapaz de conseguir a concertação social. Como é que há tanta gente imbecil, a quem se dá tanta atenção?! Não têm mais nada para fazer?!

Durante o treino tive um deliquilíbrio num combate (ainda estou em convelescência); até aqui tudo bem... Grave foi que o "cinto negro" que combatia comigo não teve a lucidez de parar uma ataque de perna, embatendo fortemente no meu fraço esquerdo, visto ter sido a única protecção possível... pensei que tinha partido o braço... nunca tal me tinha acontecido. Não consigo entender como um "cinto negro" pode ter tanta falta de controlo num movimento... Em 30 anos de prática de artes marciais, nunca tal me aconteceu...



Já no fim do treino e novamente no balneário, o tema de conversa era as "Novas Oportunidades" no ensino. São sem dúvida uma iniciativa louvável para as pessoas que pretendem um maior grau de instrucção, não lhes sendo possível devido à sua vida profissional, dispender uma carga horária elevada para estudarem. Entendo também, que a experiência de vida, lhe trará conhecimentos acrescidos, justificando-se o "aligeirar" de exigência para obter a qualificações em causa. O que eu não posso entender, é que as mesmas "Novas Oportunidades" estejam disponíveis para os mandriões que nunca estudaram (frequentaram o ensino sem aprovação) e nunca tiveram emprego, nem querem ter! Quando estudei, dei muito de mim, do meu tempo... esforcei-me muito; dormi pouco; perdi dias de praia e de desporto, música ou qualquer outro hobbie. Não admito, portanto, que alguém em poucos meses e com conhecimentos aligeirados se equipare à formação que obtive, e possa agora concorrer a um curso superior, onde com 3 anos acede a uma licenciatura... a mesma que me custou 5 anos!

A conversa prosseguiu com o estado do ensino actual, onde não se chumba até ao 9.º ano... mesmo quando não se vai às aulas!!! Ou à maior parte delas!!! É que os níveis de tolerância actuais são, no mínimo, ridículos! Um dos professores contava a pressão que existe da DREN para não chumbar ninguém... e as provas de recuperação para quem se balda... o ridículo de um sistema criado para quem não quer fazer nada, para os inaptos, para favoreces os imbecis e mediocres... Dizia ainda, que praticamente só conseguia chumbar os alunos por faltas... Falava da necessidade de explicações e justificações adicionais para chumbar um aluno, tendo inclusivamente já ridicularizado os inspectores da DREN, quando lhe questionavam sobre o porquê de não dar aprovação. Referia que os inspectores da DREN deveriam preocupar-se mais em obter justificações de como se aprova um aluno que faltou a mais de 50% das aulas e não o oposto! Isso sim, mereceria uma justificação muito detalhada e apertada. É claro que este professor foi criticado, unanimente, no balneário por ser demasiado rigoroso! As gargalhadas soaram bem alto!

Desta forma passou-se ao tema seguinte: mercado de emprego. De facto, a mediocridade reina. As pessoas não têm a mínima ideia da obrigação que têm de gerar valor; de serem produtivas e pró-activas. Cada posto de trabalho deve ser tido como uma empresa: se o serviço prestado não é o melhor, contrata-se outro. Da mesma forma, quando a remuneração e as condições de trabalho não são as melhores, procuram-se outros clientes. A obrigação de garantir o longevidade das empresas passa exclusivamente pela competitividade das mesmas. E isso só se consegue com o empenho máximo, a todo o momento, de todos os que diariamente auferem um salário. Infelizmente, e cada vez mais, se semea a mentalidade da irresponsabilidade e da mediocridade, sendo a responsabilidade final sempre da entidade patronal que tem como dever absoluto pagar e nada exigir.

Esta semana também gostei de ouvir o tão respeitável e ilustre Pápa, quando afirmou que o uso do preservativo é uma das causas da proliferação da sida em África... especialmente em África! Cada vez mais a Igreja reforça a sua utilidade para com os mais desfavorecidos... quase que aposto que a seguir o Digníssimo Padre vai ordenar a venda de património da Igreja, contribuindo assim para diminuir a miséria no mundo, tal como têm feito algumas empresas e milionários.

Costuma-se dizer ainda que a crise existe para dois tipos de pessoas: para os mentirosos e para os preguiçosos! A confirmação está na profunda crise que a banca portuguesa atravessa... vejam lá que ao contrário dos bancos europeus, onde se passou de um cenário de lucros a profundos prejuízos, a banca portuguesa conseguiu continuar a crescer em termos de lucros... mas a uma taxa de crescimento inferior face a outros anos! Que chatice!

Não se escandalizem, portanto, por estarmos a caminhar para os 80% de miseráveis e 20% de milionários, tão tipicos do 3.º mundo. Sabem que mais: é merecido... Mas não pensem que estou de mal com a vida... Antes pelo contrário; tudo corre bem!

Sérgio

nota: imagens retiradas da internet; desconheço os autores.

14 março 2009

Tempo, precisa-se...

...ainda não censegui terminar o texto das férias... já lá vai mês e meio... já quase não me lembro das férias...

Sérgio


In that moment I was frozen out
Of a story that I knew all about
Then I called her in the evening
My depression started lifting

I won't let it kill me
This time
I won't let it kill me
This time

Up to the surface came a feeling
Left me useless
Left me reeling

I won't let it kill me
This time
I won't let it kill me
This time
When the beats run dry there's gonna be some blood
[repeat x6]

I won't let it kill me
This time
I won't let it kill me
This time

(Starsailor - This Time, On The Outside - 2006)

09 março 2009

Mais um devaneio dos 80's, este em versão 90's!

Com os meus cumprimentos e agradecimentos ao Mário!

Sérgio



06 março 2009

Guaranteed

"Into The Wild" é um daqueles filmes que todos devíamos ver, pelo menos uma vez...

Já aqui escrevi sobre o filme. Na altura algo me escapou, e que só mais tarde, em conversa com um amigo (também ele Sérgio) consegui sintetizar... Apesar de tudo o que de fantástico o filme nos traz, há um egoismo enorme na personagem principal... Viver a aventura é algo que todos temos direito, mas deixar atrás de nós um rasto de sofrimento e sensação de perda naqueles que tanto gostam de nós e a nós se dedicam... é algo que, no mínimo, devemos ponderar.
Não temos o direito de semear e estimular laços profundos com os outros, se os pretendemos partir a meio.

Sérgio




On bended knee is no way to be free
Lifting up an empty cup, I ask silently
All my destinations will accept the one that's me
So I can breathe...

Circles they grow and they swallow people whole
Half their lives they say goodnight to wives they'll never know
A mind full of questions, and a teacher in my soul
And so it goes...

Don't come closer or I'll have to go
Holding me like gravity are places that pull
If ever there was someone to keep me at home
It would be you...

Everyone I come across, in cages they bought
They think of me and my wandering, but I'm never what they thought
I've got my indignation, but I'm pure in all my thoughts
I'm alive...

Wind in my hair, I feel part of everywhere
Underneath my being is a road that disappeared
Late at night I hear the trees, they're singing with the dead
Overhead...

Leave it to me as I find a way to be
Consider me a satellite, forever orbiting
I knew all the rules, but the rules did not know me
Guaranteed

(Eddie Vedder - Guaranteed, B.S.O. Into The Wild)

05 março 2009

Poema

Apesar de não ser apreciador da música brasileira actual, tenho uma profunda admiração pela velha guarda e pelos seus seguidores. É mágica a forma como os brasileiros conseguem passar para a música determinado tipo de sentimentos e ideias tão simples... simples também são os textos e as músicas, mas com uma congroência quase imbatível.

Sérgio




Eu hoje tive um pesadelo e levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo e procurei no escuro
Alguém com seu carinho e lembrei de um tempo
Porque o passado me traz uma lembrança
Do tempo que eu era criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço ou um consolo
Hoje eu acordei com medo mas não chorei
Nem reclamei abrigo
Do escuro eu via um infinito sem presente
Passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim, que não tem fim
De repente a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua
Que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio mas também bonito
Porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu
Há minutos atrás

(Poema - Cazuza)


04 março 2009

Until the Morning Comes...

...mais uma vez fica adiado o relato das férias de neve... já lá vai um mês, eu sei!

Entretanto, embalem-se com um dos temas que costumo usar como "João Pestana"... o sono tranquilo é garantido!

Sérgio

p.s.: sim, o sonho mantem-se vivo... espero que não se torne apenas numa ilusão...



My hands ‘round your throat
If I kill you now, well, they will never know
Wake me up if I’m sleeping
By the look in your eyes I know the time’s nearly come
Wake me up ‘cause I’m dreaming
Well, they’ll never believe what’s been happening here
But caught in my mind there’s a way to get out

Wake me up ‘cause I’m dreaming
Well they’ll never believe it
So hush now, my babe, please don’t cry
Everything’s gonna be alright
Hush now, darling, I can hear you’re screaming
Let me hold you until the morning comes

So tell me this is what you want
You can whisper it soft or you can scream it out loud
‘Cause there’s still time to change your mind
But do it now before tomorrow comes

Wake me up ‘cause I’m dreaming
Well, they’ll never believe it
So hush now, my babe, please don’t cry
Everything’s gonna be alright
Hush now, darling, I can hear you’re screaming
Let me hold you until the morning comes

Until the morning comes

The light is fading
But the stars are dancing bright
My mind is racing like clouds across the sky
How did you make me go... this far?

(Tindersticks - Until the Morning Comes)

21 fevereiro 2009

Cartas de Amor Ridículas...

Como dizia a Maria Bethânia, todas as cartas de amor são ridículas... mas quem nunca escreveu cartas de amor?... ridículas...



Muito pra mim é nada
Tudo pra mim não basta
Eu quero cada gesto
Cada palavra
Cada segundo da sua atenção

Faça isso por mim
Leve a dor pra longe daqui
Estou cansada de ouvir que eu só sei amar errado
Estou cansada de me dividir
No que é certo no amor

Quem é que vai dizer o que falar? Calar? Querer?

Eu quero absurdos
Quero amor sem fim
Quero te dizer que
Eu só sei amar assim...

(Eu só sei amar - Zizi Possi)

Sérgio

18 fevereiro 2009

...but my heart's in the right place and this I know...

Este som é como um abraço...


I go to bed real early
Everybody thinks it's strange
I get up early in the morning
No matter how disappointed i was
With the day before
It feels new

I don't leave the house much
I don't like being around people
Makes me nervous and weird
I don't like going to shows either
It's better for me to stay home
Some might think it means i hate people
But that's not quite right

I do some stupid things
But my heart's in the right place
And this i know

I got a dog
I take him for a walk
And all the people like to say hello
I'm used to staring down at the sidewalk cracks
I'm learning how to say hello
Without too much trouble

I'm turning out just like my father
Though i swore i never would
Now i can say that i have a love for him
I never really understood
What it must have been like for him
Living inside his head

I feel like he's here with me now
Even though he's dead

It's not all good and it's not all bad
Don't believe everything you read
I'm the only one who knows what it's like
So i though i'd better tell you
Before i leave

So in the end i'd like to say
That i'm a very thankful man
I tried to make the most of my situations
And enjoy what i had
I knew true love and i knew passion
And the difference between the two
And i had some regrets
But if i had to do it all again
Well, it's something i'd like to do

(Eels, things the grandchildren should know - blinking lights and other revelations - 2005)

Sérgio

14 fevereiro 2009

Esta já é a sério...

...e é das músicas mais bonitas que alguma vez ouvi. Nem sou grande apreciador de música brasileira, mas confesso que esta voz "mexe" com a minha alma... É daqueles temas que "vivemos" mais cada som e cada palavra, quando estamos apaixonados... não uma paixão qualquer, não apenas um amor... mas aquele amor que nos vai acompanhar a vida toda!

...hoje até é dia dos namorados!


Se o mundo for desabar
sobre a sua cama
E o medo se aconchegar
sob o seu lençol
E se você sem dormir
tremer ao nascer do sol
Escute a voz de quem ama
ela chega aí
Você pode estar
tristíssimo no seu quarto
Que eu sempre terei
meu jeito de consolar
É só ter alma de ouvir,
e coração de escutar
E nunca me farto
do uníssono com a vida
Eu sou, sou sua sabiá
Não importa
onde for vou te catar
Te vou cantar te vou
te vou te vou te vou
Eu sou, sou sua sabiá
O que eu tenho eu te dou
E tenho a dar
Só tenho a voz cantar,
cantar, cantar, cantar

Sérgio

Esta é para rir...

Quando tinha 16 anos, além de ser aficcionado pela Kim Wilde (mais por ela que pela música... embora fosse fã desde 1982 de "kids in América", o tema de lançamento da cantora... e bem mais interessante que a carreira posterior, que passou de rock a pop comercial), esta era a música que cantáva quando me apaixonava!

Hoje de manhã entrei no carro da minha mãe e este "you came" saíu do rádio sintonizado da M80. É engraçado como passaram 20 anos... mudam-se as músicas... mas não os sentimentos!

Someone I know is staring at me
And when I look into her eyes
I see a girl that I used to be
I hardly recognise
'Cos in the space of a year
I've watched the old me disappear
All of the things I once held precious
Just dont mean anything anymore
'Cos suddenly

You came, and changed the way I feel
No one could love you more
Because you came and turned my life around
No one could take your place

I've never felt good with permanent things
Now I don't want anything to change
You can't imagine the joy you bring
My life wont be the same
And I'll be there when you call
I'll pick you up if you should fall
'Cos I have never felt such inspiration
Nobody else ever gave me more because

You came, and changed the way I feel
No one could love you more
Because you came and turned my life around
No one could take your place

I watch you sleep in the still of the night
You look so pretty when you dream
So many people just go through life
Holding back, they dont say what they mean
But its easy for me
Since you came
No one could love you more
Because you came and turned my life around
No one could take your place
You came, and changed the way I feel
No one could love you more
Because you came and turned my life around
No one could take your place.

(Written by ricky & kim wilde)

Sérgio

12 fevereiro 2009

A Nossa Praia...

(Enquanto não consigo tempo para escrever sobre as tão abençoadas férias de neve da passada semana, deixo-vos com um sonho recorrente... o tempo passa, mas o sonho repete-se...).


Sonho contigo, sereia do meu coração... sonho connosco a passear na praia ao final do dia... O Sol acusa serem mais de 7 horas da tarde e estarmos no fim do Verão.

Este é um cenário que conheço bem. No Verão tento sempre sair mais cedo da empresa e passear sozinho na praia ao final do dia. A essa hora o Sol já não é quente, mas é envolvente ainda... O Mar parece ter acalmado e cansado de um dia de ondas, mostra-se mais brando e tranquilo; o mergulho é apetecível e demonstra-se mais rejuvenescedor que qualquer outro... o arrepio da água fria e o arrefecer de fim de tarde, obrigam o corpo a reagir à diferença térmica, o que exponencia a sensação de relaxamento. Depois, subo a duna e preparo uma bebida para mim e para o meu Pai, enquanto acendemos o churrasco e grelhamos o jantar... sempre com a minha mãe por perto, que nos brinda com iguarias únicas, que prontamente nos deliciam num jantar descontraído... estamos vestidos com t-shirts e calções e jantamos no alpendre, iluminados por os últimos raios de Sol do dia... os mais emblemáticos pela sua coloração avermelhada...

No meu sonho passeio pela praia contigo. Ambos conversamos e sorrimos... ambos vivemos aquele momento como se fosse o último dia em que o pudéssemos viver... Aproveitamos na plenitude cada momento um do outro, cada toque das nossas mãos, cada abraço... cada palavra... cada brisa, cada pedacinho de areia molhada nos nossos pés, cada gota de água do mar que sobe pela areia até nós trazida por uma onda meiga e acariciante, cada momento de luz daquele Sol vigilante... cobertos por um céu cheio de tons brandos, desde o azul ao laranja... A tua voz meiga e o teu riso inebriante são tudo o que preciso para considerar a vida como o que de mais desejável posso ambicionar. É nestes momentos que vejo como nos complementamos e como na verdade somos um só... arrancar essa parte de mim, a melhor parte, a tua parte, torna a vida um vazio sem graça... O teu sorriso, os teus olhos são os tónicos da minha alma... São eles que me fazem acordar com um sorriso e começar a sonhar imediatamente com tudo o que de bom vou voltar a viver mais um dia. A tua pele e o teu abraço são tudo o que quero proteger; o teu carinho é o meu maior protector e revitalizador... és tu que me tornas forte e indestrutível... és tu que me fazes respirar... O teu corpo é a cama que me abraça ao final do dia e as tuas mãos o unguento que me cura das intempéries do dia a dia. O meu desejo... é ser para ti tanto ou mais do que tu és para mim, representas, complementas e completas...

A praia está praticamente deserta... talvez já estejamos em Setembro... e os veraniantes já se tenham recolhido... mas não estamos sós... Connosco passeia pela praia uma pequena sereia... que hora corre, ora chapina na água, ora desenha na areia lisa da descida da maré... ora pendura-se nos nossos braços, ora trepa para os meus ombros. Ri muito e muito alto! As gargalhadas dela conseguem calar o imenso oceano, que para a ouvir parece suspender momentâneamente as ondas, já de si mais tranquilas. Ela é como tu... tem cabelo castanho, com fios aloirados agora pelo Sol de Verão... morena... como tu... ou será mesmo do tempo de praia... Tem os teus olhos brilhantes, a boca expressiva e as bochechas mais fofas do mundo... Apesar da ténua idade, transcreve um corpo de sereia... um decalque teu... É linda e encanta-me vê-la correr e gritar os nossos nomes.

Se um dia puder escolher o meu "paraíso", será este o meu momento... o momento que quero aprisionar no tempo... o momento que quero recordar na velhice. E quando fechar os olhos, terei um sorriso tranquilo no rosto... de satisfação de quem viveu sabiamente porque assumiu a plenitude dos sentimentos, que momento a momento, o Presente nos dá (e é mesmo um presente!). A satisfação de quem soube amar, porque confiou no coração, e não na mente, sempre afectada pelos juízos estereotipados e experiências em que tendemos a julgar diferentes pessoas pelo mesmo padrão... e de quem deu à pessoa que mais mereceu tudo o que tinha dentro de si, sem medir esforços para a complementar e fazer tão feliz quanto eu próprio sou com ela... sem medir ou comparar... sem deve e haver... sempre de peito aberto, boa fé e sem receios de traição ou dissabores... porque também atraímos o que pensamos. A satisfação de ter a consciencia tranquila, porque servi com satisfação todos os que por mim se cruzaram, recordando as boas experiências que celebraram boas relações pessoais, e rapidamente esquecendo os episódios desagradáveis... deixando o peso de consciencia a cargo dessas pessoas que por momentos tiveram medo... medo de viver plenamente... e tendo esperança que esse sentimento inconveniente os faça mudar... afinal, a única justiça eficaz é a da nossa consciência.

Sonho contigo... connosco...

Sérgio

29 janeiro 2009

Para ti...

...que estás a ser teimosa contigo mesma... se o passado ainda tivesse o peso que te impede de dar o próximo passo, nunca o ponderarias dar...

Sérgio


vai caminhando desamarrado
dos nós e laços que o mundo faz
vai abraçando desenleado
de outros abraços que a vida dá

vai-te encontrando na água e no lume
na terra quente até perder
o medo, o medo levanta muros
e ergue bandeiras pra nos deter

não percas tempo, o tempo corre
só quando dói é devagar
e dá-te ao vento como um veleiro
solto no mais alto mar

liberta o grito que trazes dentro
e a coragem e o amor
mesmo que seja só um momento
mesmo que traga alguma dor

só isso faz brilhar o lume
que hás-de levar até ao fim
e esse lume já ninguém pode
nunca apagar dentro de ti

(Mafalda Veiga - O Lume)

22 janeiro 2009

A música que gosto de ouvir quando entro para o carro de manhã...

...e nem é banda que aprecie muito!

Sérgio



An old fairytale told me
The simple heart will be prized again
A toad will be our king
And ugly ogres are heroes

Then you'll shake
Your fist at the sky
"Oh why did I rely
On fashions and small fry?"

All promises broken
Feed your people or lose your throne
And forfeit your whole kingdom
I'd sooner lose it than still live in it alone

You were our golden child
But the gentle and the mild
Inherit the earth, while

Your prince's crown
Cracks and falls down
Your castle hollow and cold
You've wandered so far
From the person you are
Let go brother, let go
Cos now we all know

Soon, someone will put a spell on you
Perfume, treasure, sorcery, every trick they know
You will lie in a deep sleep
That's when

Your prince's crown
Cracks and falls down
Your castle hollow and cold
You've wandered so far
From the person you are
Let go brother, let go
Cos now we all know

(Keane - The Frog Prince, Under the Iron Sea)

14 janeiro 2009

Austrália.


É um dos países que mais curiosidade tenho em conhecer e sobre o qual roda em mim uma imagem paradisíaca, mas também cheia de magia e sobrenaturalidade. Os próprios animais tão característicos como o canguru, o koala ou o ornitorrinco, demonstram o misticismo desta região, além de tudo o que ouvimos os nativos arborígenas. Sobre estes há muitas histórias e lendas... dizem que conseguem manipular as forças da natureza, como por exemplo a chuva ou um raio no meio de uma tempestade. Sobre os seus poderes espírituais muito mais se conta... por exemplo, diz-se que conseguem absorver a força de um animal, podendo saltar como um canguru, ou serem fortes como um gorila... É concerteza este contexto tão indefinido quanto misterioso, que levou (talvez pelo medo) a que os neozelandeses lançassem o preconceito sobre estes nativos... Um tanto ao estilo do que a igreja fez na Europa há séculos atrás em relação a outros inimigos que não conseguia vencer.

Austrália é também o nome da recente produção cinematográfica norte-americana. Daquelas que está condenada ao sucesso mesmo antes de estar terminada... e que me cria alguma alergia, fazendo perder qualquer vontade de ir ver o filme... Mas a verdade é que fui... ao fim de alguma insistência, acabei por ir... Não há nada como um bom convite!

Por detrás de uma historinha de amor e de um filme cor-de-rosa está uma mensagem profunda... ao alcance de quem a quiser enfrentar... porque o filme está longe de ser dirigido a mentes eruditas. Posso dizer-vos que adorei! E até deu para encher os olhos de água...

O mais importante na vida são as histórias... histórias do que vivemos e do que sentimos... do que outros viveram e como sentiram esses momentos... e como os contam. Esta é uma das mensagens mais giras do filme, especialmente porque narrada pela ingenuidade infantil de um miúdo arborígena.

Da história cor-de-rosa nada vou escrever... é igual às outras... e faria perder o interesse em que for ver o filme. Prefiro "picar" um tanto mais a curiosidade de quem me lê, com o que vou escrever a seguir. Ainda que de forma resumida... tal como a linguagem arbirígena...

A mensagem que fica é que quando não amamos, quando fugimos dos nossos sentimentos, estamos mortos... vazios... e infelizes! Quando temos medo de amar e de sofrer a falta de outra pessoa, em vez de acreditar na magia dos sonhos e na nossa capacidade de os fazer acontecer, não seremos felizes, nem nunca viveremos plenamente. Sem o misticismo dos sentimentos a vida não tem côr nem sentido. No fundo, é atrás dos nossos medos que se esconde a nossa maior felicidade. E quando tudo parece perdido, basta continuar a acreditar para que a vida, por si só, nos traga a solução... e que neste filme surge através da música, a mais misteriosa de todas as artes (e a mais completa para mim). Basta para tal não travarmos o que naturalmente nos sucede: o sucesso dos nossos sonhos sobre o presságio dos nossos medos e receios.

No fundo, passamos a vida a contrariar a natureza e a nossa felicidade... mas se vivermos em sintonia com esta, poderemos beneficiar do que conspira em nosso favor. E é tão simples... Basta conseguirmos controlar o nosso cérebro que nos leva constantemente para o martírio de "supostos" erros no passado, ou para o planeamento e controlo absoluto de cada passo no futuro... deixando de viver e saborear o momento... o presente... a única coisa que realmente é real. Começa por ser um preconceito classificar certos actos como erros... sem estes não evoluiríamos; não saberíamos o que aconteceria se actuassemos de forma diferente... ou não actuassemos! O futuro deve ser construído a partir das vivências do presente e não abdicando destas, contrariando o leque de sentimentos, habituando-nos a viver sem sentir o que o presente nos oferece, em prol de um suposto "planeamento" que vai contra o que mais natural seria: tirar partido das vivências presentes, em vez de tentar construir um futuro baseado apenas em pensamentos, preconceitos e ideias pré-concebidas.

Para viver feliz, em sintonia com a natureza e beneficiando da sua perfeição, é mesmo necessário fazermos a nossa "viagem ritual"... arriscar... enfrentar o desconhecido... sem ter nem saber quer armas vamos ter e que desafios vamos enfrentar.

Sérgio

11 janeiro 2009

I'm loosing you...

Dedicado à mulher mais misteriosa do mundo.

Sérgio






Here in some stranger's room,
Late in the afternoon,
What am I doing here at all?
Ain't no doubt about it,
I'm losing you,
Somehow the wires have crossed,
Communication's lost,
Can't even get you on the telephone,
Just got to shout about it,
I'm losing you,
Here in the valley of indecision,
I don't know what to do,
I feel you sliping away,
I feel you sliping away,
I'm losing you,
I'm losing you,
You say your not getting enough,
But I remind you of all that bad stuff,
So waht the hell am I supposed to do?
Just put a bandaid on it?
And stop the bleeding now,
Stop the bleeding now,
I know I hurt you then,
But that was way back when,
And well, do you still have to carrey that cross?
Don't want to hear about it,
I'm losing you,
I'm losing you.

(I'm loosing you, John Lennon)

Stay...

...don't stay in front of the computer... take the Craig Armstrong album, turn it on the stereo, and stay... with me... just earing it!

Sérgio



Green light, Seven Eleven
You stop in for a pack of cigarettes
You don't smoke, don't even want to
Hey now, check your change
Dressed up like a car crash
Your wheels are turning but you're upside down
You say when he hits you, you don't mind
Because when he hurts you, you feel alive
Hey babe, is that what it is

Red lights, gray morning
You stumble out of a hole in the ground
A vampire or a victim
It depend's on who's around
You used to stay in to watch the adverts
You could lip synch to the talk shows

And if you look, you look through me
And when you talk, you talk at me
And when I touch you, you don't feel a thing

If I could stay...
Then the night would give you up
Stay...and the day would keep its trust
Stay...and the night would be enough

Faraway, so close
Up with the static and the radio
With satelite television
You can go anywhere
Miami, New Orleans
London, Belfast and Berlin

And if you listen I can't call
And if you jump, you just might fall
And if you shout, I'll only hear you

If I could stay...
Then the night would give you up
Stay...then the day would keep its trust
Stay...with the demons you drowned
Stay...with the spirit I found
Stay...and the night would be enough

Three o'clock in the morning
It's quiet and there's no one around
Just the bang and the clatter
As an angel runs to ground

Just the bang
And the clatter
As an angel
Hits the ground

(Stay, U2 - Zooropa, 1993)

08 janeiro 2009

If only I could change your mind...

...seria uma possibilidade... mas preferia que me entendesses...

Sérgio



I prefer to spend my time in solitary ways
Keeping myself to myself
Can't pretend that it's been easy since you went away
Living with somebody else

If you should change your mind
If you should turn around and look behind
If you could see me the way I used to be
At the risk of bringing back the sorrow and despair
I would do it all again
Holding on to memories and pretending not to care
Knowing that the show was soon to end
If only I could change your mind
If only you would change
If I had the chance I'd do it all again
I would do it all again

I remember windy shores on menancholy days
Drifting along with the tide
And the joy of simple things and ordinary ways
Taking it all in my stride

If you should change your mind
If I could let you see what lies behind
If you could see need me the way it used to be

Even for the moment of the happy times we shared
Living in my dreams since then
At the risk of losing only castles in the air
Come with me and we can try again
Oh, if I could change your mind

Can't pretend it's been lonely since you went away
Oh, if I could change your mind

(Alan Parsons Project, EVE - If I Could Change Your Mind)

The Meeting...

Para quando...

Sérgio



Surely I could tell
When I sleep tonight
A dream will call
And raise it's head in majesty
Dividing all my energy
To the meeting of your love

Where from whence it came
Like a singer searching for a song
I try to reach where you belong
As I will be the song for you
I will be your servant child

No, oh no
I cannot be deceived
No, oh no
There's something
That I feel
There's something that I feel inside

Surely I could tell
If you ask me Lord
To board the train

My life my love would be the same
As I could be the one for you
In the meeting of your love
In the meeting of your love

(The Meeting - Anderson, Braford, Wakeman and Howe)

Ilumina-me...

...totalmente perdido.

Sérgio




Gosto de ti como quem gosta do sábado,
Gosto de ti como quem abraça o fogo,
Gosto de ti como quem vence o espaço,
Como quem abre o regaço,
Como quem salta o vazio,
Um barco aporta no rio,
Um homem morre no esforço,
Sete colinas no dorso
E uma cidade p'ra mim.

Gosto de ti como quem mata o degredo,
Gosto de ti como quem finta o futuro,
Gosto de ti como quem diz não ter medo,
Como quem mente em segredo,
Como quem baila na estrada,
Vestido feito de nada,
As mãos fartas do corpo,
Um beijo louco no porto
E uma cidade p'ra ti.

Enquanto não há amanhã,
Ilumina-me, Ilumina-me.
Enquanto não há amanhã,
Ilumina-me, Ilumina-me.

Gosto de ti como uma estrela no dia,
Gosto de ti quando uma nuvem começa,
Gosto de ti quando o teu corpo pedia,
Quando nas mãos me ardia,
Como silêncio na guerra,
Beijos de luz e de terra,
E num passado imperfeito,
Um fogo farto no peito
E um mundo longe de nós.

Enquanto não há amanhã,
Ilumina-me, Ilumina-me.
Enquanto não há amanhã,
Ilumina-me, Ilumina-me.

(Pedro Abrunhosa, Luz, Ilumina-me)

06 janeiro 2009

Noite de Reis.

Eu ainda estou à espera do meu "presente" de Natal... ou de Ano Novo... não é que acredite no Pai Natal... ou nos Reis Magos... mas... quem sabe?!

Sérgio


Os Magos que não chegaram a Belém

Há sempre os que conseguem e os outros. Os que ficam pelo caminho. Com os magos aconteceu o mesmo. Só três – os reis Baltasar, Melchior e Gaspar – chegaram a Belém e deixaram os seus presentes, de ouro, incenso e mirra, aos pés do Menino. Mas os magos, sacerdotes que estudavam o céu e os seus astros, eram muitos. E outros se puseram a caminho, seguindo aquela estrela, súbito, nascida no firmamento e mais brilhante do que todas as outras que aqueciam a noite.
Desses, três sacerdotes da Caldeia, adoradores do sol e da natureza, porque dela se sentiam dependentes, decidiram também partir juntos para melhor enfrentarem os perigos de uma viagem, sem estrada conhecida, na esperança de alcançarem a Luz que aquele sinal anunciava. Não eram reis, nem tinham coroa, nem sequer montada de camelo ou burrinho manso. Também não levavam presentes, apenas a ansiedade dos seus corações. E, confiantes, abandonaram as margens verdes do Eufrates, o trilho conhecido das caravanas e, guiados pela estrela, puseram-se a seguir a liberdade dos caminhos, crentes de que a força da esperança e da fé (não conheciam ainda o Amor) lhes permitiria chegar. Onde? Não sabiam. Mas lá, junto daquela Luz que havia de transformar o mundo, de águas transparentes, fulvos desertos varridos pelo vento e frescos oásis, que reflectiam o azul entre o verde nas palmeiras, no paraíso, aonde os homens ansiavam regressar. E nessa esperança caminhavam. Não por carreiros atapetados pelo musgo dos presépios, que vieram séculos depois, e se nos tornaram familiares, na infância, com seus trilhos fáceis de serrim, lagos-espelhinhos onde nadavam patos, anacrónicas gentes quotidianas: lavadeiras, vendedoras de castanhas e galinhas, pastorzinhos de gado tresmalhado por veredas, cortadas por mudos riachos de papel prateado. Também não caminhavam por entre as sombras frondosas e frescas, com possibilidade de pousada em palácios e castelos, como quis a pintura e os seus mestres. Caminhavam pelo silêncio, com a sua fome e a sua sede, o calor do dia e o frio das noites, solitárias. Palmilhavam o oceano das dunas do deserto, à luz da lua, como se o fizessem pelo pó de todas as clepsidras do tempo. E nem sequer dormiam num leito, irmanados pelo mesmo lençol de pedra, como o românico fixou os outros três, mais conhecidos, com as suas coroazinhas na cabeça. Enrolavam-se apenas no sono que os descansava do cansaço dos dias e lhes dava novas forças, que refaziam com a água e as tâmaras dos oásis, o pão e os figos secos que tinham trazido.
Às vezes, quando o olho do sol se tornava ígneo ou paravam para uma refeição ou um descanso, discutiam a direcção que vinham a seguir.
— Não vos parece que a estrela aponta a Judeia? — perguntava um.
Os outros, incrédulos, pensavam secretamente se haveria alguma coisa a esperar de um povo escravizado pelos romanos e encolhiam os ombros.
— A mim parece-me antes o Egipto o rumo indicado — atrevia-se o mais novo. — E a vós?
— É ainda cedo para uma certeza, mas em breve o saberemos...
E retomavam a caminhada até pela noite dentro – a estrela sempre adiante, lanterna que os não deixaria perder. Duas noites de névoa, porém, esconderam-na aos seus olhos, ansiosos. E então, desorientados, disputaram azedamente, perdidos e sem rumo. Todavia, na terceira noite, a estrela reapareceu, mais cheia de brilhos, como se no seu bojo houvesse mil reflexos de espelho. Quem, conhecendo a Luz, deseja continuar nas trevas? Nem sentiam o cansaço, a língua encortiçada pela sede, o olhar enceguecido pelas tempestades de areia, o ventre cavado pela marcha e pelo magro alimento. A esperança, serpente de água, a esgueirar-se, fugidia, entre os juncos, tinha regressado aos seus corações.
A noite do solstício aproximava-se e eles estavam certos de que, se aquela Luz anunciava algum acontecimento, ele teria lugar na noite sagrada, pois o sol era a alegria e o pão da terra. E, ao mesmo tempo, não podiam deixar de sentir uma certa inquietação em face daquela claridade que aumentava de brilho como a anunciar uma Outra que apagaria a do próprio astro de que eram adoradores. Seria realmente aquela a Luz que tornaria o mundo de manhãs claras, tardes ardentes e noites estreladas, mais perfeito, menos rasgado por ódios, guerras e injustiças? Quem podia ter a certeza? Do que parecia não haver dúvidas era de que a estrela indicava a Judeia. Tinham de render-se à evidência. E nessa direcção seguiam agora, os pés já feridos do caminho, cada vez mais áspero e pedregoso. Mas, mesmo forçando a marcha e lutando contra o tempo e o cansaço, a noite desejada encontrou-os à boca do Mar Morto e a estrela fazia jorrar a sua cratera de brilhos mais para além, mais para o norte. Exaustos, não podiam seguir adiante. Mas o cristal de miríades de luzeiros, que pareciam mais belos e mais luminosos no silêncio suspendido do ar gelado, permitia-lhes procurarem uma gruta para se abrigarem e dormirem, antes de continuarem a jornada. E foi o que fizeram.
— Aqui! — gritou o mais jovem, que caminhava na dianteira.
Os outros, mais trôpegos e cansados, juntaram-se-lhe.
Era uma caverna escurecida pelo fumo das fogueiras dos pastores e que, embora vazia, parecia uma boca de forno, ainda quente do bafo dos animais.
— Escutem! — disse um deles.
À medida que penetravam na gruta, ouviam vagidos, que julgaram de animal ferido. Todavia, quando reacenderam o fogo, deparou-se-lhes uma criança recém-nascida, nua e roxa, a chorar de frio e fome.
— Quem teria tido a coragem de a abandonar?! — indignou-se o mais velho, que rasgou logo um pedaço de manto e a envolveu.
— Pobrezinha, como chora!
Os outros debruçaram-se também, carinhosos e solícitos, sobre o pequeno fardo. Depois olharam-se, perplexos. Que fariam? Podiam aquecê-la, protegê-la – mas como alimentá-la?
E foi então que ouviram, vindos do fundo da gruta, outros vagidos.
— Ide ver! — pediu o mais idoso, que se tinha sentado perto do lume, tentando aquecer a criança, enquanto a embalava, desajeitadamente, nos seus braços, nodosos e velhos.
Os outros juntaram uns gravetos secos e atearam-nos nos tições, acesos, e com aquela débil claridade varreram as sombras. No fundo da gruta estava uma ovelha, de úberes cheios e dolorosos, que lambia a sua cria morta. Era uma noite santa aquela. Ali estava a prova. E, contentes, arrastaram o animal até junto do companheiro e da criança. Depois, com muito jeito e devagar, enquanto um segurava o animal, o outro fazia pingar umas gotas de leite para a boquinha, que em breve se tornou sôfrega. Pacientes, continuaram a tarefa e viram-se recompensados. Aquecida e consolada, a criança aquietou-se. O mago que a tinha nos braços, como um avô, e os outros começaram a tratar da magra ceia e a assar, nas brasas, os figos secos que lhes restavam.
— Temos de regressar... — disse, então, o mais velho, depondo a criança adormecida num recôncavo largo de rocha, não longe do borralho.
— Assim terá de ser — concordou logo outro.
— Somos homens e sacerdotes e nunca seremos uma família para a criança. Temos de nos apressar a entregá-la a uma mulher piedosa que cuide dela e a eduque juntamente com os filhos.
— Sim, ou a uma mulher estéril para quem seja a bênção desejada — tornou o primeiro. — Mas isso resolveremos depois do regresso. O urgente é regressarmos.
— Regressar?! E a Luz que vínhamos a seguir? — protestou o mais novo, para quem era doloroso, depois de tantos trabalhos e canseiras, não levar a cabo o que se tinha proposto. — Desistimos assim da Luz que nos guiou até aqui? Desistimos, agora, quando estávamos já perto?
— Compreendo o que sentes, irmão, também já fui novo... Mas há a criança. Como poderemos abandoná-la?
— Sim... há a criança — e também o mais novo, que tanto se tinha esforçado por alimentá-la, se inclinou e sorriu para vê-la dormir.
— A Luz que vínhamos a seguir — ponderou ainda o mais velho — não poderá ser ocultada e dela teremos notícia. Lembremo-nos de que a Luz ilumina e nem mesmo as trevas podem escondê-la para sempre. O nosso caminho é o do regresso e será longo, pois teremos de nos revezar com a criança nos braços, embora seja já uma bênção termos a graça de um alimento que ainda sobrará para um gole de sede nosso. Descansemos, agora, enquanto dorme.
— Tens com certeza razão — concordou o mais novo, que também não se sentia capaz de recusar a criança, presente da noite santa e, quem sabe, daquela misteriosa Luz.
O braseiro consumia-se, lento, perfumado pelo açúcar dos figos assados nas brasas. A ovelha deitara-se junto da criança, aninhando-a na sua lã, também ela apaziguada, como se tivesse recuperado a sua cria. Uma paz despetalava-se no silêncio da noite e caía sobre a gruta.
Esta foi a história. Não adoraram o Messias, salvador, o que devia chegar para que a paz e a justiça florissem até ao fim das luas, o que teria compaixão do fraco e do pobre e havia de lançar a sua bênção sobre todas as raças, povos e línguas. O anjo do Senhor não lhes apareceu, nem foram envolvidos na sua claridade. Não ouviram cantar: «Glória a Deus nas alturas e paz na Terra aos homens de boa vontade».
Mas tinham vivido o Amor, essência daquela doutrina que ainda não tinha sido pregada e ninguém registara ainda. No mais íntimo dos seus corações tinham sentido aquela verdade: «O que fizerdes ao mais pequeno e ao mais ínfimo a Mim o fareis». E naquela noite, em que os animais falaram, as flores abriram o esplendor das suas pétalas nas trevas como se as entregassem à luz do meio-dia, e as pedras puderam deslocar-se para se dessedentarem nos regatos mais próximos, adormeceram com a criança aconchegada entre eles.
Longe, a estrela fazia descer a sua cascata de fogo sobre Belém de Judá.

Luísa Dacosta
Natal com Aleluia
Porto, Ed. ASA, 2002
Adaptação
O Clube de Contadores de Histórias da Escola Secundária com 3º ciclo Daniel Faria, Baltar (http://www.contadoresdestorias.wordpress.com/)

03 janeiro 2009

Casino Royale.

Ouçam isto!

Fantástico... ouvi-os pela 1.ª vez nas Noites Ritual do Palácio de Cristal, em Agosto do ano passado (2008 para não haver confusões!).

E são Portugueses!!!


Sérgio