23 agosto 2007

Rentrée.

Estes últimos 8 meses foram de grande agitação... Na verdade, foram uma sucessão de acontecimentos imprevistos, que alteraram e transtornaram de forma descontrolada a minha vida.

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(imagem do Rio Tâmega em Vila Caiz)

Apostei numa oportunidade profissional que se revelou desastrosa, mas como tudo tem um lado bom e um lado mau... há que olhar para o bom! Mas sobre isso falemos mais à frente!

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(acampamento na Casa da Flor dos magníficos amigos Luís e Helena)

De facto, consegui uma oportunidade para me livrar do meu antigo emprego de 8 anos, que apesar de pagar muito bem, embrutecia-me de dia para dia. A Agência de Inovação, com raras excepções, está cheia de pessoas que não têm vontade de trabalhar nem de resolver os assuntos para os quais são pagos. Não, preferem o politicamente correcto e o chutar para outro... e entretanto, nada se faz. Refiro isto, porque soube há uma semana que a minha sucessora também de demitiu... encheu o saco!

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(vista para o rio do acampamento)

A empresa de consultoria para onde fui trabalhar, nasceu de uma ideia fantástica de um espanhol bastante inteligente. Pena que esse mesmo espanhol se tenha vindo a revelar tanto vigarista como incompetente... Assim sendo, tive de arranjar uma alternativa, porque a PLAN25 tem os dias contados. Despedi-me em Maio e saí no final de Julho (os meus colegas também já estão a ver alternativas).

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(na Casa da Flor há sempre cãezinhos fantásticos)

O lado positivo disto tudo é que apreendi bastante sobre aspectos comerciais, técnicas de formação e consultoria, e especialmente, imobiliária. Daqui consegui recolher know-how para enveredar por uma opção empresarial! E até consegui que 2 dos meus clientes fossem meus sócios. Mais dificil foi sair a bem, porque enquanto fornecedor de uma rede, o Master só me aceitaria como franchisado, se o meu chefe aceitasse a minha saída. E assim foi; consegui negociar com os dois e ter luz verde para abrir a minha empresa e respectivo contrato de franchising.

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(numa passagem pelo mecânico reencontrei a minha antiga VFR, com a qual tive um acidente; o idiota que a comprou arranjada, e linda como nunca, desfigurou-a...)

Portanto, meus amigos, começou agora a minha carreira de empresário, que se espera de sucesso. Vou abrir um franchising da REMAX em Arcozelo (Gaia Sul).

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(tenho andado mais, agora, com a Scarlet... até porque o MX-5 avariou... espero de futuro voltar a andar mais com ela... desde Novembro ainda só fiz uns miseros 6.000 kms)

Espero, além do sucesso, conseguir uma qualidade de vida melhor. Sempre defendi que a produtividade permite obter bons resultados, libertando-nos mais tempo para outras actividades: é esse o meu foco enquanto empresário.

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(já vendi o meu super-maquinão... até já tenho saudades dele... engraçado que quando começou a aventura da PLAN25 - e foi para isso que o comprei - associava-lhe má sorte, talvez pela gasolina que gastava... hoje, 8 meses e 40.000kms depois, se o dinheiro não me fizesse falta, jamais o venderia)

Por essa razão, não tive propriamente férias... andei por aqui, meio em férias, meio em trabalho. Ainda assim fui a Vila Cais (duas vezes e na primeira fizemos uma acampamento com chuva e tudo!) Macedo de Cavaleiros; Marinha Grande e Montijo; Lousado. Consegui rever alguns bons amigos (Mário e Cristina) e ainda algumas pessoas do Motonline (finalmente conheci o RamosP!). Tive alguns dias de descanso... aliás ainda estou a ter e estou a passa-los em Vila Chã (o meu refúgio). Pena é que o Verão desta ano tem sido tão franquinho... há 7 anos que não tínhamos nortadas... Infelizmente, estou bastante triste com a separação de 2 pessoas de quem gosto muito... e não me consigo alhear disso.

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(Mindelo)

O pior que tiveram estes meses foi a falta de tempo causada pela exigencia profissional, e príncipalmente, a desorganização da empresa. A família ficou penalizada (até os meus sobrinhos pequeninos tiveram saudades minhas), os amigos, as minhas cadelitas, a blogosfera, os meus hobbies... e até a minha saúde. Estou cansado e mais gordo... uns bons 5 quilitos!

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(Vila Chã)

Há que recuperar... desporto para recuperar a forma física (Viet Vo Dao para revitalizar a mente); dedicação à família e amigos para compensar o afastamento (nestes 8 meses até a namorada ficou privada do meu mau feitio!); tempo para relaxar e dedicar-me aos meus hobbies, etc.

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(a fantástica Casa do Meio, Lousado)

Por isso também, já estive a reformular o blog e contem com muitos posts!

Sérgio

11 julho 2007

Rolling Stones - 25JUN07.

Bem! Estava difícil de arranjar um tempito para vir aqui escrever alguma coisita… mas hoje não quero falar da loucura do dia-a-dia e da surpresa que aí vem. Hoje, quero só e só escrever sobre o concerto dos Rolling Stones do passado dia 25 de Junho em Alvalade.

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Curiosamente, em 10 anos é a 4.ª vez que os vejo; e muito lamento não os ter visto pela primeira vez, em 1990, no antigo estádio do Sporting. Na altura estava a uns escassos meses de tirar a carta… e assim sendo, não consegui autorização dos meus pais para ir ver o concerto.

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Quanto mais os vejo, mais gosto! Este concerto foi igual ao de Agosto passado no Dragão, com excepção do alinhamento; e se este foi bem mais interessante, o mesmo não se pode dizer da coordenação com que o espectáculo correu… um ano de tournée faz mossa no cansaço físico… especialmente quando se é sexagenário… ou por outras palavras, quando se tem 45 anos de carreira (só por si fantástico e um record!).

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No ano passado em Agosto achei os Rolling Stones mais jovens que nunca. Na verdade, tinha notado um grande envelhecimento entre os concertos de 1997 em Alvalade e de 2003 em Coimbra. Desta vez, achei-os mais cansados do que um ano antes, mas mesmo assim, fora de série! A energia de Mick Jaegger é contagiante… é mesmo um enigma a agilidade que transpira, a adrenalina que evoca nos movimentos… tomaram muitos dos meus amigos com menos 30 anos demonstrarem aquela desenvoltura física. Keith Richard continua igual a si mesmo… tem um ar decrépito como sempre teve, mas aquela guitarra soa como muito poucas no mundo soam! E desta vez nem a voz desafinou… Ron Wood continua teatral como sempre nas suas vénias e poses; acima de tudo, fiel à sua imagem. Charlie Watts, mantém-se imaculado nos seus cabelos grisalhos; apenas demonstra ter mais frio que antigamente: apesar dos dois últimos concertos terem ocorrido no Verão, este baterista insiste em vestir o casaquito sempre que se levanta do seu posto… típico dos sexagenários!

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Neste espectáculo subiu ao palco (surpresa) Ana Moura para cantar um tema com Mick Jaegger. Resultado: desilusão! A cantora portuguesa nunca esteve enquadrada com o tema… também não teve sorte com a afinação do microfone. Desculpem não me lembrar de qual foi o tema… mas o concerto já foi há algumas semanas… e a minha memória também já não é o que era… 34 anos…

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Muito melhor foi a interpretação de um tema de James Brown, num fantástico duo com a voz feminina que acompanha habitualmente a banda… e lá vão mais duas gaffes de memória!

Os Rolling Stones estão mais velhos: inevitável! Mais carismáticos: sem dúvida! Mas as versões actuais dos temas de outrora soam melhor: mais elaborados, têm mais qualidade e isto sem em nada desvirtuar o seu som tão característico. Há mais instrumentos em palco; há mais vozes… e que vozes! Notam-se as influências mais proeminentes dos blues, do country e até da soul (para não dizer que por lá também ouvi algo muito ténue de gospel…). Principalmente mais simpáticos e preocupados com a qualidade do espectáculo e a participação constante do público (até falam em Português!). Quem os viu há 40 anos e quem os vê hoje… a arrogância e o vedetismo perderam para a humildade q.b..

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Continuo a afirmar que ver aqueles 4 em palco (e desta vez o palco estava pertinho como nunca) é um privilégio. Vi 4 vezes e gostava de ver mais; se cá voltarem, voltarei a ver! Aqueles homens mudaram o mundo não sei quantas vezes! Que pessoas são mais conhecidas em todo o planeta que os Rolling Stones?! Muito poucas… muito mesmo!

Assistir a um espectáculo destes é um misto de emoção, adrenalina e admiração. O tempo passa muito depressa e o final do espectáculo é sempre um grande vazio. Os sentimentos abanam-nos mais do que o ritmo.

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Mas se acham que estou a exagerar, vejam um espectáculo gravado e tentem perceber o que acontece naqueles estádios quando se ouve “I can’t get no satisfation”… Agora multipliquem por vários triliões (tantos quantos conseguirem imaginar) e têm uma ténue ideia do que se sente naqueles relvados… único, inexplicável, magnífico!

Sérgio

21 junho 2007

KEANE

Ora aí está uma banda que de inicio eu não apreciei... O sucesso era generalizado e criou logo fans... mas eu... arrgh... nunca gostei daquele som.

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Estranhei até pessoas como o meu Pai gostarem daquilo... Logo o meu Pai, que desde sempre, foi uma referência para mim em bom gosto musical. Em miúdo ponha-me a ouvir Andrew Lloyd Weber, Moody Blues, Cat Stevens, Clifford T. Ward, Barbra Streisand, Triumvirat, Solution, etc.; autores que ainda hoje aprecio muito e ouço regularmente. Mais tarde, já comigo na adolescência, foi ele que trouxe para casa o 1.º album dos U2, e do Lloyd Cole! Quando ninguém nunca tinha ouvido falar deles...

Lembro-me até de ouvir a Ana Teresa a cantar efusivamente os refrões mais badalados do som pop dos Keane... mas aquilo não me entrava... e até comentava com ela (com o meu habitual mau feitio): "...não sei como consegues gostar disso...".

A minha repugnância geral manteve-se até ouvir "Bedshapped" e "We might be strangers"; são dois temas que me agradam de sobreforma! Em relação aos outros temas, a repugnância auditiva mantem-se actual.

Eis que entretanto sai o segundo trabalho da banda, e não é que me surpreendeu totalmente?! Gosto mesmo muito da generalidade do álbum, especialmente de "Put It Behind You" e "The Frog Prince".

Portanto meus amigos, a 3 de Agosto no Porto, em pleno e maravilhoso Parque da Cidade, lá estaremos!

Sérgio

P.S.: vou levar uns tampões para algumas partes do concerto!

12 junho 2007

Notas soltas...

Standing firm on this stony ground
The wind blows hardPulls these clothes around
I harbour all the same worries as most
The temptations to leave or to give up the ghost
I wrestle with an outlook on life
That shifts between darkness and shadowy light
I struggle with words for fear that they'll hear
But Orpheus sleeps on his back still dead to the world

Sunlight falls, my wings open wide
There's a beauty here I cannot deny
And bottles that tumble and crash on the stairs
Are just so many people I knew never cared
Down below on the wreck of the ship
Are a stronghold of pleatures I couldn't regret
But the baggage is swallowed up by the tide
As Orpheus keeps to his promise and stays by my side

Tell me, I've still a lot to learn
Understand, these fires never stop
Believe me, when this joke is tired of laughing
I will hear the promise of my Orpheus sing

Sleepers sleep as we row the boat
Just you, the weather, and I gave up hope
But all of the hurdles that fell in our laps
Were fuel for the fire and straw for our backs
Still the voices have stories to tell
Of the power struggles in heaven and hell
But we feel secure against such mighty dreams
As Orpheus sings of the promise tomorrow may bring

Tell me, I've still a lot to learn
Understand, these fires never stop
Please believe, when this joke is tired of laughing
I will hear the promise of my Orpheus sing

David Sylvian – Orpheus (Secrets of the Beehive)


Nestes últimos dias, para variar, tenho continuado a viajar pelo país fora e a desenvolver o meu trabalho de consultor. Mais do que o conteúdo técnico deste trabalho, o cerne da questão está no entusiasmo com que se transmite a mensagem; na motivação que se imprime a cada um que nos levanta uma dificuldade sobre como implementar técnicas que não domina, e como tal, naturalmente duvida que funcionem. Neste contexto, como devem imaginar, quando termino o meu dia, estou exausto… até porque muitas vezes, além de ter de fazer este trabalho com os comerciais, tenho de o fazer também com os supostos responsáveis pela coordenação destes mesmos comerciais… e que por vezes são os mais incrédulos, cépticos e desmotivados de todos…
Isto marca-nos… e passamos a reparar e observar coisas em que nunca tínhamos reparado. Estive em Tomar no mês passado e fiquei fascinado com a luz desta cidade do “interior”; era incrível a luminosidade da cidade às 9 da noite no fim de Maio…

A paz e serenidade que esta luminosidade me passou, pôs-me a pensar se, de facto, lido bem com as pessoas que me rodeiam, ou se serei mais feliz estando sozinho… visto que não preciso de dar atenção a ninguém, posso estar tranquilo nos meus pensamentos, e acima de tudo, não tenho de me preocupar com as expectativas que posso gorar nas pessoas de quem "gosto". Não há nada que mais mal me faça sentir, do que fazer "sofrer" as pessoas que "gosto". É difícil lidar com isto…

"Interrompo a emissão para dizer que acabo de ver um anúncio da Multi-Ópticas com a Diana Chaves, que me fez babar o computador!"

Voltando à realidade… prefiro sofrer eu, a fazer sofrer as pessoas quem gosto. Por muito que a minha maneira de agir não tenha qualquer intenção de criar algum mau estar a alguém, inevitavelmente, entre amigos, entre colegas, nos meu relacionamentos, isto acaba por acontecer… e nessa altura não sei gerir a situação, entre fazer o que me faria mais feliz, ou o que não magoa os outros... porque se os magoar, ainda que inadvertidamente, o peso de consciência entristece-me seriamente… ou seja, triste por ter cão e por não ter!

Literalmente neste caso… há um mês atrás nasceram 3 cãezinhos lindos num campo ao lado da casa de praia dos meus pais… a ideia de estarem desprotegidos, à chuva, sujeitos a pulgas e carraças, mas acima de tudo, sem o carinho de um dono que os proteja e trate deles, mata-me… ainda que a mãe anda lá por perto… não consigo deixar de pensar naqueles cãezinhos, a quem me afeiçoei só por lhes dar água e comida, várias vezes ao dia, sem me virem as lágrimas aos olhos. Houve uma noite em que não consegui parar de pensar neles… mas acobardei-me a fazer 30 kms para os visitar (e outros 30 de regresso)… porque ia desatar a chorar outra vez… porque no dia seguinte tinha de me levantar às 6 da manhã… Ainda por cima, passei por lá depois disto e já não estavam lá... espero que estejam bem...

Para terminar, uma ligação ao post interior… por incrível que pareça, das músicas que eu mais aprecio do George Michael, nenhuma é um original dele!

I Can't Make You Love Me
(written by Mike Reid and Allen Shamblin)


Turn down the lights
Turn down the bed
Turn down these voices
inside my head

Lay down with me
Tell me no lies
Just hold me close,
don't patronize
Don't patronize me

Cause I can't make you love me
if you don't
You can't make your heart feel
something it won't
Here in the darkin these final hours
I will lay down my heart
And I'll feel the powerbut you won't
No, you won't
Cause I can't make you love me
if you don't

I'll close my eyes
then I won't see
the love you don't feel
when you're holding me

Morning will come
and I'll do what's right
just give me till then
to give up this fight
and I will give up this fight

Cause I can't make you love me
if you don't
You can't make your heart feel
something it won't
Here in the darkin these final hours
I will lay down my heart
And I'll feel the power
but you won't
No, you won't
Cause I can't make you love me
if you don't

Sérgio

01 junho 2007

George Michael em Coimbra!

Neste blog tem-se falado de música nos últimos posts; de boa música aliás como é habitual por aqui… hoje nem por isso!

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Pois é; no dia 12 do mês passado fui ver o Sr. George Michael, que ao fim de muitos anos de carreira (mais de 20), se dignou de vir a Portugal. Mais vale tarde que nunca, e pelo menos, escolheu bem o local: Coimbra – a meio do país!

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Mesmo sem apreciar o estilo, estava curioso para ver um espectáculo de uma das figuras mais míticas e mediáticas da pop music das três últimas décadas.

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Gostei da forma como resulta a voz dele em palco; o som estava excelente; e em termos áudio-visuais, o espectáculo resulta muito bem.

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Sinceramente desgostou-me um egocentrismo exacerbado… do início ao fim do espectáculo, e com excepção de um tema, o senhor é único em palco, para que seja o centro das atenções. Aliás torna-se monótono, porque são duas horas a ver o homem a dançar sempre da mesma maneira.

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O concerto foi muito virado para a dance music e para o último trabalho do cantor. Dos meus temas favoritos, népia! Jazz: népias também… ainda que fosse um tema só do “Songs from the Last Century”, o meu disco favorito, nadinha… mas já era de esperar.

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Não deixo de reconhecer que ouvir o “Careless Whispers”, vinte e tantos anos, depois de o dançar bem agarradinho a alguma moçoila com boas curvas que me tivesse dado atenção e algo mais (Susana Raquel, onde andas tu?!), numa daquelas tardes das festas da altura do liceu, me deu bastantes saudades e uma ponta de saudável e alegre nostalgia (eheheheh!).

Fiquei com pena de não ver os fantásticos Fingertips na 1.ª parte do concerto, mas os meus amigos obrigaram-me a lambozar-me com um magnífico leitão (no Rui dos Leitões)... e eu contrariado, claro, mas lá fui!

Aliás, o melhor deste concerto foi, sem dúvida, eu e a Joaozinha revermos amigos de quem gostamos tanto e tão poucas vezes convivemos: CristinaXX e MárioXX (os dinamizadores desta nossa ingressão pelo mundo homossexual da pop britânica); e, Cristina e Nuno, mais conhecido por The Great Satan!

Sérgio

P.S.: para quem não está familiarizado com algum tipo de alcunhas, o XX do casal Cristina e Mário é uma alusão motard ao péssimo veículo em que os dois habitualmente se deslocam: uma Honda CBR 1100 XX Blackbird, de cor cinza prata! eheheh!

Perry Blake no Teatro Circo.

No Sábado passado, 26 de Maio, fui ao Teatro Circo a Braga ver o Perry Blake.

Bem, já o tinha visto há 2 anos, na Casa das Artes de Famalicão. A única diferença é que desta vez, Perry Blake fazia-se acompanhar de dois músicos em vez de um.

Honestamente, não fiquei com grande memória deste concerto… não trouxe nada de novo face ao anterior, que gostei mais do que este.

Essencialmente, este músico a actuar em “versão acústica”, perde o melhor do som que cria nos seus trabalhos. Apesar da sua excelente voz, o som envolvente e de personalidade marcante, é uma das melhores características deste músico. As versões acústicas fazem com que os temas percam muito do seu cariz e originalidade.

Aguardo por Perry Blake novamente, mas da próxima com uma “big band” a acompanhá-lo!

Sérgio

28 maio 2007

The Who no Pavilhão Atlântico - o post!

Já passaram vários dias, mas o som da guitarra de Pete Townshend continua intacto nos meus ouvidos… único, marcante, possante e cheio. Perfeito! Por isso o que escrevo é uma mistura desordenada de ideias, cuja emoção de recordar não me permite a coerência do raciocínio.

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Foi um concerto com emoções muito fortes; apesar de Keith Moon e John Entwistle já não estarem no palco, a dupla Daltrey & Townshend esteve imparável. Roger Daltrey continua com a sua voz imponente e agreste; a energia que passa em palco, pela maneira como dança e como faz o microfone rodar pelo ar, envergonha os jovens barulhentos Rose Hill Drive, com metade da idade que fizeram a 1.ª parte (não recordo qualquer imagem sonora… lembro-me vagamente do aspecto deles… e antes não lembrasse!). Pete Townshend está imparável; a guitarra soa como nada mais no mundo soa. A energia está lá; a adrenalina está lá… o braço continua a rodar imparavelmente! Townshend só não salta tão alto…

É inexplicável o que se sente, quando temos à nossa frente dois homens de meia-idade, que fazem parte da história do rock; que marcaram o seu estilo no mundo. Cresci a ouvir esta banda, pelo que para mim foi um privilégio poder estar ali, a 3-4 metros deles. Mais do que ouvir, o som deles fez-me reviver e encheu-me os olhos de água várias vezes ao longo do concerto. Se calhar, pela nostalgia de não os voltar a ver mais… Digo sempre isto quando vejo os Rolling Stones e em Junho vou vê-los pela 4.ª vez!

A plateia estava cheia e por lá encontrei um pouco de tudo: pessoas mais velhas do que eu; pessoas da minha idade, algumas saídas directamente do trabalho para ali, ainda em traje formal; bastantes miúdos, que provavelmente só conhecem os The Who por causa do CSI (tiveram a oportunidade de perceber que muitas das músicas que ouvem de outras bandas da actualidade, são originais destes dinossauros do rock). Grupos de amigos, casais sozinhos, amigos de longa data que já não vão a um concerto há anos… só mesmo pelos The Who.

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O que é realmente mais incrível e marcante é a imponência da guitarra de Pete Townshend. Todos os grandes guitarristas têm uma sonoridade única nas suas guitarras; Townshend conseguiu uma mistura entre a distorção e um som tão potente quanto limpo, consistente. Ouvir aquela guitarra ao vivo é algo que não se esquece… nunca!

Sérgio

17 maio 2007

The Who no Pavilhão Atlântico!

Uma hora depois de ter saído do concerto dos The Who, a intensidade das emoções não me permite, contrariamente à minha vontade, fazer um post sobre este concerto incrível...

Lamento não ter tido a máquina fotográfica comigo; fiz apenas umas fotografias ranhosas com o telefone, alguns filmes e umas tantas video chamadas para o meu pai!

Preciso de uns dias de silêncio para digerir o extase em que me encontro...

Sérgio

11 maio 2007

Guillemots.

Há mais de um mês que ando com este som fantástico dentro da cabeça.

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No fatídico fim-de-semana em que fui a Bejar, Salamanca, o meu grande amigo Jorge “Enterra” apresentou-me mais uma das suas fantásticas descobertas musicais: Guillemots.

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Nem sei bem como descrever o som desta banda: soa muito a rock sinfónico; por vezes tem algumas influências de pop electrónico. Acima de tudo, é um som extremamente melódico e aveludado, para o qual contribui a voz inédita do vocalista. Mas sem deixar de ser rock!

Por momentos parece que voltamos aos anos 70 e estamos a ouvir uma miscelânea entre os Camel, os Moody Blues e os Yes. A melodia domina um som consistente, encorpado e completo, onde não faltam as orquestras, sons contra-melódicos e dissonantes. A envolvência sonora é a nota dominante. No meio de tudo isto, ainda se encontram algumas semelhanças com Maximillian Hecker. O som é viciante e encantador. Têm um palco sonoro quase sobrenatural; inspira serenidade e tranquilidade (mas não como a do Sporting!). É um som relaxante para ouvir no meio da neve, ou em frente ao mar; há também faixas em que o som e o ritmo são mais vigorosos. Acima de tudo é um som sem arestas… suave e liso. Até parece o motor 5 cilindros do meu Volvo(!), tal é a fluidez com que atravessa os nossos canais auditivos, apesar de ter uma personalidade tão vincada. Ou seja, não confundir com essas sonoridades isotéricas lamechas de quinta qualidade que por aí andam muito em voga e a que alguns chamam erradamente de chill-out... Relembro, isto é rock!

Não diria “cantem e encantem”, mas antes, ouçam e encantem-se! Como diria um conhecido chefe de mesa do mais mediático restaurante da cidade do Porto: "Recomendo vivamente."! A sério!

Sérgio

03 maio 2007

VENDE-SE!

Preciso de vender a minha "banheira". Vou passar a fazer menos kms e deixo de precisar de 2 carros.

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Há por aí interessados?! Trata-se de um VOLVO S80 T5: motor a gasolina de 2.000 c.c. com 220 CV; é de 1999 e tem quase 240.000 kms. Está em estado irrepreensível. Tem o interior em couro negro e madeira castanha escura. Tem ainda muitos extras: computador de bordo; cruise contro; telefone; bancos aquecidos; ar condicionado individual; vidros e retrovisores eléctricos com desembaciador; encostos de cabeça rebatíveis automaticamente; bancos traseiros rebatíveis; controlo de tracção e estabilidade; aparelhagem com rádio com 20 memórias de FM, leitor de cassetes, leitor de cd e 9 colunas.
É um autentico avião! Anda mesmo muito e é extremamente seguro, suave, silencioso, espaçoso e confortável. Ao contrário do que se espera, não gasta muita gasolina (em média 10L/100 kms).

Ofertas para sergio@carmo.com.pt. Vendo à melhor oferta!

Sérgio

04 abril 2007

Fim-de-Semana Azarado.

Este fim-de-semana (24/25 de Março… desculpem o atraso) tive mais um dos meus episódios caricatos de falta de sorte.

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Fui até à estância de Bejar, para matar algumas saudades da neve, visto que este ano não pude acompanhar os meus amigos nas minhas férias favoritas, graças ao meu querido chefe. Fui com mais 3 pessoas, que pouco ou nada esquiavam, só com o intuito de os ensinar, porque na verdade só havia pistas de iniciados abertas, e estas com neve artificial. Levei os skis para com eles andar no primeiro dia, e a prancha para no segundo dia matar saudades.

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Posso dizer-vos que o fim-de-semana até foi agradável, apesar de no Sábado ter terminado a tarde no Hospital da vila de Bejar (onde fui muito bem tratado). É que no final do dia, já sem os skis nos pés, ao sair de uma telecadeira, apareceu-me uma besta de um funcionário da estância à frente, tendo eu ficado esmagado entre ele e a cadeira: resultado, ao tentar amparar a cadeira, rebentei um tendão no dedo médio da mão esquerda, ficando com o dedo dobrado e sem conseguir fazer qualquer movimento… Não lembra de facto, nem ao diabo, que um dos responsáveis pelo funcionamento dos meios mecânicos se atravesse num sitio de saída, onde é proibido alguém passar. Possivelmente estaria bêbado… Fiquei meio apático… sei que o insultei, mas nem me consigo lembrar da cara dele. A cadeira deu a volta e ainda voltei a levar com ela nas costas.

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Saí do hospital com uma tala no dedo. Não me tirou a boa disposição e até andei a fazer snowboard no Domingo o dia inteiro. Também não me impediu de guiar para casa…

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O pior vem agora… É que tive de ser operado para coser o tendão e os resultados clínicos não são muito interessantes para este tipo de lesão. Tive dores no pós-operatório e hoje foi o 1.º dia que não tomei comprimidos. Tenho pela frente 4 semanas com o dedo imobilizado; ou seja, não posso fazer quase nada do que mais gosto: viet vo dão, squash, body board, andar de moto… enfim! Resta-me a consolação que se fosse na mão direita teria sido pior. Apesar de tudo, se tivesse partido o dedo tinha sido menos grave… agora assim, garanto-vos que de agradável não tem nada…

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À partida, não vou conseguir mais esticar o dedo totalmente… O que me impede de fazer um gesto muito útil a algumas pessoas que me chateiam constantemente… com a mão esquerda!

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Sérgio

01 abril 2007

Passeio ao Lindoso - Take 2!

Há dois fins-de-semana atrás fui fazer uma passeio de moto. Estava ansioso por voltar a fazer o passeio que no ano passado não consegui terminar, porque caí na geada (e no óleo e gasóleo e sei lá que mais), ao passar em frente à central eléctrica do Lindoso.

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Comigo alinharam logo, além da Joaozinha, o Pedro e o João Pedro.
O Pedro antecipou-se a mim e no seu blog fez uma crónica da viagem. Visitem http://www.amado-historiasdavida.blogspot.com/.
Tenho algumas fotografias e histórias para adicionar às do Pedro.
Saímos do Velasquez e fomos pela A28 até Viana do Castelo, com destino marcado a Ponte da Barca e ao Lindoso. Reentrada em Portugal por Monção e Melgaço, em direcção aos Arcos de Valdevez; e finalmente, regresso ao Porto.
A primeira paragem foi na área de serviço de Viana, para um café; e logo aqui a primeira história. Quando fui buscar os nossos cafezinhos, chegou um casal com 3 filhos. A típica família portuguesa que ao Domingo tira o carro da garagem, veste a melhor roupa e vai almoçar fora. Todos os miúdos quiseram donuts e bebidas energéticas (powerade); os pais, por oposição, escolheram algo mais relaxante… dois cafés e duas Macieiras! E venha a estrada!

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O passeio propriamente dito só começou depois de Ponte da Barca. Aí sim, começaram as paisagens dignas de se verem, as curvas dignas de deitar a moto e de arredondar os pneus deformados pelas auto-estradas e vias rápidas. O piso estava seco e convidava ao desfrute da estrada… mas algumas manchas de óleo lembravam-me o episódio de Janeiro de 2006… e criavam-me alguns arrepios… não queria regressar novamente de reboque! Mais tarde, ao almoço, o João Pedro referiu que numa das curvas fomos à berma devido a uma dessas manchas de óleo.

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Parámos na curva em que caí, e mais uma vez, não entendo o tombo do ano passado… geada sim, óleo sim, e gasóleo também. Só pode… aquilo é quase uma recta.

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Tentámos almoçar em Portugal, mas ficámo-nos pelas fotografias; o aspecto não antevia grandes iguarias, pelo que acabámos por almoçar do lado espanhol, numa esplanada, e diga-se de passagem, muito bem! Carne de vitela grelhada muito boa, salada com “nutrientes especiais” e uma vianeta com whisky! Mas pouquinho é claro… é que os espanhóis não têm Macieira!

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Em Espanha a paisagem tornou-se menos interessante; já a estrada melhorou. Mas o melhor veio depois de entrarmos novamente em Portugal. Especialmente entre Melgaço e os Arcos de Valdevez. A 50 kms/h, as curvas eram feitas bem rapidinho… e com direito a algumas surpresas… ainda bem que não vínhamos a “queimar” muito. Apesar disso, quando parámos, percebemos que não havia muito mais pneu para usar! O Pedro e a sua VMAX não conseguiam acompanhar o ritmo da fantástica RSV1000 do João Pedro, que seguia nas calmas… Para mim, e até porque levava comigo a Joaozinha, o ritmo estava “au point”. Só lamento ter endurecido demasiado a suspensão da frente para evitar os afundamentos nas travagens, o que tornou a viagem mais cansativa. De resto, a máquina esteve impecável!

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Jantei já no Porto e ainda tive direito a uma chuvinha antes de chegar a casa.

Adorei o passeio; mais ainda a companhia. Sem dúvida, uma equipa a juntar para breve.

Sérgio

P.S.: durante o mês de Abril não vou poder andar com a Scarlet. Fui operado e tenho a mão esquerda imobilizada.